sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

MOURÃO TORNA PÚBLICA SUA GUERRA COM BOLSONARO E SE PROPÕE A SER PODER MODERADOR

Médico que atendeu Vavá divulga depoimento corajoso


Médico que atendeu Vavá divulga depoimento corajoso

Viralizou na internet o depoimento do médico oncologista que atendeu Genival Inácio da Silva, o Vavá, até sua morte, na última quarta-feira. É um relato que deveria cobrir de vergonha parte das autoridades brasileiras

Jorge Abissanra médico vavá
Jorge Abissamra, médico de Vavá (o irmão de Lula)
por Jorge Abissamra, via Facebook
(Morre Vavá, meu paciente e coincidentemente irmão de Lula)
Nesses últimos dias tive um paciente ilustre, seu Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão de Lula.
O atendia no SUS, senhor sempre simpático, com vestes simples, humilde e acompanhado sempre de sua adorável filha Andreia.
Ele nunca me disse que era irmão do ex-presidente mas todos obviamente sabíamos.
Já muito debilitado pela doença avançada, sem uma das pernas amputadas pela câncer, Vavá parecia dar de ombros pela situação que o acometia.
Sempre tinha um sorriso no rosto e um olhar alegre pra transmitir.
Fui talvez umas das primeiras pessoas a saber de seu falecimento e na hora me veio uma pergunta. E agora? Será que vão deixar Lula vir vê-lo?
Não sabia como funcionava a legislação brasileira sobre o tema.
Pois bem, fui atrás e descobri que só em 2018 185 mil presos saíram pra ir a enterro de parentes no Brasil. Isso mesmo, 185 mil.
Como havia sido convidado pelo família, fui ao velório em respeito a meu paciente e sua filha e lá vi tamanha consternação de seu famoso irmão não estar presente.
Me fica uma dúvida. Independente de minha opinião política sobre Lula e independente da de qualquer um, fiz meu papel de médico com o maior carinho, profissionalismo e dedicação possível.
Não será que deveria também ser esse o papel do judiciário? Se 185 mil custodiados no último ano puderam participar de homenagens aos seus entes falecidos por que não Lula?
Me amedronta quando a justiça parece não fazer justiça e soa como se estivesse fazendo vingança. Como médico e defensor da vida não podia deixar de fazer esse relato.
A Lei é pra todos.

Daniel Valença: Lula condenado à pena de morte pela Justiça brasileira

VIOMUNDO 
Diário da Resistência
    

Daniel Valença: Lula condenado à pena de morte pela Justiça brasileira
Ricardo Stuckert
POLÍTICA

Daniel Valença: Lula condenado à pena de morte pela Justiça brasileira


01/02/2019 - 20h42
Lula está condenado à pena de morte
por Daniel Valença, especial para o Viomundo
A decisão do sistema de justiça brasileiro de impedir o ex-presidente Lula de ir ao velório de seu irmão mais velho causou consternação e espanto na comunidade jurídica nacional e internacional.
Em regra, tal fato foi visto como perversão dos juristas e representantes do Estado envolvidos, perseguição de Sérgio Moro e Jair Bolsonaro ou meramente decisões ao arrepio da Lei de Execução Penal
Mas, se virmos à luz dos processos históricos em curso desde 2016, perceberemos que Lula está condenado à pena de morte, mesmo que não pronunciada.
Todos os malabarismos jurídicos de Moro, TRF4 – com a digna exceção do desembargador Rogério Favreto – STJ e maioria do STF demonstram que Lula não pode viver.
Lula está condenado à pena de morte, porque apenas com o principal líder já forjado pelos trabalhadores do Brasil morto, sindicatos quebrados, movimentos sociais criminalizados e escolas, inclusive universidades, amordaçadas,  é possível assassinar Marielles, acabar com Brumadinhos, aprovar reformas trabalhistas, previdenciárias, entregar o patrimônio nacional como se república de bananas fossemos.
É por isso que aqueles e aquelas que preservam alguma empatia com as classes trabalhadoras e não colocam “Lula Livre” como bandeira de luta central e urgente, nada compreenderam dos últimos anos.
Ou se altera a correlação de forças no interior da sociedade brasileira.
Ou amplas massas apoiam um conjunto de ideias e valores contrários aos que vimos nesses últimos três anos.
Ou não haverá vitória popular. Nem mesmo parcial.
Daniel Araújo Valença, professor do curso de Direito da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA)