terça-feira, 2 de julho de 2019
Boletim de Análise da Conjuntura. FPA
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Moro segue pendurado no que tem o ‘Intercept’
Moro segue pendurado no que tem o ‘Intercept’
POR FERNANDO BRITO · 02/07/2019
A defesa – e o ataque – de Sérgio Moro, hoje, na Câmara, não o levaram um passo além do que teve domingo, com as manifestações de apoio dos grupos de extrema-direita que faz.
Dificilmente acontecerá algo de novo na audiência, que se prolonga até este momento e, portanto, já é possível avaliar o comportamento do atual ministro da Justiça.
Suas evasivas e as negativas de assumir peremptoriamente que não tinha dito o que tinha sido revelado o deixa na mesma posição de fragilidade que está desde o dia 9 de junho, quando o The Intercept publicou a primeira reportagem.
Depende do que vai aparecer.
Não posso, é claro, adivinhar o que Glenn Greenwald tem em seu arsenal.
Moro não melhorou sua defesa além das alegações de hachker e manipulações sobre as quais não pode dar informações.
Mas a piorou, em muito, quando não foi capaz de responder sobre a investigação da Polícia Federal e do Coaf sobre o autor das reportagens.
Isto é, não foi capaz de negar que estivesse zelando para que as investigações não preservassem a proteção constitucional de fonte jornalística.
Colocou o jornalista como objeto de perseguição policial.
Moro está pendurado na hipótese de não haver um diálogo explícito, de um áudio comprometedor.
Não inverteu as pedras e deixou com seus acusadores, em breve, o próximo movimento.
Escândalo: PF pede ao Coaf investigação sobre Glenn, em ato de improbidade de Moro
Escândalo: PF pede ao Coaf investigação sobre Glenn, em ato de improbidade de Moro
Subordinada ao ministro Sergio Moro, a Polícia Federal pediu ao Coaf uma investigação sobre as movimentações financeiras do jornalista Glenn Greenwald, do Intercept, que revelou como Moro e a força-tarefa da Lava Jato fraudaram o processo judicial contra o ex-presidente Lula; a se confirmar a informação, divulgada pelo site Antagonista, Moro terá cometido o crime de improbidade administrativa, segundo o ex-deputado Wadih Damous

247 - A Polícia Federal solicitou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) uma investigação sobre as movimentações financeiras do jornalista Glenn Greenwald, do Intercept, que revelou ao Brasil e ao mundo como o ex-juiz Moro e os procuradores da força-tarefa da Lava Jato fraudaram o processo judicial contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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A se confirmar a informação, divulgada pelo site Antagonista, Moro terá cometido o crime de improbidade administrativa, segundo o ex-deputado Wadih Damous.
A Polícia Federal pediu ao Coaf um relatório das atividades financeiras de Glenn Greenwald.
A informação é do porta voz oficial da organização Lava Jato, O Antagonista. Se isso for verdade, vai se configurar ato de improbidade da autoridade que determinar a medida.#VazaJato
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According to a right-wing site often cited by Sergio Moro & used by corrupt prosecutors for leaks, the Federal Police - which Moro controls - has formally requested an investigation into my finances. They're not even hiding their abuse of power to retaliate against journalists: https://twitter.com/wadih_damous/status/1146106649595301889 …
Moro se autoincriminou na Câmara, diz Nassif
Moro se autoincriminou na Câmara, diz Nassif
"O argumento de Sérgio Moro, de que não pediu a substituição da procuradora, mas apenas sugeriu que a preparassem para o interrogatório é autoincriminatório. É o juiz orientando como a procuradora deve se comportar. Não é argumento de gente esperta", disse Nassif pelo Twitter

247 - O jornalista Luís Nassif afirmou que o ministro Sérgio Moro produziu prova contra si mesmo durante depoimento nesta terça-feira, 2, na Câmara, sobre as revelações do The Intercept, de que atuou em conluio com o Ministério Público Federal.
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"O argumento de Sérgio Moro, de que não pediu a substituição da procuradora, mas apenas sugeriu que a preparassem para o interrogatório é autoincriminatório. É o juiz orientando como a procuradora deve se comportar. Não é argumento de gente esperta", disse Nassif pelo Twitter.
O argumento de Sérgio Moro, de que não pediu a substituição da procuradora, mas apenas sugeriu que a preparassem para o interrogatório é autoincriminatório. É o juiz orientando como a procuradora deve se comportar. Não é argumento de gente esperta.
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