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Ex-juiz, ex-ministro e futuro senador já chamou o best friend de covarde, autocrata, trapalhão e indigno da Presidência. Também disse que foi "sabotado" por Bolsonaro no combate à corrupção
O ex-juiz Sergio Moro nunca escondeu seu desprezo por Lula e pelo PT, mas, após ser convidado a se retirar do cargo de ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, em abril de 2020, sempre fez questão de usar o Twitter para atacar a dignidade do presente.
Não obstante, no último domingo (16.out), lá estava Moro no debate ao lado de seu best friend Bolsonaro, semanas após ter declarado voto nele e após se eleger senador pelo Paraná.
Para homenagear o reatamento desta bonita amizade, o Núcleo separou 11 tweets em que Moro usou a rede social para chamar Bolsonaro de:
Os tweets estão organizados em ordem crescente de hipocrisia:
Bolsonaro pode ter decretado 100 anos de sigilo em documentos e informações muito importantes do governo brasileiro, mas certamente é Moro quem gostaria de esconder esse tweet pelo próximo século.
Moro certamente não gosta de outros bajuladores de Bolsonaro.
O tweet abaixo é um dos meus favoritos. Em menos de 280 caracteres, Moro destilou apoio e amizade a Bolsonaro. É de aquecer o coração com tanta ternura.
É bom lembrar que Moro nunca foi amigo de Lula e certamente nunca teve afeição pelos aliados do governo petista.
Tá ficando difícil ser irônico para descrever esses tweets.
Moro deve estar preparado para ter o rosto severamente machucado...
Neste tweet Moro está falando do influenciador e polemista profissional Kim Paim, que adora o governo pois mora na Austrália e não precisa se preocupar com o que acontece no Brasil.
Em janeiro de 2022, Moro cobrava ambos Lula e Bolsonaro por respostas. Certamente continuará cobrando Bolsonaro, certo?
Simone Tebet não só vocalizou apoio a Lula, como até gravou propaganda política para o petista. Já Moro decidiu declarar voto no "autocrata" Bolsonaro.
Será que essa amizade sobrevive?
Se Bolsonaro "tem a incrível capacidade de estar no lugar errado e na a hora errada", o que significa para Sérgio Moro estar ao lado dele agora? 🤔
Se você precisa de um vídeo com declaração de amizade de Moro a Bolsonaro, bastar dar play no tweet abaixo para ouvir a explicação de como Bolsonaro, nas palavras do próprio Moro, "sabotou" o combate à corrupção.
Vale cada segundo.
Em 60 anos de bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, Cuba acumula US$ 154 bilhões em prejuízos, segundo relatório apresentado nesta quarta-feira (19/10) pelo ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez. O embargo é um conjunto de leis que impedem o governo cubano de comercializar com empresários estadunidenses, impõe barreiras de crédito e sanções a bancos ou países que decidam realizar transações econômicas com a ilha.
Todos os anos o governo cubano quantifica os danos causados pelo bloqueio e apresenta o documento à Assembleia Geral das Nações Unidas, que há 30 anos aprova por ampla maioria uma resolução que exige o fim do embargo.
"É uma situação de guerra, de buscar o colapso do país, sem medir as graves consequências humanitárias", disse o chanceler cubano.
O "embargo total" foi oficialmente imposto no dia 3 de fevereiro de 1962 pelo então presidente John F. Kennedy, como represália pela revolução socialista de 1959. De lá pra cá, o bloqueio contra a ilha tornou-se uma política de Estado dos EUA, que é recrudescida com o passar dos anos. Durante a administração de Donald Trump foram impostas 243 medidas coercitivas unilaterais, incluindo travas para estadunidenses que queiram realizar turismo na nação caribenha.
Trump também ativou o título III da lei Helms-Burton, de 1996, que estabelece a possibilidade de processar empresas cubanas na justiça estadunidense exigindo reembolsos devido às nacionalizações realizadas pelo governo revolucionário no início da década de 1960. Entre 2019 e 2021, foram abertos 34 processos exigindo o pagamento de multas.
Entre as medidas do embargo, está a proibição de que Cuba comercialize com o dólar a nível internacional e que adquira tecnologia ou equipamentos com mais de 10% de componentes fabricados nos EUA;.
Twitter/Bruno Rrodriguéz
Entre medidas do embargo, está proibição de que Cuba comercialize com dólar a nível internacional
"Dezenas de bancos negam serviços a Cuba por medo de multa dos Estados Unidos. Além da perseguição direta a transportadoras, a companhias de navegação marítima, seguradoras e empresas de logística em geral, o que encarece em até 30% a importação de combustível", relatou o ministro cubano.
Apesar do presidente dos EUA, Joe Biden, reabrir a embaixada estadunidense em Havana e comprometer-se a emitir 20 mil vistos anuais para cidadãos cubanos que queiram visitar os Estados Unidos, não houve revogação de outras medidas do bloqueio. A Casa Branca também mantém Cuba na lista de países que financiam o terrorismo - mesmo sem qualquer evidência para tal denúncia.
Somente durante os 14 meses de gestão democrata, os prejuízos acumulam US$ 6,3 bilhões, segundo o governo cubano. Entre janeiro e julho do ano passado, no auge da pandemia de covid-19, a média de perdas diárias foi de US$ 12 milhões.
Justamente por conta da emergência sanitária, Cuba direcionou mais US$ 184 milhões para o setor da saúde e tornou-se o primeiro país da América Latina a desenvolver uma vacina própria contra a covid-19.
Ainda que a biomedicina cubana produza 60% dos medicamentos consumidos na ilha, as autoridades enfrentam dificuldades de importar componentes usados na fabricação dos remédios.
De acordo com o relatório, 375 pacientes estão na fila para poder colocar marcapassos e outros 200 esperam por cirurgias cardiovasculares, que não podem ser realizadas por falta de materiais cirúrgicos.
"Imaginem como seria Cuba hoje se nós pudéssemos dispor destes recursos. O bloqueio não é uma política republicana. É a conduta prática atual das autoridades estadunidenses", questionou Rodríguez.
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