domingo, 31 de janeiro de 2021

"Parcialidade de Moro impõe a anulação de todos os processos dos quais ele participou”, diz Marco Aurélio Carvalho

 

"Parcialidade de Moro impõe a anulação de todos os processos dos quais ele participou”, diz Marco Aurélio Carvalho

Marco Aurélio Carvalho, jurista e sócio-fundador do grupo Prerrogativas, afirmou que as mensagens da operação Spoofing obtidas pela defesa de Lula devem resultar na anulação de todos os processos envolvendo o ex-juiz Sérgio Moro. "Não dá para o Moro ser parcial e ao mesmo tempo não ser", disse

(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | ABr)
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247 - O jurista e sócio-fundador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho, afirmou, durante participação no Bom Dia 247 deste domingo (31), que a revelação das mensagens apreendidas durante a operação Spoofing que a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve acesso devem resultar na anulação de todos os processos envolvendo o ex-juiz Sérgio Moro. 

“Parcialidade é uma condição pessoal, que acompanha um determinado juiz em relação a um determinado réu . Uma vez confirmada a parcialidade deste juiz, ela se pressupõe não só em relação a um único e especifico processo, mas a todos os processos em que eventualmente este juiz funcione como juiz em relação a este réu para o qual ele foi declarado parcial. É uma condição personalíssima. Não dá para o Moro ser parcial e ao mesmo tempo não ser”, disse Carvalho. 

"Tem um princípio na lógica jurídica, que é o principio da identidade ou do terceiro excluído, ou uma coisa é ou ela não. Se o Moro for declarado parcial, e na minha opinião não existe outro caminho que não seja o da declaração dessa parcialidade criminosa que, inclusive, tirou o ex-presidente Lula das última eleições da qual ele era franco-favorito,  se ele for declarado parcial neste processo, todos os processos dos quais ele igualmente participou devem ser igualmente anulados”, afirmou o advogado. 

“Mais um golpe se trama contra a democracia no Brasil”, diz Joaquim de Carvalho

 

“Mais um golpe se trama contra a democracia no Brasil”, diz Joaquim de Carvalho

Novo jornalista do 247 e da TV 247, Joaquim de Carvalho afirma que "mais um golpe está sendo gestado contra a democracia", em referência à possibilidade de o Judiciário aceitar a suspeição de Sérgio Moro, mas não devolver os direitos políticos do ex-presidente Lula

(Foto: Divulgação)
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247 - O jornalista Joaquim de Carvalho, que passou integrar a equipe do Brasil 247 e da TV 247, alertou para um possível golpe no Brasil, com a hipótese de o Judiciário aceitar a suspeição de Sérgio Moro na condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porém sem devolver os direitos políticos do petista, para não deixá-lo, eventualmente, disputar a eleição de 2022.

"Mais um golpe está sendo gestado contra a democracia", disse Carvalho à TV 247. "O STF está tentando fazer uma solução intermediária, que seria (aceitar) a parcialidade de Moro. A questão é que (para o STF) devolver os direitos de Lula implica num risco muito grande para Bolsonaro", acrescentou ele, em referência à possibilidade de o ex-presidente vencer Bolsonaro em um eventual confronto na eleição de 2022. 

"É um golpe contra a democracia. Lula representa a força democrática. O Brasil precisa barrar essas investidas", afirmou o jornalista. 

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“Sinto vergonha alheia pela atuação do Conselho Federal de Medicina”, diz Dirceu Greco

 

“Sinto vergonha alheia pela atuação do Conselho Federal de Medicina”, diz Dirceu Greco

Professor emérito da UFMG e presidente da Sociedade Brasileira de Bioética, o médico Dirceu Greco afirmou sentir "vergonha" da atuação do Conselho Federal de Medicina na pandemia do coronavírus. Também destacou que "não tem tratamento precoce" para a doença. "Como em uma situação de falta de oxigênio em Manaus, levam medicamento sem efeito?", questionou

(Foto: Reprodução)
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247 - Professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e presidente da Sociedade Brasileira de Bioética, o médico Dirceu Greco criticou a atuação o Conselho Federal de Medicina (CFM) na pandemia do coronavírus. 

"Sinto vergonha alheia", disse ele à TV 247. "As coisas foram piorando. Como em uma situação de falta de oxigênio em Manaus, levam medicamento sem efeito?", questionou.

O médico destacou que não existe tratamento precoce para a Covid-19, como já recomendaram Jair Bolsonaro e o ministério da Saúde. 

"Não tem ponto ético", disse. "O primeiro ponto é saber qual é o sintoma. Depois de confirmar a Covid-19, o médico vai verificar se é necessário internar. Senão o paciente passará por tratamento sintomático, como repouso e medicamento para tratar a febre. Não tem tratamento precoce", complementou.

O médico também defendeu a atuação do Sistema Único de Saúde (SUS). "A barbárie que vivemos está mitigada por causa do SUS. A atenção básica deve ser financiada e valorizada porque lá é a porta de entrada. Toda vacina tem que ser pelo SUS e não por firmas privadas".