quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Por que agressor de Bolsonaro pode dar entrevistas preso e Lula, que foi impugnado, não?

Por que agressor de Bolsonaro pode dar entrevistas preso e Lula, que foi impugnado, não?

Publicado em 27 setembro, 2018 9:20 pm
De Gil Alessi no El País Brasil.
De um lado um ex-presidente condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro, preso na sede da Polícia Federal em Curitiba. Do outro, o criminoso confesso que deu uma facada no candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, detido na penitenciária federal de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O primeiro teve sucessivos pedidos para que pudesse dar entrevistas ou mesmo gravar participações no programa eleitoral de seu partido negados pela Justiça, enquanto que o segundo, apesar do processo no qual é investigado sequer ter sido concluído, foi autorizado a falar com veículos de imprensa esta semana. Os casos de Luiz Inácio Lula da Silva e Adélio Bispo de Oliveira exemplificam a discricionariedade no tema. Na prática, a decisão sobre autorizar ou não que alguém que está sob a custódia do Estado conceda entrevistas fica a critério do juiz de execução penal responsável pela unidade onde o preso está.
Pela letra da lei, as duas decisões – permitir ou não que o detido fale com a imprensa – encontram respaldo. A Lei de Execuções Penais, que regulamenta procedimentos relacionados a quem está atrás das grades, prevê que os contatos do preso com o mundo exterior devem se dar “por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de informação que não comprometam a moral e os bons costumes”, o que pode ser evocado por magistrados para negar pedidos de entrevista. Mas os incisos IV e IX do artigo 5º da Constituição Federal asseguram plena liberdade de expressão, sem discriminar aqueles que se encontram no cárcere, o que embasa decisões contrárias.
O resultado é que dependendo de quem analisa o pedido se tem uma resposta diferente. “Cada juiz tem a respeito deste e outros temas um posicionamento próprio”, explica Conrado Gontijo, criminalista e especialista em direito penal do Instituto Brasiliense de Direito Público – SP.“Seria possível que existissem critérios mais objetivos, mas sempre haverá margem para diferentes interpretações, o direito não consegue disciplinar de forma absoluta todas as situações, existem lacunas, inerentes à linguagem e ao texto legal”, diz. Ele defende, no entanto, que “o fato de a pessoa perder o direito de liberdade, de ir e vir, não retira a possibilidade de conceder entrevistas”.
A diferença entre os casos foi criticada na campanha petista. “Nos causa estranheza que um homicida tenha direito de gravar entrevistas dentro da prisão e o presidente Lula, preso injustamente, tem esse direito negado o tempo todo”, afirmou a vice da chapa petista, Manuela D’Ávila (PCdoB). Mesmo dentro da tropa bolsonarista houve protesto contra a entrevista. O deputado federal Fernando Francischini (PSL-PR) protocolou na Justiça mineira um pedido para que o esfaqueador seja impedido de conversar com a imprensa, para garantir a “higidez do pleito eleitoral”.
Adélio não será o único preso a conceder entrevista no cárcere: nos últimos anos ex-chefes do tráfico como Marcinho VP, Nem da Rocinha e Fernandinho Beira-Mar conversaram com veículos de comunicação. Mas ao contrário do que ocorreu com estes presos, chama a atenção no caso de Adélio o fato de que a Polícia Federal, que investiga o atentado cometido contra Jair Bolsonaro (PSL) sequer concluiu o inquérito sobre o crime – as autoridades pediram a prorrogação do prazo para finalizar a investigação. Para o advogado Zanone Manuel de Oliveira Junior, que defende Adélio, seu cliente é “réu confesso”, e não existe possibilidade de que algo que ele diga prejudique a defesa. “Os veículos (‘Veja’ e ‘SBT’) pediram a entrevista, e nós apenas anuímos”, disse ao EL PAÍS, ressaltando que “deverá haver algum de seus advogados presentes” durante o encontro, que deve ocorrer na quinta-feira.
(…)
Lula e Adelio Bispo de Oliveira. Foto: Reprodução/El País Bras

Eleições 2018 Defendida pelo PT, dobradinha pelo Senado no Rio divide o PSOL

Eleições 2018

Defendida pelo PT, dobradinha pelo Senado no Rio divide o PSOL

por Laura Castanho — publicado 27/09/2018 00h30, última modificação 27/09/2018 10h00
Assinado por intelectuais, políticos e celebridades, manifesto prega voto conjunto em Lindbergh Farias (PT) e Chico Alencar (PSOL)
Edilson Rodrigues/Agência Senado e Valter Campanato/Agência Brasil
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Lindbergh Farias (PT) tenta a reeleição e Chico Alencar (PSOL) quer mudar da Câmara para o Senado
eleicoes-selo.pngLançado há um mês, o manifesto “Dois votos pela democracia” tem um objetivo simples: impedir que Flávio Bolsonaro (PSL) e Cesar Maia (DEM), líderes na corrida pelo Senado no Rio de Janeiro, cheguem lá.
No lugar do filho de Jair Bolsonaro e do pai de Rodrigo Maia - com 24% e 21% das intenções de voto, respectivamente - o manifesto propõe uma “dobradinha” pelo voto conjunto nos candidatos Lindbergh Farias (PT, 18%) e Chico Alencar (PSOL, 9%), tidos como os mais viáveis no campo da esquerda. Neste pleito, cada eleitor escolherá dois nomes para o Senado. 
O manifesto foi apoiado por 349 intelectuais, artistas e políticos, inclusive do PSOL - o que aprofundou divisões existentes no partido. Correntes internas como o CST (Corrente Socialista dos Trabalhadores) e o MES (Movimento Esquerda Socialista) repudiam o apoio de quadros do partido a um voto no PT, mesmo que estejam em minoria.
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Além do antipetismo propriamente dito, há o fato de que o manifesto desconsidera a candidatura de Marta Barçante (PCB), que concorre ao Senado pela chapa coligada ao PSOL e reúne 1% das intenções de voto.
O deputado federal Jean Wyllys (PSOL), por exemplo, foi criticado por manifestar apoio à dobradinha. “Esse antipetismo de setores do PSOL é um equívoco anacrônico. As pessoas que romperam com o PT já deveriam ter superado isso há muito tempo”, disse o deputado, para quem “o antipetismo é o elixir do fascismo hoje". "Essa é uma questão edipiana que setores do partido precisam superar, pelo amor de deus, com uma psicanálise cultural.”
Wyllys afirmou ter sido alvo de campanha negativa por esses setores que, segundo ele, teriam publicado críticas homofóbicas contra a sua candidatura na internet, o acusando de ser petista e até sionista.
Também alegou que esses setores teriam veiculado notícias fraudulentas contra ele, como uma que circulou na semana passada, segundo a qual ele teria aceitado convite para ser Ministro da Educação de Fernando Haddad (PT). O emissor da mentira não foi identificado, ainda que ela seja comprovadamente falsa.
Fora da internet, houve uma tentativa por parte desses setores de aprovar, em reunião da Executiva Estadual do PSOL do Rio, a publicação de uma nota contra o manifesto pelo voto conjunto. A tentativa foi à votação e não passou. “Eles acham que a disputa é como um DCE de universidade”, comentou Wyllys.
Procurado, o vereador Babá - um dos principais quadros da CST e suplente de Marielle Franco na Câmara da capital - negou ter feito campanha negativa contra o deputado. “Não é esse o nosso foco e nem precisaríamos fazer isso. O desgaste de Jean no partido não é fruto de uma campanha da CST e sim de sua própria postura”, afirmou, em nota publicada via assessoria de imprensa.
Posteriormente, ele enviou outra resposta na qual omitia o trecho acima e acrescentava que “estamos empenhados em ampliar a bancada do PSOL na Câmara e na ALERJ e não em perder tempo com campanha negativa a nenhum deputado de nosso partido”. Para Babá, o manifesto é “extremamente antidemocrático”.
Já Honório Oliveira, dirigente do MES, afirmou que “fake news não existe nenhuma dentro do PSOL. O que ele [Wyllys] sofre por parte do PSOL são críticas políticas, porque ele apoia o sionismo e a opressão do povo palestino”. (Wyllys é favorável à solução de dois Estados no conflito Israel-Palestina.)
“Em relação à tática para o Senado, a crítica majoritária é que ele parte de uma premissa falsa de que é possível eleger dois candidatos ao Senado pelo campo da esquerda. Até as pedras sabem que isso é impossível”, afirmou Oliveira. “É uma tática falaciosa, mentirosa, que pode derrotar o Chico Alencar e eleger o Lindbergh. Ele tem que aprender a ouvir críticas.”
A presidente estadual no PSOL fluminense, Caroline Castro, admitiu que o manifesto criou um desconforto interno na sigla. “Sempre que um militante do partido descumpre uma deliberação partidária, isso gera um desconforto”, afirmou.
Apesar disso, Castro afirmou que “a gente não tem problema nenhum que a militância faça escolhas. A militância e os eleitores não precisam votar necessariamente nas decisões partidárias.” Além de Wyllys, assinaram embaixo Marcelo Biar, candidato à Alerj, Guilherme Cohen, integrante da Executiva municipal e assessor de Jean Wyllys, Leonel Brizola Neto, vereador na capital.
Chico Alencar não apoiou abertamente o manifesto “pelo respeito sincero ao que foi coletivamente deliberado [no PSOL]”, mas afirmou respeitar a “iniciativa cidadã do manifesto”.
Segundo Gisele Cittadino, professora de direito da UFRJ que idealizou e articulou o manifesto em conjunto com Caroline Proner - também professora de direito, pela PUC-Rio - os assessores de Alencar apoiaram a iniciativa e ele “está muito feliz”, apesar do “constrangimento de natureza política, ética e jurídica”. “Claro que a gente sabia que a companheira dele de coligação não tinha a menor chance eleitoral, mas ficaria constrangedor pra ele”, disse.
Lado de láCandidato à reeleição pelo PT, Lindbergh Farias comemorou a dobradinha. Ele é o único candidato ao Senado que o partido lança no estado e admitiu que essa escolha visa “possibilitar uma construção mais ampla da esquerda no Rio de Janeiro” e que “esta unidade da esquerda seria fundamental para derrotar o fascismo da família Bolsonaro e outras candidaturas conservadoras”.
Apesar do aceno, a Executiva do PSOL no Rio negou ter sido procurada formalmente pelo PT. “Até porque, quando essa iniciativa foi tomada, já estávamos em campanha. Já tínhamos feito uma convenção eleitoral, partidária, a gente já tinha feito a nossa chapa. Já tinha sido registrada no TRE, já tinha passado pelos procedimentos legais, inclusive”, disse Caroline Castro.
O partido que hoje lança Márcia Tiburi ao governo do Rio é historicamente fraco no estado por duas razões. “O PT foi fundado por três forças: igreja, sindicatos e intelectualidade. O Rio tem pouca base sindical se comparada a outros lugares. O cardeal aqui é conservador, ao contrário de São Paulo. E a intelectualidade do Rio é muito dividida entre o brizolismo e o partidão [antigo Partido Comunista]”, explicou João Feres Júnior, cientista político da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. “Então o PT entrou atrás disso, como uma terceira opção.”
Há também o fato de que, para sustentar sua aliança a nível nacional com o PMDB, o PT sacrificou a viabilidade de seus candidatos locais ao governo durante a última década e meia. O partido de Eduardo Cunha, Luiz Fernando Pezão e Sérgio Cabral se beneficiou disso, por ser muito localizado na região. “O PT sempre sacrificou a agenda local, estadual, em prol da agenda federal. Isso foi importante na consolidação do PSOL aqui”, afirmou Feres. “O PSOL do Rio é basicamente um monte de gente ressentida com o PT. Com uma certa razão, inclusive", conclui. 

ELEIÇÕES 2018 Imigrantes brasileiras se mobilizam para denunciar ao mundo quem é Bolsonaro

ELEIÇÕES 2018

Imigrantes brasileiras se mobilizam para denunciar ao mundo quem é Bolsonaro

Mulheres atuam em rede para questionar discurso de ódio e organizar protestos de rua no próximo sábado

Brasil de Fato ! São Paulo (SP)
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Os lenços verdes nos protestos feministas na Argentina viraram símbolo resistência contra o machismo / Coletivo Onda Verde
A campanha internacional das mulheres contra Jair Bolsonaro vai além dos protestos marcados para o próximo sábado, dia 29, em dezenas de cidades da Europa, Oceania e em toda América. A mobilização atua também fomentando debates sobre a situação política no Brasil e o avanço do fascismo, representado na figura do candidato do Partido Social Liberal (PSL).
Em Lyon, na França, a estudante brasileira Carolina Nascimento é uma da articuladoras da campanha francesa contra o candidato do PSL
"Fui a um seminário organizado por uma associação de leitores e amigos do Le Monde Diplomatique sobre a democracia no Brasil. Fui lá divulgar o ato. No sábado, estive por uma hora falando em um rádio explicando o movimento,  quem é o Bolsonaro e convidando para a manifestação", disse.
Na França, a imprensa produz conteúdo sobre a campanha eleitoral no Brasil, porém, sem muito aprofundamento sobre as questões em disputa. E isso gera muitas dúvidas na população. "Todo francês, assim que eu falo que sou brasileira, me pergunta como é que o Bolsonaro está ganhando? Eles falam do louco, que tem um louco no Brasil que pode ser presidente. Eles não entendem e querem saber o porquê", disse a estudante. 
Rádio aberta
Na Argentina, em Buenos Aires, capital federal do país, o coletivo Passarinho, formado por brasileiros e brasileiras migrantes, vai instalar um sistema de som na praça do Obelisco durante o ato em repúdio a Jair Bolsonaro, no sábado, para ampliar o debate sobre as eleições no Brasil. Quem explica é a estudante Monique Alves.
A ideia é que tenha uma rádio aberta para mulheres perguntarem e debaterem a posição delas como eleitoras. Para conversarem sobre eleições, sobre conjuntura política no Brasil. E para falar dessa figura monstruosa do Bolsonaro", contou a militante do coletivo Passarinho. 
O grupo também está em contato com a imprensa argentina, em busca de melhor explicar a conjuntura brasileira. 
"Tem muita rádio, muitos meios de comunicação entrando em contato para saber quem é o Jair Bolsonaro. Na televisão aqui da Argentina, eles passam levemente sobre a figura dele, mas nada muito profundo, não mostram vídeo, não mostram nada. Não mostram as frases famosas dele discriminando mulheres, comunidade LGBT e afrodescendentes. A gente está dando entrevista para rádio desde a semana passada convocando para este ato",  disse Monique.
O Coletivo Passarinho foi fundado em 2016 com o objetivo de denunciar o golpe contra a democracia brasileira, que tirou a presidenta Dilma Rousseff do poder.
O ato na capital argentina vai começar às 11 horas da manhã e tem previsão de terminar às 14 horas da tarde. O protesto conta com o apoio de muitos grupos feministas locais. Entre os grupos que estão apoiando a luta brasileira contra o fascismo estão: o coletivo de mulheres afro argentinas, o coletivo da campanha Ni Una Menos e as manifestantes da onda verde pela legalização do aborto.
Edição: Pedro Ribeiro Nogueira

HASTA LA VICTORIA Filha de Che vai a Curitiba e manifesta solidariedade a Lula


HASTA LA VICTORIA

Filha de Che vai a Curitiba e manifesta solidariedade a Lula

Médica cubana, filha de Che Guevara visitou a Vigília Lula Livre o Centro de Formação Marielle Vive

Brasil de Fato | Curitiba (PR)
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Ouça a matéria:
Aleida Guevara fala a militantes de movimentos populares em Curitiba / Maria Francelino
Aleida Guevara tinha 4 anos e meio quando viu o pai, o líder revolucionário Ernesto "Che" Guevara, pela última vez. Hoje com 57 anos, ela conta que a memória mais presente que carrega do pai é o amor. “Che era um homem que sabia amar”, diz.
Foi também esse o principal sentimento que a médica cubana transmitiu em suas palavras durante visita à Vigília Lula Livre e ao Centro de Formação Marielle Vive, nesta quarta-feira (26), em Curitiba. 
A médica chegou ao Centro de Formação pela tarde, quando acontecia uma aula do Curso Básico de Formação de Militantes – Região Sul, ministrada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Para os estudantes do curso, ela falou sobre a necessidade da organização popular para a garantia de direitos e defendeu como pauta prioritária uma mudança na Constituição brasileira. 
“Onde estão as leis que protegem o povo? Se queremos um Brasil diferente, temos que lutar por uma mudança nas leis. Que tipo de justiça social existe em um país onde se prende alguém sem provas de crime?”, questionou Aleida.
Falando por cerca de 40 minutos para uma plateia de mais de 60 militantes, a ativista cubana disse reconhecer-se também como uma militante sem-terra. Ela lembrou quando conheceu Roseli Nunes, a Rose, militante do MST assassinada em 1987 no município de Sarandi, no Rio Grande do Sul. Ou, como Aleida definiu, uma mãe que brigava para dar comida aos filhos. Foi a partir desse encontro que Aleida disse começar a entender o sentido da luta popular. 
“Não importa o nível cultural ou a ideologia, o que importa é que somos seres humanos e precisamos de dignidade para viver, para alimentar nossas crianças. Se queremos terra, temos que lutar por isso, temos que trabalhar pela nossa gente”, disse a médica.
Depois da conversa, Aleida foi até o bosque da solidariedade, onde plantou uma muda de Araucária, a árvore símbolo do estado do Paraná. A muda foi dedicada em homenagem a Aleida March, mãe de Aleida Guevara e segunda esposa do Che.
Foto: Maria Francelino
Onde estão as provas contra Lula
Aleida passou o dia todo em Curitiba. Além de falar aos militantes do curso de formação, ela fez uma roda de conversa na Vigília Lula Livre, em frente à Superintendência da Polícia Federal, onde o ex-presidente Lula está mantido preso há 172 dias. 
Aleida ponderou sobre a prisão de Lula, afirmando que não existe homem ou mulher que não cometa erros. No entanto, os erros devem ser apontados diante de provas. “É possível que Lula tenha errado, mas onde estão as provas? Se não mostram provas, não me dão outra alternativa senão pensar que são mentirosos”, disse. 
Afirmando-se indignada com a prisão do ex-presidente, Aleida falou às pessoas presentes na vigília que não estava ali para dar soluções para a atual conjuntura brasileira. “Eu só posso mostrar que, sim, pode-se viver de outra maneira”, afirmou.
Foto: Juca Varella
A filha de Che falou ainda sobre a experiência cubana, uma república socialista que vive sob embargo econômico dos Estados Unidos desde a década de 1960, quando o governo revolucionário expropriou bens que cidadãos e companhias norte-americanas mantinham em Cuba. 
Sendo o único país socialista da América, Cuba é reconhecida pela qualidade de seus sistemas de educação e saúde. Na ilha, 13% do Produto Interno Bruto (PIB) são destinados à educação, um dos motivos pelos quais o país tem o maior índice de desenvolvimento na Educação da América Latina.
Além disso, a taxa de alfabetização da população cubana é de 99,8%. Os serviços de saúde cubanos são inteiramente gratuitos e o país tem, hoje, o menor índice de mortalidade infantil da América Latina.
“Cuba é uma ilha pequena, próxima do governo terrorista mais perigoso do planeta. E ainda assim, Cuba resiste. Por que conseguimos comemorar 60 anos de revolução socialista?”, pergunta Aleida, completando com a resposta: “pela unidade do povo. Quando um povo se une, a injustiça acaba”.
Após a roda de conversa, Aleida Guevara participou do tradicional “boa noite, presidente Lula” e voltou ao Centro de Formação Marielle Vive para inaugurar uma arte em grafitte feita em um dos muros do local em homenagem à Che Guevara.
Foto: Maria Francelino
Edição: Diego Sartorato

Ameaça a Haddad não são adversários; são os “militantes judiciários”

Ameaça a Haddad não são adversários; são os “militantes judiciários”

Como era previsível desde a eternidade que, nestas eleições, são duas semanas, Fernando Haddad virou o centro dos ataques da turma dos desesperados.
Nada mais desastroso para eles, estão as pesquisas a mostrar, porque acabam indo para o mesmo perfil de Jair Bolsonaro, um candidato que, definitivamente, já incorporou a barbárie em seu perfil.
Estão todos brigando pelos 30-35% dos votos da parcela envenenada do eleitorado.
É inevitável o “shot the leader” porque, embora ainda não o seja numericamente, a trajetória de Haddad é para esta posição no primeiro turno.
Não é daí que vem o perigo, nem do “voto útil” com que se tentou mistificar o seu crescimento.
O perigo vem dos métodos gangsteristas da mídia brasileira, municiada agora pelo “Partido do Judiciário”.
Haddad e o eleitor têm de estar atentos para o que – como se diz no futebol, é “passe telegrafado” – Janio de Freitas alertou em sua coluna de hoje na Folha:”um petardo proveniente de juiz ou procurador para perturbar a disputa eleitoral”.
Quanto aos adversários que mostram a cara, sangue frio e tolerância. Mesmo que alguns não queiram, o horror de Bolsonaro se tornou tão grande que seus eleitores migrarão, em maioria, para ele, num 2° turno, como mostra Helena Chagas, com dados do Ibope: “O eleitorado do tucano se divide em 49% para Haddad e 34% para Bolsonaro.”
Será mais.