sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

MOURÃO: 'ESTOU AQUI PARA SUBSTITUIR O PRESIDENTE'

Gleisi sobre o BolsonaroGate: “A coisa tá piorando…”

Gleisi sobre o BolsonaroGate: “A coisa tá piorando…”

 
A presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, disse que o BolsonaroGate piora a situação do presidente eleito Jair Bolsonaro.
Ao saber que ao menos 7 assessores do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) transferiram dinheiro para a conta do ex-motorista do parlamentar, aquele que movimentou R$1,2 milhão, Gleisi disse afirmou que “a coisa tá piorando” para o clã do presidente eleito.
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Para a dirigente petista, o episódio envolvendo Jair Bolsonaro e sua família com assessor que movimentou recursos suspeitos é muito grave. “Quem depositou na conta? De onde vem o dinheiro? Por que Michele Bolsonaro recebeu parte do recurso? Pagamento de dívida? Tudo muito mal explicado pela turma “anticorrupção”?”, questionou.
Gleisi também comentou a explicação de Bolsonaro no Jornal Nacional, da Globo, nesta sexta à noite:
“Jair Bolsonaro disse ao JN q o depósito na conta da mulher era pagamento de dívida do assessor. Este ganhava muito bem! Não o suficiente p/ movimentar $ 1,2 mi em sua conta, mas muito p/ passar necessidade e ter de emprestar dinheiro do Bolsonaro. Muito mal explicado!”
Gleisi Hoffmann quer anular a posse de Bolsonaro.

Moro tenta "chegar" em Lula desde o Mensalão, revela Onyx TAÍ A PERSEGUIÇÃO CARACTERIZADA

Moro tenta "chegar" em Lula desde o Mensalão, revela Onyx

Foto: Agência Brasil
Jornal GGN - O ministro anunciado da Casa Civil Onyx Lorenzoni disse, em entrevista a um programa da GloboNews, que sua relação com Sergio Moro existe desde 2005 e que, já naquela época, o então juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba - a única especializada em crimes de colarinho branco - pediu a atualização de duas leis que foram utilizadas pela Lava Jato para condenar e prender o ex-presidente Lula.
"(...) O pessoal de casa vai entender agora. A primeira [mudança em lei] que ele [Moro] pediu, em 2005, foi a atualização da delação premiada. Levou 7 anos para fazer. (...) A outra, a transformação do crime de levagem de dinheiro de crime acessório para crime principal, hoje [com pena] de 6 a 12 [anos de prisão], o que permite essas condenações volumosas em anos."
"Foram [as duas leis] a diferença entre, no Mensalão, [o Judiciário] não ter chego no Lula e, no Petrolão, sim."
A Lava Jato em Curitiba, sob a batuta de Moro, elaborou e deixou vazar uma série de acordos de delação premiada que atingiram Lula nos últimos anos. Há ainda casos de presos da Operação, como Léo Pinheiro, da OAS, e Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, que aceitaram delatar Lula de maneira informal, ou seja, sem ter assinado acordo de cooperação com o Ministério Público. Palocci, nos últimos meses, conseguiu negociar o termo com a Polícia Federal e deixou a penitenciária após ter implicado Lula, sempre seguindo o script dos procuradores.
Com a lei da lavagem de dinheiro, Moro conseguiu construir uma condenação para Lula relacionamento supostos benefícios à OAS dentro do governo petista, com contratos na Petrobras, à formação de uma caixa 2 com o PT, de onde teriam saído recursos para a reforma de um apartamento no litoral paulista. Moro entendeu que houve, com a "atribuição" do triplex a Lula, crime de lavagem.
RELAÇÃO COM ONYX
Segundo Onyx, sua relação com Moro "vem de dezembro de 2005. Eu era subrelator das normas de combate à corrupção da CPI dos Correios e convidei o Moro, naquela época [para participar das discussões]. Ele trouxe uma série de contribuições, duas muito relevantes."
 
Onyx disse ainda que desde 2005 vem "sofrendo perseguição por parte do PT". Naquele ano, "o PT tentou cassar meu mandato para impedir que um fato que eu identifiquei de José Dirceu batesse no presidente Lula." 
 
O ministro também disse que "a primeira pessoa que fez conexão entre Lula, Odebrecht e África fui eu." A relação foi usada pela Procuradoria da República em Brasília para apresentar uma denúncia contra Lula, após avanços da Lava Jato sobre o Instituto Lula e a empresa de palestra do ex-presidente, a LILS.
 
Moro condenou Lula no caso triplex e, por conta da decisão, o ex-presidente foi preso e inviabilizado na corrida presidencial. Com a vitória de Jair Bolsonaro, Moro foi alçado ao centro do governo, assumindo o Ministério da Justiça. A imprensa diz que quem fez a ponte com o ex-magistrado foi Paulo Guedes, futuro ministro da Economia.
 
Onyx, contudo, mostrou na entrevista que tem relação com Moro há mais de 10 anos. Recentemente, ao ser questionado sobre a acusação de uso de caixa 2 na campanha do deputado, o ex-juiz respondeu que Onyx tem sua confiança pessoal e que já pediu desculpas pelo crime eleitoral. A declaração causou polêmica, mas Moro segue colocando a mão no fogo pelo colega de ministério.
 

PASTORA DAMARES, MINISTRA DOS DIREITOS HUMANOS, TAMBÉM EMPUNHOU 'KIT GAY'

PIMENTA: FLÁVIO BOLSONARO FOI POUPADO DE SER PRESO? E O QUE FARÁ MORO?