segunda-feira, 26 de novembro de 2018

PERSEGUIÇÃO NÃO PARA: OUTRA AÇÃO DA LAVA JATO CONTRA LULA

WENDEL PINHEIRO: “A BASE SOCIAL DO CIRISMO É PEQUENO-BURGUESA”

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Twitter Ciro Gomes

WENDEL PINHEIRO: “A BASE SOCIAL DO CIRISMO É PEQUENO-BURGUESA”

26 de novembro de 2018 : 17h50 I
REVISIONISMO, TRABALHISMO E CIRISMO: OS DESAFIOS IDEOLÓGICOS
por Wendel Pinheiro, colunista do Cafezinho
KARL KAUTSKY, UM BRILHANTE TEÓRICO MARXISTA NO DECORRER DAS DÉCADAS DE 1890 E 1900, SE TORNOU UM RELES REFORMISTA A PARTIR DA DÉCADA DE 1910, UNINDO UM REFORMISMO COM TESES DA LIBERAL-DEMOCRACIA EM TEXTOS COMO “A DITADURA DO PROLETARIADO” E “LUTA DE CLASSES”.
Seria o mesmo Karl Kautsky que, junto com intelectuais revisionistas como August Bebel e Eduard Bernstein, criou as bases para as teses do SPD, através do Programa de Erfurt em 1891 com uma guinada à direita, a ponto de motivar críticas de Friedrich Engels!
O resultado entre as concessões ideológicas do reformismo de Karl Kautsky presentes nos textos “A ditadura do proletariado” e “Luta de classes” foi o duro texto de Vladimir Lênin chamado “A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky”.

Porque, embora o reformismo dele tenha elementos da liberal-democracia para defender a transição pacífica para o socialismo-democrático, o reformismo de Kautsky é diferente do reformismo do PDT a partir das visões de Jango e de Brizola!
No caso do PDT, o conteúdo nacional-reformista tem o sentido de libertação nacional. Embora respeite a legalidade democrática, a agenda trabalhista visa a participação do povo na tomada das principais decisões de um país em desenvolvimento que busca a sua emancipação.
As teses de Karl Kautsky se deram numa Alemanha com uma classe trabalhadora cada vez fortalecida e representada inclusive no campo parlamentar pelo SPD. O processo de aburguesamento e de burocratização do SPD permitiu a existência das teses do oportunismo à direita (isto é, revisionismo).
No Brasil não. O trabalhismo de Vargas, inspirado entre o socialismo utópico de Saint-Simon (com as teses de justiça social e riqueza com industrialização), positivismo social e as visões de Alberto Pasqualini, seria incompatível com as teses de Karl Kautsky em toda a essência!
Com a Carta Testamento, radicalizando o nacionalismo-popular e o anti-imperialismo, Vargas colocou de forma clara o quanto as classes dominantes não se importavam com o país, com os direitos sociais do povo e elementos democráticos como a soberania popular.
E a partir da Carta Testamento, tanto João Goulart quanto Leonel Brizola viam a necessidade de construção de uma agenda de emancipação nacional com ampla participação popular numa democracia diária!
Logo, se torna incompatível certas leituras do revisionismo de Karl Kautsky (e mesmo de Eduard Bernstein) para o trabalhismo brasileiro, de fundo nacional-popular e anti-imperialista.
As teses de Kautsky só serviriam para um partido socialdemocrata em uma democracia solidificada.
Em um país em desenvolvimento como o Brasil, onde as elites são antidemocráticas e não há solidez nas instituições republicanas, as teses revisionistas de Kautsky são incompatíveis. E o trabalhismo, com o seu caráter emancipador e popular, adquire centralidade na agenda nacional!
Talvez o revisionismo de Karl Kautsky encontre algum fulcro nas visões ciristas de gente como Nelson Marconi.
Só que há um problema no cirismo. Grave!
A base social do cirismo é pequeno-burguesa.
E as teses revisionistas de Karl Kautsky se direcionam à classe trabalhadora.
Diferente do cirismo, entre o nacional-desenvolvimentismo e as posições entre o centro e a socialdemocracia, Karl Kautsky advogava a transição pacífica ao socialismo com o fortalecimento político e parlamentar dos trabalhadores reconhecendo valores da liberal-democracia!
De forma que quem se diz trabalhista, mas não conhece a gênese do trabalhismo brasileiro e se guia em revisionistas como Kautsky/Bernstein como base, precisa rever seus conceitos.
O trabalhismo brasileiro transita desde o positivismo social até a Teoria Marxista da Dependência!
Sugestões de leitura:
– Karl Kautsky em “A ditadura do proletariado” e “Luta de Classes”
– Vladimir Lênin em “A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky”
– Carta Testamento de Getúlio Vargas
– Alberto Pasqualini em “Bases e sugestões para uma política social”
– Mensagem Presidencial de João Goulart ao Congresso Nacional (15 de março de 1964)
– João Trajano Sento Sé em “Brizolismo
Documentos do PDT como:
1) Carta de Lisboa
2) Manifesto do PDT
3) Carta de Mendes
* Wendel Pinheiro é historiador e membro do Diretório Nacional do PDT e integra a Fundação Leonel Brizola/Alberto Pasqualini (FLB-AP).

Imitador confessa falsificação de material de campanha de Bolsonaro; CADÊ O JUDICIÁRIO?


Imitador confessa falsificação de material de campanha de Bolsonaro; assista

 
André Marinho revelou em vídeo as imitações que fez do candidato Jair Bolsonaro (PSL) para substituí-lo no segundo turno da campanha presidencial.
Ou seja, em algumas peças da campanha do “coiso” nem mesmo a voz dele é verdadeira.
Em vídeo ao lado dos integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri e Arthur Mamãe Falei, André afirma que sua casa no Rio de Janeiro se tornou um verdadeiro estúdio de gravação para Bolsonaro durante o segundo turno.
“A produtora do material de segundo turno foi concentrada dentro da minha casa”, diz.
O imitador é filho do empresário Paulo Marinho, um dos homens fortes de Bolsonaro e suplente do senador eleito Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito.
Ele também explica em tom de deboche que entre os vários áudios que produziu a pedido da campanha de Bolsonaro, o mais emblemático deles foi um destinado aos trabalhadores de Serra Pelada, que ele destaca como “reduto petista”.
“Devo ter virado uns 50 mil votos nesse vídeo”, afirma o imitador, que diz ter recebido mais de 150 respostas de Serra Pelada, depois que o material foi divulgado, muitas delas com trabalhadores chorando, pois acreditavam que a mensagem a eles destinada era do próprio Bolsonaro.
Confira do vídeo divulgado pelo canal do jornalista Aprigio Vilanova:
As informações são da Rede Brasil Atual.

Altman fala sobre a nova etapa da caça ao PT

https://www.youtube.com/watch?v=9N6Mh-Nwlzw&feature=em-uploademail

O abandono de Lula e o preço que as elites não pagaram

O abandono de Lula e o preço que as elites não pagaram

O abandono e a solidão de Lula o retirarão da memória coletiva e ele será lembrado como uma coisa boa para os muitos pobres e uma coisa ruim para os mais ricos. Mas ele será cada vez mais uma lembrança que vai empalidecendo

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Luiz Inácio Lula da Silva (reprodução)
Aldo Fornazieri*, Jornal GGN
Lula está politicamente abandonado. O abandono político de Lula, principalmente por parte do PT, se prenunciava quando o partido não fez uma campanha de mobilização nem para se contrapor à sua condenação, nem para se contrapor à sua prisão e nem para exigir a sua libertação. Ocorreram atos isolados aqui e acolá, é verdade. Mas não atos que se inscrevessem no contexto de campanhas organizadas e sistemáticas. O processo da campanha eleitoral impôs a Lula a consumação do abandono político, sacramentado no pós-eleições.
O seu depoimento à juíza Gabriela Hardt simbolizou o abandono político efetivo do ex-presidente: nenhuma mobilização, nenhum ato de apoio, nenhum protesto nas proximidades do tribunal. O que se viu no depoimento foi um Lula envelhecido, triste e cansado, acompanhado apenas pelos advogados que até agora não obtiveram nenhuma vitória jurídica.
O que era de se esperar é que, com o fim da campanha eleitoral, o PT já tivesse uma campanha planejada de mobilização pela liberdade de Lula. Mas as suspeitas que não se veria nada disso se confirmaram. Muitos petistas, perguntados acerca da situação de Lula, respondem que “não há o que fazer“. Este conformismo derrotista é a confirmação do abandono.
Quando foi adotada a tática de levar a candidatura Lula até as últimas consequências esperava-se que as elites e o Judiciário pagassem um preço alto pela exclusão do líder das pesquisas, do político mais popular da história do Brasil, junto com Getúlio Vargas. Mas para que este preço fosse pago, evidentemente, alguém haveria de cobrá-lo. O preço seria uma parcela significativa da sociedade mobilizada para exigir a candidatura Lula.
Dificilmente bases sociais se mobilizam sozinhas. É preciso direção, comando e coragem para que haja mobilizações. Não havia nada disso quando Lula foi interditado, confirmando que o PT, que havia perdido as ruas desde 2013, mas, principalmente, durante o processo de impeachment que levou ao golpe, não foi capaz de recuperá-las nem para defender seu maior líder – um líder de milhões de brasileiros.

Qual foi o preço pago pelas elites e pelo Judiciário pelo encarceramento e pela exclusão de Lula das eleições?

Mas como as esquerdas vivem de ilusões, anunciando vitórias que nunca vêm e que, ao fim e ao cabo das coisas se traduzem em derrotas, agora já vaticinam o fracasso do governo Bolsonaro à espera de apanhar o fruto sem plantar a árvore, para lembrar uma frase de Sérgio Buarque de Holanda.
No seu abandono, o que Lula tem pela frente é a perspectiva de novas condenações. O ambiente político adverso com a vitória de Bolsonaro, a pressão de generais que não querem Lula livre e o alinhamento das altas Cortes do Judiciário com os militares reforçam ainda mais a perspectiva de novas condenações e de alguns longos anos na cadeia.
Na medida em que o tempo passa e que nada de excepcional acontece em torno de Lula e de sua prisão (a não ser novas condenações), a ideia de Lula preso vai sendo naturalizada não só pelos petistas, mas pela consciência democrática em geral. A passividade é uma forma de aceitação, é uma memória triste e impotente do que poderia ser diferente mas não foi. A passividade é também uma forma de esquecimento. No caso, do esquecimento de que Lula está preso. O incômodo dessa lembrança só virá às mentes pelas notícias negativas das mídias.
O abandono e o esquecimento de Lula o retirarão também da memória coletiva e ele será lembrado como uma coisa boa para os muitos pobres e uma coisa ruim para os mais ricos. Mas ele será cada vez mais uma lembrança que vai empalidecendo. Na medida em que as pessoas precisam viver e continuar a vida, as suas expectativas se deslocam para novos líderes, para novos embates ou para novas frustrações.
Com Lula abandonado e esquecido na prisão, a sua força mítica tende a se enfraquecer. Aqueles que querem que essa força se enfraqueça ou morra tenderão, ao máximo, fazer verossímeis as acusações e aqueles que gostariam que ela continuasse viva não têm força e nem coragem para fazê-la viver.
O que se verá, se nada for feito, é a desencantadora consumação da força extraordinária de um autêntico líder do povo. E o povo, que é o verdadeiro abandonado, não terá essa força mítica como conforto de suas angústias, como energia ativa de suas lutas e como referência de combate. O enfraquecimento da figura mítica de Lula se expressará como enfraquecimento da própria energia combativa do povo, pois este acreditará que nada vale a pena já que o seu destino será a pobreza e a derrota.
Lula sempre foi muito ativo politicamente, alegre, afetivo, comunicativo, brincalhão. Em que pese ter muitas visitas na prisão, parece óbvio que o tolhimento de sua liberdade faz com que lhe pese a solidão. Essa pode ser ainda maior porque o seu encarceramento o impede de viver essa essência, essa natureza afetiva, expansiva e comunicativa. Não se trata apenas da solidão de passar horas e dias sozinho, mas da solidão da falta de perspectivas de exercitar a sua liberdade com plenitude. Trata-se da solidão diante de um país que lhe negou a possibilidade de ele doar-lhe o que tem de melhor. Trata-se da solidão de ver envelhecer-se mergulhado no abismo de quatro paredes.
Certamente, Lula já terá refletido muito acerca do caráter efêmero do poder e acerca da precariedade da vida humana. Até ontem ele era um dos presidentes mais festejados do mundo e, hoje, vê-se na aterradora condição de um encarcerado. A situação de Lula é um retrato vívido da precariedade e da fragilidade das coisas humanas. A situação de Lula é uma lição dolorida que todos os políticos deveriam aprender: o poder não pode ser arrogante, mas deve ser exercido com prudência, humildade e humanidade. Somente este tipo de poder merece ser glorificado e somente os líderes que assim o exercem se tornam heróis cuja, sua memória, sua lembrança e sua invocação são como uma setas que atravessam os tempos.
Somente nós, mas principalmente o PT, os movimentos sociais, as esquerdas e os líderes políticos que têm poder de convocação poderão atenuar a dor da solidão de Lula: mostrar, através de uma campanha organizada, em atos e mobilizações, que ele não está só. Dizer que “não há o que fazer” é enfiar um punhal na já dilacerada solidão de Lula. Mas, talvez, o destino de Lula seja o de confirmar, tristemente, uma afirmação de Schopenhauer: “A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais“.
*Aldo Fornazieri é professor da Escola de Sociologia e Política (FESPSP).

Quem nasce para capacho, não passa disso.

Eduardo Bolsonaro vai à Casa Branca e defende congelamento de bens de venezuelanos e cubanos

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Após se reunir com assessores do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca, o deputado Eduardo Bolsonaro , filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, afirmou que estuda parcerias com os EUA para pesquisar crimes financeiros das “ditaduras venezuelana e cubana”. De acordo com ele, há instrumentos de investigação do Brasil que dentro da chamada Convenção de Palermo contra o crime organizado podem ser usados contra Caracas e Havana.
Caminhando diante da Casa Branca, Eduardo Bolsonaro afirmou que está estudando parcerias com o governo americano. No Brasil, segundo ele, a ação poderá ser coordenada pelo Itamaraty e o novo superministério da Justiça, que será comandado por Sérgio Moro.
— Existem diversos instrumentos que o Brasil por anos, de maneira proposital, não levou a sério. São instrumentos que estão à mão. O juiz Sérgio Moro sabe melhor do que ninguém sobre lavagem de capitais, combate ao crime organizado, convenção de Palermo. E junto com a equipe do embaixador Ernesto Araújo, tem muita coisa nessa área. Se você for congelar tudo aquilo que remete e passa pelas ditaduras cubana e venezuelana, pode dar um calote muito grande nesses ditadores — disse ele.
Questionado se a Convenção de Palermo permite isso, o deputado afirmou acreditar que sim. Mas, se não for possível, estuda criar um novo tratado com os americanos para cercar “as ditaduras” do continente.
— E se não for possível, estamos aqui costurando para que haja um tratado internacional nesse sentido. Tudo o que for possível. Os detalhes são os ministros que vão dar para vocês, mas certamente está na nossa ideia esse tipo de congelamento. Enfim, tudo aquilo que faz o povo passar fome, a gente pretende congelar — disse ele.
Tradicionalmente, a diplomacia brasileira só aplica sanções decididas em organismos multilaterais, como a ONU ou a OEA.
Eduardo Bolsonaro se reuniu na Casa Branca com representantes do Conselho de Segurança Nacional, do vice-presidente Mike Pence e do Departamento de Comércio. Ele disse que o Brasil vai voltar a reforçar laços comerciais com os EUA, que são “parceiros materiais”. E que tem sido bem recebido em todos os locais.
O deputado afirmou que essas são reuniões preliminares e que novos encontros poderão ampliar as iniciativas. Ele afirmou que uma eventual participação de Donald Trump na posse de Bolsonaro deverá ser decidida com a viagem de John Bolton, titular do Conselho de Segurança Nacional, ao Rio, no dia 29, quando se encontrará com o presidente eleito.
Eduardo Bolsonaro, que pela manhã já havia estado no Departamento de Estado e participado de um almoço no centro de estudos American Enterprise Institute, onde foi muito questionado sobre direitos humanos no futuro governo, foi a uma reunião no Departamento de Tesouro na tarde desta segunda-feira, em seu primeiro dia de viagem aos EUA.
Do O Globo

GLEISI: APÓS “SERVIÇO SUJO” CONTRA LULA, PALOCCI DEVE SAIR DA PRISÃO