sexta-feira, 25 de maio de 2012

Você pensa que não tem nada a ver com isso?

Clique.
Seres humanos. Vítimas da ganância e da estupidez do bicho homem. Os bilhões gastos em guerras seriam mais que suficientes para resolver definitivamente essa vergonha que atiramos na cara das nações ricas. E tome capitalismo!

http://www.youtube.com/watch?v=LTCr82wtbXI&feature=related

Comissão da Verdade e Operação Condor. IMPERDÍVEL.

Debate na TV U, Recife, com os escritores Urariano Mota, Antonio Campos
e o cientista político Túlio Velho.
Apresentação de Stella Maris.

Parte 1 - http://www.youtube.com/watch?v=KtrsO-JWhHM

Parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=Ptt2EQAmpsc

Parte 3 - http://www.youtube.com/watch?v=SLRFZzS728k

Parte 4 - http://www.youtube.com/watch?v=mvdc23BgHBI

Vídeos para conhecimento e reflexão

  http://www.youtube.com/watch?v=Eo8WSZvyZMI
(Golpe de 64 e ditadura)

http://www.youtube.com/watch?v=PEpJ-HGMkdc
(Propagandas militaristas e resistência ao golpe 64)

http://www.youtube.com/watch?v=Q65Pz-sFci8
(Norte americanos tramas apoio ao Golpe de 64)

http://www.youtube.com/watch?v=KjM48ZjevmA
(Discurdo de Goulart dias antes do Golpe Militar)

http://www.youtube.com/watch?v=KjM48ZjevmA
(Discurso contra o  AI-5)

http://www.youtube.com/watch?v=KjM48ZjevmA
(Ato Institucional - 5)

http://www.youtube.com/watch?v=d4781CipW8k
(Fuga de Jango-31 de Março de 1964)

http://www.youtube.com/watch?v=A9bHU7zW5X4
(Serra e o vídeo escondido)

http://www.youtube.com/watch?v=A9bHU7zW5X4
(Passeata dos cem mil - 1968 UNE)

http://www.youtube.com/watch?v=8FLqkhfbl3M
(Passeata dos em cem mil por Ferreira Gullar)

http://www.youtube.com/watch?v=8FLqkhfbl3M
(Revolta e massacre estudantil-México 1968)

http://www.youtube.com/watch?v=xthjeYeVI8o
(Maio de 68 - França)

http://www.youtube.com/watch?v=hWJW4G_p_Pg
(Panteras Negras - EUA)

http://www.youtube.com/watch?v=ijMTS7Ayj9c
(Último discurso de Martin Luther King - 1968)

http://www.youtube.com/watch?v=2x8KgPf8Pq0
(Malcolm X - Discurso: " Qualquer meio necessário")

http://www.youtube.com/watch?v=xthjeYeVI8o
(Discurso de Che Guevara na ONU)

http://www.youtube.com/watch?v=xthjeYeVI8o
(Homenagem Che e Pancho Villa)

http://www.youtube.com/watch?v=dOTd4s5hths
(Homenagem a Zapata, Villa e Che -música de Silvio Rodrigues)

http://www.youtube.com/watch?v=dOTd4s5hths
(ùltimo discurso de Salvador Allende - 11 de Setembro de 1973 - Chile)

http://www.youtube.com/watch?v=cdh7XCynH5I
(Revolução dos Cravos - 1974 - Portugal)

http://www.youtube.com/watch?v=fVpIa9J59s0
(Manifestação Argentina - 2001)

http://www.youtube.com/watch?v=ei07SXkqKWE
(Black Block-Manifestação Anarquista em Madrid - 1 de maio de 1998)

http://www.youtube.com/watch?v=fJLv047AJOU
(Black Block-Manifestação Genova 2007-demostração de não violência)

http://www.youtube.com/watch?v=js4vtkcgESU
(Black Block- Praga (as cenas de violência são contra os NAZI e policiais) anti G8)


 http://www.youtube.com/watch?v=O_xSIHWO7MI
(Manifestações Grécia - 2010 - Partido Comunista Grego)



 http://www.youtube.com/watch?v=O_xSIHWO7MI
(Portugal - Manifestação 29/09/2010)


 http://www.youtube.com/watch?v=81tYDkgy_kI
(Música e ditadura - Brasil)

http://www.youtube.com/watch?v=k5K73tQf59c
(Entendendo o anarquismo)

http://www.youtube.com/watch?v=nJTYVWf1WVk
(O anarquismo através de imagens)

http://www.youtube.com/watch?v=-f978x-kYac
(Cancion anarquista)

http://www.youtube.com/watch?v=ADPtfZuOyR4
(Hino de la CNT - Sindicato Anarquista -  Espanha Revolucionária)

http://www.youtube.com/watch?v=_uCC-venMtU
(El pueblo unido jamas será vencido! Inti Illimani))

http://www.youtube.com/watch?v=QbKJLbs1MYc
(Tributo Che)

http://www.youtube.com/watch?v=SynVFM_6ezk
(Música: Hasta Siempre Comandante Che Guevara)
http://www.youtube.com/watch?v=po09lcDxXIA
(Hasta Siempre Comandante Guevara - Buena Vista Social Club)

http://www.youtube.com/watch?v=UU8xXNJPODM
( A INTERNACIONAL SOCIALISTA EM RAP)

http://www.youtube.com/watch?v=9ilt6snX8Lk
(A Internacional - Cena do filme "REDS" baseado na vida de Jhon Reed,
jornalista e revolucionário norte americano, participou da Revolução Russa de 1917,
escreveu o primeiro livro sobre ela: "Dez Dias que Abalaram o Mundo")

http://www.youtube.com/watch?v=k_m4RsLyHpE
(Música The Verve: Bitter Sweet Symphony... tentem buscar o clip desse som...)

http://www.youtube.com/watch?v=hKH_KVt3mUk
(Samba Makossa de Chico science por Marcelo D2)

http://www.youtube.com/watch?v=OkptAMMS6q8
(Rage gainst the Machine - Black Bloc)



















O que você tem feito para mudar isso?

Clique.

Para reflexão e ação.

http://www.youtube.com/watch?v=ErYWnrNlw5g&feature=related


PS: Corrigir a frase final para: Esse mundo das fotos É SEU TAMBÉM.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Mais uma

A memória de José Serra

Serra, que 'não conhecia' Paulo Preto, agora nega ter nomeado Hussein Aref
Por Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual


Hussain Aref Saab, o diretor responsável pela aprovação de grandes e médias construções na capital paulista durante sete anos foi nomeado para a prefeitura por José Serra, em janeiro de 2005, como mostra o Diário Oficial da Cidade de São Paulo (DOM). A nomeação foi lembrada pela Folha de S.Paulo hoje (17).

De lá pra cá, Aref Saab adquiriu 106 imóveis – enquanto sua renda declarada é de R$ 20 mil mensais. O patrimônio do funcionário inclui 118 imóveis, dos quais 24 são vagas extras de garagens (o que faz a gente pensar que ele deve ter muitos veículos).

Ainda conforme o jornal, de 2005 até 2012, Saab, de 67 anos, o valor acumulado de suas posses ultrapassa R$ 50 milhões. Suspeito de participar de esquemas de corrupção e alvo de investigações, Aref Saab deixou o cargo no mês de abril desse ano

Mas Serra nunca sabe de nada.

Apesar do registro no DOM, candidato do PSDB à prefeitura paulistana nega ter nomeado Hussein Aref Saab para o cargo que lhe deu poderes para aprovar ou desaprovar empreendimentos imobiliários na cidade. E, obviamente, também criticou a veiculação do caso.

Em 2010, Serra também negou conhecer Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, x-diretor da estatal Dersa quando ele era governador. Paulo Preto, foi acusado por líderes do seu próprio partido de desviar pelo menos R$ 4 milhões arrecadados de forma ilegal para a campanha eleitoral de Serra candidato à presidência.

O tucano só lembrou que conhecia o ex-diretor da Dersa quando Paulo Preto, numa entrevista, mandou um recado muito claro: “Não se abandona um companheiro ferido na beira da estrada”

Dá para confiar na palavra de Serra?

Comissão da verdade

Investigar “outro lado” na ditadura: seria igualar nazistas à Resistência Francesa

por Rodrigo Vianna 

Raymond Aubrac morreu no mês passado. Tinha 97 anos, viúvo. Na França, era tratado como herói. Lutou de armas na mão contra os nazistas e contra os franceses colaboracionistas, que aceitaram manter um regime fantoche em apoio a Hitler. 

Aubrac e a mulher, morta há uma década, foram líderes da Resistência Francesa. Se morassem no Brasil, parte dos comentaristas e colunistas da direita brazuca certamente diria que eles tinham sido ”terroristas”. Sim, Aubrac lançou bombas, deu tiros. Foi preso, escapou milagrosamente dos nazistas. Tinha inimigos. E lutou. E não deixou de lutar. Depois da Guerra, tornou-se amigo de Ho-Chi-Min. E na última campanha eleitoral francesa, chegou a declarar apoio a Hollande, do Partido Socialista. Ele tinha um lado. 

Um homem precisa ser “neutro” pra lutar por Justiça? Tolice. Mais que tolice. Argumento falacioso a proteger criminosos de guerra. Seja na Europa ou na América do Sul. Aqui, às vezes cola. Lá, não cola… 

No Brasil, Aubrac e a mulher talvez fossem chamados de “petralhas”. Mais que isso. Talvez aparecesse um ex-ministro tucano dizendo que “os dois lados” precisam ser investigados. Sim! Não é justo julgar (ou relatar os crimes, que seja) apenas dos pobres nazistas. E as “vítimas inocentes” do “outro lado”? Essa Resistência Francesa era “criminosa”… 

Aubrac seria exercrado, ofendido. Pela internet, circulariam e-mails idiotas chamando o sujeito de “terrorista”, talvez achassem uma foto dele com fuzil pra dizer: olha só, o “outro lado” era adepto da força bruta, não era bonzinho, também precisa ser investigado… 

Isso me lembra o título daquele livro: “Falta Alguém em Nuremberg!” Sim, para a direita brasileira (e os apavorados que se acham de esquerda e têm medo de enfrentá-la) seria preciso enviar a Resistência Francesa a julgamento! Afinal, a Resistência pegou em armas, cometeu “crimes”. 

No Brasil, por hora, nem se fala em julgamento. Mas numa simples Comissão a relatar os crimes cometidos por agentes do Estado. Crimes contra a Humanidade. Não se fala em execrar soldados, sargentos ou oficiais que, eventualmente, tenham matado guerrilheiros em combate. Da mesma forma, nunca ninguém se atreveu a “condenar” soldados alemães que lutaram nas trincheiras ou nas ruas. 

O que se pretende é relatar crimes de tortura, desaparecimento, assassinatos cometidos a sangue frio… Ah, mas estávamos numa “guerra”, dizem militares brasileiros (secundados por civis perversos, e até por gente de boa fé mas desinformada) que atacam a Comissão. Há controvérsias se aquilo que ocorreu no Brasil foi uma “guerra”… 

De todo jeito, na Europa houve “guerra”. Pra valer. Nem por isso, crimes contra a Humanidade deixaram de ser julgados. Nazistas e seus colaboradores que torturaram, assassinaram e incineraram gente indefesa foram a julgamento. A Resistência Francesa não foi a julgamento. Nem irá. 

O resto é invenção do conservadorismo mais matreiro do mundo, porque dissimulado: o conservadorismo brasileiro. Nesse debate sobre a Comissão da Verdade, é preciso derrotá-lo. Com inteligência, moderação. Mas com firmeza.

Texto retirado do blog: O Escrevinhador

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A face nazista da ditadura brasileira

11.05.12 - Brasil
A face nazista da ditadura brasileira
Frei Betto
Escritor e assessor de movimentos sociais
Adital
A notícia é estarrecedora: militantes políticos envolvidos no combate à ditadura militar tiveram seus corpos incinerados no forno de uma usina de cana de açúcar em Campos dos Goytacazes, no norte do estado do Rio de Janeiro, entre 1970 e 1980.
O regime militar, que governou o Brasil entre 1964 e 1985, merece, agora, ser comparado ao nazismo.
A revelação é do ex-delegado do DOPS (polícia política) do Espírito Santo, Cláudio Guerra, hoje com 71 anos.
Segundo seu depoimento aos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, no livro "Memórias de uma guerra suja” (Topbooks), no forno da usina Cambahyba - de propriedade de Heli Ribeiro Gomes, ex-vice-governador do Rio de Janeiro entre 1967 e 1971, já falecido -, foram incinerados Davi Capistrano, o casal Ana Rosa Kucinski Silva e Wilson Silva, João Batista Rita, Joaquim Pires Cerveira, João Massena Melo, José Roman, Luiz Ignácio Maranhão Filho, Eduardo Collier Filho e Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira.
Os militantes teriam sido retirados de órgãos de repressão de São Paulo – DEOPS e DOI-CODI – e do centro clandestino de tortura e assassinato conhecido como Casa da Morte, em Petrópolis.
Cláudio Guerra acrescenta às suas denúncias que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra, um dos mais notórios torturadores de São Paulo, teria participado, em 1981, do atentado no Riocentro, na capital carioca, na véspera do feriado de 1º. de Maio.
Se a bomba levada pelos oficiais do Exército não tivesse estourado no colo do sargento Guilherme Pereira do Rosário, ceifando-lhe a vida, centenas de pessoas que assistiam a um show de música popular teriam sido mortas ou feridas.
O objetivo da repressão era culpar os "terroristas” pelo hediondo crime e, assim, justificar a ação perversa da ditadura.
Guerra aponta ainda os agentes que teriam participado, em 1979, da Chacina da Lapa, na capital paulista, quando três dirigentes do PCdoB foram executados. Acrescenta que a "comunidade de informação”, como eram conhecidos os serviços secretos da ditadura, espalhou panfletos da candidatura Lula à Presidência da República no local em que ficou retido o empresário Abílio Diniz, vítima de um sequestro em 1989, em São Paulo, de modo a tentar envolver o PT.
Uma das revelações mais bombásticas de Cláudio Guerra é sobre o delegado Sérgio Paranhos Fleury, o mais impiedoso torturador e assassino da regime militar, morto em 1979 por afogamento. Tido até agora como um acidente, segundo o ex-delegado, teria sido "queima de arquivo”, crime praticado pelo CENIMAR, o serviço secreto da Marinha.
Guerra assume ter assassinado o militante Nestor Veras, em 1975, alegando que apenas deu "o tiro de misericórdia” porque ele havia sido "muito torturado e estava moribundo”.
Das notícias da repressão há sempre que desconfiar. Guerra fala a verdade ou mente? Tudo indica que o ex-delegado, agora travestido de pastor adventista, não se limitou, na prática de crimes, à repressão política. Em 1982, a Justiça o condenou a 42 anos de prisão pela morte de um bicheiro, dos quais cumpriu 10 anos. Em seguida mereceu 18 anos de condenação por assassinar sua mulher, Rosa Maria Cleto, com 19 tiros, e a cunhada, no lixão de Cariacica, em 1980.
Ele alega inocência nos três casos, embora admita que matou o tenente Odilon Carlos de Souza, a quem acusa de ter liquidado sua mulher Rosa.
Espera-se que a presidente Dilma anuncie, o quanto antes,(*) os nomes dos sete integrantes da Comissão da Verdade, que deverá apurar crimes e criminosos da ditadura. E investigar as denúncias do policial capixaba. Infelizmente a comissão ainda não será da Verdade e da Justiça.
O Brasil é o único país da América Latina que se recusa a punir aqueles que cometeram crimes em nome do Estado, entre 1964 e 1985. O pretexto é a esdrúxula Lei da Anistia, consagrada pelo STF, que pretende tornar inimputáveis algozes do regime militar.
Ora, como anistiar quem nunca foi julgado e punido? Nós, as vítimas, sofremos prisões, torturas, exílios, banimentos, assassinatos e desaparecimentos. E os que provocaram tudo isso merecem o prêmio de uma lei injusta e permanecer imunes e impunes como se nada houvessem feito?
O nazismo foi derrotado há quase 70 anos, e ainda hoje novas revelações vêm à tona. Enganam-se os que julgam que a Lei da Anistia, o silêncio das Forças Armadas e a leniência dos três poderes da República haverão de transformar a anistia em amnésia. Como afirmou Walter Benjamin, a memória das vítimas jamais se apaga.
(*) os nomes foram anunciados em 10/5/12 e será instalada em 16/5/12)
Frei Betto é escritor, autor de "Diário de Fernando – nos cárceres da ditadura militar brasileira”(Rocco), entre outros livros. www.freibetto.org - Twitter:@freibetto.

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