terça-feira, 20 de agosto de 2013

A luta pela justiça e dignidade


Leiam a nota e vejam os vídeos.
 
 
 
 


 Pirapora, MG - NOTA DA CPT - 11 08 2013

Não é justo despejar o ACAMPAMENTO JOSÉ BANDEIRA, do MST, em Pirapora, norte
de Minas, onde 180 famílias Sem Terra estão lutando para viver com
dignidade.

Nota da Comissão Pastoral da Terra – CPT/MG

No Acampamento José Bandeira, do MST, no município de Pirapora, Norte de
Minas Gerais, 180 famílias Sem Terra resistem há 8 anos. Em 2003, famílias
do MST ocuparam a Fazenda Prata, área de 2.937 hectares, abandonada mais de
um século. Após sete anos, o MST foi “despejado” da fazenda. A fazenda Prata
voltou a ficar abandonada. Após 2 anos, em 05 de agosto de 2012, cerca de
180 famílias do MST reocuparam a Fazenda Prata. Muitas pessoas idosas da
região dizem: “Somos testemunhas de que a Fazenda Prata nunca produziu nada,
além de engordar boi e ser mansão para receber o general João Batista
Figueiredo e gente poderosa.” Na fazenda, há uma sede com casas enormes, grã
finas, inclusive uma enorme piscina abandonada, pista de pouso para pequenos
aviões. Tudo isso largado. Laudo do INCRA atestou que a fazenda era
improdutiva e não cumpria sua função social. As famílias acampadas em
barracos de lona preta, sem energia elétrica – com lamparina de querosene ou
óleo, ou à luz de vela - produzem bastante hortaliças – verduras e legumes
-, milho, feijão, arroz, mandioca etc. Detalhe: sem agrotóxico, com adubação
orgânica, na linha da agroecologia. Criam galinhas, porcos e algumas cabeças
de gado. Após 8 anos de resistência na terra, o juiz da Vara Agrária de
Minas Gerais, Octávio de Almeida Neves concedeu Liminar de reintegração de
posse a não sei quem. O juiz não foi visitar a fazenda e em uma decisão
absurda, mandou despejar as 180 famílias que estão lá vivendo em paz,
produzindo alimentos saudáveis para, inclusive, abastecer a Feira Popular de
sábado e domingo na cidade de Pirapora. O povo de Pirapora e o atual
prefeito, com todo seu secretariado, apóiam o Assentamento das 180 famílias
que hoje resistem no Acampamento José Bandeira. Dia 08/08/2013, os acampados
fizeram uma Marcha do Acampamento até a Câmara dos Vereadores, em Pirapora,
onde, com centenas de militantes, participaram de audiência com a juíza da
Comarca Local, que tem em mãos carta precatória para cumprir o despejo, mas
a juíza, diante das manifestações e da legitimidade da luta do MST na
Fazenda Prata pediu para juntar documentos e enviará em 15 dias um Parecer
ao Juiz da Vara Agrária de MG, esperamos que sugerindo a revogação da
Liminar de reintegração de posse. As 180 famílias do MST dizem que não saem
de lá nem mortos. E têm direito de resistir, pois a lei que manda
despejá-los é injusta. Dias 10 e 11/08/2013, frei Gilvander Moreira e muitos
outros apoiadores visitaram o Acampamento José Bandeira, celebraram
ecumenicamente, fizeram Marcha até ao Rio São Francisco, onde foram
batizadas nas águas do Velho Chico, 13 crianças Sem Terrinha do Acampamento.
Depois participamos de um gostoso almoço comunitário, churrasco, forró e
muita confraternização. Assim, todos estão revigorados para continuar a luta
pela conquista definitiva da Fazenda Prata, hoje, Acampamento José Bandeira,
com 180 famílias do MST, que não admitirá em hipótese alguma o despejo. A
Comissão Pastoral da Terra hipoteca irrestrito apoio à luta das 180 famílias
do Acampamento José Bandeira, do MST, em Pirapora, como uma luta justa,
legítima e necessária. A Vara Agrária de Minas foi transformada em Vara
Latifundiária pelo juiz Octávio Almeida Neves, o que tem agravado muito os
conflitos agrários em Minas Gerais. Mandar despejar as famílias do MST da
fazenda Prata é uma decisão injusta e covarde, não pode ser aceita.

Belo Horizonte, MG, Brasil, 15 de agosto de 2013.

Frei Gilvander Luís Moreira,
P/Coordenação da CPT/MG.

Obs.: Cf., abaixo, links de 12 vídeos gravados por frei Gilvander no
Acampamento José Bandeira, do MST, em Pirapora, MG, dias 10 e 11/08/2013.
São vídeos que ajudam a entender melhor a luta justa e necessária das 180
famílias que lá batalham para serem assentadas e não mais despejadas.

1) http://www.youtube.com/watch?v=WBaQZv8my1I (Visualização)

2) http://www.youtube.com/watch?v=91bMQG4JpiQ (Visualização)
3) http://www.youtube.com/watch?v=Uu2WBwGG9g0 (Visualização)
4) http://www.youtube.com/watch?v=yzp-9RIOxo0

5) http://www.youtube.com/watch?v=HGWQ3iV8E30 (Visualização)
6) http://www.youtube.com/watch?v=MwfmZcXyvU4 (Visualização)
7) http://www.youtube.com/watch?v=kn88z8jjkiE (Visualização)
8) http://www.youtube.com/watch?v=2zg7hb4iVoI (Visualização)
9) http://www.youtube.com/watch?v=54SB0J9KsR8 (Visualização)
10) http://www.youtube.com/watch?v=PBBolBO269M (Visualização)
11) http://www.youtube.com/watch?v=zCebr0iavLs (Visualização)
12) http://www.youtube.com/watch?v=_Vyc4SipwnY&feature=youtu.be

Um abraço terno na luta
Frei Gilvander Luís Moreira
gilvanderr@igrejadocarmo.com.br
www.gilvander.org.br

O analfabeto midiático



O pior analfabeto é o analfabeto midiático.
analfabetomidiatico

O analfabeto midiático

por Celso Vicenzi (com a “ajuda” de Bertolt Brecht)*


Ele ouve e assimila sem questionar, fala e repete o que ouviu, não participa dos acontecimentos políticos, aliás, abomina a política, mas usa as redes sociais com ganas e ânsias de quem veio para justiçar o mundo. Prega ideias preconceituosas e discriminatórias, e interpreta os fatos com a ingenuidade de quem não sabe quem o manipula. Nas passeatas e na internet, pede liberdade de expressão, mas censura e ataca quem defende bandeiras políticas.
 
 
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. E que elas – na era da informação instantânea de massa – são muito influenciadas pela manipulação midiática dos fatos. Não vê a pressão de jornalistas e colunistas na mídia impressa, em emissoras de rádio e tevê – que também estão presentes na internet – a anunciar catástrofes diárias na contramão do que apontam as estatísticas mais confiáveis.
 
 
 
Avanços significativos são desprezados e pequenos deslizes são tratados como se fossem enormes escândalos. O objetivo é desestabilizar e impedir que políticas públicas de sucesso possam ameaçar os lucros da iniciativa privada. O mesmo tratamento não se aplica a determinados partidos políticos e a corruptos que ajudam a manter a enorme desigualdade social no país.

Questões iguais ou semelhantes são tratadas de forma distinta pela mídia. Aula prática: prestar atenção como a mídia conduz o noticiário sobre o escabroso caso que veio à tona com as informações da alemã Siemens. Não houve nenhuma indignação dos principais colunistas, nenhum editorial contundente. A principal emissora de TV do país calou-se por duas semanas após matéria de capa da revista IstoÉ denunciando o esquema de superfaturar trens e metrôs em 30%.

O analfabeto midiático é tão burro que se orgulha e estufa o peito para dizer que viu/ouviu a informação no Jornal Nacional e leu na Veja, por exemplo. Ele não entende como é produzida cada notícia: como se escolhem as pautas e as fontes, sabendo antecipadamente como cada uma delas vai se pronunciar.



Não desconfia que, em muitas tevês, revistas e jornais, a notícia já sai quase pronta da redação, bastando ouvir as pessoas que vão confirmar o que o jornalista, o editor e, principalmente, o “dono da voz” (obrigado, Chico Buarque!) quer como a verdade dos fatos.
 
 
 
Para isso as notícias se apoiam, às vezes, em fotos e imagens. Dizem que “uma foto vale mais que mil palavras”. Não é tão simples (Millôr, ironicamente, contra-argumentou: “então diga isto com uma imagem”). Fotos e imagens também são construções, a partir de um determinado olhar. Também as imagens podem ser manipuladas e editadas “ao gosto do freguês”.
 
 
 
Há uma infinidade de exemplos. Usaram-se imagens para provar que o Iraque possuía depósitos de armas químicas que nunca foram encontrados. A irresponsabilidade e a falta de independência da mídia norte-americana ajudaram a convencer a opinião pública, e mais uma guerra com milhares de inocentes mortos foi deflagrada.

O analfabeto midiático não percebe que o enfoque pode ser uma escolha construída para chegar a conclusões que seriam diferentes se outras fontes fossem contatadas ou os jornalistas narrassem os fatos de outro ponto de vista.



O analfabeto midiático imagina que tudo pode ser compreendido sem o mínimo de esforço intelectual. Não se apoia na filosofia, na sociologia, na história, na antropologia, nas ciências política e econômica – para não estender demais os campos do conhecimento – para compreender minimamente a complexidade dos fatos. Sua mente não absorve tanta informação e ele prefere acreditar em “especialistas” e veículos de comunicação comprometidos com interesses de poderosos grupos políticos e econômicos.



Lê pouquíssimo, geralmente “best-sellers” e livros de autoajuda. Tem certeza de que o que lê, ouve e vê é o suficiente, e corresponde à realidade. Não sabe o imbecil ,que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o espoliador das empresas nacionais e multinacionais.”


O analfabeto midiático gosta de criticar os políticos corruptos e não entende que eles são uma extensão do capital, tão necessários para aumentar fortunas e concentrar a renda. Por isso recebem todo o apoio financeiro para serem eleitos. E, depois, contribuem para drenar o dinheiro do Estado para uma parcela da iniciativa privada e para os bolsos de uma elite que se especializou em roubar o dinheiro público.


Assim, por vias tortas, só sabe enxergar o político corrupto sem nunca identificar o empresário corruptor, o detentor do grande capital, que aprisiona os governos, com a enorme contribuição da mídia, para adotar políticas que privilegiam os mais ricos e mantenham à margem as populações mais pobres. Em resumo: destroem a democracia. Para o analfabeto midiático, Brecht teria, ainda, uma última observação a fazer: Nada é impossível de mudar. Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual.



*Celso Vicenzi, jornalista, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, com atuação em rádio, TV, jornal, revista e assessoria de imprensa. Prêmio Esso de Ciência e Tecnologia. Autor de “Gol é Orgasmo”, com ilustrações de Paulo Caruso, editora Unisul. Escreve humor no tuíter @celso_vicenzi. “Tantos anos como autodidata me transformaram nisso que hoje sou: um autoignorante!”. Mantém no NR a coluna Letras e Caracteres.

--
Postado por Evaristo Almeida no
Economia & Política em 8/13/2013 06:06:00 PM
http://ecoepol.blogspot.com.br/2013/08/o-analfabeto-midiatico.html

Transporte público em Caracas

Com o crescimento das cidades tanto no sentido horizontal como vertical, obriga a cidadania a percorrer longas distâncias para satisfazer suas necessidades econômicas, sociais e culturais no interior do espaço urbano. A solução mais usual encontrada é fazer com que essa população dependa cada vez mais de veículos particulares, congestionando as vias urbanas  e trazendo grandes dificuldades de locomoções e com isso diminuindo a produtividade econômica de um país. No caso da cidade de Caracas (a sua região metropolitana possui uma população perto de sete milhões de habitantes) foi investido  alto em transportes públicos alternativos do tipo Metrô, “MetroCable” (teleféricos) e “CableTren”  articulados com  sistemas públicos de ônibus especiais (“Metrobus”) e trens urbanos - conseguem agilizar o processo de deslocamento das populações, principalmente a mais pobre que habita em favelas ou núcleos populacionais distantes do centro. Para realizar tal feito será necessário possuir grande vontade  política, adotar uma opção preferencial  por mudanças de paradigmas e possuir discernimento e honestidade ao uso de recursos financeiros públicos. A seguir encaminhamos para apreciação  algumas soluções que já estão em estado operacional e que a República Bolivariana da Venezuela oferece aos seus cidadãos.  Jacob David Blinder
 
 
CABLETREN
 
O Cabletren Bolivariano de Petare*, é um sistema de transporte público, com vias férreas elevadas com trens de dupla direção que utilizam tecnologia de propulsão por cabo. Este meio de transporte conectará a linha 1 do Metrô de Caracas, desde a Estação de Petare  com a linha 5 (em construção) da Estação WarairaRepano. Está ultima será o ponto de partida do trem que conduzira a Guarenas e Guatire.
 
*Petare é sede do município de Sucre, estado de Miranda, pertencente a Grande Caracas e  possui a maior favela das Américas  com quase um milhão de habitantes. Seu território é três vezes maior do que a favela Rocinha do Rio de janeiro considerada a maior favela do Brasil.
 
http://www.youtube.com/watch?v=a2en4bsUack (Visualização)  Cabletren I
 
  http://www.youtube.com/watch?v=dLLGx_vMRKk (Visualização)  Cabletren II
 
 
 

METROCABLE
 
Após passar por testes operacionais, foi aberto ao público, em Caracas, o MetroCable Mariche, teleférico que fará integração com o sistema de metrô da cidade. Em evento que contou com a presença do vice-presidente Nicolás Maduro, do presidente do Metrô de Caracas, Haiman El Troudi, de executivos da empresa austríaca Doppelmayr e da Odebrecht Venezuela, foi iniciada a operação comercial do primeiro trecho do teleférico, que tem capacidade para transportar 100 mil pessoas por dia. Os primeiros usuários ressaltaram a comodidade e a rapidez em que é feito o trajeto até a Linha 1 do sistema subterrâneo do metrô. Este primeiro trecho, de 4,8 km, corresponde à etapa inicial da obra e permite realizar a rota entre as estações de Mariche e Palo Verde em 17 minutos, trajeto que pode levar até duas horas para ser percorrido de carro. Na segunda etapa da obra, que já está em construção, o MetroCable será ampliado com as estações Palo Verde, Guaicoco, La Dolorita, La Dolorita Bloques e Mariche. Serão mais 158 cabines e todo o trajeto será feito em até 25 minutos. A Odebrecht Venezuela já realizou outras duas obras deste tipo para o Metrô de Caracas. Em 2010, entregou o MetroCable San Agustín, obra que recebeu o Prêmio 2011 da Câmara Venezuelana de Construção por ter sido considerada a mais relevante realizada no país naquele ano.
 
 
http://www.youtube.com/watch?v=diNG4xZFAdc (Visualização)  Metrocable Mariche
 
http://www.youtube.com/watch?v=BG4IHGhg_tI (Visualização)  Metrocable Palo Verde
 
http://www.youtube.com/watch?v=yOPm8eWgSL4 (Visualização)   Metrocable San Agustin
 
 
 
 
METRÔ DE CARACAS
 
O metrô de Caracas foi inaugurado em 2 de janeiro de 1983 e possui atualmente 54,2 km de extensão distribuídos em quatro linhas. Possui integração com o Metrobus, um sistema de õnibus coletivos que parte das estações do metrô atigindo lugares onde o metrô não possui cobertura direta. Nos próximos anos o sistema será estendido da seguinte forma: Conclusão das estações intermediárias da linha 3 de 5,9 km desde a atual estação terminal El Vale até Lá Rinconada por uma via, onde circulará apenas um trem entre El Vale e La Rinconada, inaugurando a primeira via do trecho e as outras três estações (Los Jardines, Coche y Mercado) até 2014 quando as duas vias já estarão em funcionamento. B) A Segunda fase da linha 4, prevista para 2015
 
http://www.youtube.com/watch?v=J529YnxI14w (Visualização)  Metrô Caracas
 
 


 
 
 


Ainda o propinoduto

13/08/2013
Metro_Siemens43_Fifa
Leandro Fortes, no Facebook

Agora, falando sério.

Quem, pelas pedras pisadas do cais, deu essa ideia de jerico ao governador Geraldo Alckmin? Em que mundo vivem os tucanos de São Paulo, ainda crentes da possibilidade de enganar um País inteiro com uma maluquice dessas? Não aprenderam nada com o episódio da bolinha de papel de José Serra? Nada, nada?

A meu ver, a única explicação para uma saída indecente e patética como essa – o suspeito de ser corrupto processar o corruptor que está colaborando com a Justiça – é a plena confiança que essas lideranças do PSDB têm na submissão e na cumplicidade dessa velha e carcomida mídia nacional. Não tem outra explicação.

Quando li essa informação na coluna de Mônica Bergamo, a quem admiro como ótima jornalista que é, juro que pensei que era mais uma sacanagem de José Simão. Mas não era.

A notícia de que Alckmin, um dos principais suspeitos de ter montado e se beneficiado do esquema de propinas da Siemens, irá processar a empresa alemã foi dada de forma séria, como se isso fosse possível, como se fôssemos, todos nós, idiotas ligados aos tubos da Matrix.

Eu compreendo os conservadores, essas pessoas que têm uma visão individualista do mundo, das relações sociais, que imaginam ser o liberalismo econômico a única saída para o pleno desenvolvimento social. A vida seria insuportável se todos pensassem da mesma forma – e eu não teria com quem quebrar o pau aqui no Facebook. A direita deve ter seu encanto, senão não teria tanta gente com ódio do Bolsa Família e com tanta saudade da ditadura militar.

Mas eu acho que, agora, essa discussão deve se sobrepor ao posicionamento político de cada um. O grupo político que arrota austeridade, choques de gestão e aponta o dedo na cara de mensaleiros e petralhas é este que, agora, está sob a mira da Justiça suíça e do Ministério Público de São Paulo, embora deste último não se deva esperar muita coisa contra os tucanos.

Este grupo político, há quase duas décadas no governo de São Paulo, inclui, além de Geraldo Alckmin, o falecido Mário Covas e o vivíssimo José Serra.

A história de Covas, é uma pena, não merecia essa mácula, mas o fato é que o esquema da Siemens começou com ele. É pouco provável que ele não soubesse do que estava acontecendo, ainda mais porque o negócio, ao que tudo indica, era tocado por um assessor direto dele, Robson Marinho.

Alckmin, este que quer processar a Siemens, deu andamento e tamanho ao esquema. Serra foi o feliz herdeiro que, segundo e-mails trocados por executivos da empresa alemã, costurava os acordos para modernizar a formação do cartel.

Não tenho dúvidas de que jornalões e alguns jornalistas dessa triste mídia brasileira irão, apesar do ridículo, endossar essa estratégia de Alckmin para manter o mínimo de dignidade eleitoral dos tucanos, para manter viva a esperança de derrotar Dilma Rousseff, de qualquer maneira, em 2014.

O Jornal Nacional fez esse serviço, em 2010, quando inventou que Serra, além da bolinha de papel, havia levado na careca um petardo de rolo de fita crepe de 100 quilos.

Mas e as pessoas decentes, de boa-fé, estas que foram à rua bradar contra a corrupção quando o gigante acordou?

O que farão essas pessoas?

Vão se deixar cair, novamente, no conto da bolinha de papel?

Vão compactuar com mais essa palhaçada apenas para manter alimentado o bicho conservador e antipetista que têm na barriga?

***
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