terça-feira, 20 de junho de 2017

Os jornalistas da Globo são tão responsáveis pelo golpe quanto seus patrões.

DOMINGO, 18 DE JUNHO DE 2017

Os jornalistas da Globo são tão responsáveis pelo golpe quanto seus patrões.

Por Paulo Nogueira


Minha tolerância com qualquer coisa produzida pela Globo é baixíssima.

Tudo ali me provoca repugnância.

Mas acabei vendo alguns minutos da GloboNews no dia em que Waldir Maranhão anulou, ou tentou anular, a sinistra sessão em que bufões da Câmara aprovaram o golpe.

No pouco que aguentei ver, o que mais me impressionou foram as análises da comentarista Cristiana Lobo.

Ela acredita mesmo nas coisas absurdas que fala? Foi essa a pergunta imediata que me fiz.



Cristiana condenou a instabilidade que Maranhão trouxera para a cena política. Deus. Sob o comando descarado da Globo em que ela trabalha, a oposição vem promovendo uma brutal instabilidade no Brasil desde que Dilma se elegeu para um segundo mandato.

Aécio, o playboy do Leblon que se consagrou como o mais sórdido perdedor da história política nacional, colocou imediatamente em dúvida a lisura das eleições. Chegou a reivindicar, no primeiro grande espasmo golpista, que sua chapa fosse empossada no lugar da encabeça por Dilma e o traidor.

A Globo esteve por trás de todo o processo de desestabilização do governo eleito. Jamais serão esquecidos os circos montados pela emissora a cada etapa em que a Lava Jato perseguia os suspeitos de sempre – os petistas.

Também ficarão na memória as coberturas de protestos contra Dilma, tratados como grandes festas da sagrada família brasileira.

Isso para não falar na criminalização de pedalinhos em intermináveis minutos no Jornal Nacional.

A Globo virou a Veja. Abandonou completamente o jornalismo para se dedicar ao golpe todos os dias e todas as horas.

Com a diferença de que a Veja é uma revista semimorta, e a Globo, monopolista, infesta a cena de mídia nacional com jornais, rádios, emissoras de tevê etc etc.

Em seu cinismo bandido, a Globo fingiu se bater pela moralidade. Logo ela, símbolo da corrupção, uma empresa que faz qualquer coisa para que seus donos mandem no Brasil e, assim, multipliquem uma fortuna pessoal indecente.

A Globo sonega. A Globo paga propina para transmitir Copa do Mundo e outras coisas que lhe trazem um dinheiro colossal. A Globo se encharca de recursos públicos via BNDES. A Globo é um monstro moral.

E se faz de virgem.

Os jornalistas da Globo, no golpe em curso, contribuíram decisivamente para a causa abjeta dos patrões.

Um caso exemplar é o de Erick Bretas, que se fantasiou de Sérgio Moro no Facebook para defender histericamente o golpe. Não é a única fantasia de Bretas: ele também se vestiu e se veste de jornalista.

Não é apenas a Globo que deve ser combatida impiedosamente pela sociedade pelos males que fez, faz e fará contra o país.

Também seus jornalistas devem receber o justo castigo por ajudarem a transformar o Brasil num imenso, num desolador Paraguai.

Ou o Brasil acaba com a Globo ou a Globo acaba com o Brasil. Os Marinhos sempre tramarão para que sejamos uma república dos plutocratas, desigual, em que uns poucos tenham muito para que a imensa maioria divida o resto.

O bilionário Jorge Paulo Lemann disse que o Brasil jamais será estável enquanto houver desigualdade.

Acrescentemos: e jamais será iguialitário enquanto existir a Globo.

Uma das raras coisas boas dessa crise é que nunca isto ficou tão claro.

A Globo boicotou a democracia a cada instante neste golpe. Ela tem que ser combatida nesta mesma medida: a cada minuto, compreendidos aí os Marinhos e seus cúmplices jornalistas.

Texto original: Diário do Centro do Mundo (DCM)

Comissão do Senado rejeita reforma trabalhista

Comissão do Senado rejeita reforma trabalhista

Por 10 votos a 9, os senadores rejeitaram a proposta, que vinha sendo utilizada pelo governo para demonstrar que ainda tem força no Congresso.

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado rejeitou nesta terça-feira o parecer da reforma trabalhista redigido pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), imprimindo ao governo uma importante derrota.
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Por 10 votos a 9, os senadores rejeitaram a proposta, que vinha sendo utilizada pelo governo para demonstrar que ainda tem força no Congresso.
Com a rejeição do relatório de Ferraço, a presidente da comissão, Marta Suplicy (PMDB-SP), pôs em votação o voto em separado do senador Paulo Paim (PT-RS), que foi aprovado em votação simbólica. O parecer segue agora para a CCJ.
A base governista não contava com a derrota na comissão. O calendário da reforma prevê começar a leitura da proposta amanhã na Comissão de Constituição de Justiça, presidida por Romero Jucá (PMDB-RR). A votação está prevista para ser votado dia 28, antes do recesso, no plenário do Senado.

O que acontece agora

A derrota na CAS não enterra a proposta de reforma trabalhista. O relatório de Ferraço pode ser apresentado na CCJ, apesar de ter sido rejeitado hoje na CAS. Paim diz que a diferença é que a CCJ precisa primeiro colocar em votação seu voto em separado para depois analisar o relatório de Ferraço.
Jucá afirmou no Twitter que colocará o texto de Ferraço em votação na CCJ.
Paim afirma que a oposição está se mobilizando para aprovar seu voto em separado também na CCJ. Seu voto é uma nova proposta de reforma trabalhista, de 80 páginas, que pede a rejeição do relatório de Ferraço. Em vez da proposta original, Paim sugere uma reforma, segundo ele, que preserva os direitos dos trabalhadores sem precarizar a mão-de-obra.
A estratégia do governo para votar rapidamente a reforma trabalhista previa que o texto não sofresse alterações no Senado, para que não tivesse de retornar para a Câmara.

Saiba o que acontece agora com a reforma trabalhista


Saiba o que acontece agora com a reforma trabalhista

Segundo o líder governista, Romero Jucá, a proposta segue tramitando normalmente no Senado e deve ser lida amanhã na CCJ

O governo sofreu uma derrota inesperada na votação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Por 10 votos a 9, a comissão rejeitou o relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) sobre a reforma trabalhista.
Em seguida, os senadores aprovaram o voto em separado do senador Paulo Paim (PT-RS), que é uma espécie de reforma trabalhista alternativa.

Não dá para votar reforma trabalhista com esse governo, diz Paim


Não dá para votar reforma trabalhista com esse governo, diz Paim

Comissão de Assuntos Sociais do Senado rejeitou o relatório governista e aprovou o voto em separado de Paim, que pede a rejeição da reforma proposta

O senador Paulo Paim (PT-RS) comemorou a derrota do governo na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Por 10 votos a 9, a comissão rejeitou o relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) sobre a reforma trabalhista.
“Aqui não tem quadrilha, aqui tem senador experiente. Isso explica o resultado de hoje”, disse Paim, que teve seu voto em separado aprovado na CAS.
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O petista diz que muitos deputados relataram que estavam envergonhados com a aprovação da reforma na Câmara. “Eles disseram que votaram sem ler, que não sabiam o que estava em jogo, e torciam agora para o Senado alterar o texto.”
O voto em separado de Paim pede a rejeição da proposta de reforma e prevê um novo texto para a mudança das leis trabalhistas.
Apesar de a oposição ser minoria, Paim afirma que seu voto em separado tem condições de ser aprovado na CCJ. “Não estou dizendo que não dá para fazer reformas, mas não com esse governo, que não aceitou nenhuma emenda ao texto.”
O presidente da CCJ, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), diz que a derrota de hoje na CAS não interfere em nada na tramitação da reforma. Segundo ele, o texto será lido amanhã na CCJ e votado na quarta-feira, quando fica à disposição para ser analisado pelo plenário da CCJ.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

'Cuba não negociará princípios nem aceitará condicionamentos', diz chanceler de Havana sobre Trump

'Cuba não negociará princípios nem aceitará condicionamentos', diz chanceler de Havana sobre Trump


Bruno Rodríguez Parrilla reiterou vontade de Havana de 'dar continuidade ao diálogo respeitoso e à cooperação em temas de interesse mútuo' com Washington, mas condenou 'retorno a política falida' promovido pelo presidente dos EUA
O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, afirmou nesta segunda-feira (19/06) que Havana segue aberta ao diálogo com Washington, mas que “não negociará seus princípios nem aceitará condicionamentos”, em referência à anulação parcial por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, às políticas de reaproximação entre os dois países na última sexta-feira (16/06).
Em Viena, na Áustria, onde se encontra em visita para avançar as relações bilaterais entre Cuba e o país europeu, Parrilla disse que a política do governo Trump em relação a Havana recrudesce o bloqueio imposto há quase seis décadas, constituindo “um retrocesso nas relações entre os dois países e um retorno à mesma política falida aplicada por administrações norte-americanas anteriores”.
“Não será um decreto presidencial norte-americano que irá desviar o rumo soberano de Cuba”, disse o chanceler. “Cuba não realizará concessões inerentes a sua soberania e independência, não negociará seus princípios nem aceitará condicionamentos, como nunca o fez ao longo da história da Revolução”, prosseguiu.
Ao mesmo tempo, o ministro reiterou a vontade de Havana de “dar continuidade ao diálogo respeitoso e à cooperação em temas de interesse mútuo sobre a base da igualdade, da reciprocidade e do absoluto respeito à independência e à soberania de Cuba”.
Parrilla também classificou como “espetáculo grotesco, saído da linguagem da Guerra Fria” o pronunciamento de Trump em Miami na sexta-feira, quando anunciou a revisão de seu governo para as medidas de reaproximação implementadas nos últimos dois anos pelo ex-presidente Barack Obama após o restabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países, anunciado em dezembro de 2014.
Agência Efe

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, durante conferência de imprensa em Viena, Áustria (19/06)
Na ocasião, Trump anunciou mudanças que incluem a proibição das viagens individuais para fazer contatos com o povo cubano, conhecidas em inglês como “people to people travel”, e a possibilidade de auditoria a todos os americanos que visitem Cuba para comprovar que não violam as sanções dos EUA. O líder norte-americano exige do governo cubano “avanços concretos” rumo a objetivos como “eleições livres”, liberdade de “presos políticos” e a entrega à Justiça dos EUA de “criminosos e fugitivos” que encontraram refúgio na ilha. 
Segundo o chanceler, o presidente dos EUA “saudou por nome e se rodeou por vários terroristas e mercenários com um longo histórico de agressões contra Cuba”, inclusive assassinos de revolucionários e de cubanos opositores à ditadura de Fulgêncio Batista.
Parrilla disse que as novas medidas endurecem o bloqueio “injusto, inumano, genocida e violador do Direito Internacional e dos direitos humanos dos cubanos” e criticou “a manipulação política e a falta de autoridade moral do presidente norte-americano para dar lições sobre direitos humanos e democracia”.

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“As medidas anunciadas pelo presidente Trump ignoram o rechaço majoritário, dentro e fora dos EUA, desta política hostil em relação a Cuba e não cumprirão os objetivos que se proclamam, somente afetarão os próprios norte-americanos e o povo cubano”, disse o ministro.
As declarações de Parrilla em Viena hoje ecoam o comunicado divulgado pelo governo cubano na sexta-feira, após o pronunciamento de Trump em Miami. Em nota, Havana afirmou que as novas medidas do presidente norte-americano “não conseguirão o seu propósito de debilitar a Revolução nem submeter o povo cubano, cuja resistência perante agressões de tipo e origem qualquer tem sido evidenciada ao longo de quase seis décadas”.
Agência Efe

Donald Trump, presidente dos EUA, assina anulação parcial de medidas de reaproximação com Cuba implementadas por Obama (16/06)
“O Governo de Cuba rejeita a manipulação sob fins políticos e o duplo padrão no tratamento do tema dos direitos humanos. O povo cubano usufrui de direitos e liberdades fundamentais, exibindo sucessos dos quais se sente orgulhoso, os mesmos que são uma quimera para muitos países do mundo, a incluírem os Estados Unidos da América, dentre eles o direito à saúde, à educação, à previdência social, o salário igual por igual trabalho, os direitos das crianças e, o direito à alimentação, à paz e ao desenvolvimento”, disse Havana.
O governo cubano também afirmou ter “sérias preocupações pelo respeito e pelas garantias dos direitos humanos” nos EUA, citando os “inúmeros casos de assassinatos, brutalidade e abusos policiais, em particular contra a população afro-americana”, a violação ao “direito à vida como resultado das mortes por armas de fogo”, a exploração do trabalho infantil e “graves manifestações de discriminação racial”, as restrições ao acesso à saúde, em decorrência da revogação do programa Obamacare por Trump, a “desigualdade salarial entre homens e mulheres”, a xenofobia, a islamofobia e “o abandono de compromissos internacionais para a preservação do meio ambiente e enfrentamento da mudança climática”.
“As mudanças que forem necessárias fazer em Cuba, tais como as realizadas desde 1959 e as que estamos executando no dia de hoje como parte do processo de atualização do nosso modelo econômico e social, seguirão sendo decididas, de forma soberana, pelo povo cubano. Como temos feito desde o triunfo do dia 1º de janeiro de 1959, assumiremos qualquer risco e continuaremos firmes na construção de uma nação soberana, independente, socialista, democrática, próspera e sustentável”, encerrou Havana.