segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Violência letal contra quilombolas bate recorde em 2017

Violência letal contra quilombolas bate recorde em 2017

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Nos primeiros 10 meses de 2017, foram registrados 17 assassinatos de quilombolas no Brasil
Por Maria Carolina Trevisan
Localizado em Simões Filho, próximo a Salvador (BA), o Quilombo Rio dos Macacos sofre há anos com ameaças e agressões em seu território (mesmo tendo sido certificado em 2011) e abriga cerca de 300 famílias. Há uma disputa antiga com a Marinha por mais hectares e pela água do Rio dos Macacos. Faltam escolas e serviços básicos.
Em 2015, a quilombola Rosemeire dos Santos Silva, 39 anos, principal liderança da comunidade, viu o pai ser assassinado e dois irmãos morrerem por omissão de socorro. "Sei que estou marcada para morrer. Sempre digo para minhas filhas que no dia que isso acontecer, que elas não peguem a alça do meu caixão e levem direto para o cemitério. Que elas levem meu caixão para a Justiça." Rosemeire tem quatro filhos. A menor, de 10 anos, está com transtornos psicológicos depois de ter testemunhado a mãe ser agredida.
Nos primeiros 10 meses de 2017, foram registrados 17 assassinatos de quilombolas no Brasil. Trata-se do ano mais letal desde, pelo menos, 2011, segundo levantamento da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq). É quase o dobro do total de assassinatos dessa população nos últimos seis anos.
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"Este é o pior ano da história para o povo quilombola", alerta Givânia Maria da Silva, membro da coordenação da Conaq e ex-coordenadora geral de regularização fundiária do Incra. "Todos os passos de elaboração e formação de políticas públicas foram destituídos, como é o caso da Seppir (Secretaria de Igualdade Racial), do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Ouvidoria Agrária Nacional, que era um importante de mediador de conflitos."
Essa ausência se reflete na alta da violência. Dos 17 assassinatos que ocorreram este ano, 10 foram na Bahia. Os dois últimos episódios aconteceram diante de escolas quilombolas.
Em Lençóis, onde fica o Quilombo Iúna, seis pessoas morreram em uma chacina. A violência fez com que os moradores abandonassem o quilombo. Das 42 famílias de quilombolas que viviam no território, apenas 12 permaneceram após o massacre. "Os fatos estão relacionados ao processo de regularização fundiária do território quilombola e ao interesse de empresas multinacionais em se instalar na região para exploração dos recursos naturais. Trata-se evidentemente de um conflito agrário", conclui relatório do Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos, divulgado recentemente.
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Lideranças como alvo
 A disputa de terras nos últimos anos tem vitimado defensores do meio ambiente e de direitos humanos, levando o Brasil a encabeçar a lista dos países mais perigosos para esses ativistas no mundo. Em 2015, foram 185 assassinatos, de acordo com a Global Witness, organização social internacional que acompanha esses casos.
O relatório mais recente sobre a situação de defensores de direitos humanos no Brasil foi publicado pela Anistia Internacional em fevereiro de 2017. O documento mostra que conflitos por terras e recursos naturais continuaram a provocar dezenas de mortes a cada ano no Brasil. Comunidades rurais e seus líderes foram ameaçados e atacados por proprietários de terras, principalmente no Norte e Nordeste do país. Em outubro de 2016, cinco pessoas foram mortas em Vilhena (RO) por disputa de terra.
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No segundo semestre de 2017 também aconteceram chacinas em Pau D'Arco (PA), Colniza (MT) e Viana (MA).
 Disputa de terras na pauta das eleições 2018
Em abril deste ano, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), pré-candidato a Presidência da República, disse que a situação da distribuição de terras no país "está para mudar" e ofendeu a população quilombola durante uma palestra no Clube Hebraica do Rio de Janeiro.
Ao mostrar o mapa do Brasil e a distribuição de terras indígenas e quilombolas, disse "eu fui num quilombola (sic) em Eldorado Paulista. O afrodescendente mais leve lá pesava 7 arrobas. Afrodescendentes de quilombos não servem nem pra procriar", arrancando risos da plateia.
No começo de outubro, o Ministério Público Federal moveu ação contra Bolsonaro, julgada na 26ª Vara Federal do Rio de Janeiro pela juíza Frana Elizabeth Mendes. A juíza condenou o deputado a pagar indenização no valor de R$ 50 mil por danos morais, que deverá ser revertido em favor do Fundo Federal de Defesa dos Direitos Difusos. Os advogados de Bolsonaro estão recorrendo.
Em sua decisão, ela diz: "Ao alcançarem a tal almejada eleição ou nomeação, deveriam agir como representantes de Poder, albergando os anseios gerais da coletividade e, mesmo que suas escolhas pessoais recaiam em interpretações mais restritivas ou específicas, jamais devem agir de modo ofensivo, desrespeitoso ou, sequer, jocoso. Política não é piada, não é brincadeira. Deve ser tratada e conduzida de forma séria e respeitosa por qualquer exercente de Poder. Neste contexto, resta evidenciada a total inadequação da postura e conduta praticada pelo réu, infelizmente, usual, a qual ataca toda a coletividade e não só o grupo dos quilombolas e população negra em geral."
O julgamento sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3239, proposto pelo DEM ao Supremo Tribunal Federal, foi adiado pela segunda vez. O ministro Dias Toffoli teve um problema de saúde e não pode comparecer ao plenário para votar sobre a proposta que afirma ser inconstitucional o decreto 4.887/2003, que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes de comunidades dos quilombos.
O novo julgamento será remarcado para breve.
A ação foi desengavetada pelo ministro Dias Toffoli, que pediu vista dos autos em 2015 para poder analisá-la. Neste momento, o julgamento tem um voto favorável à inconstitucionalidade, dado pelo relator, ministro Cezar Peluso, e um voto que diverge do relator e julga improcedente a ação, da ministra Rosa Weber.
Atende a demandas da bancada ruralista, que na segunda-feira (16) teve também contemplado o pedido para flexibilizar o trabalho escravo, como denunciou o blog do Sakamoto.
"Os direitos previstos no decreto que regulamenta a titulação das terras quilombolas são compatíveis e guardam respeito com a  Convenção 69 da Organização Internacional do Trabalho, um tratado internacional ratificado pelo Brasil em 2004", afirma Juliana de Paula Batista, advogada do Instituto Socioambiental (ISA), que acompanha o julgamento. "Se o STF considerar que o decreto é inconstitucional, o arcabouço legal cai. A gente fica com um vazio normativo sem saber como a regulamentação será feita, o que vai afetar de maneira muito séria a efetivação dos direitos fundamentais da comunidade quilombola."
O artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT - sobre normas entre uma constituição e outra) garante aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras "o reconhecimento da propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos". A existência da população quilombola foi reconhecida formalmente pelo Estado brasileiro em 1988. Foram necessários mais de 15 anos para que um decreto regulamentasse o artigo 68 da ADCT. Atualmente, existem mais de 3 mil quilombos certificados no país.
Segundo levantamento feito pela ouvidoria, se o decreto for declarado inconstitucional pelos ministros do Supremo, poderá prejudicar todos os povos tradicionais, ainda que o 4887 trate apenas do povo quilombola. "Qualquer resultado contrário ao direito dos quilombolas será uma licença para a violação dos direitos dos quilombolas e de todos os 14 povos tradicionais reconhecidos pelo Estado brasileiro", declara Vilma.
"O que vivemos é um profundo retrocesso não apenas do ponto de vista de alegar a inconstitucionalidade do decreto", afirma a socióloga Vilma Reis, ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia. "Mas é preciso compreender que irá reforçar a escalada de violência no campo sem precedentes na história", alerta.

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domingo, 22 de outubro de 2017

Dilma: o Brasil não teve momento tão venal quanto agora

Dilma: o Brasil não teve momento tão venal quanto agora

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Trecho da entrevista de Dilma Rousseff à Carta Capital:
CartaCapitalComo a senhora recebeu a declaração do doleiro Lúcio Funaro de que houve compra de votos a favor do impeachment?
Dilma Rousseff: Não me surpreende. E está claro que não foi só este milhão citado pelo doleiro. O Cunha pavimentou sua ascensão ao comando da Câmara com métodos corruptos semelhantes. Isso lhe garantiu o controle de uma parte substancial do Congresso. O próprio Cunha se vangloriava de ter a sua bancada de 140 a 160 deputados. Todo mundo sabia. Da mesma maneira ele financiou sua eleição à presidência da Câmara. A mídia tem escondido sistematicamente esses fatos. De qualquer forma, o relato do doleiro coloca outra questão na mesa.
CC: Qual?
DR: Esse método de cooptação explica a contumaz impunidade do presidente ilegítimo Michel Temer. Quem garante essa impunidade? Os 140, 160 deputados do Cunha formam o cerne da base de apoio do Palácio do Planalto. É um método lamentável que ganhou essa proporção com o ex-presidente da Câmara, grande operador da corrupção.
CC: Diante das afirmações de Funaro, a senhora se sente reabilitada à frente das acusações de inabilidade para lidar com o Congresso? Seria possível negociar com um Parlamento corrompido?
DR: A partir do fim do governo do presidente Lula e durante o meu primeiro mandato, o Brasil perdeu o centro democrático, formado a partir da Constituição de 1988. O PMDB, de uma forma ou de outra, manteve a coesão desse centro ao longo do tempo. Bastante fisiológico, é fato, mas impossível de ser classificado como totalmente corrupto. Tampouco ultraconservador, contrário aos avanços civilizatórios. Com a ascensão do Cunha, houve uma mudança na hegemonia do PMDB. O Temer foi beneficiado pelos métodos do Cunha. E não só ele, mas todo o grupo que orbita atualmente no Palácio do Planalto. Viceja um outro tipo de política, se assim podemos chamar o fenômeno. Esse grupo, composto pelo Cunha e por aqueles que estão no poder, tramou um assalto ao Estado. Não há na nossa história nenhum outro momento tão abertamente venal. A compra e a venda de votos, de posições, torna-se sistemática e o intuito é impedir que as leis sejam operadas. Surgem os “jabutis” nas medidas provisórias, emendas e projetos de lei, enxertos para atender a interesses particulares. Havia a ambição de controle do aparelho do Estado. Eles não ousaram tanto antes do meu governo.


sábado, 21 de outubro de 2017

Moro “exige” de hospital registro de visita que não houve

Moro “exige” de hospital registro de visita que não houve

O aitatolá Sérgio Moro passou de todos os limites.
No início do mês, exigiu os registros de visitas do assustado Glauco da Costamarques, que afirmara em  juízo ter sido procurado por Roberto Teixeira, advogado de Lula, quando se encontrava internado no Hospital Sírio e Libanês.
O hospitla respondeu que não havia registro de visita alguma.
No dia 11, insistiu, para saber se Teixeira estivera no hospital para visitar alguma outra pessoa.
A resposta, de novo,  é que não havia registro algum de presença de Teixeira para visitar quem quer que fosse.
Mas acham que Moro se deu por convencido?
Mandou outra intimação para saber se Teixeira entrou no hospital como paciente, numa internação disfarçada…
De novo, claro, a resposta foi não.
Só falta agora exigir as imagens das câmaras do hospital para verificar se o advogado não entrou disfarçado de enfermeira!
Ou se não foi detectada alguma transmissão telepática entre eles.
Porque, afinal, se os fatos não confirmam a convicção, é óbvio que os fatos “estão mentindo”.
Com juiz imparcial é assim.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O fascismo vem aí

O fascismo vem aí

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O fascismo vem aí
Por Gustavo Noronha
Do Brasil Debate
Quase todas as análises possíveis do tamanho do estrago do golpe em qualquer possível projeto de País já foram feitas. Os impactos da Emenda Constitucional nº 95 transcendem os limites do absurdo. Nenhuma área foi poupada dos cortes e isso implica um teto de gastos ainda mais baixo do que o antes imaginado. A contrarreforma trabalhista e terceirização irrestrita foram aprovadas sem dificuldades e a contrarreforma da previdência continua na pauta. A agenda das privatizações avança para sua pauta máxima. Para além da Eletrobras, a venda da Petrobras já foi lançada ao vento por um ministro enquanto o mercado especula que o Banco do Brasil também sairá do controle do Estado.
E quando se pensa em defender desses ataques, o Congresso saca o fim da TJLP e o Governo Federal busca antecipar recebíveis numa operação orquestrada para o desmonte do BNDES. Na mesma blitzkrieg a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprova a demissão de servidores públicos estáveis por critérios para lá de subjetivos, provavelmente para que aqueles que não se submetam politicamente possam ser substituídos por terceirizados apadrinhados da velha política por meio de contratos terceirizados. A leitura do livro da jornalista Naomi Klein sobre a doutrina do choque ajuda a entender o que se passa.
Leia mais:
Neste ínterim, houve até quem sonhasse com militares nacionalistas literalmente salvando a pátria, mas o único general da ativa que falou em intervenção militar ainda trouxe um discurso acompanhado da mesma agenda econômica da austeridade e das reformas ultraliberais. A perspectiva de que haja eleições regulares em 2018 se afasta cada vez mais, seja pela via da inviabilização de candidatura que representem qualquer risco ao projeto vigente ou mesmo pela própria não realização do pleito. Não é apontada qualquer alternativa de política econômica para geração de emprego e renda e promoção do bem-estar da população. A alternativa autoritária é natural porque o projeto em curso só se sustenta do tacape.
Não por outra razão, surgem os ataques da direita apoiada por atores estrangeiros[i] que, para desviar da tragédia da pauta econômica, vira suas baterias para uma imaginada ideologia de gênero contra família tradicional. Acusam o feminismo de querer subjugar os homens e denunciam aqueles que defendem os direitos da comunidade LGBTIQ como se quiséssemos transformar todo mundo em gays e lésbicas. Omitem-se diante da pedofilia nas igrejas, templos e lares para ver na arte um ameaça às nossas crianças, ameaça esta que nunca esteve lá. Em realidade, criam um espantalho para que se tenha um bode expiatório para o salário que não chega ao fim do mês e o pão que falta na mesa.
Polanyi, no seu clássico A Grande Transformação, assim colocou:
"Na sua luta pelo poder político, o fascismo está inteiramente livre para desprezar ou utilizar temas locais, à vontade. Seu objetivo transcende o arcabouço político e econômico: é social. Ele coloca uma religião política a serviço de um processo degenerativo"
Na sua luta pelo poder político, o fascismo está inteiramente livre para desprezar ou utilizar temas locais, à vontade. Seu objetivo transcende o arcabouço político e econômico: é social. Ele coloca uma religião política a serviço de um processo degenerativo. No seu processo de ascensão ele exclui apenas algumas emoções na sua orquestração; uma vez vitorioso, porém, ele afasta da sua banda todas as outras motivações, a não ser um pequeno grupo, um grupo extremamente característico. A menos que possamos distinguir perfeitamente entre esta pseudointolerância no caminho para o poder e a intolerância genuína quando no poder, dificilmente poderemos compreender a diferença, sutil mas decisiva, entre o suposto nacionalismo de alguns movimentos fascistas durante a revolução e o não-nacionalismo especificamente imperialista que eles desenvolveram depois da revolução.
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É importante, nesta conjuntura, resgatar o que está escrito no Museu do Holocausto nos EUA como sinais precoces do fascismo: nacionalismo potente e continuado; desdém pelos direitos humanos; identificação de inimigos ou bode expiatórios como causa unificadora; supremacia dos militares; sexismo desenfreado; controle de mídias de massa; obsessão com a segurança nacional; governo e religião se misturam; o poder das corporações é protegido; o poder dos trabalhadores é suprimido; desdém pelos intelectuais e pelas artes; obsessão com o crime e a punição; corrupção e compadrio desenfreados; e, eleições fraudulentas. Será que estes sinais não estariam evidentes?
O atual contexto nos força também a resgatar o historiador Robert Paxton e seu texto Five stages of fascism[ii], em que apresenta os cinco estágios para ascensão do fascismo. O texto, que ajuda muito a compreender o que se passa no Brasil de hoje e os perigos do porvir, conclui com três questionamentos que devemos fazer sobre os movimentos neo ou protofascistas que os permitiria superar um estágio nos quais seria impossível detê-los:
1.Eles estão se tornando enraizados em partidos que representam grandes interesses e sentimentos e conseguem ampla influência na cena política?
2.O sistema econômico e constitucional está num estado de bloqueio aparentemente insolúvel pelas autoridades existentes?
3.Uma rápida mobilização política está ameaçando sair do controle das elites tradicionais ao ponto que elas busquem ajuda para manter a ordem?
A força eleitoral de um Jair Bolsonaro, já com um partido pra chamar de seu, parece traduzir uma resposta positiva à primeira questão. A Presidência da República sob o comando de Michel Temer, a representação máxima de um político de reputação duvidosa, com uma linha de sucessão tendo Rodrigo Maia e Eunício de Oliveira mostra que a segunda questão também poderia ser respondida positivamente. O grau de sofrimento imposto à população pelas políticas econômicas vigentes cedo ou tarde resultará em algum grau de ebulição social, o que poderá tornar irreversível o caminho do fascismo no Brasil. É preciso que as esquerdas abram mão dos seus sectarismos e se unifiquem na reação e resistência, antes que seja tarde.
Referências
[i] Ver mais informações na reportagem da Agência Pública, A nova roupa da direita, disponível em <https://apublica.org/2015/06/a-nova-roupa-da-direita/>.



 Gustavo Noronha é economista do Incra e colunista do Brasil Debate
 

Wagner Moura: Portaria do trabalho escravo é cruel e covarde; veja vídeo

Wagner Moura: Portaria do trabalho escravo é cruel e covarde; veja vídeo

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O ator lembrou que o Brasil detinha uma das legislações mais modernas do mundo no enfrentamento ao trabalho escravo
Do Portal Vermelho
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O ator Wagner Moura publicou um vídeo nas redes sociais declarando que é preciso resistir à portaria 1.129/2017 publicada pelo governo de Michel Temer atacando a legislação que combate o trabalho escravo. “Pessoas que comem com animais, que dormem em lona no mato, que trabalham por uma comida qualquer e trabalham até morrer. Não vai mais ser considerado trabalho escravo”, alertou. Segundo wagner, é preciso trabalhar para revogar a portaria, que ele classificou de "covarde, cruel e absurda
O ator lembrou que o Brasil detinha uma das legislações mais modernas do mundo no enfrentamento ao trabalho escravo. 
"Isto está sendo destruído pelo governo Temer sob pressão da bancada ruralista que vota e sempre votou para salvar o Temer”, ressaltou. Na opinão de Wagner, a chegada de Temer ao Planalto teve como objetivo “o desmonte dos direitos trabalhistas”.
 
Veja vídeo:

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