domingo, 20 de maio de 2018

DILMA CRITICA DESTRUIÇÃO DO FARMÁCIA POPULAR: O GOLPE FAZ MAL À SAÚDE

COLUNA

Dois documentários importantes para conhecer melhor a história brasileira

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“O Processo” deixa mais do que claro a farsa parlamentar, tanto na Câmara dos Deputados, como no Senado / Lula Marques/Agência PT
A repressão matou nas ruas do Rio de Janeiro um número não divulgado de pessoas
Dois documentários sobre fatos da história brasileira merecem ser vistos por quem deseja se lembrar de fatos importantes que se refletem hoje na política do país. Trata-se de “O Processo”, que mostra com detalhes o que representou a derrubada pelo Parlamento da presidenta eleita, Dilma Rousseff, e o outro “Marcos Medeiros – codinome vampiro”. São peças cinematográficas que terão vigência, digamos, daqui a cem anos ou mais.
“O Processo” deixa mais do que claro a farsa parlamentar, tanto na Câmara dos Deputados, como no Senado. O espectador pode relembrar, por exemplo, que um deputado ao votar em favor da derrubada da presidenta homenageou um militar que chefiou o famigerado DOI-CODI, Carlos Alberto Brilhante Ustra. É o mesmo Jair Bolsonaro que nesses dias comparou o que foi informado por um documento da CIA incriminando o general de plantão Ernesto Geisel com pais que batem no bumbum de crianças e depois se arrependem. E este parlamentar hoje aspira a Presidência da República e conta com o apoio de gente desinformada ou defensora dos métodos vigentes na longa noite escura que se abateu sobre o país de 1964 a 1985.
Já no documentário sobre o líder estudantil Marcos Medeiros, um filme que realmente ganha maior relevo depois que o Brasil tomou conhecimento do documento da CIA sobre Geisel. Marcos Medeiros foi um jovem combatente contra a ditadura empresarial militar, que desde cedo tomou posição em defesa dos interesses da maioria do povo brasileiro.
No documentário são mostradas imagens da crueldade com que agia a repressão das forças ditatoriais. Para quem não se lembra ou está desinformado, naqueles anos 60, alguns anos depois da derrubada do presidente constitucional João Goulart, o povo no Rio de Janeiro e em outras cidades brasileiras foi às ruas manifestar o repúdio aos generais de plantão, naquele momento tendo a frente Artur da Costa e Silva, o militar que substituiu o primeiro golpista, Humberto de Alencar Castelo Branco, que ocupou de fato o governo brasileiro.
A repressão matou nas ruas do Rio de Janeiro um número não divulgado de pessoas não só que se manifestavam contra o arbítrio ou que circulavam nas ruas.  Embora tenha sido divulgado que morreram quatro pessoas, o número pode ter sido maior, porque naquele período, nem todas as informações eram divulgadas.
O documentário sobre Marcos Medeiros tem o mérito de lembrar de fatos de responsabilidade dos detentores do poder discricionário. E é relevante também relembrar que depois de Costa e Silva, o Brasil foi governado de fato, inicialmente por uma junta militar e posteriormente por Médici, que ganhava o título de maior assassino de todos, mas que hoje se sabe que foi acompanhado do sucessor Geisel e ainda João Batista Figueiredo, o último general de plantão, todos eles cultuados por Jair Bolsonaro.
Na segunda parte do documentário que relembra a história do bravo brasileiro Marcos Medeiros, os espectadores são  informados sobre as incursões do líder estudantil no cinema, tanto em Paris, onde se viu obrigado a se exilar para evitar ser punido pela repressão, em que trabalhou com outro ilustre brasileiro, Glauber Rocha, como posteriormente, no governo de Leonel Brizola, onde teve participação no espaço das artes, então sob o comando de Geraldo Melo Mourão. Em suma, um documentário que deve ser assistido sobretudo pelas novas gerações, da mesma forma que “O Processo”, com fatos mais recentes mas que foram, como se sabe hoje, manipulados pela mídia comercial que apoiou o golpe parlamentar que colocou no poder Michel Temer para executar um projeto denominado “ponte para o futuro”, que levou o país em dois anos a recuar mais de cem.
É muito importante que brasileiros e brasileiras sejam informados sobre fatos da história do país, inclusive para não serem objeto da manipulação da informação. É também importante comparar os tempos atuais com os daquela época, sobretudo os dois tipos de golpes ocorridos, o de abril de 64 e, o mais recente, o iniciado em abril de 2016 e posteriormente confirmado no final de agosto daquele mesmo ano.
É preciso também que a opinião pública seja informada não só sobre o documento  da CIA mostrando como agia o general de plantão Ernesto Geisel e outros que ocuparam o posto, como um documento do Departamento de Estado norte-americano sobre a participação do empresário midiático Roberto Marinho com livre trânsito entre os golpistas. Revela o documento, não só o livre trânsito, como também, segundo o então embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon, o fato do empresário midiático apoiador do golpe de então ter sido informante da embaixada norte-americana. É necessário saber o motivo pelo qual essa informação não foi divulgada pela mídia comercial, como, por exemplo, foi a denúncia sobre o general de plantão Ernesto Geisel.
Em suma, é hora do país inteiro conhecer, sem nenhum tipo de censura, os acontecimentos históricos. “O Processo” e “Marcos Medeiros – codinome vampiro” cumprem esse objetivo e por isso não podem deixar de ser vistos por quem quer se informar sem subterfúgios.
Edição: Jaqueline Deister

Eleições venezuelanas finalizam em clima pacífico nas ruas do país

POVO DECIDE

Eleições venezuelanas finalizam em clima pacífico nas ruas do país

A reportagem do Brasil de Fato acompanhou o dia de votação em centros chavistas e opositores na capital Caracas

Brasil de Fato | Caracas (Venezuela)
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Nos centros de votação pelo país, a população compareceu para votar, como no bairro Petare / Fotos: Fania Rodrigues
Alguns centros de votação já estavam lotados quando as urnas foram abertas, às 6h da manhã, deste domingo (20). Os venezuelanos saíram cedo de casa para exercer seu direito ao voto nas eleições presidenciais deste ano, apesar de parte da oposição fazer campanha pelo boicote eleitoral. As urnas permaneceram abertas até às 18h, horário local (19h, horário de Brasília), salvo naqueles locais onde há eleitores na fila, que esperam até o último votante finalizar sua participação para fechar, o que pode durar algumas horas. Além de presidenciais, as eleições são dos legislativos estaduais e municipais.
Uma das que chegaram bem cedo para votar foi Marianela Rojas, que votou no bairro de San Agustín, na região central da capital Caracas. “Sempre é importante votar. Quem vota é quem tem o direito de opinar, para o bem ou para o mal. Aquele que não vota não acredita no sistema democrático. E nós estamos em democracia”, disse a votante do colégio eleitoral Concepción Mariño, localizado em um distrito onde, historicamente, o chavismo tem a maioria dos votos.
Para Reinaldo Caras, eleitor do mesmo bairro, o voto dos venezuelanos neste domingo tem um papel decisivo na estabilidade política do país, por isso, ele acredita numa satisfatória participação popular. “O que vemos é uma jornada de alegria, de participação democrática, as pessoas estão nas ruas, estão participando. Nós, os venezuelanos, vamos decidir o que vai acontecer com o nosso país através do voto. O que está em jogo aqui é a paz, a paz para construir o país que nós venezuelanos queremos ter”, disse, declarando seu voto no candidato à reeleição, Nicolás Maduro.
O escritor, jornalista e intelectual espanhol Ignácio Ramonet está na Venezuela acompanhando o processo eleitoral. Na manhã deste domingo, ele concedeu uma entrevista ao Brasil de Fato, na qual destacou o caráter pacífico das eleições presidenciais. “Desde que cheguei, há três dias, o que chamou a minha atenção foi a normalidade do país. No exterior existe uma campanha midiática, que apresenta uma situação caótica, eleições que não têm o apoio da população e da oposição. Mas, quando a gente chega na Venezuela, vê outra situação. Uma população muito tranquila, participando das eleições. Não há incidentes e também não houve nenhum incidente durante a campanha eleitoral”, disse.
Ramonet destacou ainda que o nível de participação terá peso importante nessas eleições. “Na medida em que a oposição tradicional, reunida em torno da Mesa da Unidade Democrática, decidiu pelo boicote dessas eleições, o que será importante é o nível de participação da população. Outro elemento importante é a quantidade de apoio que o candidato vencedor receberá”, ressaltou.
Em sua conta do Twitter, o ex-presidente do Equador Rafael Correa, que também acompanha o processo eleitoral na Venezuela, declarou: "As eleições venezuelanas ocorreram com absoluta normalidade. Assisti a quatro colégios eleitorais. Fluxo permanente de cidadania, pouco tempo de espera para exercer o voto. Sistema muito moderno com duplo controle. Do que vi, impecável organização."
Centros opositores
A reportagem também visitou centros de votação na zona leste de Caracas, conhecida por ser de maioria opositora ao chavismo. Mesmo nesses centros, os venezuelanos decidiram participar do processo eleitoral, embora em menor quantidade. O principal candidato opositor é Henri Falcón, do partido Avançada Progressista, mas ainda há outros três candidatos.
O eleitor Armando Hernandez explica porque foi votar: “O exercício da democracia consiste precisamente em manifestar-se, independente das posições políticas que se possa ter. Acho que é um erro não participar. Até agora o Conselho Nacional Eleitoral tem demonstrado que concede o triunfo a quem realmente vença. Creio que não participar é rejeitar a democracia. Independente quem seja o seu candidato, é importante votar”.
Já a esteticista Rosa Garcia diz que vota porque quer mudanças no país. “Voto, porque sou venezuelana, amo meu país e quero uma mudança. Creio que todo venezuelano deveria votar, para tirar esse governo. Lamento pelos venezuelanos que não votam, são covardes. São pessoas que nunca saíram para manifestar ou reivindicar seus direitos”.
Assim, também opina o mecânico Antonio Souza, que afirma que não abre mão do seu direito democrático. “Votar é meu direito e dever como cidadão. Tem que votar para definir o que acontece. O dever do cidadão é votar, nesse ou naquele”.
Resultado
Como na Venezuela o sistema eleitoral é eletrônico, o resultado é apurado e informado à população no mesmo dia, semelhante ao caso brasileiro. Nos últimos processos, o Conselho Nacional Eleitoral divulgou o resultado final entre 22h e 23h, horário local (23h e 00h, horário de Brasília).
*Colaboração de reportagem: Michele de Mello.
Edição: Vivian Neves Fernandes

VENEZUELA DECIDE Mais de 200 observadores internacionais acompanham eleição

VENEZUELA DECIDE

Mais de 200 observadores internacionais acompanham eleição

O ex-presidente espanhol Rodríguez Zapatero, um dos observadores, disse que o direito ao voto deve ser respeitado

Brasil de Fato | Caracas (Venezuela)
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Mais de 200 observadores, de 60 países, vão acompanhar as eleições deste domingo (20) / Fotos: Fania Rodrigues
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela convidou mais de 200 observadores internacionais para acompanhar as eleições venezuelanas que ocorrem neste domingo (20). Entre os convidados estão figuras conhecidas como o ex-presidente da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero. Ele faz parte de uma delegação de autoridades europeias integrada também pelo ex-ministro de Relações Exteriores do Chipre, Marcos Cipriani, e o ex-presidente do Senado da França, Jean-Pierre Bel, que foi representante da Presidência da França para a América Latina durante o governo de François Hollande.
Zapatero defendeu o direito dos venezuelanos de votar. “Há setores da oposição que não vão votar, os respeito profundamente. Mas agora vai falar o povo da Venezuela. É bom que os cidadãos se expressem [nas urnas]. Isso trará, sem dúvida, novas possibilidades para esse país”, afirmou o ex-presidente, em entrevista coletiva logo depois de um reunião com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na sexta-feira (18).
O político, que foi um dos mediadores do diálogo de paz entre o governo da Venezuela e os partidos de oposição, entre dezembro de 2017 e março deste ano, falou sobre uma possível retomada dos diálogos. “Falamos com o presidente sobre a possibilidade de abrir uma nova etapa do diálogo depois das eleições de domingo. Não detalhamos o lugar nem quem vai participar. Em minha opinião, a participação deve ser aberta”, disse Zapatero.
Além disso, o ex-mandatário espanhol também falou sobre “a necessidade de um diálogo mais fluído” entre o governo venezuelano e a União Europeia. “Depois do dia 21 de maio, esperamos que comece uma etapa de aproximação, na qual prevaleça o diálogo em vez das sanções”, afirmou o ex presidente espanhol.
Ele disse ainda que não há explicação para a posição radical da União Europeia em relação à Venezuela. “Uma pergunta que já fiz várias vezes é: por que a Europa dialoga com o Irã, por que é partidária do diálogo, e se comparta assim com a Venezuela?”, questionou Rodríguez Zapatero.
Sistema eleitoral venezuelano
Brasil de Fato conversou com alguns observadores internacionais que estão em Caracas, capital venezuelana, para acompanhar o processo eleitoral deste domingo. Eles falaram quais foram suas impressões sobre o sistema eleitoral do país. 
O juiz de direito brasileiro Dalmir Franklin de Oliveira é um dos 200 convidados do CNE venezuelano. Ele foi juiz eleitoral no município brasileiro de Passo Fundo (RS) e faz uma comparação com o sistema brasileiro: "O sistema venezuelano nos pareceu bastante confiável. Inclusive, o sistema venezuelano é até mais detalhado que o nosso [brasileiro] em termos de certificação e das próprias auditorias que eles relatam. Parece ser um sistema muito confiável".
A deputada espanhola Alesandra Fernandez, da comunidade autônoma espanhola da Galícia, também está acompanhando as eleições e disse que a realidade que ela se deparou esta semana na Venezuela é bem diferente daquela transmitida pelos meios de comunicação do seu país.
"Existe uma diferença muito grande entre aquilo que se transmite através dos meios de comunicação e a realidade que observamos aqui, principalmente ao visitar os colégios eleitorais. O processo tem garantias que vão desde a utilização das impressões digitais [dos eleitores], até a validação dos resultados. Vemos muitas garantias, inclusive algumas que não vemos nem sequer no Estado espanhol", avaliou a deputada.
O jornalista italiano Luca disse que o sistema eletrônico da Venezuela é sofisticado e serve de exemplo a outros países. "Esse é um processo eleitoral muito importante para a Venezuela e para a América Latina. O povo aqui manda uma mensagem ao mundo e também ao meu país. Na Itália, ainda votamos com cédula de papel, não temos sistema eletrônico. O sistema venezuelano é muito interessante, porque não há fraude, não há possibilidade de mudar, manipular o nome dos candidatos. É um sistema que pode ser exportado para o mundo inteiro", opinou.
Edição: Vivian Neves Fernandes

Documentário do DCM e GGN mostra os bastidores do mercado sujo da delação premiada

Documentário do DCM e GGN mostra os bastidores do mercado sujo da delação premiada

 

Porque é Pentecostes!

Porque é Pentecostes! Por Eugênio Aragão

 
POR EUGÊNIO ARAGÃO, ex-ministro da Justiça
Brasília – O ministro da Justiça, Eugênio Aragão inaugura as sessões de trabalho das comissões de 2016, lembrando os 52 anos do golpe militar de 1964 (Wilson Dias/Agência Brasil)
O efeito mais nefasto do golpe político, econômico e social que se perpetrou contra a sociedade no Brasil é a disseminação do ódio e a quebra da fração de consenso que oferecia estabilidade minimamente sustentável às instituições. Viramos uma grande Babel. Ninguém se entende e nem quer se entender.
No meio dessa confusão adredemente instalada entre nós, a esperteza política alimenta o fascismo nas mentes de poucas luzes. Trata-se da manipulação das fobias coletivas, do medo em cada um pela perda do emprego, pelo colapso de seu status social, pelo fim da barbada do consumo, pela volta dos dias de carestia na vida cotidiana.
Com impulso fascista, esses pavores são estimulados e direcionados para criar efeito manada contra os que forem eleitos pelos espertos para serem inimigos públicos. Podem ser judeus, podem ser Tutsis, podem ser islâmicos… e podem ser petistas!
Fascistas pensam com o fígado. Esquecem o bestunto em casa. Mas há quem procure ter seus cérebros nas mãos e orientá-los a seus objetivos estratégicos, de regra contrários aos interesses nacionais, às mais comezinhas necessidades da massa de brasileiras e brasileiros. Por isso, seguindo seus impulsos de bronca e preconceitos, fascistas manipulados atiram no próprio pé.
É só perguntar a alemães que passaram pela experiência do nazi-fascismo o que acharam do resultado. A maioria gritava “Sieg, Heil!” E, depois, só lhes sobrou morte e a tapera daquilo que foram suas imponentes cidades. A duras penas e com muito sofrimento, tiveram que reconstruir o consenso social para se reerguerem como nação.
A bronca contra o PT e contra qualquer projeto de esquerda tem essa mesma natureza autodestrutiva. Não é preciso de muita inteligência para constatar o que fomos e o que hoje somos. Vivemos nos escombros daquilo que foi um promissor processo de evolução social. Retrocedemos décadas em nossa cultura política e democrática.
Como zumbis de cidadãos e cidadãs, muitos e muitas de nós acham bonito debochar de conquistas civilizatórias como a tolerância, o convívio pacífico entre diferentes, o respeito pelo que de nós diverge, o cultivo da diversidade e a solidariedade para com os mais vulneráveis. Desdenham desses valores como se fossem “coisa de perdedor”, “coisa de fraco”. Expressam seu ódio pela “ideologia de gênero”, pelos direitos humanos, pela educação da consciência histórica de nossos filhos, por tudo aqui que desqualificam de “politicamente correto”.
É a volta à lei da selva, à lei do mais forte, que esquálidos periféricos querem impor entre si, como se poderosos imperialistas fossem.
Que ilusão! Quem ri nos seus punhozinhos são os verdadeiros imperialistas que os fazem de bobos. Disseminaram a discórdia sob o falso fundamento do combate à corrupção que secularmente incutiram nas nossas elites e esticaram seus dedos duros para os atores de uma política nacional de autoafirmação.
Nesse domingo de Pentecostes, precisamos urgentemente que as flâmulas do Espírito Santo iluminem nossa manada fascistizada em seus trevosos intelectos, para que compreendam como estão sendo manipulados contra sua felicidade e contra seu próprio futuro. Que passam a saber quem é seu verdadeiro inimigo, quem se aproveita de sua incapacidade de discernir entre o que é para seu bem e o que é para seu mal.
Eis que os espertos que manipulam fascistas tupiniquins não pensam com o fígado que nem eles. Não têm ódio. São pragmáticos e usam sua inteligência tenebrosa para nos destruírem. Apropriaram-se de nossas instituições, reforçando-lhes a praga corporativista.
Disseminaram entre seus atores empoderados o consumismo desenfreado, para fazer com que almejassem se juntar aos endinheirados. Incutiram a mania de grandeza cosmopolita em burocratas das carreiras de estado, para que se achassem parte de uma elite globalizada. E, para barrarem os que pudessem fazer a diferença, inocularam o medo da perda de status nesses tiranetes da persecução penal.
Assim construíram, com estímulo à ganância, à soberba, à ambição desmedida, uma esquadra contra a democracia e seus valores. Tornaram todos nós reféns eventuais dessas forças da desagregação.
Carecemos de muita luz para voltarmos a crescer, para adquirirmos disposição de colocar os burocratas soberbos de volta em seu leito institucional democrático. Consciência histórica, porém, não cai do céu. Vem da experiência de luta, de resistência política contra o atraso. É preciso despejar preconceitos e reforçar a clareza sobre nosso destino.
Só assim reconstruiremos o consenso necessário para defesa do que é nosso. E isso começa com a exigência de eleições livres, sem permitir a quem quer que seja que faça opções por nós, excluindo este ou aquele candidato que a letra fria da lei permite seja registrado e escolhido. É preciso dizer não às trevosas forças do esgarçamento do consenso democrático.
Que o domingo de Pentecostes nos inspire!