terça-feira, 30 de outubro de 2018

ESCÁRNIO!!!

Bolsonaro quer Moro trabalhando em seu governo

Todos os postsÚltimas notícias
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta segunda-feira, 29, que pretende convidar o juiz federal Sérgio Moro para comandar o ministério da Justiça em seu futuro governo ou ainda para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações foram feitas em entrevistas concedidas ao SBT e ao Jornal Nacional, da TV Globo. “Pretendo conversar com ele (Moro) para ver há interesse da parte dele”, disse Bolsonaro em entrevista ao SBT. “Se eu tivesse falado isso antes (na campanha) soaria como oportunismo.”
Ao Jornal Nacional, o presidente eleito disse que Moro, responsável pela Operação Lava Jato, é um “grande símbolo” da luta contra a corrupção. “Poderia ser ministro da Justiça ou, abrindo uma vaga no STF, (escolher) a que achar que melhor poderia contribuir para o Brasil”.  Aliados de Bolsonaro já haviam dito que Moro era cotado para ocupar futura vaga no STF. Esta é a primeira vez que o nome do juiz federal é citado como possível ministro.
Bolsonaro afirmou também que se referia à cúpula do PT quando afirmou que “marginais vermelhos” seriam banidos do Brasil. “Foi um discurso inflamado, com a Avenida Paulista cheia. Logicamente, estava me referindo à cúpula do PT. O próprio (Guilherme) Boulos havia dito que invadiria minha casa”, afirmou, em referência ao presidenciável derrotado do PSOL. Ele citou ainda a fala de Haddad de que a crise no Brasil só acabaria quando Lula fosse eleito. “Foi um momento de desabafo, eu não ofendi a honra de ninguém. No Brasil de Jair Bolsonaro, quem desrespeitar a lei sentirá o peso da mesma contra sua pessoa”.
Na entrevista, também agradeceu todos que o elegeram e, questionado sobre o fato de uma parcela do eleitorado dizer que sua eleição é um risco, Bolsonaro disse que a Constituição será a “Bíblia do governo”. “As eleições acabaram. Chega de mentiras, chega de fake news. Realmente, agora estamos numa outra era. Quero governar para todos, não apenas para os que votaram em mim. Temos
Constituição que tem que ser nossa Bíblia aqui na Terra e respeitada. Só dessa maneira podemos conviver em harmonia.”
Em relação à mídia, Bolsonaro disse ser “totalmente favorável” à liberdade de imprensa e afirmou ser necessário fazer justiça com a propaganda oficial do governo. “A imprensa que se comportar mentindo descaradamente não terá apoio do governo federal”, disse.
O presidente eleito, no entanto, voltou a criticar o jornal Folha de S.Paulo, acusando-o de espalhar fake news contra sua candidatura. Ele corrigiu declaração anterior na qual disse que a publicação merecia “acabar”. “Não quero que acabe, mas se continuar a se comportar desse jeito não terá apoio do governo federal.”
Procurado, o jornal não se manifestou até a conclusão deste texto.

Vejam que apoios...

Eleições 2018

Trump e Netanyahu parabenizam Bolsonaro e preveem boas relações

por Redação — publicado 29/10/2018 18h21
Presidente dos EUA e primeiro-ministro de Israel conversaram ao telefone com o futuro mandatário
Miguel SCHINCARIOL / AFP
Trump
Apoiador de Bolsonaro veste-se de Trump para comemorar vitória
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e  Benjamin Netayahu, primeiro-ministro de Israel, conversaram ao telefone com o presidente eleito Jair Bolsonaro, do PSL. Ambos preveem boas relações com o ex-militar, que costuma enaltecer os EUA e Israel em seus discursos.
Trump disse que teve "uma conversa muito boa" com Bolsonaro e enalteceu sua vitória "por uma margem substancial". "Nós concordamos que o Brasil e os Estados Unidos vão trabalhar de forma próxima em temas como comércio, Forças Armadas e tudo mais! Ótima conversa, o parabenizo!", completou o presidente norte-americano em sua conta no Twitter.
Já Netanyahu afirmou que tem certeza de que essas eleições "levarão a uma grande amizade entre nossos povos e o estreitamento dos laços entre Brasil e Israel". Ele disse aguardar uma visita de Bolsonaro a seu país. 
O presidente eleito adota forte discurso pró-Israel. Ele já prometeu retirar a embaixada da Palestina do Brasil e defendeu a transferência da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém, como fez Trump. Não à toa, recebeu mais de 77% dos votos válidos no país governado por Netanyahu. Por outro lado, Fernando Haddad, do PT, teve porcentagem superior de votos em Ramallah, na Palestina. 

A "vingança do brasileiro médio" e outras análises da mídia europeia

Eleições 2018

A "vingança do brasileiro médio" e outras análises da mídia europeia

por Deutsche Welle — publicado 29/10/2018 10h17, última modificação 29/10/2018 10h19
Jornais afirmam que o presidente eleito seduziu brasileiros desiludidos e ansiosos por mudança usando discurso de ódio
Fernando Frazão/Agência Brasil
"A vingança do brasileiro médio" e outras análises da mídia europeia
A mídia estrangeira expressa um misto de espanto e preocupação
Confira algumas avaliações da mídia europeia a respeito das eleições no Brasil: 
Süddeutsche Zeitung (Alemanha) – Vitória de Bolsonaro coloca futuro da democracia brasileira em questão
Bolsonaro fez um "juramento a Deus" em seu discurso de vitória, afirmando que seu governo vai defender a Constituição, a liberdade e a democracia. Quase tudo o que ele disse publicamente em seus 28 anos como político sugere, no entanto, que esse compromisso não é de coração – exceto pelo juramento a Deus.
É possível encher livros com as frases antidemocráticas, racistas, misóginas, homofóbicas e de glorificação da violência proferidas pelo próximo chefe de Estado brasileiro.
Nos últimos dias, unidades da Polícia Militar invadiram universidades públicas, dissiparam debates sobre os "princípios da democracia", fotografaram estudantes e confiscaram cartazes que alertavam sobre a eclosão do fascismo. Bolsonaro disse sobre as ações: "A universidade não é lugar de protesto." Agora, os cerca de 45 milhões de brasileiros que não votaram nesse homem se perguntam, com razão, em que lugares ainda será possível se manifestar contra o presidente.
Der Spiegel (Alemanha) – O populista de direita Bolsonaro se torna o próximo presidente do Brasil
A vitória eleitoral de Bolsonaro é vista como uma ameaça à ainda jovem democracia brasileira. O político não pode, no etanto, governar de forma totalmente descontrolada: no Brasil, o presidente tem que renegociar uma maioria antes de cada votação importante no Congresso. (…) Considerando as dezenas de partidos, isso contribui para o risco de que maiorias sejam compradas. No entanto, isso também dá oportunidade para que a oposição barre o presidente.
The Guardian (Reino Unido) – Brasileiros desiludidos trocam política da esperança por política da raiva e do desespero
A campanha de extrema direita pela Presidência do Brasil de Jair Bolsonaro chocou os observadores estrangeiros, que se perguntaram como um candidato com visões tão extremas poderia merecer amplo apoio popular.
Mas os eleitores brasileiros parecem ter seguido uma tendência evidente em democracias conturbadas em todo o mundo, trocando a política da esperança pela "antipolítica" – a política da raiva, da rejeição e do desespero. 
Le Monde (França) – Eleição no Brasil: Bolsonaro, ou a vingança do "brasileiro médio"
O capitão da reserva, ex-membro indisciplinado da brigada de paraquedistas do Exército, seduziu um Brasil cheio de raiva com as suas críticas à esquerda e ao PT? Por causa de seu discurso moralista e punitivo? Ou por seu perfil "antissistema", prometendo acabar com uma oligarquia que estava no poder por tempo demais? Sem dúvida, por tudo isso. 
Neue Zürcher Zeitung (Suíça) – Ultradireitista Bolsonaro é eleito novo presidente do Brasil
Muitos reconheceram em Jair Bolsonaro uma oportunidade de mudança política. O ex-militar se posicionou com sucesso durante a campanha um candidato honesto e antissistema, apesar de estar há mais de 25 anos no Congresso, como deputado pelo estado do Rio de Janeiro. A restauração da lei e da ordem é uma de suas principais propostas, que vem ao encontro do desejo de muitos brasileiros nesses tempos política e economicamente difíceis. 
La Reppublica (Itália) – Eleição no Brasil: Bolsonaro é o novo presidente
O Brasil encerra a era de Lula e do PT. Agora a direita domina. Uma extrema direita populista e racista. O povo votou. E escolheu o Messias. Apostou tudo nele. E ele, o ex-capitão do Exército, está pronto para aceitar o desafio. 
El Mundo (Espanha) – O ultradireitista Jair Bolsonaro é o novo presidente do Brasil, com 55% dos votos
Depois de uma campanha marcada pela violência com o atentado sofrido por Bolsonaro no início de setembro e a onda de ataques contra homossexuais e opositores de esquerda por parte de partidários do ultradireitista, resta saber se o futuro presidente abandonará seu discurso de ódio à oposição e apostará ou não em reconciliar um país em confronto. 
DW_logo

Debate interditado pelo bolsonarismo obriga esquerda a buscar diálogo

Eleições 2018

Debate interditado pelo bolsonarismo obriga esquerda a buscar diálogo

por Carol Scorce — publicado 30/10/2018 00h30, última modificação 29/10/2018 18h46
Para cientistas políticos, população está tomando decisões com participação e informação mínimas, e por isso elegeu um candidato sem saber quais eram suas propostas
Lula Marques
Bolsonaro
Bolsonaro se elegeu sem ter de ir aos debates e a partir das novas tecnologias
Ao se recusar em participar dos debates eleitorais, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), deixou evidente um dos fatos mais marcantes dessas eleições: a ausência de diálogo e de propostas concretas para o País. Ao contrário, a influência das redes sociais e a produção massiva de notícias falsas ajudaram a eleger um candidato que não deixou claro seu programa de governo, e também por isso não teve suas ideias confrontadas.
Para o cientista político e professor da Universidade de Brasília Luís Felipe Miguel, a conjuntura demonstra que a esquerda precisa recriar formas de interlocução política permanentes com a população, defendendo modelos de democracia que permitam maior envolvimento no exercício da cidadania. 
Um momento da campanha que ajuda a explicar os problemas enfrentados pela esquerda foi o movimento espontâneo que surgiu para conversar com eleitores nas ruas, em especial os indecisos, mas que também tinha o objetivo de virar votos.
 “Pelo tamanho dessa mobilização, em outras campanhas esse movimento teria tido um impacto muito maior do que teve. Em 2014 houve uma mobilização semelhante no segundo turno em favor de Dilma e funcionou. Isso mostra que a estratégia do Bolsonaro, baseada no pânico e uso massivo das redes sociais para a disseminação de inverdades, fez com que as pessoas se tornassem menos sensíveis aos debates. O bolsonarismo bloqueia qualquer possibilidade de discussão”, afirma Miguel.
Para ele, isso obriga a esquerda a ter um esforço maior de diálogo com a população ao invés de esperar os processos eleitorais pra tentar passar a sua mensagem.
Ele explica que os modelos de democracia liberal praticados no ocidente estabelecem com a população condições mínimas de participação política, e que agora, com as novas formas de tecnologia e de manipulação, faz com que as pessoas tomem decisões com o mínimo de informação.
“Sem envolvimento, o eleitorado está muito vulnerável as novas estratégias de manipulação. Antes, quando as pessoas se informavam pela imprensa tradicional, por exemplo, haviam manipulações, mas elas aconteciam na esfera pública, o que permitia o contraditório. Nesse modelo as pessoas não querem debater.”
Incertezas 
Para o também cientista político e professor da Universidade Federal do ABC Vitor Marchetti, o discurso feito por Bolsonaro para seus apoiadores no dia 21, quando o então candidato falou em “eliminar a oposição”, produziu um ponto de inflexão na campanha. “Houve uma mudança de votos do primeiro para o segundo turno. Ficou mais forte a ideia de que o candidato não tinha um projeto para o País.”
Ao invés de propostas, Bolsonaro ofereceu ao eleitorado a pauta da moralidade, montada essencialmente no ataque à corrupção, encarnando o sentimento anti-petista de boa parte da população. 
 “Elegemos um presidente que conhecemos muito pouco das suas posições para economia, saúde, educação, trabalho. Sempre que alguém da campanha falava algo, era imediatamente desautorizado. Ele surfou num sentimento de mudança na população, mas sem tem quer dizer que mudança era essa”, acrescenta Marchetti. 
Esse efeito, no entanto, não deve perdurar. À medida em que o presidente eleito passar a nomear sua equipe de governo, os rumos do futuro governo ficarão cada vez mais explícitos, e o sentimento de mudança estimulado na população deve se esvaziar, acredita Marchetti.
“Ele terá de sinalizar para diferentes grupos, e sabemos que ele sofre resistência no sistema político tradicional. São muitas forças para equilibrar. O PSL cresceu muito, mas não é um partido orgânico. Essa descoordenação política pode minar esse efeito de adesão que o voto parece provocar."
As ofensivas de Bolsonaro a oposição a sua candidatura - e agora ao seu futuro governo - podem  criar mais problemas para estabilidade do governo.
“A oposição saiu fortalecida. Derrotada, mas forte. Do ponto de vista institucional, o PT não tem uma bancada desprezível, e o (Fernando) Haddad ganhou em mais municípios do que o Bolsonaro. Também tem uma oposição direta que vem da própria população. Se ele continuar com esse discurso violento, de varrer a oposição do País, pode perder uma parte significativa do eleitorado que o apoiou, e que não é avessa a democracia”, avalia Marchetti.

O vice

"Sou um assessor eleito. É diferente dos ministros, que podem ser escalados e 'desescalados' a qualquer momento", disse o vice-presidente do Brasil

'Nós somos irmãos siameses', diz Mourão sobre Bolsonaro
Notícias ao Minuto Brasil
HÁ 18 MINS POR ESTADAO CONTEUDO
POLÍTICA 'PRIVILÉGIO'
Eleito vice-presidente da República na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB) afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que se considera um "assessor privilegiado" do novo governo. "Sou um assessor eleito. É diferente dos ministros, que podem ser escalados e 'desescalados' a qualquer momento. Eu não posso ser 'desescalado'", disse Mourão.
Segundo o vice, ele e Bolsonaro são "irmãos siameses". "Estamos juntos mesmo." Durante a campanha, no entanto, o então candidato a vice causou polêmica ao afirmar que a elaboração de uma nova Constituição não precisaria passar por eleitos e ao sugerir um "autogolpe" foi desautorizado por Bolsonaro. "Ele é general, eu sou capitão. Mas eu sou o presidente", disse o presidenciável na época. Veja a seguir a opinião de Mourão sobre alguns temas importantes.
Governo Bolsonaro: "O governo deve ser austero, aquele que bota a moedinha no cofrinho, que faz uma viagem e não leva cem pessoas. Tem que ser o governo da economia, da austeridade. O governo do exemplo, no qual o presidente fala e faz. Governo que não pactua com a corrupção, um governo em que o relacionamento com os demais Poderes e demais entes da Federação se dê em torno das ideias, dos programas, dos objetivos, e naquele toma lá, dá cá que vinha acontecendo."
Papel do vice: "Sou um assessor privilegiado, porque sou um assessor eleito. É diferente dos ministros, que podem ser escalados e 'desescalados' a qualquer momento. Eu não posso ser 'desescalado'. Nós somos irmãos siameses, eu e ele (Bolsonaro). Estamos juntos mesmo. E ele já tinha sinalizado que me colocaria em outras tarefas. O que vejo mais é auxiliá-lo na tomada de decisões, cooperando em trabalhos interministeriais. Não precisa ser função oficial, mas de pequenos conselhos."
Chegada ao poder: "Desde os protestos de 2013 há uma onda moralizadora por parte da população, que começou a se mostrar farta com os desmandos nos diversos níveis de governo, principalmente ligados à corrupção, desvio de recursos, obras inacabadas. Isso foi aumentando, até que apareceu alguém capaz de representar no meio político esse sentimento, e esse alguém é o Bolsonaro."
Palácio do Jaburu: "Vamos ver se vou para o Jaburu. O presidente pode querer morar lá e eu vou ter de morar em outro lugar. Dizem que o Alvorada está sendo submetido a uma nova reforma e que é meio difícil de habitar. Mas vou reduzir a estrutura da Vice-Presidência."
Ações em universidades: "Também somos contra o fascismo, estamos empatados com eles (universitários). Alguém determinou que a polícia entrasse. Não considero censura e depois o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou isso."
Maioridade penal: "Isso não é para ladrão de chinelos. É para quem comete crime hediondo. No Rio teve caso recente de um rapaz com 17 anos que esfaqueou e matou um médico que estava andando de bicicleta na Lagoa, ficou três, quatro meses preso, o que não sai no registro dele, e depois já matou mais duas pessoas. Algo tem que ser feito para coibir isso aí."
PRTB: "Não fizemos exigência. Mas, obviamente, vamos buscar ter algum espaço como partido no governo Bolsonaro. Pode ser um ministério ou uma secretaria, algo do gênero. Com informações do Estadão Conteúdo.