segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Cerca de 67% dos brasileiros acreditam que o país está em declínio, diz pesquisa

26 DE NOVEMBRO DE 2018, 13H12

Cerca de 67% dos brasileiros acreditam que o país está em declínio, diz pesquisa

Os brasileiros são os mais pessimistas entre 24 países consultados no levantamento, chamado Beyond Populism? Revisited ("Além do populismo? Revisto", em tradução livre).
Arquivo (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Pesquisa de opinião da empresa francesa Ipsos, divulgada nesta segunda-feira (26) pela BBC mostra que cerca de 67% dos brasileiros acreditam que o país “está em declínio” e tende a se tornar um lugar pior no futuro. Os brasileiros são os mais pessimistas entre 24 países consultados no levantamento, chamado Beyond Populism? Revisited (“Além do populismo? Revisto”, em tradução livre).
Segundo a pesquisa, os brasileiros também são muito mais pessimistas que a média global (44%) e estão entre os que mais consideram que as regras da economia no país são injustas e favorecem quem já é rico e poderoso: 71% pensam desta forma hoje.
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Apenas russos (75%) e húngaros (74%) têm uma percepção pior sobre as regras econômicas de seus países. Na média global, 63% têm esta visão, percentual menor do que o registrado em 2016, quando 69% dos entrevistados compartilhavam da ideia.
Ouvidos pela BBC, os responsáveis acreditam que os dados sugerem que a onda “antissistema” no mundo – ou seja, a tendência observada em diversos países de rejeição do establishment político e econômico – pode estar diminuindo, embora ainda seja cedo para se ter certeza.
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“Esse resultado também pode estar atrelado ao fato de que vários dos países pesquisados elegeram governos de direita, de extrema-direita ou autoritários. Então, este sentimento antissistema, que teve um ápice em 2016, com a vitória do ‘sim’ ao Brexit e com a eleição de Trump, pode já ter arrefecido (em outros países). São dois anos de Trump, que perdeu apoio nas eleições legislativas deste ano; são dois anos de negociações travadas no Brexit”, diz à BBC News Brasil o diretor da Ipsos Danilo Cersosimo.
Veja os dados completos no site da BBC News Brasil.

Importante iniciativa da Biblioteca Nacional

26 DE NOVEMBRO DE 2018, 13H03

Pasquim terá acervo digitalizado pela Biblioteca Nacional

O acervo ficará em uma página que terá, ainda, uma coleção de memórias dos colaboradores do jornal
Foto: Reoprodução
De acordo com informações da coluna de Lauro Jardim, a Biblioteca Nacional está prestes a terminar a digitalização de todos os 1.072 números do Pasquim, o jornal carioca que fez história debochando da ditadura.
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O Pasquim, que circulou entre 26 de junho de 1969 e 11 de novembro de 1991, era formado por um grupo antológico de jornalistas e cartunistas como Millôr Fernandes, Ziraldo, Paulo Francis, Miguel Paiva, Claudius, Fortuna, Jaguar, Tarso de Castro, Sérgio Cabral, Henfil, Sergio Augusto entre muitos outros.
O acervo ficará em uma página que terá, ainda, uma coleção de memórias dos colaboradores do jornal.
O portal deverá ser lançado com uma exposição sobre o Pasquim, que deve percorrer o Rio de Janeiro e São Paulo.

Começou a terrível auto-censura

Registros do fotógrafo Araquém Alcântara sobre os mais médicos são excluídos do Facebook

Publicado em 26 novembro, 2018 12:01 pm
Segundo publicação do colunista Ancelmo Gois, no O Globo, com o fim da participação de Cuba no Mais Médicos, muita gente republicou, no Facebook, fotos do livro do fotógrafo Araquém Alcântara, que, em 2015, percorreu 20 estados e 38 municípios para registrar a atuação dos médicos cubanos.
Eis que esta ao lado, de um médico chegando a uma aldeia Jutaí em Borba (AM), está sendo… tirada do ar pelo Facebook. A rede informa que a foto “viola os padrões sobre nudez ou atividade sexual”. Mas tratam-se, repare, de crianças — e nenhuma delas está nua ou, ainda que estivesse, não há nenhuma conotação sexual.

Com general, Bolsonaro fecha outro espaço de negociação com o Congresso

Com general, Bolsonaro fecha outro espaço de negociação com o Congresso

A indicação do general Carlos Alberto dos Santos Cruz para o cargo de ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República é mais uma porta que se fecha no já complicado caminho para a articulação entre Jair Bolsonaro e o futuro Congresso.
Nos últimos governos, a pasta sempre foi um espaço de diálogo entre os parlamentares e o Planalto, basta ver seus ocupantes:Ricardo Berzoini (com Dilma), Geddel Vieira Lima, Antonio Imbassahy e Carlos Marum, os três com Temer.
Cada vez sobra menos espaço para se resolver no acordo a formação de uma maioria parlamentar para um presidente que dela precisará desesperadamente.
Claro que não deve haver grande dificuldade para a aprovação de medidas conservadoras e antitrabalhador – afinal, é essa a natureza do Congresso. Também as pautas da “bala (maioridade penal, armas ) e da motosserra (eliminação de  limitações ambientais) devem passar sem grandes contorcionismos para obter apoio.
Mas na “jóia da Coroa” do mercado – a reforma da Previdência – e nas medidas que mexam com corporações e empresas estatais, a coisa é bem diferente.
Bolsonaro vai se afigurando um misto de Jânio Quadros no isolamento político e de Fernando Collor, na pretensão de dar um choque econômico ao país. A terceira vertente do governo, a do punitivismo e da repressão não tem paralelos em governos eleitos, apenas no início do período militar.
Nenhuma das três comparações deixa de ser aterradora, embora as duas primeiras tenham, ao menos, a vantagem de serem curtas.
A propósito: a pasta ia ser incorporada no superministério de Ônyx Lorenzoni. Que vai murchar ainda mais.

STJ julga nesta terça-feira processo da princesa Isabel contra a União para reaver o Palácio Guanabara

26 DE NOVEMBRO DE 2018, 12H24

STJ julga nesta terça-feira processo da princesa Isabel contra a União para reaver o Palácio Guanabara

A disputa começou quando Princesa Isabel e o marido, o Conde D'Eu, se recusaram a deixar a propriedade após a proclamação da República, em 1889, e foram despejados à força pelo Exército, em 1894. No ano seguinte, a princesa entrou na Justiça para reaver o patrimônio.
Wikipedia
O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) fará uma viagem de 123 anos no tempo durante a sessão desta terça-feira (27) ao julgar o processo mais antigo tramitando nas cortes do Brasil.
Na ação de 1895, Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança Bourbon e Orleans, mais conhecida como Princesa Isabel, requer a posse e a propriedade do Palácio Isabel – atual Palácio Guanabara, sede do governo fluminense – que fica no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro. As informações são da reportagem de Carolina Brígido, no jornal O Globo.
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A disputa começou quando Princesa Isabel e o marido, o Conde D’Eu, se recusaram a deixar a propriedade após a proclamação da República, em 1889, e foram despejados à força pelo Exército, em 1894. No ano seguinte, a princesa entrou na Justiça para reaver o patrimônio.
Hoje, os herdeiros da família imperial não querem mais o Palácio Guanabara de volta, mas sim uma indenização por seus antepassados terem sido expulsos de lá quando o Império foi substituído pela República.
A causa chegou a ser considerada prescrita — ou seja, não poderia mais ser julgada, em função do grande intervalo de tempo passado. No entanto, em 1979, o extinto Tribunal Federal de Recursos reconheceu a ausência de prescrição, e os processos foram reabertos.

Futuro secretário de Bolsonaro manda recado para MST A DITADURA DO BOZO

Lula é homenageado em Congresso do Partido Comunista Francês.

26 DE NOVEMBRO DE 2018, 12H08

Lula é homenageado em Congresso do Partido Comunista Francês. Vídeo

O PCF é um dos maiores partidos da França e teve a sua sede projetada pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer
Foto: Reprodução
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu homenagem em ato de solidariedade, neste domingo (26), durante o Congresso do Partido Comunista Francês (PCF), em Ivry, na França.
O PCF é um dos maiores partidos da França e teve a sua sede projetada pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer.
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Lula está preso desde abril de 2018 e é considerado por vários países e entidades internacionais como preso político.
A Fundação Internacional dos Direitos Humanos concedeu, em julho, o estatuto de prisioneiro de consciência em prisão arbitrária ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Comitê de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) acolheu, em agosto, pedido da defesa de Lula e recomendou que o Brasil garanta os direitos políticos do ex-presidente, o que não foi acatado pelo governo brasileiro.