sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Justiça de Honduras condena sete pessoas pelo assassinato da ativista Berta Cáceres

Justiça de Honduras condena sete pessoas pelo assassinato da ativista Berta Cáceres

Entre os condenados, estão representantes da empresa Desarrollos Energéticos (DESA), responsável pelo projeto hidrelétrico Agua Zarca, ao qual a líder e as comunidades indígenas lenca sempre se opuseram

REDAÇÃO

Brasil de Fato Brasil de FatoTodos os posts do autor
A Justiça de Honduras condenou, nesta quinta-feira (29/11), sete de oito pessoas acusadas de envolvimento no assassinato da militante e liderança indígena popular Berta Cáceres.
Sergio Rodríguez, Douglas Bustillo, Mariano Díaz Chávez, Elvin Rápalo, Óscar Torres Velásquez, Edilson Duarte e Henry Hernández foram presos preventivamente até janeiro de 2019, quando terão suas penas individualizadas. Já Emerson Duarte foi absolvido por falta de provas.
Entre os condenados, estão representantes da empresa Desarrollos Energéticos (DESA), responsável pelo projeto hidrelétrico Agua Zarca, ao qual a líder e as comunidades indígenas lenca sempre se opuseram.
Rodríguez atuou como gerente de assuntos comunitários e ambientais da empresa no período que corresponde ao assassinato da militante, e Douglas Bustillo foi chefe de segurança da companhia entre 2013 e 2015.
O julgamento, finalizado no último sábado (24/11), ocorreu mais de dois anos e meio depois do assassinato de Cáceres. A sentença é vista pelos movimentos populares e organizações hondurenhas como uma vitória parcial, já que os mandantes do crime não foram responsabilizados.
Em nota, a família da ativista e o Conselho de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (COPINH) afirmaram que "o veredito que acabam de emitir não satisfaz nossas exigências de justiça". "As estruturas e as pessoas que deram dinheiro para esses criminosos assassinarem Berta Cáceres seguem gozando da liberdade e da possibilidade de continuar cometendo crimes como este de maneira impune."
Quem foi Berta Cáceres
Berta Cáceres foi morta no dia 3 de março de 2016, após anos de perseguição e ameaças por causa da militância contra o projeto hidrelétrico Agua Zarca. A indígena pertencia ao COPINH e defendia o território lenca e o rio Gualcarque, considerado sagrado por esse povo indígena.
O projeto hidrelétrico da barragem contava com o financiamento do FMO (o banco de desenvolvimento dos Países Baixos), com US$ 15 milhões; o FinnFund (fundo finlandês de cooperação industrial), com US$ 5 milhões, e o BCIE (Banco Centro-americano de Integração Econômica) com US$ 24,4 milhões.
Em julho de 2017, o FMO e o FinnFund abandonaram o projeto devido às pressões e denúncias realizadas pelos movimentos populares hondurenhos. À época, o COPINH considerou a retirada das instituições financeiras uma medida insuficiente, denunciando que “não se consideram responsáveis pela morte e violações de direitos humanos que resultaram do projeto".
Familiares da ativista, organizações e movimentos sociais afirmam que o assassinato da líder comunitária não deve ser encarado como um caso aleatório cometido por pistoleiros. Para eles, o crime foi resultado de anos de vigilância ilegal, infiltração e perseguição da própria militante e de sua organização.
Movimentos e organizações populares de toda a América Latina e do mundo, após sua morte, popularizaram o lema: Berta no murió, se multiplico (Berta não morreu, multiplicou-se)
Goldman Environmental Prize / Divulgação
Sete pessoas foram condenadas pelo assassinato da ativista hondurenha Berta Cáceres

Voltando para Cuba, médicos que atuavam em São Paulo dizem retornar com "moral alta"


https://www.youtube.com/watch?v=l4XDj_4KFq4&t=

Mais Médicos: As mentiras que continuam sendo contadas sobre a Medicina em Cuba

Mais Médicos: As mentiras que continuam sendo contadas sobre a Medicina em Cuba

Muitas inverdades sobre a qualidade do ensino de medicina e formação profissional de médicos em Cuba tem sido "espalhadas" desde o início

NÉSIO FERNANDES

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Portal Vermelho Portal VermelhoTodos os posts do autor
Desde que foi criado o Programa Mais Médicos e grande parte dos profissionais que o integram vieram de Cuba, muita mentira tem circulado sobre a formação daqueles profissionais oriundos e suas condições de trabalho no Brasil. As mentiras se espalharam com maior profusão nas redes sociais e se intensificaram depois que Jair Bolsonaro afirmou que fará mudanças no Mais Médicos que tornam inviável a permanência dos cubanos no programa e levaram Cuba a encerrar a parceria.
Espero que este texto ajude a entender como é a formação médica no Brasil e em Cuba partindo de algumas ideias erradas que tem sido divulgadas.
Solidários a Cuba / Foto: Sandman998
Jovens de todo o mundo estudam e se formam na Escola Latino americana de Medicina de Cuba
Curso de Medicina em Cuba segue o modelo soviético
Lorota. O modelo soviético de medicina nunca entrou em Cuba. O modelo cubano de formação médica segue o modelo flexneriano clássico, o modelo norte-americano, o mesmo seguido pela formação médica no Brasil. O diferencial na formação cubana é a intensiva carga horária prática, a formação humana e o rigor na avaliação e exigência nos estudos.
Formação médica tem apenas quatro anos
O curso tem 6 anos, divididos em 2 anos de ciências básica e pré-clínica e 4 anos de clínica. Igual ao Brasil (profundamente parecido as Diretrizes Curriculares Nacionais do Brasil), igual ao modelo flexneriano.
Como a residência médica é universalizada, todos os egressos tem acesso direto à residência médica, sendo obrigatória à residência em Medicina de Família e Comunidade (lá chamada de MG) antes de cursar uma segunda residência.
Na sede da Escola Latino Americana de Medicina (ELAM) em Havana, os estrangeiros cursam os 2 primeiros anos de ciclo básico e pré-clínico, os 4 anos clínicos seguintes cursam em 18 faculdades espalhadas no País, realizando o estágio nos diversos hospitais e serviços de atenção primária em saúde.
75% da carga horária é hospitalar!
Cuba forma 300 médicos por ano
Cuba universalizou o acesso a universidade a todas as províncias e a maioria dos municípios do país possuem faculdades em diversas áreas. Os cursos de medicina existem em todas as microrregiões do país, cada faculdade deve formar entre 50 e 100 médicos por ano.
A ELAM que recebe estudantes estrangeiros chegou a receber 1.000 estudantes ano, hoje tem uma matrícula bem menor e não se restringe a América Latina.
Médicos graduados em Cuba querem fugir do Revalida
90% dos médicos graduados em Cuba revalidam seus diplomas em um ou dois anos após formados. Se preparam para os exames de revalidação no Brasil, muitos fazem os mesmos cursos preparatórios para os exames das provas de residências médicas que os médicos formados no Brasil fazem.
Médicos formados em Cuba são do MST, do PT e do PCdoB
A ampla maioria dos estudantes brasileiros e estrangeiros em Cuba não são militantes de partidos de esquerda. Quando existiam as bolsas de estudo, que já não existem mais como na época de Fidel, somente 30% das vagas eram ofertadas às organizações como MST, PCdoB, PSB e PT. Mesmo entre esses, encontramos hoje eleitores de Bolsonaro.
A maioria dos estudantes de Medicina em Cuba, cubanos e estrangeiros, são jovens comuns que sonham em ser médicos, viver a sociedade de consumo e não são nem um pouco politizados. É fato que entre eles encontramos uma proporção importante de jovens interessados em trabalhar com a saúde pública. É uma estupidez afirmar que são agentes de internacionalização do socialismo cubano. Nem estrangeiros, nem cubanos querem “exportar o modelo cubano”.
Médicos Cubanos são agentes infiltrados
Médicos cubanos geralmente não gostam de política, estão preocupados em enviar recursos financeiros a suas famílias e a melhorar de vida como qualquer pessoa comum. São extremamente disciplinados e não se metem nas questões políticas internas de outros países. A maior parte dos países que já receberam missões médicas cubanas são governados por políticas de direita e são países capitalistas.
Médicos cubanos são piores ou melhores que os médicos brasileiros

Existem médicos bons e ruins em todos os países, inclusive entre cubanos e brasileiros, a questão é que os médicos cubanos são funcionários públicos que participam de uma missão oficial de seu país e vão trabalhar em áreas e em condições que os médicos brasileiros não aceitam, até os brasileiros formados em Cuba não vão para onde eles vão.
Os médicos cubanos são escravos
Os médicos cubanos recebem aproximadamente R$ 3.300,00 do valor pago a Cooperação com a OPAS/CUBA. Também recebem em média R$ 2.500,00 reais de auxílio moradia e alimentação dos municípios onde trabalham. Isso equivale a R$ 5.800,00 reais de remuneração/mês. Esse valor não tem nada de trabalho escravo. Médicos dos países capitalistas da América-latina como Uruguai, Chile, Argentina, Colômbia, Peru, recebem médias salariais menores que essa para trabalharem 32 horas semanais, como trabalham os médicos cubanos no Brasil. Em diversas capitais do Brasil esse valor é próximo a remuneração dos médicos praticadas no SUS.
A presença dos médicos cubanos é um desrespeito a medicina brasileira
No Brasil 40% do orçamento do Governos Federal vai para os juros e amortização da dívida. A carga tributária sobre os trabalhadores e a classe média é absurda. Desconte os 27,5% do Imposto de renda, os 40% da arrecadação federal que ficam com a especulação, os lucros exorbitantes dos Bancos, o valor pago pelo SUS a consulta médica especializada (R$ 10,00), o valor que a Unimed e outras operadoras descontam e repassam aos médicos brasileiros, a terceirização plena, a PJotização da profissão médica e o fim dos direitos trabalhistas: entenda que o problema da medicina no Brasil não está nos cubanos, está na política de ajuste fiscal e neoliberal que o Brasil esta submetido desde o governo Collor.
Consideração Final
De fato Cuba não é o país das maravilhas, nem Fidel ou Raúl eram Alice, mas entendo que o respeito a autodeterminação dos povos e a boa educação com os imigrantes deve prevalecer diante de preconceitos raciais, ideológicos, políticos, religiosos, gênero etc...
O Brasil viveu anos de ódio e intolerância, penso que o momento é de repensar e unir nos em torno de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento para o país, tornando o Soberano, Desenvolvido, Justo e democrático.
*Nésio Fernandes de Medeiros Junior é médico e educador.

Antes do G20, movimentos sociais reverenciam Lula

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Às vésperas da realização da Cúpula do G20, reunião dos presidentes das principais economias do planeta, que acontecerá no Centro Costa Salguero, em Buenos Aires, Argentina, representantes de inúmeros movimentos sociais de vários países se organizam para uma grande marcha contra sua realização. O protesto principal será uma marcha, nesta sexta-feira (30), dia do início do encontro.
Além da marcha, os movimentos realizam uma série de atividades de debates e formação por todo o país. Os trabalhos começaram na quarta-feira (28) e, nesta quinta (29), ocorre a Cúpula dos Povos, em Buenos Aires, como parte da mesma agenda de mobilizações populares.
Uma das figuras mais lembradas na capital argentina é o ex-presidente Lula. “A Federação Única dos Petroleiros (FUP), como representante dos trabalhadores, está aqui. Procuramos trazer o maior símbolo da classe trabalhadora brasileira que é o operário Lula. É importante frisar que para a gente o Lula não é só ex-presidente. Ele é o maior operário que o Brasil já teve. Ele revolucionou o sindicalismo, inventou uma nova forma de fazer sindicalismo. Então, ele é um símbolo muito grande para a classe trabalhadora, independentemente do que ele construiu de 2002 para frente”, revela Tadeu Porto, diretor do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense.
Porto destaca que é evidente o que Lula fez enquanto presidente. “É por isso que nós não abandonamos a campanha ‘ Lula livre’, por uma questão de classe. Então, trouxemos faixas e adesivos do ex-presidente. Eu observei uma aceitação muito grande. Quando chegamos com os adesivos, as pessoas imediatamente passaram a pedir. É interessante ver o respeito que os argentinos têm pelo Lula”.
Porto ressalta que é fundamental levar isso para o Brasil. “Parece que as pessoas esqueceram que o Lula tem uma trajetória fantástica. Quem acompanha o Brasil de longe vê o Lula como o cara que saiu da pobreza e virou presidente da República, e o melhor da história do país. Isso mostra que existe uma integração da América Latina, um movimento mundial de pessoas ilustres, mas também de base, um movimento vindo de baixo, de pessoas que estão aqui querendo discutir um mundo melhor e frear essa voracidade do capitalismo”, acrescenta.
Além da pauta contrária à realização do encontro do G20, os protestos incluem críticas aos acordos do presidente argentino Mauricio Macri com o FMI, que preveem um empréstimo de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 202 bilhões) em troca de medidas de austeridade para o pagamento.
Os movimentos denunciam a submissão do governo Macri às políticas que promovem o G20, como o acordo com o FMI, que condena os argentinos a uma dívida impagável, o que que traz como consequência rebaixamento dos salários e aposentadorias, flexibilização trabalhista e liquidação do sistema previdenciário, com maior desemprego.
Do PT.org

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POLÍTICA

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30/11/2018 - 18h07

Rezando a Deus que lhe dê muita sabedoria, presidente, em mais esse biênio aqui, uma pessoa com o seu perfil importante, sim, para essa Casa, pelo momento difícil que nós passamos, principalmente por ser uma pessoa que respeita as diferenças e as opiniões diversas, diferente de muitos. Meu voto é sim. Flávio Bolsonaro, votando para que Jorge Picciani fosse, de novo, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Muitas pessoas estão comentando sobre o tweet falso atribuído ao Bolsonaro que nós divulgamos.
Apagamos a postagem assim que ficamos sabendo que se tratava de uma informação falsa.
A questão é: Bolsonaro votou e apoiou, sim, Pezão e Cabral. Isso é verdade e eles querem esconder.
Em 2017, Jorge Picciani, que está preso junto com Cabral e Pezão, se elegeu presidente da Alerj. Eu votei contra Picciani.
Já Flávio Bolsonaro…
Fake news é dizer que combate a corrupção tendo sido aliado de Cabral, Pezão e Picciani.
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