terça-feira, 11 de dezembro de 2018

É o desgoverno dos escândalos. E ainda nem começou...

Futuro ministro de Bolsonaro já tentou vender prédio público para amigo

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O próximo ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, Ricardo de Aquino Salles, foi acusado pelo Ministério Público de São Paulo de tentar vender o prédio do Instituto Geológico (órgão vinculado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente, pasta que comandou entre 2016 e 2017), na Rua Joaquim Távora, Vila Mariana, para uma empresa cujo proprietário seria seu amigo. Isso teria ocorrido no ano passado. O processo do MP foi arquivado em agosto deste ano, não por falta de provas, mas por desistência da negociação após a instauração do inquérito que apurou suposto dano ao erário.
Segundo a denúncia, feita em julho do ano passado de forma anônima por subordinados do então secretário, Salles teria autorizado um processo administrativo para a manifestação de interesse da Sociedade de Propósito Específico (SPE) Vila Mariana JT Empreendimento Imobiliário, em cujo quadro societário consta o nome de Marco Fabio Turazzi Forte, que seria seu amigo. Pelo negócio, a SPE pagaria 120 000 reais por mês ao governo, durante cinco anos, além de 5 milhões de reais divididos em 36 parcelas, totalizando cerca de 20 milhões de reais. O edifício vale cerca de 18 milhões de reais.
Para que o negócio fosse adiante, Salles manifestou a concordância com a alienação de imóvel, dizendo-se calçado em parecer favorável da Consultoria Jurídica da pasta. No entanto, o referido parecer expressou justamente o contrário, por considerar a iniciativa inviável economicamente. Com a ação do MP, a empreitada não foi adiante e Salles pediu demissão do governo no mês seguinte.
Como o possível ato de improbidade administrativa a rigor se encerraria na saída do secretário, o promotor Ricardo Manuel Castro, da Promotoria de Patrimônio Público e Social, viu-se obrigado a arquivar a ação. Na justificativa, disse que a atuação do MP impediu danos milionários ao erário. “Desse modo, ainda que o cancelamento da alienação tenha se dado somente após a atuação dessa Promotoria do Patrimônio Público e Social, as medidas administrativas evitaram prejuízo ao erário. Destaque-se ainda que o representado Ricardo Salles não ocupa mais o cargo de secretário do Meio Ambiente e que não há informações no sentido de existência de efetivo prejuízo da administração, não tendo sido ultrapassada a fase de meros atos preparatórios de eventual ato de improbidade administrativa que deixaram de ocorrer, repita-se, em face da pronta atuação desta PJ”.
Em outro caso, desta vez ajuizado na 3ª Vara de Fazenda Pública, o futuro ministro responde desde 2017 a uma ação de improbidade administrativa, também movida pelo Ministério Público paulista. O MP acusa Salles de adulterar mapas de zoneamento do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê. O valor da ação é de 70 milhões de reais. O caso ainda está em tramitação e não houve sentença.
Da Veja SP

Seria loucura? Por essa e outras o País está sendo ridicularizadono mundo todo


VÍDEO: “Eu vi Jesus no pé de goiaba”, diz Damares Alves, futura ministra de Bolsonaro

 




Nossa futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, senhoras e senhores.
Misericórdia.

Requião faz discurso de despedida no Senado; assista

Requião faz discurso de despedida no Senado; assista

 
O senador Roberto Requião (MDB-PR) fez nesta terça-feira (11) um discurso em tom de despedida no Senado Federal.
Como um preâmbulo, Requião classificou como “expulsão” o que houve com os médicos cubanos do programa Mais Médicos. O senador fez duras críticas às intolerâncias manifestadas pelo presidente eleito.
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Ele fez um relato das sua trajetória e das ideias que defende na vida política. Fez um balanço da sua atuação como senador nos últimos 8 anos. Se colocou como um defensor da soberania nacional.
“Enquanto respirar, viverei pelo Brasil, fiel, intransigentemente fiel à utopia que me embala desde a meninice. O sonho de um país soberano, desenvolvido e bom, para todos”. Disse o Senador.
Assista ao discurso na íntegra:

Bancada do PT no Senado lamenta saída do Brasil do Pacto Global sobre Migrações

11 DE DEZEMBRO DE 2018, 19H16

Bancada do PT no Senado lamenta saída do Brasil do Pacto Global sobre Migrações

“O Pacto do qual o Brasil se retira de forma vergonhosa significa uma aposta na gestão multilateral de um óbvio problema mundial e, sobretudo, uma aposta na civilização e na paz”, diz a nota
Foto: Wikimedia Commons
A bancada do PT no Senado divulgou uma nota de repúdio ao anúncio da saída do Brasil do Pacto Global sobre Migrações. A informação foi conformada pelo futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, nesta segunda-feira (10), via Twitter. Acompanhem a integra da nota:
Ao anunciar a saída do Pacto Global sobre Migrações, negociado durante mais de um ano no âmbito das Nações Unidas, o governo eleito de Jair Bolsonaro alinha-se, mais uma vez, aos interesses mais retrógrados presentes no cenário mundial.
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Trata-se, na realidade, de mais uma demonstração de alinhamento automático, acrítico e subserviente às ideias e anseios da administração Trump, a qual se destaca por seu desprezo ao multilateralismo e aos interesses legítimos de outros países.
Como no caso da anunciada saída do Brasil do Acordo de Paris, da transferência da nossa embaixada de Tel Aviv para Jerusalém e das reiteradas críticas à China e ao Mercosul, os autênticos interesses nacionais não foram levados em consideração nesta desastrada decisão.
O Brasil é um país de emigração. Temos entre quatro e cinco milhões de cidadãos brasileiros que vivem no exterior e que precisam de proteção adequada. Portanto, é do interesse nacional que haja um Pacto Global sobre Migração, que tenha por objetivo regular e ordenar fluxos migratórios, prevenir a migração ilegal e, ao mesmo tempo, assegurar aos migrantes tratamento decente, compatível com a Declaração Universal dos Direitos do Homem.
O Pacto do qual o Brasil se retira de forma vergonhosa significa uma aposta na gestão multilateral de um óbvio problema mundial e, sobretudo, uma aposta na civilização e na paz. De forma alguma o Pacto compromete a soberania de qualquer país.
Ao sair do Pacto, em atendimento a uma exigência da administração de Donald Trump, que quer criminalizar as migrações, o governo eleito ignora os interesses nacionais, abandona seus cidadãos migrantes e, mais uma vez, se cobre de vergonha perante o mundo.
Nunca um governo eleito, que ainda nem começou a governar, causou tanto estrago aos interesses do Brasil e da sua população.
Bancada do PT no Senado

Com orçamento militar equivalente a R$ 2,7 trilhões, EUA acusam Rússia de “esbanjar recursos” com bombardeiros na Venezuela

Com orçamento militar equivalente a R$ 2,7 trilhões, EUA acusam Rússia de “esbanjar recursos”  com bombardeiros na Venezuela
Divulgação
POLÍTICA

Com orçamento militar equivalente a R$ 2,7 trilhões, EUA acusam Rússia de “esbanjar recursos” com bombardeiros na Venezuela


11/12/2018 - 19h21

EUA e Rússia divergem sobre bombardeiros na Venezuela
Autoridades russas e norte-americanas discordam sobre o desembarque na Venezuela de dois bombardeiros russos capazes de transportar armas nucleares.
Os dois bombardeiros Tu-160 desembarcaram na Venezuela na segunda-feira, em uma demonstração russa de apoio ao governo do presidente socialista Nicolás Maduro.
O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que se trata de “dois governos corruptos esbanjando recursos públicos”.
O governo russo chamou suas palavras de “completamente inapropriadas”.
Os bombardeiros estratégicos de longo alcance desembarcaram no aeroporto de Simón Bolívar, na capital venezuelana, Caracas, na segunda-feira, juntamente com outros dois aviões russos.
A Venezuela e a Rússia há muito são aliados próximos, e os bombardeiros russos — assim como um cruzador de mísseis — foram enviados para o país da América Latina em 2008.
Os bombardeiros supersônicos também visitaram a Venezuela em 2013.
A última visita aconteceu poucos dias depois que o presidente Maduro se encontrou com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou.
O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, disse que eles faziam parte dos exercícios da Força Aérea com seus aliados russos: “Isso nós vamos fazer com nossos amigos, porque temos amigos no mundo que defendem relações respeitosas e equilibradas”.
“Estamos nos preparando para defender a Venezuela até o último centímetro quando necessário”, disse o ministro, referindo-se às frequentes acusações de seu governo de que as potências imperialistas estão tentando derrubar o governo Maduro.
O presidente Maduro disse no domingo que há uma tentativa em andamento “coordenada diretamente da Casa Branca para perturbar a vida democrática na Venezuela e para tentar lançar um golpe de Estado contra o governo constitucional, democrático e livre de nosso país”.
Pompeo denunciou o envio de bombardeiros russos ao Twitter.
“O governo da Rússia enviou bombardeiros do outro lado do mundo para a #Venezuela. Os povos russo e venezuelano deveriam ver isso pelo que é: dois governos corruptos esbanjando recursos públicos e silenciando a liberdade enquanto seu povo sofre”, escreveu.
O porta-voz do presidente russo, Vladimir Putin, Dmitry Peskov, disse que os comentários de Pompeo foram “muito pouco diplomáticos”.
Pompeo não foi o único a criticar o movimento russo de enviar os bombardeiros a Caracas.
O porta-voz do departamento de defesa dos EUA, coronel Rob Manning, observou que os EUA recentemente enviaram um navio-hospital à América Latina para oferecer apoio aos milhões de venezuelanos que fugiram da hiperinflação e da escassez de produtos e remédios em seu país desde 2014.
“Contraste isso com a Rússia, cuja abordagem para o desastre causado pelo homem na Venezuela é enviar aviões de bombardeio em vez de assistência humanitária”, disse Manning, segundo a rede NBC.
Mas a Rússia não é a única a enviar seus jatos militares para outros países. Os EUA também enviaram aviões para seus aliados, incluindo a Ucrânia, cujas relações com Moscou permanecem tensas após a anexação da Criméia pela Rússia em 2014.
PS do Viomundo: Ao dólar comercial de hoje, o orçamento mais recente do Pentágono equivale a cerca de R$ 2,7 trilhões de reais, disparadamente o maior do mundo.

Lula esbofeteia Globo e Moro DE NOVO LULA LIVRE! Abaixo os que o condenaram! Canalhas!

https://www.youtube.com/watch?v=Ma7hVtvo50c&feature=push-u-sub&attr_tag=hpWL2arz1Zrw9-Q9%3A6

Era bolsonarista pode terminar antes de começar

Era bolsonarista pode terminar antes de começar

Foto: Wilson Dias/ Agência Bras
Escândalos, incompetências e riscos ao país são motivos que alimentam as conjecturas sobre o encurtamento do prazo de validade do Bolsonaro.
O escândalo do assessor Fabrício Queiroz removeu o véu da falsa moralidade e colocou Bolsonaro diante de uma crise cuja complexidade supera extraordinariamente a capacidade cognitiva, política e mental dele se desempenhar de modo lógico e convincente.
Os membros do clã bolsonarista, costumeiramente loquazes e agressivos nas mídias sociais, pronunciam-se acerca do caso com rara parcimônia e economia de palavras. Ao invés de esclarecerem o escândalo, adicionam mais contradições.
Enquanto o filho Flávio dizia estar com a “consciência tranquila”, e que “cabe ao meu ex-assessor prestar os esclarecimentos”, o irmão Eduardo antecipou-se às explicações de Queiroz, que nunca chegam, para sustentar que “amizade e política se misturam”. Ele reforçou o que já se sabia: a política é o grande negócio do clã, que amealhou riqueza e patrimônio milionário por meio de mandatos parlamentares.
Já o pai dos “garotos” e chefe do clã anunciou que Queiroz “vai dar as explicações”. Ao se pronunciar em nome do Queiroz, assumiu-se no papel de porta-voz do assessor do filho. O MP, PF e judiciário, em vista disso, deveriam averiguar se está havendo montagem de versão e obstrução das investigações, o que seria motivo para a prisão dos autores.
Com a versão do suposto empréstimo não documentado e não declarado no imposto de renda, Bolsonaro foi tragado para o epicentro do escândalo; passou recibo do protagonismo no esquema.
Enquanto só os Bolsonaro se manifestam, Queiroz, filhas & esposa andam sumidos e imunes ao escrutínio da imprensa e dos órgãos de investigação. No Xadrez do COAF, Luis Nassif aporta informações relevantes para o bom entendimento da falcatrua a respeito da qual Sérgio Moro permanece em cúmplice silêncio.
O envolvimento também de Onyx Lorenzoni e Paulo Guedes em outras investigações agrava as dificuldades políticas do presidente eleito [Onyx poderá cair antes do governo começar].
As Forças Armadas não estão indiferentes a essa realidade. Sabem que a legitimidade dos militares perante a sociedade está atada ao desempenho e à imagem do Bolsonaro.
Sempre que pode, o vice Mourão marca diferença com Moro e Bolsonaro. O general enquadrou o capitão nos 2 escândalos. Quanto a Onyx, ele entende que “uma vez que seja comprovado que houve a ilicitude, é óbvio que ele [Onyx] terá que se retirar do governo” – vale lembrar que o próprio Onyx confessou a prática ilícita.
A respeito de Fabrício Queiroz, Mourão foi enfático: “ele precisa explicar a origem do R$ 1,2 milhão que movimentou entre 2016 e 2017”.
Por ora, ainda é difícil saber se [e desde quando] os militares planejaram e articularam ocupar espaços de poder, ou se se sentem obrigados a fazê-lo para compensar as falências e idiossincrasias do Bolsonaro.
A “era bolsonarista” poderá acabar antes de iniciar. O general Mourão já admitiu que “na hipótese de anarquia, pode haver ‘autogolpe’ do presidente com apoio das FFAA”. Há quem especule que o 20 de janeiro de 2019 – dia da cirurgia do Bolsonaro – poderá marcar o início de uma “nova era” do regime de exceção.