domingo, 1 de setembro de 2019

Frota denuncia censura no SBT, Band e Rede TV por ter rompido com Bolsonaro

01 DE SETEMBRO DE 2019, 16H05

Frota denuncia censura no SBT, Band e Rede TV por ter rompido com Bolsonaro

O deputado foi expulso do PSL por críticas contra Jair Bolsonaro
Foto: Reprodução/TV Cultura
O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP), expulso do PSL em agosto, usou as redes sociais neste sábado (31) para denunciar uma censura impulsionada pelo governo Bolsonaro contra ele através da Secom. Frota conta que teve participações em cinco programas das emissoras Band, RedeTV e SBT.
“A Secom trabalhando para Bolsonaro na surdina e na censura. Eu estava com 2 programas na Band marcados, mais 2 na Rede TV e 1 no SBT. Os 5 programas foram desmarcados quase que ao mesmo tempo e todos com a seguinte desculpa: não podemos falar de Política rsrs. Então porque convidaram?”, questionou o deputado.
Frota foi expulso do PSL após adotar um tom crítico sobre o governo de Jair Bolsonaro, questionando a atuação do presidente e, principalmente, dos filhos. O deputado saiu das redes sociais por um tempo, mas voltou recentemente com sua língua afiada.
Na última quinta-feira, o ex-bolsonarista fez uma postagem dizendo que iria assistir às entrevistas do jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil, na TVT e no Roda Viva, da TV Cultura, e provocou Bolsonaro. “Só falta o Bolsonaro ligar na Cultura e tentar vetar. Vou assistir”, tuitou.

A NOVA "VELHA POLÍTICA" Viagem inútil de Eduardo Bolsonaro a Washington teve almoço de US$ 1 mil

Viagem inútil de Eduardo Bolsonaro a Washington teve almoço de US$ 1 mil

A viagem em que o candidato a embaixador Eduardo Bolsonaro fez a Washington para tentar uma selfie com Donald Trump custou caro ao Brasil. A comitiva do filho 03 gastou US$ 1 mil numa mesa de um dos restaurantes mais caros de Washington e se negou a informar como foi paga a conta. Com a imagem tóxica do clã Bolsonaro, até mesmo os republicanos se negam a apoiar publicamente as pretensões de Eduardo
(Foto: Paola De Orte/Agência Brasil)
247 – O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), que pretende ser embaixador nos Estados Unidos mesmo sem falar fluentemente inglês ou espanhol, pagou mico na última viagem a Washignton, nesta sexta-feira, quando tentou uma selfie com Donald Trump para tentar provar que merece o cargo diplomático. Embora a viagem tenha sido frustrada, ele gastouu nada menos que US$ 1 mil – equivalente a R$ 4.150,00 – num almoço na capital americana.
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"Das cerca de 33 horas em que passou em Washington, a comitiva de Eduardo ficou duas na Casa Branca, em conversas com integrantes do Conselho de Segurança Nacional dos EUA e à espera do encontro com o presidente americano. No resto do tempo, Eduardo, seus auxiliares e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, fizeram passeios e almoçaram em uma sala reservada de um dos restaurantes à beira do canal que leva ao rio Potomac. Na região portuária revitalizada de Wharf, pagaram cerca de US$ 1.000 (R$ 4.000) para uma mesa de sete pessoas no Del Mar, do chef italiano Fabio Trabocchi. Passaram quase três horas no segundo andar do restaurante, onde pediram quatro porções de paella —três grandes e uma pequena—, que, segundo o cardápio, alimentariam de 14 a 21 pessoas. Beberam sangria e preferiram sair pela porta da cozinha, nos fundos, para tentar despistar a imprensa", informa a jornalista Marina Dias, em reportagem na Folha de S. Paulo.
A jornalista enviou um pedido ao Itamaraty para esclarecer os custos e o pagamento dos gastos da viagem, mas não obteve respostas.

STF anula sentença de Moro que condenou Bendine

STF anula sentença de Moro que condenou Bendine

Por 3 votos a 1, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal anulou a condenação de Aldemir Bendine no âmbito da "Lava Jato, em sentença proferida no ano passado pelo então juiz Sergio Moro
Aldemir Bendine
Aldemir Bendine (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
Conjur - Por maioria, a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal acatou, nesta terça-feira (28), um pedido de Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, para anular a condenação da primeira instância, em razão de ele ter sido obrigado a apresentar seu memoriais ao mesmo tempo que os delatores.
A condenação se deu no âmbito da "lava jato", em sentença proferida no ano passado pelo então juiz Sergio Moro.
Prevaleceu entendimento  dos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia, que votaram por anular sentença proferida no ano passado por Moro.
"No processo, Moro deu o mesmo prazo para o ex-presidente da Petrobras e seus delatores da Odebrecht apresentarem alegações finais, a última manifestação no processo. Para garantir a ampla defesa, Bendine deveria ser o último a se manifestar", disse Gilmar. 
O relator, Luiz Edson Fachin, ficou vencido. Ele votou para manter a condenação do ex-presidente das estatais.
Agora, o processo volta para a primeira instância. Bendine foi representado pelo advogado Alberto Toron. 
Caso
A defesa queria anular a primeira condenação, o que faria o processo retornar à primeira instância. A defesa alega que, no processo, ele deveria ter apresentado alegações finais, a última manifestação antes do julgamento, depois dos delatores da Odebrecht, e não no mesmo prazo, como ocorreu.
Em junho,  a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (PR, SC e RS) absolveu Bendine do crime de lavagem de dinheiro, mas manteve a condenação por corrupção passiva. Assim, a pena dele passou de 11 anos de reclusão para 7 anos, 9 meses e 10 dias.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, a Odebrecht pagou propina de R$ 3 milhões, entre junho e julho de 2015, a Bendine, então presidente da Petrobras, em decorrência de seu cargo. Após o recebimento dos valores, o réu teria agido para favorecer a empreiteira.

Novos diálogos revelam a podridão humana dos carrascos da Lava Jato