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sexta-feira, 6 de setembro de 2019
VAMOS APOIAR O OPERAMUNDI
Jean Wyllys cobra autocrítica da mídia por ter colocado um fascista no poder
Jean Wyllys cobra autocrítica da mídia por ter colocado um fascista no poder
"Se a imprensa comercial - sobretudo os veículos de jornalismo das Organizações Globo - ainda estiver minimamente comprometida com a democracia, deverá fazer essa autocrítica e reconhecimento de seu erro ao ter apoiada direta ou indiretamente o fascista Bolsonaro", diz o ex-deputado

247 – O ex-deputado Jean Wyllys, do Psol, que se autoexilou após sofrer ameaças de morte por bolsonaristas, cobrou uma autocrítica da mídia brasileira – em especial da Globo – por ter atuado contra a democracia, num processo que permitiu a ascensão do neofascismo no Brasil. Confira, abaixo, a sua sequência de tweets:
Cadê a autocrítica da imprensa comercial? Cadê os comentaristas da @GloboNews reconhecendo que Lula e Dilma agiram republicanamente em relação às instituições que combatem a corrupção, ao contrário de Bolsonoro, candidato que a imprensa comercial ajudou a eleger?
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Cadê a autocrítica da imprensa comercial? Cadê os comentaristas da @GloboNews reconhecendo que Lula e Dilma agiram republicanamente em relação às instituições que combatem a corrupção, ao contrário de Bolsonoro, candidato que a imprensa comercial ajudou a eleger?
Tenham decência e reconheçam seu erro. Não ajam como se todo os brasileiros não tiverem memória. Saibam que temos ciência do papel da imprensa comercial na construção do antipetismo e nas ascensão do fascismo bolsonarista. Não pensem que haverá amnésia.
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Se a imprensa comercial - sobretudo os veículos de jornalismo das Organizações Globo - ainda estiver minimamente comprometida com a democracia, deverá fazer essa autocrítica e reconhecimento de seu erro ao ter apoiada direta ou indiretamente o fascista Bolsonaro.
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Brasil tem a 2ª população mais fora da realidade do mundo HOJE DEVEMOS ESTAR EM 1° LUGAR
Brasil tem a 2ª população mais fora da realidade do mundo

A pesquisa global Perigos da Percepção 2017 foi realizada em 38 países. No ranking, que compara opiniões da população com dados da realidade, os brasileiros só estão atrás dos sul-africanos.
As informações coletadas foram comparadas com dados de fontes oficiais, resultando no ‘Índice da Percepção Equivocada’. O ranking aponta as distorções entre opiniões e realidade. Os piores resultados foram da África do Sul (1º), do Brasil (2º), Filipinas (3º), Peru (4º) e Índia (5º).

A Ipsos entrevistou 29,1 mil pessoas dos 38 países, entre 28 de setembro e 19 de outubro, e a pesquisa mostrou que apenas 7% das pessoas entrevistadas no mundo pensam que a taxa de homicídio em seu país é menor do que em 2000. No entanto, ela é significativamente menor na maioria dos países. No Brasil, a taxa de homicídios é a mesma de 2000, mas 76% dos entrevistados acreditam que ela é maior.
Quando o assunto abordado é ataque terrorista, apenas 19% dos entrevistados no mundo pensam que os índices de mortes são menores do que eram 15 anos antes, mas na verdade o índice caiu na maioria dos países e, em geral, está em metade do que era antes.
Os brasileiros mostram uma percepção bem equivocada em relação aos imigrantes que estão presos no país. A maioria acha que a população carcerária é composta por 18% de presos imigrantes, mas a realidade é bem menor, a taxa é de 0,4%.
O Brasil também está fora da realidade quando a pergunta é qual é a proporção de brasileiros conectados à rede social Facebook. Os brasileiros acham que 83% da população está na rede social, mas a realidade é bem diferente: 47% dos brasileiros acessam a rede.
Outro dado interessante é que todos os países acreditam que a gravidez na adolescência seja mais frequente do que é na realidade, especialmente na América Latina e África do Sul. Os brasileiros foram os que mais erraram essa questão. O dado oficial é 6,7%, mas os entrevistados pensavam que fosse 48%. Mas não podemos comemorar: dos 38 países pesquisados, o Brasil é o que tem a maior taxa de gravidez na adolescência.
“O mais preocupante com os resultados desta pesquisa é que percepções erradas geram diagnósticos errados dos problemas do país e, consequentemente, soluções inadequadas”, afirma Marcos Calliari, CEO da Ipsos no Brasil.
Vetos de Bolsonaro na Lei de Abuso de autoridade serão derrubados, dizem deputados e senadores
Vetos de Bolsonaro na Lei de Abuso de autoridade serão derrubados, dizem deputados e senadores
Tanto na base do governo como na oposição, é dada como certa a derrubada dos vetos determinados pelo presidente Jair Bolsonaro ao projeto de lei de abuso de autoridade. Bolsonaro vetou 19 dos 44 artigos do projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados
Atualizado em 6 de setembro de 2019, 06:09

247 - Tanto na base do governo como na oposição, é dada como certa a derrubada dos vetos determinados pelo presidente Jair Bolsonaro ao projeto de lei de abuso de autoridade. Bolsonaro vetou 19 dos 44 artigos do projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados.
De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Felipe Francischini (PSL-PR), afirmou que não há clima político para a manutenção dos vetos e que será necessário o governo filtrar quais “brigas” sua base no Congresso terá que comprar.
O projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados endurece punição a juízes, procuradores e policiais, por isso provocou reação de parlamentares, entidades corporativas e do ministro da Justiça, Sérgio Moro, que pressionaram Bolsonaro a vetar trechos do texto.
A medida é vista como uma reação do mundo político à Lava Jato, pois permite criminalizar condutas adotadas na operação.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deixou claro a interlocutores que o projeto é uma demanda do parlamento e tem apoio de ampla maioria dos líderes da Casa. É um recado a Bolsonaro de que os vetos não passarão no Congresso.
Maia diz que está sob pressão e pediu ajuda de seus aliados para defender a derrubada dos vetos.
Também o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, (DEM-AP) mandou recados a Bolsonaro sobre a derrubada dos vetos.
No Senado, a resistência maior é liderada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). “Se Bolsonaro vetar a lei de abuso de autoridades no que é fundamental para garantias individuais e coletivas, contrariará o STF (origem da proposta), a maioria da sociedade (+69% são contra abusos) e esses vetos certamente serão derrubados pelo Congresso”, afirmou Renan antes do anúncio dos vetos.
No exterior, mídia divulga conflito de Bolsonaro com o papa Francisco
No exterior, mídia divulga conflito de Bolsonaro com o papa Francisco
O jornalista Nelson de Sá, colunista da Folha de S.Paulo, informa que o conflito de Jair Bolsonaro com Igreja Católica sobre Amazônia chegou ao exterior. Trata-se de uma contradição que tende a se manifestar com força durante o Sínodo da Amazônia, que deve tratar temas como desmatamento

247 - O jornalista Nelson de Sá, colunista da Folha de S.Paulo, informa que o conflito de Jair Bolsonaro com Igreja Católica sobre Amazônia chegou ao exterior. Trata-se de uma contradição que tende a se manifestar com força durante o Sínodo da Amazônia, que deve tratar temas como desmatamento. Dois campos nitidamente opostos estão formados: de um lado o governo Bolsonaro e seus seguidores, de outro o papa Francisco e os bispos.
O assunto foi tema de um artigo do editor do 247, Mauro Lopes, especializado na cobertura do Vaticano, na última terça-feira (3): "Haverá um grande confronto entre Bolsonaro e o Papa com reflexos em toda América Latina".
O jornalista da Folha destaca a entrevista do Papa ao jornal italiano La Stampa, sob o título “O soberanismo me assusta, leva a guerras”.
O Vatican News, o papa ressalvou que o Sínodo nao é uma reunião de políticos, mas não deixou de advertir que o planeta vive “situação de emergência”, citando lixo no mar e desmatamento.
O jornal espanhol El País, sob o título “Bolsonaro está espionando o papa?”, registrou em coluna que Bolsonaro e seus generais "tentam convencer que a Europa quer tomar a Amazônia” e que “a próxima briga pode ser com o papa”.
O Crux Now, principal veículo católico nos EUA, entrevistou o arcebispo Roque Paloschi, de Porto Velho, para a reportagem “Católicos denunciam ataques contra povos indígenas na Amazônia”.
E o britânico The Guardian entrevistou longamente o bispo emérito do Xingu, Erwin Kräutler, sob o título “Queimadas são verdadeiro Apocalipse”. Segundo ele, o sínodo papal, em outubro, vai “denunciar a destruição da floresta”.
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