terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Desgoverno: 17 retrocessos de Jair Bolsonaro em um ano de mandato

Desgoverno: 17 retrocessos de Jair Bolsonaro em um ano de mandato

 
Bolsonaro
PUBLICADO NO PT.ORG
A palavra que melhor define a gestão desastrosa de Jair Bolsonaro (sem partido) é incompetência. Ele demonstra total inabilidade em lidar com o ambiente político e busca sempre causar polêmicas,, dando um verniz autocrata ao principal cargo do país e gerindo o Planalto como se fosse sua casa.
Além disso, instalou no Brasil um pacote de retrocessos que pode levar o país para cenários cada vez mais sombrios se mantidos a longo prazo.
A seguir, a lista detalha 17 retrocessos cometidos pelo desgoverno durante o ano de 2019 (a lista é maior, mas não caberia nesse post):

1- Retirada da população LGBT da Política de Direitos Humanos


Em uma de suas primeiras ações como presidente do Brasil, Jair Bolsonaro deixou claro que não defenderia os direitos da população LGBT, mesmo governando um dos países que mais matam no mundo. Por isso, na medida provisória de número 870, Jair retirou a população LGBT das diretrizes de Direitos Humanos. Tal movimento sinalizou que o desgoverno seria recheado de retrocessos e investe, ao contrário de qualquer democracia, na promoção do ódio.

2- Extinção de 22,4 mil cargos da Saúde; destes, 10,6 mil são agentes comunitários


Outra medida de Bolsonaro foi assinar, na última sexta-feira (20), um decreto que extingue 27,6 mil cargos efetivos. Destes, 14,2 mil são cargos efetivos que estão vagos, e outros 13,4 mil estão preenchidos – serão extintos quando vierem a vagar, e não haverá reposição. A Saúde é a área mais afetada, com 22,4 mil cargos extintos, ou cerca de 81%. O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União. A extinção dos cargos vale a partir de 26 de fevereiro de 2020.
PUBLICIDADE

3- Contrariando a OMS, ministério da Saúde de Bolsonaro veta termo violência obstétrica


Agora atacando as mulheres, o ministério da Saúde de Bolsonaro determinou que o termo violência obstétrica fosse evitado em documentos de políticas públicas. O órgão disse, na época, avaliar que o termo “tem conotação inadequada, não agrega valor e prejudica a busca do cuidado humanizado no período gestação-parto-puerpério”.
Segundo o estudo “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”, realizado pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Serviço Social do Comércio (SESC), em 2010, uma em cada 4 mulheres foi vítima de violência obstétrica no Brasil. Porém, Bolsonaro e seu ministério querem ‘abafar’ os casos e evitar que a palavra seja usada por acharem que existe ‘viés socialista’ no termo.

4- Desgoverno Bolsonaro acaba com reajuste real do salário mínimo


Jair Bolsonaro acabou com a Política de Valorização do Salário Mínimo implementada por Lula e transformada em lei por Dilma Rousseff. A medida permitia que os trabalhadores obtivessem ganhos reais, além do reajuste da inflação. A proposta de Bolsonaro é que, a partir de 2020, o salário mínimo seja reajustado apenas pela inflação, acabando com o ganho real.
A mais recente previsão indica que o piso nacional seja de R$ 1.030 no próximo ano. Se o salário continuasse sendo reajustado de acordo com a regra implementada por Lula, o valor seria de R$1.059,32. Com essa, quem sai mais uma vez prejudicado é o trabalhador brasileiro.

5- Liberação recorde de agrotóxicos


Em menos de nove meses, Bolsonaro liberou 404 tipos de agrotóxicos no Brasil. Os valores são absurdos. Em 200 dias, o desgoverno fez mais liberações de novos agrotóxicos do que a União Europeia (UE) nos últimos oito anos. Foram 239 autorizações no Brasil contra 229 na UE, desde 2011. A denúncia foi feita pelo ex-presidente da Associação Brasileira da Reforma Agrária (ABRA), Gerson Teixeira.
A liberação de venenos beneficia apenas a bancada ruralista, que anda de mãos dadas com o desgoverno. Porém, Jair e sua ministra da Agricultura, Tereza Cristina, não se importam com as consequências nocivas que as liberações podem causar para a população.

6- Amazônia perde área maior que 300 mil campos de futebol


Jair Bolsonaro também não se importa com o meio ambiente e está colocando em risco o futuro da Amazônia. Em julho, com o aval dado ao desmatamento, a floresta já havia perdido 2.273,6 km², o equivalente a 318 mil campos de futebol. Mais meses se passaram sem que nada fosse feito e a situação piorou. Nos primeiros nove meses deste ano, o desmatamento chegou a ser de 8.409 km², ante o mesmo período do ano passado, que registrou 4.602 km² de degradação da região, o aumento representa 83% segundo o Inpe.
Em 2014, o Brasil era reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um exemplo que o mundo deveria seguir no combate ao desmatamento. A entidade atribuía o resultado ao sucesso das políticas de preservação das florestas na primeira década dos anos 2000, com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, Bolsonaro fomenta a degradação e a destruição da natureza brasileira.

7- Vergonha internacional


Não bastasse a vergonha que passa ao anunciar seus retrocessos no Brasil, Bolsonaro também passou vergonha para o mundo inteiro. Durante o discurso na Assembleia-Geral da ONU em setembro, Jair fez ataques infundados e espalhou fake News como se estivesse discursando para um grupo de amigos terraplanistas. Em uma fala extremamente agressiva, Bolsonaro não teve vergonha de mentir para o mundo até mesmo sobre a preservação ambiental brasileira ao afirmar que a “a Amazônia permanece quase intocada”.
O vexame na ONU provocou comentários indignados de grande parte dos diplomatas perante as falas autoritárias e mentirosas de Jair. O discurso vergonhoso transmitido para o mundo inteiro envergonhou o povo brasileiro e Bolsonaro falhou ao tentar justificar a destruição que provoca no país, desmontando estatais, prejudicando os mais pobres e instaurando a censura e o preconceito.

8- Fim do departamento de HIV/Aids no Ministério da Saúde


O desgoverno não tem qualquer compromisso com a saúde do povo brasileiro. Uma das provas disso foi o desmonte do programa que tratava HIV/Aids no Ministério da Saúde. Reconhecido mundialmente, o setor foi reduzido a uma coordenação e vai dividir espaço com outras doenças que possuem enfrentamento diferente.
A invisibilização da doença promovida pelo atual governo vai da estrutura ao nome: o Departamento de Aids passou a ser Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Bolsonaro está acabando com uma política de referência internacional em saúde pública que foi construída ao longo dos últimos 20 anos e fortalecida pelos governos do PT, com Lula e Dilma.

9- Alteração das regras na Saúde e redução do acesso ao SUS


Continuando a atacar a saúde, o desgoverno fez a primeira alteração no alocamento de recursos em mais de 20 anos. O Ministério da Saúde anunciou que para fazer o repasse de recursos aos municípios levará em conta o número de pacientes cadastrados nas equipes de saúde, o que pode causar a exclusão de muitos brasileiros.
O modelo proposto pelo ministério impacta ainda no principal pilar do Sistema Único de Saúde (SUS) – a universalidade do serviço. Como o ministério pretende levar em conta somente usuários que consigam fazer cadastro nas unidades de saúde, deixará de fora aqueles que ainda não estão registrados no sistema, seja por dificuldade no registro ou por falta de necessidade.
Com a recessão econômica do país, muitas pessoas perderam seus planos de saúde e buscam o SUS. O novo formato proposto fará com que os postos de saúde não tenham os recursos necessários para atender os novos pacientes. A decisão do Ministério da Saúde dá continuidade ao desmonte da saúde promovido por Bolsonaro e é mais um dos retrocessos do desgoverno.

10- Aumento do custo do botijão de gás


As mentiras de Bolsonaro começaram já em sua campanha eleitoral, quando fez inúmeras promessas à população. Um a um, esses compromissos estão sendo esquecidos. Um exemplo é o preço do gás, que Jair prometeu baixar para apenas R$ 30 no seu mandato. Porém, em outubro de 2019, o preço médio do botijão já é R$ 65 podendo alcançar R$ 115, e deve continuar aumentando.
O governo Bolsonaro autorizou aumento de 5% no preço do gás nas distribuidoras. O encargo acaba sendo ainda maior para o consumidor final, já que o aumento nas distribuidoras pode afetar outros custos envolvidos na rede de produção e distribuição. No entanto, Jair não se preocupa com o povo brasileiro e não se importa se o trabalhador terá que desembolsar mais dinheiro para adquirir o gás.

11- Desmonte do Estado e venda de empresas públicas


Como mais uma etapa do desgoverno neoliberal, Bolsonaro e Paulo Guedes promovem a tentativa de liquidação do patrimônio nacional, que prevê a venda ou extinção de empresas públicas como Correios, Telebras e Eletrobras. Ao todo, 17 empresas estão no plano de desmonte do Estado brasileiro elaborado pelo ministro da Economia. O projeto entreguista vai afetar o desenvolvimento e a soberania do país, assim como a vida de milhares de trabalhadores e a qualidade dos serviços prestados.

12- Reforma da Previdência que retirou direitos previdenciários


proposta da “Nova Previdência” do desgoverno e aprovada pelo Senado Federal significou corte de mais de R$ 800 bilhões em direitos. O valor foi retirado da população na forma de redução dos valores de benefícios, ampliação do tempo de contribuição e, para milhões de trabalhadores, a inviabilização do acesso à aposentadoria.
A diminuição do salário mínimo, a perpetuação do alto índice de desemprego e as novas regras da aposentadoria levarão à redução de dinheiro em circulação na economia a longo prazo. Bolsonaro e sua equipe levarão o país ao desmonte total e milhares de pessoas podem voltar à miséria. O trabalhador é quem mais sofre e sofrerá com as políticas de Jair.

13- Trabalho informal, sem carteira assinada e por conta própria batem recorde


O Brasil segue batendo recordes de precarização do trabalho com o desgoverno de Jair Bolsonaro (PSL). Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de trabalhadores sem carteira e por conta própria atingiu uma marca histórica no trimestre encerrado em outubro.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (Pnad) Contínua, foram 11,9 milhões de trabalhadores sem carteira assinada e 24,4 milhões por conta própria. Ainda segundo o levantamento, a taxa de informalidade, que inclui empregados domésticos sem carteira e empregados sem CNPJ ficou em 41,2% – um total de 38,8 milhões de trabalhadores nessas condições.

14- Bolsonaro prejudica desempregados ao taxar benefício do seguro-desemprego


O desgoverno Bolsonaro não cansa de atacar os desempregados e a população mais pobre do Brasil. Dessa vez, para conseguir promover seu novo ‘programa de geração de empregos‘, – que na verdade só favorece os empresários e precariza ainda mais a situação dos trabalhadores, – colocou os desempregados para pagarem a conta. O governo resolveu taxar em 7,5% o seguro- desemprego, enquanto isso, alivia os encargos para as empresas contratantes.
Quando passar a valer a nova medida cruel de Jair, quem recebe o seguro-desemprego no valor de um salário mínimo, por exemplo, que hoje é R$ 998, terá um valor de R$ 74,85 descontado pela taxa de Bolsonaro. Os valores arrecadados dos desempregados serão destinados a pagar o chamado Programa Verde Amarelo, que só gera contratos temporários com duração máxima de dois anos e que não será capaz de fazer uma redução significativa no montante de mais de 12 milhões de desempregados no país.

15- Desmonte do programa Minha Casa Minha Vida


O desgoverno anunciou em novembro que não haverá mais contratações para a faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida. As obras já contratadas serão terminadas, ainda assim, em ritmo lento.
Além disso, a previsão de investimento no Minha Casa Minha Vida caiu de R$ 4,6 bilhões em 2019 para R$ 2,7 bilhões para o próximo ano. Esse deve ser o menor orçamento da história do programa, que completou dez anos de existência em 2019. O desgoverno reduz cada vez mais os recursos destinados aos pobres, aos trabalhadores, aos estudantes e à população vulnerável, mostrando que Bolsonaro é antipovo.

16- Dólar tem alta recorde e alcança R$ 4,27


Oaumento do dólar é apenas mais uma das consequências do acúmulo de retrocessos impostos desde o primeiro dia do desgoverno Bolsonaro. Os operadores do desgoverno, que deveriam ter uma postura de estabilidade, estão levando o país a uma situação de total instabilidade com declarações polêmicas e desastrosas.
No dia 26 de novembro, o mercado financeiro reagiu mal à fala insana do ministro da Economia, Paulo Guedes, que ameaçou um novo “AI-5”. A verborragia e o descontrole político levaram o dólar a bater novo recorde de alta chegando a R$ 4,27. A falácia de que com a saída de Dilma o dólar abaixaria caiu por terra e demonstra a narrativa delirante alimentada pela elite brasileira para instigar o golpe de 2016.

17- Tentativa de desmonte da educação


Durante o ano de 2019, Bolsonaro e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, promoveram polêmicas na área e tentaram desmontar a educação pública brasileira. Em março, o desgoverno anunciou contingenciamento de R$ 5,8 bilhões nas verbas destinadas às universidades públicas e programas de fomento à pesquisa, que desencadearam protestos por todo o país. Depois, também “esvaziou” ações voltadas para a educação básica, como programais de apoio a educação em tempo integral, construção de creches, alfabetização e ensino técnico.
Mesmo anunciando o descontingenciamento meses depois, existe sempre a possibilidade de novos cortes e novas medidas destruidoras, principalmente porque Bolsonaro já demonstrou que não se importa com a educação e que Weintraub acha que estudantes fazem ‘balbúrdia’ nas instituições públicas.
Além disso, o ministério da Educação do desgoverno também anunciou o Future-se, programa que prevê a ingerência de capital privado nas universidades públicas e institutos federais. Lançado em julho, o programa propõe um “novo modelo de financiamento” do  ensino superior no Brasil, com “maior autonomia financeira às universidades e institutos federais por meio de incentivo à captação de recursos próprios e ao empreendedorismo”. Porém, na prática, significa promover uma espécie de  terceirização da gestão e do financiamento das instituições e a maioria das universidades públicas já rejeitam e criticam instalação do projeto.

Candidato a agente penitenciário em SC morre após passar por teste físico do concurso DISPLICÊNCIA?

Candidato a agente penitenciário em SC morre após passar por teste físico do concurso

Publicado em 24 dezembro, 2019 7:05 pm
Vaga era para trabalhar no Deap.(Foto: SAP, Divulgação)
Do NSCtotal:
Um homem de 30 anos, identificado como Fernando Souza dos Santos, morreu na manhã desta segunda-feira (23) durante um teste físico em Florianópolis para a vaga de agente penitenciário.
PUBLICIDADE
De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Prisional e Socioeducativa (SAP), ele chegou a concluir o TAP (Teste de Aptidão Física), porém após os exercícios começou a passar mal.
O candidato foi socorrido pela equipe médica que estava no local onde a etapa do processo de seleção ocorria. Os socorristas deram os primeiros-socorros e acionaram o Samu, que encaminhou o homem até o Hospital Caridade. Ele não resistiu e morreu pouco depois.
Ainda de acordo com o governo do Estado, Fernando apresentou à comissão responsável pelo concurso um atestado de saúde válido que o autorizava a fazer esse tipo de teste.
(…)

Vale anuncia que vai distribuir R$ 7,2 bi a acionistas. Atingidos por Brumadinho protestam


Vale anuncia que vai distribuir R$ 7,2 bi a acionistas. Atingidos por Brumadinho protestam

Número foi divulgado pela empresa em Nova York. “Por detrás desta estratégia corporativa, mora uma perversidade brutal contra as famílias atingidas”, afirmam
Foto: MAB
  
A Vale S.A. anunciou em Nova York que pretende distribuir R$ 7,25 bilhões de dividendos aos seus acionistas, como resultado das atividades da empresa em 2019. Esse valor supera os distribuídos pela companhia em 2017 (R$ 4,72 bilhões), 2016 (R$ 5,52 bilhões) e 2015 (R$ 5,02 bilhões).
O anúncio ocorre no marco de 11 meses do rompimento da barragem de rejeitos da Vale em Brumadinho, que deixou 257 mortos e 13 desaparecidos. “Assim que ocorreu o rompimento, a Vale suspendeu tanto o pagamento de dividendos quanto a remuneração variável de executivos”, afirma nota de protesto da Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale.
A data da distribuição de lucros ainda não foi divulgada, mas o anúncio é visto como um aceno da empresa ao mercado sem que as demandas do crime ambiental tenham sido cumpridas. “Por detrás desta estratégia corporativa, mora uma perversidade brutal contra as milhões de famílias atingidas em Brumadinho e também por toda a bacia do Rio Paraopebas e o do Rio Doce”, afirma Maíra Mansur, pesquisadora e secretária-executiva da Articulação.
Confira a íntegra da nota
Aceno da Vale aos acionistas coloca lucro acima da vida
Nota de repúdio da Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale sobre as declarações de rentabilidade e distribuição de lucro aos acionistas.
O dia de Natal, 25 de dezembro, será também o marco dos 11 meses do rompimento da barragem de rejeitos da Vale em Brumadinho. Longe de demonstrar o respeito e a solidariedade que esta época do ano inspira, a Vale escolheu anunciar, durante encontro com investidores em Nova York, os valores bilionários que pretende distribuir aos acionistas, como resultado das atividades da empresa em 2019.
Assim que ocorreu o rompimento da barragem em Brumadinho, a Vale suspendeu tanto o pagamento de dividendos quanto a remuneração variável de executivos. O valor exorbitante de R$ 7,25 bilhões supera os valores distribuídos pela companhia em 2017 (R$ 4.721 bilhões), 2016 (R$ 5.523 bilhões) e 2015 (R$ 5.026 bilhões) , quando a empresa já operava sob o marco do enorme desastre socioambiental que provocou em Mariana e na Bacia do Rio Doce. Mesmo que a mineradora ainda não tenha declarado quando irá efetivamente remunerar seus acionistas, o anúncio do montante demonstra claramente que a prioridade da empresa é respaldar a sua imagem no mercado internacional.
“Não importa que a Vale ainda não tenha efetivamente distribuído esses dividendos. Anunciá-los é uma estratégia para satisfazer o mercado e forjar uma imagem de empresa socialmente responsável e lucrativa. Por detrás desta estratégia corporativa, mora uma perversidade brutal contra as milhões de famílias atingidas em Brumadinho e também por toda a bacia do Rio Paraopebas e o do Rio Doce”, afirma Maíra Mansur, pesquisadora e secretária executiva da Articulação dos Atingidos e Atingidas pela Vale.
Mesmo com balanços negativos no primeiro semestre de 2019, a empresa não apenas conseguiu reaver a sua lucratividade no segundo semestre, como anuncia distribuição de dividendos ainda maior do que os anos precedentes. “Isso demonstra que desastres dessa monta tornam-se oportunidades de lucro para a Vale. Isso é um escândalo. Esse tipo de tragédia comove só inicialmente o mercado, depois o que volta a viger é a lógica dos lucros desenfreados, inclusive gerando maior pressão na exploração de outros territórios, como no Norte do país”, finaliza Maíra.
A Articulação dos Atingidos e Atingidas pela Vale repudia veementemente este anúncio da Vale S.A., como repudia toda a estratégia corporativa empreendida pela mineradora para falsear as medidas de reparação e restabelecer sua imagem junto ao mercado e aos investidores. A esses, seguiremos alertando: investir na Vale é investir na dor.

Cidades de SC brigam para não ter que receber imigrantes venezuelanos ​ ​


Cidades de SC brigam para não ter que receber imigrantes venezuelanos




Share


Publicado em 24 dezembro, 2019 6:59 pm
Grupo passou a noite na Passarela da Cidadania, em Florianópolis(Foto: Prefeitura de Florianópolis / Divulgação)
Do NSC:
O grupo com 20 indígenas venezuelanos que chegou em Florianópolis na segunda-feira (23) retornou para Itajaí, no Litoral, nesta terça-feira (24) à tarde. A prefeitura de Itajaí buscou os imigrantes e levou eles para a cidade em vans, como forma de resolver o atrito que houve entre os municípios por conta da situação dos estrangeiros.
PUBLICIDADE
Os venezuelanos chegaram no Terminal Rita Maria, em Florianópolis, no fim da tarde desta segunda-feira. Eram cinco adultos e 15 crianças da tribo Warao que não sabiam falar português. A prefeitura da Capital teria recebido denúncias de que o grupo havia sido “despachado” de Itajaí.
A prefeitura acolheu o grupo e deu atendimento a todos na Passarela da Cidadania, onde eles passaram a noite e receberam comida e cuidados. O prefeito Gean Loureiro disse também que iria acionar o Ministério Público para buscar uma solução jurídica para o caso.
Já na manhã desta terça-feira a prefeitura de Itajaí divulgou que não tinha nenhuma intenção de transferir os indígenas para outra cidade, e por isso iria providenciar o retorno de todos para Itajaí. Por volta das 15h o grupo foi trazido para Itajaí em vans da prefeitura.
(…)

Sede da Porta dos Fundos sofre atentado com ‘coquetéis molotov’ nesta terça

Sede da Porta dos Fundos sofre atentado com ‘coquetéis molotov’ nesta terça

Publicado em 24 dezembro, 2019

A sede do Porta dos Fundos sofreu ataque de bombas incendiárias na madrugada desta terça-feira (24), no Humaitá, na Zona Sul do Rio de Janeiro. De acordo com a assessoria de imprensa do grupo, dois coquetéis molotov foram jogados na fachada do imóvel.
Em nota, a assessoria informou que o “Porta dos Fundos condena qualquer ato de ódio e violência e, por isso, já disponibilizou as imagens das câmeras de segurança para as autoridades, para o Secretário de Segurança, e espera que os responsáveis pelos ataques sejam encontrados e punidos” e reforça que seguirá em frente “mais unido, mais forte e mais inspirado pela liberdade de expressão”.
O ataque ocorre no momento em que o “Especial de Natal do Porta dos Fundos” é alvo de ataques nas redes sociais de grupos ligados ao bolsonarismo e ao fundamentalismo evangélico. O Filme, exibido pela Netflix, retrata Jesus Cristo com gay.
LEIA TAMBÉM:
O atantado não provocou vítimas, mas poderia de ter incendiado todo o prédio, o fogo foi contido por um funcionário que estava no escritório da produtora.
As imagens da câmera de segurança da produtora identificaram uma moto e uma picape preta passando pelo local na hora do atentado, segundo informações do G1.
Compartilhe agora!