"Se não formos para a rua, estaremos perdidos", diz Lula
"Estão destruindo tudo o que montamos, além da subserviência ao governo americano. Se não formos para a rua lutar e resistir, estaremos perdidos”, afirmou o ex-presidente
247 – O ex-presidente Lula fez um alerta importante na noite de ontem, na festa de 40 anos do Partido dos Trabalhadores. “Não temos muita alternativa. Estão destruindo tudo o que montamos, além da subserviência ao governo americano. Se não formos para a rua lutar e resistir, estaremos perdidos”, afirmou.
“A última eleição nos ensinou que ou assumimos a responsabilidade de fazer política e de discutir política ou seremos levados a rodão como na última eleição. Acusam todos de corrupção e enfiam na nossa cara esse governo que enfiaram agora. Esse é um desafio para nós. Como organizamos os movimentos sindicais de novo?”, questionou.
Lula: 'Temos obrigação de estar na luta pelo desempregado, pelo povo que está passando fome'
Em diálogo com o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica nos 40 anos do PT, o ex-presidente Lula defendeu a política e a unidade das forças progressistas. "Nosso maior desafio é assumir o compromisso histórico de lembrar pra que que a gente criou o PT. Nós temos obrigação de estar na luta pelo povo desempregado, pelo povo que está passando fome", afirmou
247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou na noite deste sábado, 8, das comemorações de 40 anos do PT, no Rio, e dialogou com o ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica.
Lula fez uma contundente defesa da política e da unidade das forças progressistas. Segundo o ex-presidente, os partidos de oposição ao desgoverno Bolsonaro têm em comum a preocupação com a vida do povo brasileiro. “Eles estão conseguindo destruir tudo que nós fizemos nos 13 anos, além da subserviência ao governo americano. Temos de colocar na pauta a questão da soberania, meio ambiente, da água, emprego, educação e ciência e tecnologia”.
"Nosso maior desafio é assumir o compromisso histórico de lembrar pra que que a gente criou o PT. Nós temos obrigação de estar na luta pelo povo desempregado, pelo povo que está passando fome", disse Lula.
Junto com Mujica, o ex-presidente também fez um chamado aos jovens brasileiros. O ex-presidente uruguaio e atual senador lembrou que não há vida em sociedade sem a política. “A política é imprescindível para os seres humanos. Se vivemos em sociedade, vai haver conflito. E se há conflito, precisamos lutar para um novo valor para política. E quem faz isso são jovens”, destacou Mujica, que recebeu de Lula uma celebração:
“É importante a gente ouvir o companheiro Pepe Mujica. Ele já foi preso, torturado, ficou na solitário e ao invés de ficar em casa lamentado a vida, ele ainda tá na rua brigando pelo que é o melhor. Por isso, não há existe saída fora da política. E são os jovens que devem fazer a política. Eu queria deixar um recado para vocês. Que não desanimem nunca. Quero pedir para a juventude brasileira levar em conta que ela é muito importante para as lutas que teremos que fazer esse ano”, conclama Lula.
“Precisamos levantar a tropa”, afirma Lula em encontro no Rio
“Um país que renuncia à sua soberania cultural, intelectual, educacional e de riquezas não tem futuro. Eu já podia ter parado, mas não posso. O meu lugar é aqui”, disse o ex-presidente durante encontro com intelectuais na manhã deste sábado, 8, no Rio
Por Regina Zappa, 247 - Em encontro com intelectuais e gente do meio acadêmico no Rio de janeiro por ocasião do Festival PT 40 Anos, na manhã de sábado, o ex-presidente Lula fez um chamamento à luta. Afirmou que está na hora do embate e que não dá mais para ficar quieto e aceitar a destruição que está em curso no país. “Precisamos levantar a tropa. Não podemos deixar um artigo sem resposta. Está na hora de voltar a brigar e não só levar tapa”.
Lula passou a manhã de sábado no hotel Othon, no Rio, ouvindo atentamente as propostas e sugestões de reitores, professores, escritores, integrantes de movimentos sociais, cientistas, juristas, sociólogos, historiadores, etc.. Anotou tudo, disse que estava ali para ouvir e respondeu, ao final, a cada uma delas, afirmando que o PT está trabalhando também em novas propostas. “Não queremos perder os intelectuais na luta política. Queremos trazer de volta quem desanimou. Precisamos construir a aliança democrática e progressista e precisamos da interlocução de vocês.”
“Um país que renuncia à sua soberania cultural, intelectual, educacional e de riquezas não tem futuro”. Por isso, disse ele, é preciso ficar e lutar. “Eu já podia ter parado, mas não posso. O meu lugar é aqui”. Mais tarde, Lula seguiu para outro encontro, este aberto a todos na Fundição Progresso, ao lado do ex-presidente Jose Mujica.
A Polícia Militar de São Paulo arquivou o inquérito que investigava a ação de policiais durante o baile funk na favela Paraisópolis, na capital paulista, que terminou com nove jovens mortos em dezembro passado. As informações são da Globonews.
A apuração estava sob a responsabilidade da Corregedoria da PM. Ao todo, 31 policiais envolvidos na operação foram investigados. Conforme a reportagem, a corporação concluiu que a conduta policial foi lícita e em legítima defesa. Os policiais foram afastados de suas funções após a tragédia.
O relatório segue agora para o Ministério Público.
Na Polícia Civil outro inquérito segue em apuração sobre o episódio. Laudo da polícia mostrou em dezembro que os corpos dos jovens mortos tinham marcas de pisoteamento.