sexta-feira, 20 de março de 2020

Bolsonaro tentou contato, mas Xi Jinping não quis atendê-lo O ANENCÉFALO SÓ FAZ O BRASIL PASSAR VERGONHA



Bolsonaro tentou contato, mas Xi Jinping não quis atendê-lo


247 - Jair Bolsonaro tentou contato com Xi Jinping, mas o presidente chinês não quis atendê-lo. De acordo com a jornalista Maria Cristina Fernandes, no Valor Econômico, a embaixada da China no Brasil afirma que aceita o fim do conflito diplomático somente com uma retratação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). O parlamentar acusou o país asiático de esconder informações sobre o coronavírus. 
"O deputado federal Eduardo Bolsonaro tem que pedir desculpa ao povo chinês por sua provocação flagrante", diz a nota, que também criticou as declarações do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo. "A parte chinesa não aceitou a gestão feita pelo embaixador Ernesto Araújo à noite o dia 18".
Nesta sexta-feira 20, Jair Bolsonaro disse haver "zero problema com a China" e que se precisasse ligar para o presidente chinês, ligaria "sem problema nenhuma".

"Não há nenhum problema com a China. Zero problema com a China. Se tiver que ligar pro presidente chinês, eu ligo sem problema nenhum", afirmou Bolsonaro.
Ele se recusou a responder, no entanto, se considera a China culpada pela pandemia.


"Não manifesto minha opinião sobre esse assunto. Vocês têm dito e escrito constantemente que esse vírus nasceu em Wuhan, na China. Esse assunto é página virada, não existe problema com a China", disse.
O chanceler brasileiro havia dito que a opinião de Eduardo Bolsonaro não atacou o chefe de Estado chinês.


Bolsonaro se irritou com cancelamento de manifestação DIZ DE MANHÃ; DESDIZ DE TARDE; À NOITE, QUEM SABE?


Bolsonaro se irritou com cancelamento de manifestação

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Foto: Sergio Lima/AFP
“Puto da vida.” Foi assim que Jair Bolsonaro definiu seus sentimentos, em conversa via WhatsApp, com um aliado ao se dar conta de que o novo coronavírus poderia desmobilizar seus apoiadores para as manifestações de 15 de março. Três dias antes, o presidente fizera um pronunciamento oficial em que afirmara que os protestos em sua homenagem deveriam, “diante dos fatos recentes, ser repensados”, pois a saúde deveria ser “preservada”. A palavra “repensar” não fora pronunciada inadvertidamente. Bolsonaro não usara um termo mais contundente porque não queria que as manifestações fossem canceladas.
Ao perceber, nas redes sociais, sinais de desmobilização, mostrou-se irritado, em especial com a bancada de deputados do Rio de Janeiro. Um dos alvos de suas mensagens foi a deputada estadual Alana Passos (PSL-RJ), que divulgou em seu Instagram que a convocação para as ruas seria “adiada” após o pronunciamento do presidente. Ao ver a postagem, Bolsonaro irritou-se e rapidamente enviou mensagens tentando reverter a situação. Bolsonaro temia uma desidratação total do evento.
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Por isso, imediatamente cobrou explicações da bancada fluminense e incumbiu o senador Flávio Bolsonaro de questionar os desertores — medida que foi cumprida no dia seguinte aos protestos. Flávio se reuniu com os parlamentares no Rio mesmo diante dos apelos do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para que, em todo o país, houvesse distanciamento social.
Para impedir o total fracasso no dia 15, em razão do risco sanitário apresentado pelo novo coronavírus, e diante da pressão de Jair Bolsonaro, membros do chamado “gabinete do ódio”, formado por auxiliares de Carlos Bolsonaro — alguns com cargo no Palácio do Planalto — passaram o fim de semana distribuindo no WhatsApp e nas redes sociais convocações para as ruas. Um levantamento das redes feito por um grupo de deputados federais e enviado a ÉPOCA apontou mais de 700 mil disparos feitos no dia 14.
Os parlamentares vão peticionar requerimentos para que a CPMI das Fake News apure se a origem das mensagens tem alguma relação com o entorno presidencial, como já se descobriu em requerimentos passados, em que uma conta nas redes sociais investigada por disparar mensagens de ódio tem como origem um IP do gabinete do deputado Eduardo Bolsonaro.
O aparelho celular do presidente Jair Bolsonaro, um Galaxy Note, que opera com o sistema Android, funciona como uma espécie de central de informações verdadeiras e falsas sobre aliados, desafetos e mazelas do país. O teor de sua comunicação privada ganhou o interesse público depois que o presidente enviou a um grupo de amigos uma convocação para as manifestações do dia 15 de março, que tinham outros Poderes como alvo, num ato classificado como antidemocrático.
Seu número acabou sendo trocado no dia seguinte. Como medida de segurança, Bolsonaro não voltou para todas as dezenas de grupos dos quais fazia parte — a maioria composto de correligionários, aliados políticos e apoiadores civis e militares. Mas isso não impediu que continuasse disparando mensagens a seus contatos.