quinta-feira, 26 de março de 2020

Entidades jornalísticas repudiam provocação de Bolsonaro

Entidades jornalísticas repudiam provocação de Bolsonaro

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Foto: Dida Sampaio/Estadão
A Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) reagiram com “indignação” e “perplexidade” às falas de deboche do presidente Jair Bolsonaro dirigidas à imprensa. “A triste provocação do presidente escarnece de todos aqueles que colocam a saúde em risco para prestar um serviço essencial aos brasileiros”, diz nota das entidades divulgada nesta quarta-feira, 26.
Mais cedo, Bolsonaro questionou a presença da imprensa na saída do Palácio da Alvorada por riscos de contaminação da doença. Sem se aproximar do local onde jornalistas o aguardavam, o mandatário disse que eles deveriam estar em casa de quarentena.
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A nota afirma ainda que, embora desejariam estar recolhidos em isolamento com suas famílias, representantes de veículos de comunicação seguirão cobrindo todos os fatos relevantes para o País. “A imprensa tem consciência de que deve, mais do que nunca, seguir no trabalho de informar a população.”

Coronavírus: Perguntas e respostas sobre o sexo durante a quarentena


Saúde

Coronavírus: Perguntas e respostas sobre o sexo durante a quarentena

Marjoriê Cristine
O Globo
Por enquanto, dizem especialistas, o mais seguro é ter relações com um parceiro ou parceira com a qual se mora
Por enquanto, dizem especialistas, o mais seguro é ter relações com um parceiro ou parceira com a qual se mora
RIO - Pandemia do novo coronavírus fez o mundo criar um distanciamento social para evitar o contágio da Covid-19. Ficar longe da família, mas principalmente de seus parceiros têm sido uma preocupação para casais e até solteiros. As dúvidas surgem se é possível se contaminado através de uma relação sexual, se beijar é estritamente proibido ou, ainda, se a masturbação pode se tornar uma aliada nesse momento de quarentena. O GLOBO conversou com infectologistas e ginecologistas para explicar alguns questionamentos sobre a intimidade. Por enquanto, o mais seguro é ter relações com um parceiro ou parceira com a qual se mora. Já para quem costuma trocar de companhia, a orientação é suspender esse encontros e optar pelo ato individual, lembrando sempre de lavar bem as mãos com água e sabão.
O novo coronavírus é transmitido sexualmente?
— A princípio, não há dados epidemiológicos para esta resposta. Ainda não há relatos e nem a confirmação de que a Covid-19 pode ser transmitida pela relação sexual — diz a infectologista Tânia Vergara, presidente da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio.
Pode ter relações sexuais durante essa pandemia?
— Quando falamos de uma relação sexual envolve abraço, beijo, carinho. Durante o ato, a respiração fica ofegante, você pode suar e, mesmo não ficando de frente para a pessoa, a contaminação pode acontecer. Ela surge por causa das gotículas, que podem ter contato direto ou ficar em travesseiros, lençóis. Basicamente, a relação sexual como um coito não teria problema, mas envolve relação afetiva entre duas pessoas que podem transmitir o vírus.
Se um casal mora junto e está em isolamento, os dois podem estar livres ou estão contaminados. Mas já têm o contato por permanecerem no mesmo local, então não há risco. Já um casal que vive em residências diferentes, que têm contato com outras pessoas, e resolve se encontrar, aí tem um risco. No entanto, não é pelo ato sexual, mas sim pelo contato físico - beijo, abraço, qualquer carinho. Um pode estar contaminado assintomático e o outro não, e assim poderia ser infectado por via respiratória. — explica o professor de ginecologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Paulo Gallo.
Não se pode fazer sexo com novos parceiros?
—Uma das medidas é o isolamento, então como você vai ter qualquer relacionamento ainda mais com um novo parceiro? Um exemplo: os médicos que estão no front não querem retornar para suas casas com medo de contaminar a família por ter sido exposto. Então, imagine um ato sexual, que exige proximidade... ele leva risco ao parceiro porque não há um monitoramento. Portanto, façam sexo virtual, é o mais seguro — diz a infectologista Tânia Vergara.
Pode beijar?
— Por onde se contamina? Gotículas. E o beijo tem o quê? Saliva. O ideal é evitar beijo, porque contamina. Mas cada indivíduo avalia como quer, se deseja se por em risco ou não. Mas evitem beijos, abraços, qualquer toque — afirma a infectologista Tânia Vergara.
Pode fazer sexo oral e anal?
— O ideal é evitar por causa do contato da saliva e da muco. Os preservativos podem reduzir o contato com saliva ou fezes, especialmente durante o sexo oral ou anal. Se fizer, é melhor com um parceiro . Os cuidados precisam ser os mesmos para evitar doenças sexualmente transmissíveis. É um vírus de transmissão rápida e não temos anticorpos para combatê-lo ainda — explica Gallo.
A masturbação é a melhor escolha?
— Se tiver necessidade de ter seu desejo sexual satisfeito sem a presença de um parceiro, é uma ótima solução — opina a infectologista Tânia Vergara.— Individual não tem risco de contaminação. É uma forma de inserir o prazer individualmente e sem contato com outras pessoas, que podem estar infectadas. Agora, se for com um parceiro, se vale dos cuidados anteriores, depende se já vive em isolamento ou não com o companheiro — explica o ginecologista Paulo Gallo.
O uso de acessórios eróticos, como vibradores, é permitido?
— É perigoso como qualquer relação sexual sem preservativo, traz o mesmo risco de uma doença sexualmente transmissível. O melhor é evitar o uso — explica a infectologista Tânia Vergara.
— Se o acessório foi utilizado com um parceiro antes da pandemia, então não tem problema. Agora, se foi há dias, quando já circula o vírus, o ideal é evitar. Se for um objeto para uso próprio e individual, só precisa higienizar adequadamente —afirma o ginecologista Paulo Gallo.
Como higienizar esses acessórios?
— Primeiro, tem que lavar com água e sabão para limpar. Mas é o álcool em gel e deixar agir por cerca de dez minutos para combater o vírus. O álcool gel é menos nocivo que o álcool 70% — explica o ginecologista Paulo Gallo.
Portadores de HIV correm em risco?
— Paciente com HIV tem risco porque é imunodeficiente. Como utiliza medicamentos imunossupressores, têm um tratamento mais agressivo, o risco é maior de desenvolver algo grave se tiver contato com o Covid-19. Por isso, os portadores de HIV devem se proteger mais ainda e evitar qualquer contato físico — diz o ginecologista Paulo Gallo.

Lula defende pela primeira vez impeachment de Bolsonaro


Lula defende pela primeira vez impeachment de Bolsonaro

Reuters
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
BRASÍLIA (Reuters) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o presidente Jair Bolsonaro não tem "estatura psicológica" para o cargo e deveria renunciar ou passar por um processo de impeachment, uma vez que aposta no caos em meio à pandemia de coronavírus.
"Acho que estamos em uma situação complicada porque acho que Bolsonaro não tem uma estatura psicológica para continuar governando o país. Ou esse cidadão renuncia ou se faz um impeachment, porque não é possível que alguém seja tão irresponsável de brincar com a vida de milhões de pessoas como ele está brincando", disse Lula em vídeo de uma conversa com o ex-candidato a presidente pelo PT Fernando Haddad, na quarta-feira.
Lula criticou duramente o pronunciamento feito por Bolsonaro na terça-feira à noite, em que o presidente reclama das medidas de isolamento social e fechamento de comércio e empresas decretadas por Estados, e disse que Bolsonaro "não se preocupa com a verdade" e quer "criar o caos social".
"Os governadores e a sociedade estão com mais responsabilidade que ele, então ele fica apostando na desgraça para depois dizer: 'Tá vendo eu, não falei?', 'Tá vendo, eu não avisei?'. Nós teremos muito mais problemas, e eles serão muito mais graves quanto menos responsável for o presidente da República", afirmou Lula.
A posição de Lula a favor do impeachment de Bolsonaro é uma mudança no discurso do ex-presidente. Há menos de um mês, durante viagem a Europa, Lula afirmou que havia alertado o PT que era preciso ter paciência.
"Eu tenho alertado o PT a ter paciência, porque nós temos que esperar quatro anos. A não ser que ele (Bolsonaro) cometa um ato de insanidade, cometa um crime de responsabilidade, e a gente então possa fazer o impeachment dele, mas se não fizer isso, nós não podemos achar que nós podemos derrubar um presidente porque não gostamos dele. Não podemos", disse em entrevista ao jornal francês Le Temps.
Desarticulada, a oposição, especialmente o PT, estava evitando entrar no tema do impeachment para não ser acusada de oportunismo político. Sob a liderança de Lula, o partido tem evitado que o "fora Bolsonaro" seja oficialmente incluído entre as bandeiras do partido.
Recentemente, no entanto, o PSOL apresentou um pedido de impeachment de Bolsonaro ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Outro pedido foi apresentado pelo deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), ex-aliado de Bolsonaro.
No vídeo de Lula e Haddad, uma conversa de 40 minutos transmitida ao vivo nas redes sociais do ex-presidente, Lula não trata mais do tema e nem Haddad pergunta. Ao distribuir na sequência o vídeo nas redes, a assessoria de Lula também não destaca a fala do presidente sobre impeachment.
O ex-presidente citou sua experiência na condução do país durante a crise econômica de 2008 --ressalvando que são crises diferentes-- para lembrar que o papel de um presidente durante uma crise é unir o país, ouvir especialistas e encontrar as melhores soluções.
"O Bolsonaro não está preparado para tocar esse país. Um presidente não é obrigado a saber de tudo, mas quando você não sabe, você consulta a sociedade, os especialistas, os governadores. Coisa que em nenhum momento ele fez", criticou.
Bolsonaro não comentou a fala do ex-presidente. Procurado, o Palácio do Planalto disse que não comentar.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu)

EUA ultrapassam China em número de casos e viram novo epicentro do coronavírus

EUA ultrapassam China em número de casos e viram novo epicentro do coronavírus

247 - Os Estados Unidos acabam de se tornar o novo epicentro da pandemia de coronavírus no mundo, ultrapassando a Itália. As informações podem ser acompanhadas neste link, em tempo real.
Com os dados atualizados nesta quinta-feira 26, o país governado por Donald Trump já tem 81.332 casos registrados. A China foi para o segundo lugar, com 81.285 pessoas infectadas, à frente da Itália, com 80.589.
No Brasil, o Ministério da Saúde divulgou que há agora 2.915 casos e 77 mortes causadas pela doença. O balanço anterior, da quarta-feira (25), apontava 20 óbitos a menos, o que representa um aumento de 19% entre quarta e quinta.

Conheça os novos sintomas da Covid-19

Conheça os novos sintomas da Covid-19

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Foto: George Doyle/Thinkstock/Veja
Além dos sintomas já conhecidos: falta de ar, coriza, febre baixa e dor de garganta, os infectados pelo novo coronavírus apresentaram novos sintomas durante o atendimento em hospitais, alertaram associações médicas.
A perda de olfato foi percebida em pacientes da Alemanha, Itália e Coreia do Sul. No caso da Alemanha, 2 entre 3 pacientes apresentaram o problema durante o quadro de infecção. De acordo com a Associação Britânica de Otorrinolaringologia há também relatos parecidos nos Estados Unidos e na França. Em alguns casos, os pacientes eram jovens e não apresentavam os outros sintomas característicos da doença.
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No Brasil, a Academia Brasileira de Rinologia (ABR), a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) reconheceram que a anosmia súbita, a perda de olfato sem maiores explicações, acompanhada ou não da perda do paladar, deverá ser levada em conta como possível sintoma de pacientes com Covid-19. As entidades orientaram por meio de nota que os pacientes nestas condições fiquem isolados em quarentena de 14 dias por precaução.
Entidades médicas ainda apontam que outros sintomas menos conhecidos de Covid-19 são desconfortos abdominais, náuseas , cólicas, diarreias e falta de apetite.

Bolsonaro ataca área de Humanas e corta bolsas do CNPq até 2023 BANDITISMO COM A CIÊNCIA

Bolsonaro ataca área de Humanas e corta bolsas do CNPq até 2023

Bolsonaro ataca área de Humanas e corta bolsas do CNPq até 2023
247 - Em meio à pandemia do novo coronavírus, o governo de Jair Bolsonaro promove um novo ataque à pesquisa acadêmica científica e especialmente às Ciências Humanas.
Uma portaria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI), publicada nessa terça-feira, 24, excluiu a área de Ciências Humanas das prioridades de projetos de pesquisa no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) até 2023. 
Segundo informações da Folha de S. Paulo, a portaria prevê que o CNPq promova as adequações nas linhas de financiamento e fomento para priorizar tecnologias, classificadas como estratégicas (que vai de tecnologia espacial a segurança pública), habilitadoras (inteligência artificial), de produção (indústria, agronegócio, serviços), para o desenvolvimento sustentável e para qualidade de vida (saúde, saneamento básico, por exemplo).
Até o ano passado, o CNPq financiava 84 mil pesquisadores com bolsas. Segundo dados fornecidos de abril do ano passado, 10% dos R$ 1,1 bilhão pagos em bolsas órgão se referiam às ciências humanas.
Além deste retrocesso na produção científica do País, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) alterou na semana passada regras para concessão de bolsas que haviam sido publicadas em fevereiro. As mudanças nas agências vão ao encontro da visão do governo de que o fomento à ciência tem de dar retorno imediato.