domingo, 3 de maio de 2020

Os destaques da manhã no 247

Moro entregou áudios, mensagens de whatsapp, emails e conversas com outras autoridades para incriminar Bolsonaro

Reale aponta transtornos de personalidade de Bolsonaro e defende interdição

Bolsonaro terá que apresentar teste de coronavírus

Nassif: governo Bolsonaro entrou no seu inferno astral

Rui Falcão: Bolsonaro tem coleção de crimes comuns e de responsabilidade

Altman: é preciso qualificar o impeachment de Bolsonaro

Vamos organizar um modo de vida mais modesto, defende Slavoj Žižek

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Equipe 247

Apesar de Bolsonaro, país entra em alerta máximo: 14 Estados e DF prorrogam quarentena contra a Covid-19

Apesar de Bolsonaro, país entra em alerta máximo: 14 Estados e DF prorrogam quarentena contra a Covid-19

247 -  Dezessete estados e o Distrito Federal anunciaram a ampliação do isolamento social no mês de maio com o objetivo de conter o avanço dramático do coronavírus no país. Neste domingo, o Brasil assumiu o 10º lugar na lista dos países com mais casos positivos de coronavírus no mundo. De acordo com o levantamento feito diariamente pela Universidade Johns Hopkins, o Brasil já registra 97,1 mil casos positivos de coronavírus e 6,7 mil mortes.
Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe estenderam as restrições de acesso a escolas, comércio e outros locais públicos.
Além destes 16, a Região Metropolitana de São Luís, no Maranhão, foi o primeiro local no Brasil a adotar o lockdown (bloqueio total). A duração da medida está prevista para dez dias, a partir da próxima terça-feira (5). Na capital de São Paulo haverá bloqueios em algumas das principais avenidas da cidade.
Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Roraima e Tocantins ainda não divulgaram ser irão prorrogar ou flexibilizar o prazo da quarentena.
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Bolsonaristas tentam intimidação fascista contra Alexandre de Moraes e são presos em São Paulo (vídeo)

Bolsonaristas tentam intimidação fascista contra Alexandre de Moraes e são presos em São Paulo (vídeo)

247 - Insuflados pelos ataques de Jair Bolsonaro e seus apoiadores, um grupo usou o método fascista de intimidação e realizou um buzinaço em frente ao apartamento de Alexandre de Moraes em São Paulo, neste sábado (2).
A ação acontece dias depois do ministro suspender a nomeação de Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal.
Com camisetas e bandeiras do Brasil o grupo de cerca de 20 pessoas gritavam: "Advogado do PCC, eu vim aqui só pra te ver", repetindo a tese da deputada Carla Zambelli (PSL-SP).
Duas pessoas foram encaminhadas à delegacia.
Confira a reportagem do DCM.

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sexta-feira, 1 de maio de 2020

PGR denuncia Aécio Neves por propina de R$ 65 milhões em obras de hidrelétricas


PGR denuncia Aécio Neves por propina de R$ 65 milhões em obras de hidrelétricas

Aguirre Talento
Extra
O senador Aécio Neves
O senador Aécio Neves
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia nesta quinta-feira contra o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) sob acusação de ter recebido propina de R$ 65 milhões como contrapartida por obras de usinas hidrelétricas que tiveram a participação de uma estatal mineira. Os crimes apontados são de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Segundo a acusação, os repasses foram feitos pelas empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez. Parte dos valores foi paga em dinheiro vivo e outra parte por meio de contas no exterior, que, segundo a denúncia, teriam usado até mesmo o esquema de lavagem do doleiro Dario Messer. Também foram denunciados o empresário Alexandre Accioly e o ex-presidente de Furnas Dimas Toledo, acusados de terem sido operadores do tucano para o recebimento dos recursos ilícitos.
"Aécio Neves recebeu indiretamente R$ 30 milhões de vantagem indevida, em razão de sua função pública, do grupo Odebrecht e R$ 35 milhões de vantagem indevida, em razão de sua função pública, da construtora Andrade Gutierrez", aponta a denúncia, assinada pela subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo, coordenadora do grupo da Lava-Jato na PGR.
A acusação se baseia em relatório concluído pela Polícia Federal no mês passado. Na investigação, doleiros ouvidos pela PF confirmaram ter viabilizado recursos para operadores de Aécio, utilizando o esquema de Dario Messer, o doleiro dos doleiros preso pela Lava-Jato do Rio. Pelos fatos investigados, a PF acusa Aécio dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Segundo o relatório da PF, a Odebrecht fez pagamentos de R$ 28,2 milhões por meio de dinheiro em espécie e também por meio do doleiro José Antônio Estevão Soares, integrante do esquema de Dario Messer. Os repasses foram intermediados por Dimas Toledo, afirma a PF. Outro montante de R$ 1,7 milhão teria sido pago pela Odebrecht por meio de transferências no exterior a uma conta sediada em Singapura e que, segundo a investigação, pertence a Accioly. Já a Andrade Gutierrez teria repassado R$ 35 milhões por meio de dois investimentos feitos em uma holding dona da academia Bodytech e que pertence a Alexandre Accioly.

Procuradoria acusa ministro de segurar recursos do combate à fome

Procuradoria acusa ministro de segurar recursos do combate à fome

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPF), concluiu que o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, não garantiu nem a metade dos recursos necessários para a segurança alimentar do País no período de pandemia do coronavírus.
Um procedimento aberto no órgão, ao qual o Estado teve acesso, diz que os recursos disponibilizados pelo governo federal ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), no contexto da pandemia da covid-19, “são claramente insuficientes para enfrentar a crise no âmbito da segurança alimentar e nutricional.”
O alerta foi feito nesta quinta-feira (30), pela Procuradoria, em ofício encaminhado ao ministro Onyx Lorenzoni. O MPF aponta que seria necessário ao menos R$ 1 bilhão para o Programa de Aquisição de Alimentos, mas apenas metade do recurso foi disponibilizado.
No último dia 27, o governo federal editou a Medida Provisória nº 957/2020,disponibilizando R$ 500 milhões ao PAA como forma de enfrentar a vulnerabilidade alimentar e nutricional que atinge a população diante da crise do coronavírus.
No entanto, o Programa de Aquisição de Alimentos já vinha enfrentando insuficiência de recursos, segundo o MPF, no período de 2016 a 2019. Apenas para a continuidade na execução de iniciativas que seguem pendentes, desde o ano passado, seriam necessários R$ 436 milhões.
“Como a Lei Orçamentária Anual previu a destinação de R$ 124 milhões ao PAA, com o aporte dos recursos previstos na MP 957/2020, restariam apenas R$ 188 milhões para o enfrentamento da crise da Covid-19. Esse valor não seria capaz de superar alguns sérios riscos possíveis de serem antecipados, como o desabastecimento e a insegurança alimentar”, aponta a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão.
No ofício ao ministro Onyx, a PFDC ressaltou ainda que a pandemia também aponta para a urgência na adoção de medidas céleres em favor dos agricultores familiares e do atendimento a pessoas em situação de insegurança alimentar. Nesse sentido, elencou um conjunto de considerações acerca das modalidades de compra desses produtos.
A ideia é fortalecer associações ligadas à agricultura familiar, como forma de dar maior eficácia no combate à insegurança alimentar causada pela pandemia.