quarta-feira, 1 de julho de 2020

Greve dos entregadores é um sucesso e denuncia crueldade de seu regime de trabalho (vídeo)



Greve dos entregadores é um sucesso e denuncia crueldade de seu regime de trabalho (vídeo)

247 - Para dizer não ao regime de exploração dos aplicativos de entrega, motoboys saíram às ruas na manhã desta quarta-feira (1) reivindicando melhores condições de trabalho. Os trabalhadores cobram um vínculo trabalhista com as empresas e melhores condições de trabalho. 
Eles denunciam que chegam a ganhar apenas R$3,00 por uma corrida e que muitas vezes sentem fome e carregam nas mochilas as comidas da entrega. Além disso, não possuem nenhuma proteção ou plano de saúde, tendo em vista o risco que correm ao se exporem nas ruas das grandes capitais, todos os dias. 
Os trabalhadores também apontam que os aplicativos não forneceram álcool em gel ou máscaras para se protegerem do coronavírus. 
No início da manhã, trabalhadores manifestaram-se em São Luís (MA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Distrito Federal (DF), Goiânia (GO), ABC paulista, Florianópolis (SC), Recife (PE), Campinas (SP), Guarulhos (SP), Salvador (BA), Campina Grande (PB) e Porto Alegre (RS). 
Veja as manifestações dos trabalhadores em algumas capitais: 














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Pela primeira vez, Brasil tem mais desempregados do que empregados

Pela primeira vez, Brasil tem mais desempregados do que empregados

247 - Segundo economistas, os sinais não são de melhora do emprego nos próximos meses. Mesmo que a flexibilização do isolamento social permita uma retorno dos informais às ruas, a expectativa é de mais dispensas nas empresas nos próximos meses. 
Dados do IBGE mostram que a população ocupada - empregados, empregadores, conta própria, servidores - era de 85,9 milhões no trimestre até maio, queda de 8,3% frente aos três meses anteriores e menos da metade do total da população em idade de trabalhar. Houve uma perda de 7,8 milhões de vagas. É o pior resultado da série histórica, iniciada em 2012, informa o Valor Econômico
Quase 2 milhões de empregos foram perdidos no comércio, o que representa redução de 11,1% ante os três meses anteriores. 
Outras atividades tiveram perdas expressivas, como indústria (-1,23 milhão de postos), construção (-1,08 milhão) e serviços domésticos (-1,17 milhão). 
A taxa de desemprego do país cresceu de 11,6% no trimestre até fevereiro para 12,9% no trimestre até maio. O país tinha 12,9 milhões de desempregados. Segundo economistas, a taxa de desemprego do país não mostrou a realidade do mercado de trabalho, porque o IBGE considera desempregado quem procura trabalho e não encontra. Mas na quarentena a busca é mais difícil. 
Segundo cálculos da MCM Consultores, o desemprego teria atingido 20 milhões de pessoas e a taxa estaria em 18,9%. 
Com a flexibilização da quarentena, os indicadores de desemprego devem mostrar alta em junho, refletindo uma maior busca por vagas no mercado de trabalho. Há estimativas que apontam alta da taxa para 14% em maio. Se confirmada, a taxa será um recorde da série. 
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