quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Governo Bolsonaro diz à Justiça que atos de Salles não têm relação com alta do desmatamento

 


Governo Bolsonaro diz à Justiça que atos de Salles não têm relação com alta do desmatamento

Ricardo Salles e desmatamento da Mata Atlântica

247 - O governo Jair Bolsonaro, por meio de documento formulado pela Advocacia-Geral da União (AGU), afirmou à Justiça que "não é possível se concluir" que o aumento do desmatamento nas florestas brasileiras tem relação com os atos do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

A AGU alega que há uma "desestruturação dolosa das estruturas de proteção ao meio ambiente" e, portanto, não se pode atribuir ao ministro o cometimento de improbidade administrativa. "Não é possível se concluir que os resultados do desmatamento no Brasil são em decorrência de atos do atual ministro do Meio Ambiente", diz manifestação assinada pelo advogado-geral da União, José Levi.

Ricardo Salles é alvo de ação em Brasília do Ministério Público Federal que pede seu afastamento imediato.

O parecer da AGU diz ainda que a fala de Salles na reunião ministerial do dia 22 de abril sobre 'passar a boiada' está ligada a necessidade de atualizar o marco regulatório do meio ambiente. “As falas mencionadas na reunião ministerial, que servem em grande medida para a tese autoral, em nada se relacionam com intuito de cometer atos em vilipêndio às normas constitucionais, mas sim imprimir maior coerência regulatória no Estado brasileiro, simplificando textos normativos e aumento a previsibilidade dos diversos setores da coletividade. O fato deve ainda ser compreendido em seu contexto, considerando-se que a reunião não foi realizada de forma pública e teve a participação restrita aos agentes públicos imediatamente subordinados ao Presidente da República”.

"A segunda vaga será de um evangélico", diz Bolsonaro sobre indicação ao STF

 

"A segunda vaga será de um evangélico", diz Bolsonaro sobre indicação ao STF

247 - Jair Bolsonaro confirmou na noite desta quinta-feira (1) a indicação do desembargador do TRF-1 Kassio Nunes Marques para a vaga de Celso de Mello no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Em live nas redes sociais, Bolsonaro disse que indicará um evangélico para a vaga na Suprema Corte que será aberta em 2021 com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello. 

"Essa segunda vaga será de um evangélico", disse ele, citando os nomes do ministro da Justiça, André Mendonça, e do secretário-geral da Presidência, Jorge Oliveira. 

Bolsonaro também rebateu críticas sobre a indicação de Kassio Nunes Marques ao STF, e defendeu a decisão do desembargador que liberou a compra de lagosta para o cardápio dos ministros do STF

"Vão desqualificar o desembargador só porque ele deu uma liminar para retomar o cardápio do Supremo?", questionou Bolsonaro. "Não tem nada demais comer lagosta. Qual é o problema? Quem pode, come. Quem não pode, não come", afirmou. 

"Vocês querem Sérgio Moro no Supremo?"

Bolsonaro também mencionou o nome do ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro. Ao defender o nome de Kássio Marques, ele deu a entender que o desembargador seria leal aos seus interesses no STF, enquanto Moro demonstrou que não seria. 

"Você quer que eu troque o Kássio pelo Sérgio Moro? Vocês querem o Sérgio Moro ministro do Supremo? Será que ele vai ser um ministro leal às nossas causas? Será que ele vai ser aprovado no Senado?", questionou.