domingo, 21 de fevereiro de 2021

Partido policial-militar votou em massa para tirar Daniel Silveira da cadeia

 Partido policial-militar votou em massa para tirar Daniel Silveira da cadeia

Reprodução das redes sociais
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Partido policial-militar votou em massa para tirar Daniel Silveira da cadeia


20/02/2021 - 13h50

Da Redação

Generais, majores, capitães, coronéis e delegados votaram em massa para tirar o ex-cabo PM Daniel Silveira da cadeia, apesar de no passado terem jurado defender a Constituição e fazer cumprir a lei.

O bloco votou fechadíssimo, independentemente de partido, com apenas duas exceções: os delegados Marcelo e Waldir, ambos do PSL, respectivamente de Minas Gerais e Goiás.

Os outros 18 integrantes da bancada policial-militar que se identificam como tal votaram pela liberdade de Silveira, algumas vezes rompendo com a orientação da direção partidária.

Dentre os pastores evangélicos, só o Pastor Isidório, do Avante da Bahia, parece ter se importado com as ameaças e palavrões disparados por Silveira no vídeo em que fez ameaças a integrantes do Supremo Tribunal Federal.

Todos os outros votaram pela liberdade do colega parlamentar.

O bolsonarismo se aglutinou em torno de muitas ideias que brotaram na Lava Jato, como a CPI da Lava Toga, que considera corruptos todos os juízes que não foram indicados por Jair Bolsonaro.

Desenvolveu ódio particular pelos ministros garantistas do STF, como Gilmar Mendes, acusado por Daniel Silveira de vender sentenças.

Obviamente, muitos deputados que votaram NÃO alegam que o fizeram em defesa da imunidade parlamentar, ou discordam do fato de que o STF abriu o inquérito das fake news por conta própria, sem ser provocado pelo Ministério Público, o que faz com que muitos juristas o considerem inconstitucional.

Outros acreditam que não houve flagrante, nem que os supostos crimes cometidos por Silveira sejam inafiançáveis.

De qualquer forma, impressiona como o bloco policial-militar votou maciçamente Não:

Adriana Ventura (NOVO-SP) – Não
Afonso Hamm (PP-RS) – Não
Alan Rick (DEM-AC) – Não
Alceu Moreira (MDB-RS) – Não
Alê Silva (PSL-MG) – Não
Alex Santana (PDT-BA) – Não
Alexis Fonteyne (NOVO-SP) – Não
Aline Sleutjes (PSL-PR) – Não
Aluisio Mendes (PSC-MA) – Não
Angela Amin (PP-SC) – Não
Bacelar (PODE-BA) – Não
Bia Kicis (PSL-DF) – Não
Bibo Nunes (PSL-RS) – Não
Boca Aberta (PROS-PR) – Não
Cap. Alberto Neto (REPUBLICANOS-AM) – Não
Cap. Fábio Abreu (PL-PI) – Não
Capitão Augusto (PL-SP) – Não
Capitão Wagner (PROS-CE) – Não
Carla Dickson (PROS-RN) – Não
Carla Zambelli (PSL-SP) – Não
Carlos Jordy (PSL-RJ) – Não
Caroline de Toni (PSL-SC) – Não
Charlles Evangelis (PSL-MG) – Não
Coronel Armando (PSL-SC) – Não
Coronel Tadeu (PSL-SP) – Não
Coronel Chrisóstomo (PSL-RO) – Não
Da Vitória (CIDADANIA-ES) – Não
Daniel Freitas (PSL-SC) – Não
Daniel Trzeciak (PSDB-RS) – Não
Danilo Forte (PSDB-CE) – Não
Danrlei (PSD-RS) – Não
Del Antônio Furtado (PSL-RJ) – Não
Del Éder Mauro (PSD-PA) – Não
Del Pablo (PSL-AM) – Não
Diego Garcia (PODE-PR) – Não
Dr. Frederico (PATRIOTA-MG) – Não
Dr. Jaziel (PL-CE) – Não
Dr. Luiz Ovando (PSL-MS) – Não
Dra. Soraya Manato (PSL-ES) – Não
Eduardo Costa (PTB-PA) – Não
Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) – Não
Eli Borges(SOLIDARIEDADE-TO) – Não
Emanuel Pinheiro (PTB-MT) – Não
Enrico Misasi (PV-SP) – Não
Eros Biondini (PROS-MG) – Não
Fabio Schiochet (PSL-SC) – Não
Filipe Barros (PSL-PR) – Não
Francisco Jr. (PSD-GO) – Não
General Girão (PSL-RN) – Não
General Peternelli (PSL-SP) – Não
Gilberto Nascimento (PSC-SP) – Não
Gilson Marques (NOVO-SC) – Não
Guiga Peixoto (PSL-SP) – Não
Guilherme Derrite (PP-SP) – Não
Heitor Freire (PSL-CE) – Não
Hélio Costa (REPUBLICANOS-SC) – Não
Helio Lopes (PSL-RJ) – Não
Hildo Rocha (MDB-MA) – Não
Hugo Leal (PSD-RJ) – Não
Jefferson Campos (PSB-SP) – Não
Jerônimo Goergen (PP-RS) – Não
Joaquim Passarinho (PSD-PA) – Não
José Medeiros (PODE-MT) – Não
José Rocha (PL-BA) – Não
Josivaldo JP (PODE-MA) – Não
Junio Amaral (PSL-MG) – Não
Kim Kataguiri (DEM-SP) – Não
Lauriete (PSC-ES) – Não
Leda Sadala (AVANTE-AP) – Não
Léo Moraes (PODE-RO) – Não
Léo Motta (PSL-MG) – Não
Lincoln Portela (PL-MG) – Não
Liziane Bayer (PSB-RS) – Não
Loester Trutis (PSL-MS) – Não
Lucas Gonzalez (NOVO-MG) – Não
Lucas Redecker (PSDB-RS) – Não
Lucio Mosquini (MDB-RO) – Não
Luisa Canziani (PTB-PR) – Não
Luiz Lima (PSL-RJ) – Não
Luiz P. O.Bragança (PSL-SP) – Não
Luiz Antônio Corrêa (PL-RJ) – Não
Major Fabiana (PSL-RJ) – Não
Mara Rocha (PSDB-AC) – Não
Marcel van Hattem (NOVO-RS) – Não
Marcelo Álvaro (PSL-MG) – Não
Marcelo Brum (PSL-RS) – Não
Marcelo Moraes (PTB-RS) – Não
Márcio Labre (PSL-RJ) – Não
Marlon Santos (PDT-RS) – Não
Maurício Dziedrick (PTB-RS) – Não
Nelson Barbudo (PSL-MT) – Não
Neucimar Fraga (PSD-ES) – Não
Nicoletti (PSL-RR) – Não
Nivaldo Albuquerque (PTB-AL) – Não
Norma Ayub (DEM-ES) – Não
Osires Damaso (PSC-TO) – Não
Osmar Terra (MDB-RS) – Não
Otoni de Paula (PSC-RJ) – Não
Pastor Eurico (PATRIOTA-PE) – Não
Pastor Gil (PL-MA) – Não
Paula Belmonte (CIDADANIA-DF) – Não
Paulo Bengtson (PTB-PA) – Não
Paulo Bengtson (PTB-PA) – Não
Paulo Martins (PSC-PR) – Não
Pedro Cunha Lima (PSDB-PB) – Não
Pedro Lupion (DEM-PR) – Não
Pedro Westphalen (PP-RS) – Não
Policial Sastre (PL-SP) – Não
Pastor Marco Feliciano (REPUBLICANOS-SP) – Não
Professor Joziel (PSL-RJ) – Não
Renata Abreu (PODE-SP) – Não
Ricardo Barros (PP-PR) – Não
Ricardo da Karol (PSC-RJ) – Não
Roberto de Lucena (PODE-SP) – Não
Rodrigo Coelho (PSB-SC) – Não
Rogério Peninha (MDB-SC) – Não
Rosana Valle (PSB-SP) – Não
Sanderson (PSL-RS) – Não
Santini (PTB-RS) – Não
Sargento Fahur (PSD-PR) – Não
Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) – Não
Stefano Aguiar (PSD-MG) – Não
Stephanes Junior (PSD-PR) – Não
Subtenente Gonzaga (PDT-MG) – Não
Tiago Mitraud (NOVO-MG) – Não
Uldurico Junior (PROS-BA) – Não
Vaidon Oliveira (PROS-CE) – Não
Vinicius Poit (NOVO-SP) – Não
Vitor Hugo (PSL-GO) – Não
Wilson Santiago (PTB-PB) – Não

Fonte: Viomundo

Ex-prefeito pelo PT, médico do Acre atende bebê com água na cintura e viraliza nas redes

 

Ex-prefeito pelo PT, médico do Acre atende bebê com água na cintura e viraliza nas redes

Cidade de Tarauacá, assim como inúmeras outras no estado, sofre com cheias dos rios e centenas de pessoas estão desabrigadas

 
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A imagem de um médico atendendo um bebê com a água batendo na cintura tem viralizado nas redes sociais. O fato se deu na cidade de Tarauacá, interior do Acre, e mostra o médico Rodrigo Damasceno ouvindo os batimentos cardíacos de uma criança de 2 anos com pneumonia.

O município sofre com a cheia do Rio Tarauacá e está mais de 90% inundado, o que deixou mais de 400 pessoas desabrigadas. A situação se repete em inúmeras outras cidades do Acre.

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A foto do médico atendendo na água foi registrada na última quinta-feira (18) pelo fotógrafo Lucas Melo, que acompanha o profissional de saúde.

“É a maior alagação que vivenciei no município e que está afetando mais as pessoas. Essa criança tem dois anos e está com pneumonia. Conseguimos remédios com uma farmácia local e saímos também distribuindo a medicação, porque não adianta dar só a receita se a família não tem condições de comprar”, disse Damasceno ao portal G1.

Em seu Facebook, o médico tem postado imagens da situação na cidade e quem também o mostram fazendo atendimentos e encampando ações de solidariedade. Em uma das postagens, feita na sexta-feira (19), por exemplo, Damasceno aparece distribuindo sopas para famílias da região.

“Essa foi a ultima casa que entregamos sopa. Nela moram um casal de idosos e um filho deficiente, conhecido como Antônio Pepe. Essa ia ser a primeira refeição deles do dia. Falta dinheiro e meios para eles irem atrás de comida. Assim como eles, temos muitos em nossa cidade. Esse noite, eles tiveram Sopa. Amanhã, vamos levar mais alimentos para eles”, escreveu.

Rodrigo Damasceno já foi prefeito da cidade pelo PT e, atualmente, é filiado ao PSDB.

Caos no Acre

O estado do Acre vive uma situação calamitosa, desde o início de fevereiro, por conta de inúmeros problemas somados: enchentes provocadas pelas chuvas e cheia do Rio Acre, apagão de energia elétrica em algumas cidades, surto de dengue e a pandemia do coronavírus.

Ao menos 2,9 mil residências de 24 bairros da capital Rio Branco foram atingidas pelas enchentes e centenas de pessoas estão desabrigadas. A prefeitura improvisou abrigos temporários para aqueles que perderam suas casas e pertences.

Já afetado pelo coronavírus, com 53.500 pessoas infectadas pelo e quase mil mortes causadas pela doença no estado, o estado também sofre com a dengue, que é uma consequência das cheias dos rios da região Amazônica: já são 8,6 mil casos suspeitos e 1,5 mil foram confirmados, o que vem superlotando hospitais, que já estavam sobrecarregados por conta da Covid-19.

Por conta da situação, o governo estadual decretou estado de emergência na última quarta-feira (17). O governo federal, por sua vez, informou que vai liberar R$ 450 milhões para socorrer o estado.

Nas redes sociais, moradores da região têm relatado em detalhes a situação e vêm pedindo financeira através de vaquinhas online e com a hashtag #SOSAcre.

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Ivan Longo

Jornalista e repórter especial da Revis

“Moro foi o representante máximo do arbítrio e da intransigência”, diz Técio Lins e Silva

 

“Moro foi o representante máximo do arbítrio e da intransigência”, diz Técio Lins e Silva

O criminalista contou sua própria experiência atuando na defesa de réus da Lava Jato, e disse que Moro visava somente obter o resultado condenatório. Para Lins e Silva, a operação era apenas uma “justiça de fachada”. “Já se sabia sempre o resultado”, denunciou. Assista

(Foto: ABr | Bruno Martins/OABRJ)
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247 - Em entrevista à TV 247, o advogado Técio Lins e Silva, um dos maiores criminalistas do Brasil, condenou a atuação na Operação Lava Jato do ex-juiz Sergio Moro, que ele vê como figura arbitrária, produzindo, por exemplo, decisões extensas em tempo curtíssimo sem ouvir a defesa.

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O criminalista ressaltou a diferença entre conversas costumeiras entre procuradores e juízes, que são da “natureza do relacionamento do Poder Judiciário”, e “combinações espúrias, ilegais e clandestinas para prejudicar e obter o resultado condenatório”, como na Lava Jato. 

Foi justamente esta postura que o advogado constatou quando atuou na defesa de réus na operação: “Participei de audiência com esse juiz (Sergio Moro) durante esse período. Tive outros clientes nesse mesmo período, mas cuja audiência foi feita por uma colega de escritório. Acompanhei com meus colegas de profissão o sofrimento de enfrentar esse moço, que era o representante máximo do arbítrio e da intransigência. Já se sabia sempre o resultado”.

Para Lins e Silva, a operação era apenas uma “justiça de fachada”. “Eram decisões de 200 páginas tomadas de um dia para o outro, com a defesa apresentando seus argumentos e no dia seguinte uma decisão contrária. Enfim, era a sensação de uma justiça de fachada, que não era a justiça que nós imaginamos como Poder Judiciário em uma democracia”, disse. 

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