quinta-feira, 11 de março de 2021

Brasil confirma novo patamar mórbido da Covid e registra, consecutivamente, mais de 2 mil mortes em 24h FORA COM O GENOCIDA!

 

Brasil confirma novo patamar mórbido da Covid e registra, consecutivamente, mais de 2 mil mortes em 24h

Diante da explosão de casos, mortes e internações, cientista Miguel Nicolelis já prevê, além da crise hospitalar, colapso funerário o país

 
facebook sharing button
twitter sharing button
whatsapp sharing button
ouça este conteúdo
  
ok

O Brasil subiu de patamar na quantidade de mortes diárias causadas pela Covid-19. Nesta quinta-feira (11), o país registrou, pelo segundo dia consecutivo, mais de 2 mil óbitos em decorrência da doença nas últimas 24 horas.

Segundo o painel atualizado divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), de ontem para hoje foram contabilizadas 2.233 novas mortes, apenas um pouco a menos do número recorde de 2.286 óbitos registrados na quarta-feira (10).

Ao todo, a Covid-19 já tirou a vida de 272.889 desde o início da pandemia, que completou oficialmente um ano justamente nesta quinta-feira (11). Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou oficialmente a crise do coronavírus como uma pandemia global.

A atualização do Conass dá conta, ainda, de que nas últimas 24 horas foram confirmados 75.412 novos casos de Covid, o que totaliza 11.277.717 infecções desde o início da crise sanitária.

O ritmo crescente dos contágios no país têm feito o sistema de saúde brasileiro, a nível nacional, entrar em iminência de colapso. Inúmeras cidades já estão com seus leitos para Covid 100% lotados e tentam conter o avanço da doença endurecendo medidas de restrição.

Enquanto isso, Jair Bolsonaro, apesar de ter aparecido de máscara pela primeira vez em meses nesta quarta-feira (11), segue pregando contra o isolamento social, principal medida para a contenção do vírus enquanto não há vacinação em massa. O filho do presidente, deputado Eduardo Bolsonaro, por sua vez, mandou as pessoas “enfiarem a máscara no rabo”, mais uma vez demonstrando a irresponsabilidade do bolsonarismo para com o momento mais grave da pandemia no país.

Em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira, Miguel Nicolelis, considerado um dos maiores cientistas do mundo, afirmou que, sem isolamento social e medidas de proteção, o país viverá um colapso não só hospitalar, mas também funerário. Ele também vem alertando que, ainda em março, o Brasil pode atingir o patamar de 3 mil mortes por Covid por dia.

Avatar de Ivan Longo

Ivan Longo

Jornalista e repórter especial da Revista Fórum.

Desesperado, Bolsonaro chama Lula de “carniça” e mente que nunca chamou Covid de ”gripezinha” MENTIROSO INCAPAZ DE DIZER A VERDADE!

 

Desesperado, Bolsonaro chama Lula de “carniça” e mente que nunca chamou Covid de ”gripezinha”

Presidente apresentou live com um globo terrestre para "provar" que não é terraplanista

 
facebook sharing button
twitter sharing button
whatsapp sharing button
ouça este conteúdo
  
ok

Durante transmissão ao vivo realizada nesta quinta-feira (11), o presidente Jair Bolsonaro voltou a usar seus eventos presidenciais para rebater o discurso histórico do ex-presidente Lula, concedido em coletiva realizada no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, na quarta-feira (10).

“Eu quero aqui rapidamente… Em especial àqueles que nos criticam sem qualquer base. ‘Ah, ele abandonou o tratamento do Covid’, ‘é anti-vacina’, ‘ele falou que era uma gripezinha’. Estou esperando alguém mostrar um áudio ou um vídeo meu dizendo que era uma gripezinha”, disse Bolsonaro, repetindo uma mentira que havia dito em novembro.

PUBLICIDADE

Ele prossegue, deixando claro que falava de Lula: “Aqueles que dizem que sou terraplanista. O ‘carniça’ ontem falou que eu devia procurar o Marcos Pontes para dizer para mim que a terra é redonda. Olha a qualidade do meu ministro e a qualidade dos ministros do presidiário. E não só o da Ciência e Tecnologia, todos os ministros”.

Na sequência, Bolsonaro ainda rebateu as críticas sobre a demora em comprar vacinas contra a Covid-19, em especial a da Pfizer. Os três temas apareceram no discurso de Lula.

“Era preciso priorizar o dinheiro e comprar as vacinas que pudesse comprar em qualquer lugar do planeta Terra. Nós tivemos momentos que teve vacina que a gente sequer aceitou. A própria Pfizer tentou oferecer vacina, e a gente não quis, a Organização Mundial da Saúde. Porque nós tínhamos um presidente que inventou uma tal de cloroquina. Nós tínhamos um presidente que falava que quem tem medo do covid é maricas, que o covid era uma gripezinha, que o covid era coisa de covarde, que ele era ex-atleta, e que portanto ele não ia pegar. Esse não é o papel, no mundo civilizado, de um presidente da República”, disse Lula na quarta-feira.

Gripezinha

Essa não é a primeira vez que Bolsonaro tenta se distanciar da fala sobre “gripezinha” após o país ter visto a gravidade da doença. Apesar de dizer que nunca tratou a doença dessa maneira, durante entrevista coletiva realizada em 20 de março, o presidente deu a seguinte declaração: “Depois da facada, não vai ser gripezinha que vai me derrubar, não. Tá ok? Se o médico ou o Ministério da Saúde recomendar um novo exame, eu farei. Caso contrário me comportarei como qualquer um de vocês aqui presente”.

Quatro dias depois, em pronunciamento em rede nacional, ele repetiu a expressão falando que não sentiria os efeitos da doença por um suposto “histórico de atleta”.

Efeito Lula

Desde a decisão do ministro Edson Fachin, do STF, de anular todas as condenações de Lula, Bolsonaro tem atacado o ex-presidente e buscado responder às críticas do petista, o mandatário até voltou a usar máscara de proteção em cerimônia oficial. Segundo o colunista Tales Faria, do Uol, Bolsonaro teria entrado “em pânico” após o discurso de São Bernardo.

Avatar de Lucas Rocha

Lucas Rocha

Jornalista da Sucursal do Rio de Janeiro da Fórum.

Veja os melhores momentos do discurso do ex presidente Lula

https://www.youtube.com/watch?v=YBB8Ew32fLE

Dilma: Folha comete mais um crime e de novo falsifica a história

 

Dilma: Folha comete mais um crime e de novo falsifica a história

Dilma Rousseff

247 - A ex-presidente Dilma Rousseff faz uma dura crítica ao editoral da Folha de S.Paulo que, nesta quinta-feira (11), pediu pressa nos demais julgamentos contra o ex-presidente Lula. Em nota, ela afirmou que a Folha “falsifica a história”, “ansiosa para tentar manter de pé algo que possa servir à sua obsessão antipetista”.

Dilma ressalta que o jornal faz uma “falsa simetria” ao comparar a declaração de Romero Jucá em março de 2016, relacionada ao seu impeachment e à Operação Lava Jato - “estancar essa sangria, com o Supremo, com tudo” - com os julgamentos de hoje que tentam reparar as injustiças contra o ex-presidente Lula, fazendo uma reparação do Estado Democrático de Direito.

Leia a íntegra:

EDITORIAL DA FOLHA FALSIFICA A HISTÓRIA

Ansiosa para tentar manter de pé algo que possa servir à sua obsessão antipetista, mesmo diante do extenso rol de crimes cometidos por Sérgio Moro e pela Lava Jato, hoje em processo de identificação e condenação pelo Supremo, a Folha produz mais um de seus editoriais falsificadores da história - uma especialidade que cultua e preserva com afinco.

A certa altura, expõe uma de suas típicas pérolas de desonestidade intelectual e de impostura histórica, comparável à famosa e infame ficha falsa do Dops, ao afirmar:

"Os casos em que juízes e procuradores tenham agido contra a lei devem obviamente ser anulados, uma exigência básica do Estado de Direito. Mas é preciso cuidado para não transformar os reparos necessários no célebre plano do ex-senador Romero Jucá (MDB-RR) —'estancar essa sangria, com o Supremo, com tudo'" [grifo meu].

É um argumento fraudulento, para dizer o mínimo. A Folha sabe, e tinha o dever de lembrar seus leitores, que a frase do então senador Jucá, gravada com autorização judicial, fazia parte de um diálogo no qual defendiam a destituição de uma presidenta da República eleita democraticamente e avessa à corrupção, justamente para que, uma vez que me tivessem destituído, pudessem conter as investigações sobre os malfeitos por meio dos quais eles e seus parceiros continuariam enriquecendo indevidamente. Essa frase é a senha do impeachment sem crime de responsabilidade, que resultará, ao final, na prisão de Lula e na eleição de Bolsonaro. A Folha tentou até se antecipar ao processo de impeachment, cobrando minha renúncia, antes mesmo da votação ser pautada. Não pode, hoje, esconder que sabia que seriam “os estancadores de sangria” que me sucederiam, com o governo Temer.

A Folha confia na suposta falta de memória de seus leitores. Por isto, acredita que pode publicar, mais uma vez, um editorial que tenta reler a história e reescrevê-la ao seu bel prazer e segundo seus interesses - mesmo uma história tão recente. Fabrica, no editorial de hoje, uma inversão da verdade.

Não há absolutamente nenhuma similaridade entre a frase de março de 2016, que propôs "estancar a sangria" para proteger os corruptos que, para isto, conspiravam para derrubar uma presidente honesta, e os julgamentos deste momento, que são rigorosamente legítimos e constitucionais e pelos quais o STF submete ao escrutínio de seus ministros as ilegalidades, os abusos e os crimes cometidos pela Lava Jato. O que o STF julga hoje, na prática, é o conluio firmado entre um juiz e um grupo de procuradores para fraudar o estado democrático de direito, manipular investigações e condenar um inocente sem provas, causando a destruição da normalidade institucional e a degradação da democracia. O que está para ser contido, na verdade, é  um dos maiores escândalos judiciais da história brasileira. Não se trata de meros “reparos necessários”, trata-se de restaurar a imparcialidade da justiça, de preservar o devido processo legal, de proibir o uso do sistema judiciário para condenar e prender um líder político para viabilizar a eleição de um genocida. Enfim, está em questão o Estado Democrático de Direito.

A Folha prova, e não é a primeira vez que o faz, assim como uma parte poderosa da imprensa brasileira, que falsas simetrias podem ser usadas para falsificar a história, esconder a verdade e enganar a opinião pública.

Felizmente, a verdade acaba prevalecendo e os falsificadores da história não passarão.

DILMA ROUSSEFF