sábado, 8 de junho de 2013

Lula reverenciado no Equador

Lula é reverenciado na América Latina como líder da nação brasileira

7/6/2013 12:59
Por Redação, com ACSs - de Quito


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta capital, a homenagem do presidente Rafael Correa
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta capital, a homenagem do presidente Rafael Correa
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta capital, a homenagem do presidente Rafael Correa, que lhe conferiu a medalha da Ordem Nacional de San Lorenzo, a mais antiga do país, instituída por ocasião da independência do Equador, em 1809. Posteriormente, Lula falou no Teatro Nacional de la Casa de La Cultura a uma plateia de mais de dois mil equatorianos sobre as conquistas e desafios da integração latino-americana, um dos eixos de trabalho do Instituto Lula. À noite, Lula e Rafael Correa jantaram juntos.
Durante a entrega da condecoração a Lula, Rafael Correa destacou a importância do Brasil para a América Latina, “um país onde tudo se conta com seis ou até sete zeros e Lula soube contar com o coração para mudar a vida de milhões de pessoas”. Correa disse que o ex-presidente brasileiro, por seu trabalho em favor da democracia, da diminuição das desigualdades e pela aproximação entre os povos latino-americanos, “é um do maiores artífices modernos da grande pátria com que sonhamos”.
– É um privilégio, para mim, conceder-lhe a condecoração da Ordem Nacional de San Lorenzo como demonstração de respeito, admiração e carinho profundo que sente nosso povo pelo presidente Lula – afirmou Correa.
Em seu discurso, o presidente Correa lembrou as origens de Lula e disse que ele é um dos principais protagonistas das transformações pelas quais o continente vem passando.
Recém-eleito para o seu terceiro mandato, Correa acrescentou que Lula é merecedor da condecoração por seu trabalho pela democracia, pela integração da América Latina, na luta contra a pobreza e por promover a aproximação e a amizade natural entre os povos brasileiro e equatoriano.
Bolsa Família
Lula, por sua vez, voltou ao tema que embalou seus dois mandatos, no Brasil, e pregou uma política voltada em favor dos pobres. O tema foi abordado enquanto ele esteve na Colômbia, no Peru e, na noite passada, no Equador.
O líder brasileiro destacou também o papel dos governos de esquerda na América Latina, que passaram a olhar os pobres não mais como problema, mas como solução. Contou que o Bolsa Família, que muitos no Brasil chamavam de puro assistencialismo, foi essencial para que o Brasil não sofresse mais com a crise internacional. “O dinheiro na mão do pobre faz a economia girar, e é por isso que a América Latina dá certo”.
O programa de transferência de renda do governo federal lançado durante sua gestão teve que enfrentar, segundo Lula, críticos que diziam que era impossível aumentar o salário mínimo sem aumentar a inflação. O ex-presidente lembrou que o salário mínimo teve aumento em todos os anos de seu governo, sem causar inflação. Pelo contrário, lembrou, 36 milhões de pessoas saíram da miséria, 40 milhões ascenderam à classe média e foram criados 20 milhões de empregos formais.
Lula lembrou da época em que todas as atenções dos governos latino-americanos estavam voltadas apenas para Estados Unidos e Europa.
– A corrente comercial no Mercosul era de apenas US$ 10 bilhões. Dez anos depois está em US$ 50 bilhões. Na América do Sul, subimos de US$ 15 para US$ 70 bilhões; e, na América Latina, de US$ 20 para mais de US$ 90 bilhões – contabiliza.
Mas essa integração não pode ser apenas comercial, como destacou o ex-presidente. Depois que deixou a Presidência e fundou o instituto que leva seu nome, Lula tem trabalhado pela integração latino-americana.
– É preciso criar uma doutrina de integração latino-americana. Por isso estou me dedicando a falar com estudantes, sindicalistas, intelectuais, empresários, movimentos sociais… – afirmou.
Como no encontro com jovens em Lima, no Peru, Lula concluiu seu discurso com palavras de incentivo aos equatorianos para que participem da política.
– O político perfeito que nós queremos não precisa estar dentro do outro, pode estar dentro de nós. A América Latina necessita muito de vocês para que nunca mais haja retrocesso. Muitos têm preconceito contra a política, dizem que não gostam de política. Mas saibam que fora da política não há solução. Todas as vezes em que a humanidade renegou a política, o que veio depois foi muito pior – concluiu.


OBS: extraído do Correio do Brasil



sexta-feira, 7 de junho de 2013

O que estão fazendo com o Tietê!

Clique no endereço abaixo:

http://www.globalgarbage.org.br/portal/2013/06/06/pescador-de-lixo-recolhe-2-t-de-pet-por-mes-do-tiete/

As crianças e a TV

Quinta, 06 Junho 2013

Os perigos da telinha
    Destaque






    Martim Garcia/MMA Laís Fontinelli, da Alana: crianças merecem cuidado especial Laís Fontinelli, da Alana: crianças merecem cuidado especial

    No Brasil, as crianças ficam, em média, cinco horas diárias em frente à TV. E são bombardeadas por propagandas que fazem mal à saúde.

    LUCAS TOLENTINO

    A necessidade de frear o consumismo infantil foi o tema da última oficina da programação da Semana do Meio Ambiente, na tarde desta quinta-feira (06/06), no Rio de Janeiro. Organizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Instituto Alana, o encontro teve o objetivo de debater os problemas e as formas de promover o consumo sustentável e consciente entre as crianças, além de apresentar a cartilha sobre o tema (clique aqui para ler a cartilha).

    A publicidade é um dos principais agravantes do processo. No Brasil, meninos e meninas passam cerca de cinco horas diárias em frente à televisão, uma das maiores médias do mundo. E os comerciais estão diretamente ligados, por exemplo, ao aumento do contingente de crianças acima do peso. Hoje, 15% da população infantil do país estão obesos, índice associado ao consumo excessivo de alimentos industrializados divulgados em larga escala nas propagandas.

    A secretária de Articulação Institucional e Cidadania do MMA, Mariana Meirelles, destacou a parceria com o Instituto Alana e a importância do público infantil na implantação do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis, conjunto de medidas lançado, em novembro de 2011, pelo MMA. "Trabalhar um novo padrão de consumo para as crianças é estruturante para o sucesso das iniciativas", afirmou.

    Além da publicidade, a presença de personagens famosos e as próprias embalagens figuram como os principais fatores que influenciam o consumo de produtos infantis. A psicóloga Laís Fontinelli, do Instituto Alana, defendeu a participação de diversos setores da sociedade no combate ao consumismo infantil. "O mercado tem que ter olhar cuidadoso para a criança", exemplificou.
    Segundo ela, a família, o terceiro setor, o governo e as escolas também têm de fazer sua parte. "A gente não tem consumido de forma sustentável. Existe a publicidade, mas há também todo um contexto que convida a criança a entrar nesse mundo", alertou Laís. "É preciso equacionar essa relação."

    SAIBA MAIS

    Veja os maiores prejuízos causados pelo consumismo infantil:

    - Aumento exarcebado do consumo

    - Aumento da geração de resíduos

    - Obesidade infantil

    - Adultização da infância e erotização precoce

    - Consumo precoce de álcool e tabaco

    - Diminuição das brincadeiras criativas

    - Violência

    - Estresse familiar





    OBS: extraído de Carta Capital

    A extinção da espécie humana

    Ambiente

    A caminho de outro planeta

    A mudança na composição da atmosfera nos forçará a enfrentar a vida em um mundo hostil e desconhecido
    por Antonio Luiz M. C. Costa — publicado 03/06/2013 
     
    Meio ambiente
    Para preservar a velha terra, a concentração de dióxido de carbono teria de se limitar a 350 partes por milhão. Já está em 400 e em aceleração
    Ninguém ouviu sete anjos tocarem trombetas ou viu quatro cavaleiros galoparem sobre as nuvens. Mas algo de muito sério aconteceu em maio de 2013: pela primeira vez em 2,6 milhões de anos a concentração de dióxido de carbono na atmosfera terrestre alcançou 400 partes por milhão. Não é a média anual (que deve ficar próxima de 397) e sim uma medição próxima do pico sazonal, mas justifica soar o sinal de alarme. Ao ritmo atual, a média anual deve superar as 400 ppm, o mais tardar, em dois anos.
    Da última vez que isso aconteceu, mastodontes passeavam pelas Américas, nossos ancestrais ainda pouco diferentes de chimpanzés começavam a aprender a lascar pedras e o aspecto dos oceanos e continentes era visivelmente outro, pois o nível do mar era 25 metros mais alto e não havia gelo no Ártico. A humanidade presenciará mudanças ambientais igualmente impressionantes, mas comprimidas em um período muito mais curto.
    Tão assustador quanto o índice em si é a rapidez com que sobe. Na era glacial, a atmosfera continha 180 ppm de dióxido de carbono. Do princípio da civilização ao início da Era Industrial, era 280 ppm. Em 1958, ao se iniciarem as medidas de precisão no alto do vulcão havaiano Mauna Loa (escolhido pela distância de fontes de poluição), era 316 ppm. Em 1992, durante a Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, era 356. Cinco anos depois, ao se assinar o Protocolo de Kyoto, 364, e no ano 2000, 369. O aumento era de 1 ppm por ano em meados do século XX, 2 ppm por ano na primeira década deste século e foi de quase 3 ppm desde o ano passado. Não só não se consegue estabilizar a quantidade de gases de efeito estufa na atmosfera, como o desequilíbrio se acelera e não dá sinais de frear.
    Em um estudo de 2007, o climatologista James E. Hansen advertiu que “se a humanidade deseja preservar um planeta semelhante àquele em que a civilização se desenvolveu e ao qual a Terra se adaptou, as evidências paleoclimáticas e as mudanças climáticas em curso sugerem que o dióxido de carbono terá de ser reduzido das (então) atuais 385 ppm para no máximo 350 ppm, mas provavelmente menos do que isso”. Esse estudo motivou o jornalista e escritor Bill McKibben a criar em 2009 a 350.org, com o objetivo de conscientizar governos e sociedades da ameaça e tentar reverter o processo. Sem sucesso, como se vê.
    É como se a humanidade estivesse para ser teletransportada para um planeta diferente, certamente bem menos hospitaleiro do que a Terra que o Homo sapiens conheceu durante todos os seus 150 mil a 200 mil anos de existência. O quanto menos depende de vários fatores, mas o principal é até que ponto a atmosfera será modificada.
    As propostas debatidas na conferência internacional de Copenhague em 2009 (COP15) e na Rio+20 de 2012 tinham como meta estabilizar a proporção de dióxido de carbono em 450 ppm, limite dentro do qual os climatologistas julgavam haver 66% de probabilidade de limitar o aumento da temperatura média global a 2 graus Celsius, incluído o aumento de 0,8 grau verificado desde 1900, dois terços do qual desde 1980.
    Parece pouco? Considere o que significa quando a temperatura do seu corpo sobe de 36,7 graus para 37,5 e depois para 38,7. Essa alta, que é uma média – partes do mundo terão aumentos de até 4 graus –, bastará para provocar mudanças sérias nos regimes de chuvas e ventos e a piora dos furacões, secas e inundações em grandes porções do planeta, além do agravamento da acidificação dos oceanos, que já aumentou 30% desde o início da Era Industrial e cujos efeitos sobre organismos com esqueletos de carbonato de cálcio (principalmente os corais) são visíveis e graves.
    Mesmo isso se tornou utopia. Seria preciso, segundo estudo da OCDE em 2010, reduzir as emissões de gás carbônico em 12% até 2020 e 70% até 2050, mas os resultados da COP15 e da Rio+20 foram notoriamente pífios e a crise do Norte arquivou os planos de ação eficaz no futuro próximo. Principalmente na União Europeia, antes líder em política ambiental, apesar da falta de contrapartida das outras potências. Substituir os combustíveis fósseis para conter as emissões de gás carbônico exige investimentos públicos e privados de retorno lento e as autoridades políticas e empresariais do mundo preferem cortar gastos e acumular lucros hoje a evitar um desastre ecológico capaz de lançar as próximas gerações na miséria.
    Os 450 ppm serão, no ritmo atual, ultrapassados por volta de 2030. Se na década de 2020 o tema for levado a sério e as emissões por fim começarem a cair, a meta passa a ser conter o gás carbônico na atmosfera a 550 ppm até 2100. Neste cenário, há 50% de chances de conseguir limitar o aumento da temperatura média a 3 graus, mas sem nenhuma garantia. É possível que, nesse patamar, o derretimento do solo congelado (permafrost) do Ártico lance quantidades incontroláveis de metano na atmosfera, iniciando um processo de autoalimentação do efeito estufa que ninguém mais poderá conter. Só resta desejar boa sorte a nossos descendentes que terão de viver neste planeta hostil e desconhecido
      
     
     
     
     
    OBS: extraído de Carta Capital

    Mais uma comenda e mais titulos honoris causa para Lula

    Lula é condecorado por Rafael Correa no Equador


     



    O presidente equatoriano, Rafael Correa, entregou nesta quinta-feira a máxima condecoração do país - a Ordem Nacional de San Lorenzo - ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio de Carondelet.

    Leia também:
    Lula recebe título de doutor honoris causa e exalta aliança Brasil-Peru
    Lula destaca resultados de aliança estratégica com o Peru assinada em 2003
    O Equador homenageou Lula "por sua vocação de humanista a serviço das classes mais necessitadas, por seu estímulo à integração latino-americana e por seu apoio em benefício à maior aproximação entre Equador e Brasil", segundo um decreto presidencial que ordena a condecoração, divulgado durante a cerimônia.
    No Salão Amarelo do Palácio, o presidente Correa colocou o grande colar dourado e vermelho em Lula, dando-lhe um abraço em seguida.
    Visivelmente emocionado, Lula dedicou vários elogios a Correa em seu discurso de aceitação, a quem chamou de "um dos líderes políticos mais fortes que conheço" e agradeceu "pelo reconhecimento, mas principalmente pelo carinho" por parte do governo do Equador.
    "Acredito cada vez mais na integração. América do Sul e América Latina têm de formar um bloco forte e você (Correa) será cada vez mais importante. Assim, muito obrigado, companheiro, sinceramente, muito obrigado, você pode contar sempre comigo", frisou Lula.
    Antes de Quito, Lula já havia passado por Bogotá e Lima.
    "É um privilégio, para mim, conceder-lhe a condecoração da Ordem Nacional de San Lorenzo como demonstração de respeito, admiração e carinho profundo que sente nosso povo pelo presidente Lula", declarou Correa.
    "Lula é um do maiores artífices modernos da grande pátria com que sonhamos", completou Correa.
    O ex-presidente permanece em Quito até sexta, onde receberá três títulos de Doutor "Honoris Causa" da Universidade Internacional do Equador, Universidade Andina Simón Bolivar e da Escola Politécnica do Litoral. Lula também fará uma conferência na Câmara de Comércio Equatoriano-Brasileira.

    domingo, 2 de junho de 2013

    O exemplo de Cuba

    Cuba ou a globalização da solidariedade: a Operação Milagre
     
    As medidas que Cuba e Venezuela lançaram em 2004 possibilitaram que 2 milhões de pobres recuperassem a visão
     
     
    Salim Lamrani | Paris    Opera Mundi - Brasil - 01/06/2013




     
    Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), há atualmente cerca de 285 milhões de pessoas vítimas de deficiência visual no mundo – entre elas, 39 milhões de cegos e 246 milhões que apresentam uma diminuição da acuidade visual. Quase 90% delas vivem em países do Terceiro Mundo. As principais causas de deficiência visual são os defeitos de refração não corrigidos (miopia, hipermetropia e astigmatismo, com 43%), a catarata (33%) e o glaucoma (2%). Cerca de 80% das deficiências visuais são curáveis, observa a organização, e acrescenta que “a catarata continua sendo a primeira causa de cegueira”. Essas enfermidades oculares afetam, em primeiro lugar (65%), pessoas de mais de 50 anos (20% da população mundial), uma porcentagem que crescerá com o envelhecimento da população, mas também 19 milhões de crianças.
     
    Diante dessa constatação, no marco da Alba, Cuba e Venezuela decidiram lançar em julho de 2004 uma ampla campanha continental sob o nome Operação Milagre. Consiste em operar gratuitamente os latino-americanos pobres que têm cataratas ou outras enfermidades oculares, mas estão impossibilitados de pagar uma operação que custa entre 5 e 10 mil dólares, segundo os países. Essa missão humanitária se estendeu a outras latitudes (África, Ásia). A Operação Milagre inclui a participação de 165 instituições cubanas. Dispõe de 49 centros oftalmológicos em 15 países da América Latina e do Caribe (Cuba, Venezuela, Equador, Haiti, Honduras, Panamá, Guatemala, São Vicente e Granatinas, Guiana, Paraguai, Granada, Nicarágua e Uruguai).
     
    Em janeiro de 2008, foi alcançada a cifra de um milhão de pessoas operadas.  Em 2011, mais de dois milhões de pessoas oriundas de 35 países haviam recuperado a visão.  No marco dos acordos da Alba, a população venezuelana foi a primeira a se beneficiar da missão, com mais de 178.000 operações realizadas. A Bolívia também se beneficiou amplamente da cooperação médica cubana, com 600.105 pessoas operadas.  O presidente boliviano, Evo Morales, saudou a presença dos médicos cubanos, assim como o papel integrador e solidário da Alba.


    Outros países também se beneficiaram do internacionalismo humanitário da Operação Milagre. Dessa forma, 100.000 equatorianos,  61.000 nicaraguenses,  61.000 jamaicanos,  50.000 panamenhos,  48.255 brasileiros, 35.245 argentinos, 22.280 peruanos e 312 paraguaios  recuperaram a visão. Inclusive cidadãos norte-americanos oriundos dos setores menos privilegiados se beneficiaram da Operação Milagre. 


     
    O caso mais emblemático, sem dúvida, é o de Mario Terán, ex-suboficial boliviano aposentado, que assassinou Ernesto Che Guevara em 9 de outubro de 1967 na escola de La Higuera, na Bolívia. Vivia então no anonimato, em Santa Cruz. Sobrevivia graças a sua pequena aposentadoria de ex-soldado e havia perdido a visão por conta de uma catarata que não pôde tratar por falta de recursos.  Graças à Operação Milagre, Terán pôde se libertar se seu problema. Pablo Ortiz, jornalista boliviano que trabalha para o jornal El Deber de Santa Cruz, retratou a história: “Terán tinha problemas de catarata e operou graças à Missão Milagre, a médicos cubanos, de modo totalmente gratuito”. Deu mais detalhes: Esse sujeito é um total desconhecido. Ninguém sabe quem é. Está completamente arruinado e se apresentou no hospital da Operação Milagre. Ninguém o reconheceu e o operaram. Foi seu próprio filho quem nos contou, e veio ao jornal para fazer esse agradecimento público”.
    Em 2009, por ocasião da intervenção cirúrgica número 10.000, realizada no Centro Oftalmológico José Martí, a Operação Milagre recebeu o Prêmio de Excelência Cidadã, no Uruguai, do Centro Latino-americano de Desenvolvimento (CELADE), que patrocina a Organização dos Estados Americanos (OEA), por seus valores solidários e humanos.
    A imprensa canadense relatou, inclusive, que alguns súditos da Coroa britânica carentes de recursos econômicos preferiram ir se curar e serem operados em Cuba, famosa pela excelência de seu sistema de saúde e por seus preços atrativos para os ocidentais.
    A Operação Milagre é um exemplo concreto de uma política social eficaz levada a cabo por nações do Terceiro Mundo a favor dos mais pobres. É também uma lição para os países ricos e um chamado a mais solidariedade para com aqueles que Víctor Hugo chamava de a “cariátide”.
    * Doutor em Estudos Ibéricos e Latino-americanos da Universidade Paris Sorbonne-Paris IV, Salim Lamrani é professor titular da Universidade de la Reunión e jornalista, especialista nas relações entre Cuba e Estados Unidos. Seu último livro é intitulado The economic war against Cuba. A historical and legal perspective on the U.S. Blockade (A guerra econômica contra Cuba. Uma perspectiva histórica e legal sobre o bloqueio norte-americano), Nova York, Monthly Review Press, 2013, com um prólogo de Wayne S. Smith e prefácio de Paul Estrade.
     

     
     
     
     
    Hospital na cidade cubana de Jaguey Grande: formação constante de médicos
    Operación Milagro Venezuela
     
    Operación Milagro - Haiti
     
    Operación Milagro - Paraguay
     
    Operación Milagro - El Salvador
     
     
    Operación Milagro - México
     
    Operación Milagro - Ecuador
     



     


     

    PODRIDÃO!

    Amigo(a) leitor(a)

    Como você aplicaria R$ 310 milhões em políticas públicas para um povo tão carente como o nosso?
    Preste atenção também na podridão da mídia: o uso do termo chavista, totalmente deturpado. O chavismo jamais será tolerado pelos que chafurdam na lama. No caso da matéria poderia ser escrito, aí estaria correto, fernandismo ou sarneyismo.
    Glauco Gouvêa









    Em 5 meses, TJ paga R$ 87 mi em alimentação


    O Tribunal de Justiça de São Paulo, maior corte estadual do País - 353 desembargadores, 2 mil juízes, 50 mil servidores e orçamento de R$ 7,6 bilhões - já empenhou e liquidou em apenas cinco meses do ano R$ 87,092 milhões para despesas com auxílio-alimentação. A dotação para essa rubrica, até o fim de 2013, alcança R$ 310 milhões. Desembargadores da ala independente da toga sustentam que o presidente, Ivan Sartori, está em campanha aberta pela reeleição e, por isso, abriu os cofres da instituição como nunca antes.

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    Esses magistrados alegam que Sartori quer se perpetuar no poder, implantando um "modelo chavista" na corte. Sartori também autorizou, a título de indenizações e restituições trabalhistas - férias e licença-prêmio acumuladas -, a liberação de R$ 120,7 milhões nos primeiros cinco meses em benefício de seus pares e de funcionários.

    O pleito para escolher o mandatário máximo do tribunal será em dezembro, mas o tema já domina os bastidores nas Seções de Direito Público, Privado e Criminal. Veteranos e prestigiados desembargadores repudiam eventual tentativa de reeleição de Sartori. Alegam que a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), artigo 102, e a tradição, sobretudo, vetam a recondução, barrando a politização nos tribunais.

    "Não é viável e não é da tradição a reeleição", alerta um magistrado da Seção Criminal. "Não vejo razão para ele (Sartori) buscar a recondução, independentemente se é bom ou ruim para o tribunal." Outro desembargador, do Direito Público, pondera. "Sou a favor da reeleição, mas não que mudem a regra no meio do jogo. Não vale chavismo."

    "Não sei", esquivou-se Sartori, indagado se é candidato a mais dois anos no posto. Mas, no melhor estilo populista, não esconde que a ideia o seduz. "Se quiserem a minha permanência, eu fico (veja abaixo)."

    A fonte dos recursos distribuídos por Sartori é o Fundo Especial de Despesa (FED), que abriga receitas que entram diretamente para o tribunal - parte das taxas de concursos e judiciária, taxas de permanência dos depósitos judiciais e venda de material inservível.
    O FED foi criado para modernização dos fóruns. Em dezembro, sob gestão do presidente Barros Munhoz (PSDB) - réu em ações por improbidade e amigo de Sartori-, a Assembleia aprovou projeto autorizando o TJ a usar o Fundo para pagar benefícios ao pessoal.

    'PAC do Sartori'. O argumento central do grupo que defende a reeleição de Sartori é que sua obra não pode ser interrompida e um sucessor à beira da aposentadoria não teria o vigor necessário. Sartori tem o seu PAC. O "Programa Fórum São Paulo" prevê, em 5 anos - investimento anual de R$ 200 milhões -, ampliação e reforma de prédios e construção de novos edifícios para desembargadores.

    Sartori tem feito palanque eleitoral das sessões do Órgão Especial, colegiado de cúpula que reúne 25 desembargadores. No dia 15, estrategicamente tocou num ponto que anima a toga. "O dinheiro do Fundo vai indo bem. Sem o Fundo o tribunal não sobrevive. Mas precisamos agir com prudência. Temos que pôr em dia as férias dos funcionários e dos juízes. Temos servidores passando fome."

    Com ares de estadista, falou das costuras políticas. "Para fazer orçamento real precisamos de pontes políticas, com o governo e a Assembleia. Tem que ter coragem para lidar com essa parte política. O governo tem sido sensível. O presidente já recebe no começo do ano uma conta inicial. Situação delicada para o presidente, sempre com a guilhotina no pescoço."
    Sartori disse ao Estado, por e-mail, que o Fundo "tem sido usado com parcimônia", quando se trata de indenização de pessoal, autorizada pela Lei 8.876/94, com redação das Leis 12.395/06 e 14.943/13. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.