domingo, 8 de março de 2015

BRICS são alternativa ao fim da hegemonia estadunidense


BRICS são alternativa ao fim da hegemonia norte-americana, afirmam economistas

23/11/2014 18:06
Por Redação, com agências internacionais - de Washington

O economista Paul Craig Roberts desmascara a política norte-americana
O economista Paul Craig Roberts desmascara a política norte-americana
Os BRICS poderão passar a ser na prática uma alternativa competitiva para o atual sistema econômico da hegemonia norte-americana. E ainda mais, os BRICS são capazes de tomar o seu lugar. Essas são algumas considerações manifestadas por Peter Koenig, um economista norte-americano e ex-funcionário do Banco Mundial. Na opinião do especialista, o Banco de Desenvolvimento instituído pelos BRICS é o primeiro passo no sentido de desdolarizar o sistema econômico global.
– Efetivamente, já chegou a hora para que um novo sistema monetário e econômico substitua o atual Banco Mundial, que é uma espécie de casino gigante, um projeto de pilhagem com base no dólar, concebido por Wall Street… Este sistema está à beira de um abismo ainda mais profundo do que a depressão da década dos 1930 – afirma Koenig, seguro de que seis bancos norte-americanos controlam no presente momento dois terços de todos os ativos bancários mundiais (em 2008, pouco mais de 40%).
Em outra análise, também contudente, o economista norte-americano Paul Craig Roberts, em artigo intitulado Guerra e morte do dólar norte-americano? afirma que “duas pressões acumulam-se sobre o dólar norte-americano. Uma decorre da declinante capacidade do Federal Reserve para manipular o preço do ouro quando as reservas ocidentais encolhem e se espalha no mercado o conhecimento da ilegal manipulação de preços feita pelo Fed. É inequívoca a evidência de quantidades maciças de vendas a descoberto a serem despejadas no mercado de futuros do ouro numa altura em que a comercialização é fraca. Tornou-se óbvio que o preço do ouro é manipulado no mercado de futuros a fim de proteger o valor do dólar das consequências da quantitative easing (QE)”.
Abuso de Washington
“Os EUA ou o mundo estão a chegar ao fim?”, questiona Roberts. Ele aponta, ainda, que “outra pressão provém das loucas ameaças do regime de Obama, de sanções contra a Rússia. Outros países já não estão dispostos a tolerar o abuso de Washington quanto ao padrão dólar mundial. Washington utiliza os pagamentos internacionais com base no dólar para prejudicar as economias de países que resistem à hegemonia política de Washington.”
“A Rússia e a China já estão fartas”, afirma o economista e colunista do Creators Syndicate. Ele cita Peter Koenig ao afirmar que a Rússia e a China estão prestes a se desligar do dólar. “Daqui em diante, a Rússia efetuará o seu comércio, incluindo a venda de petróleo e de gás natural à Europa, em rublos e nas divisas dos seus parceiros do BRICS. Isto significa uma grande quebra na procura de dólares norte-americanos e uma queda correspondente no valor cambial do dólar”, acrescentou.
Segundo Roberts, “conforme John Williams ( shadowstats.com ) deixou claro, a economia dos EUA não recuperou dos maus tempos de 2008 e tem continuado a enfraquecer. A grande maioria da população norte-americana há anos tem sido fortemente pressionada pela falta de crescimento dos rendimentos. Como atualmente os EUA são uma economia dependente quanto a importações, uma queda no valor do dólar aumentará os preços nos EUA e fará baixar o nível de vida. Todos os indícios apontam para o fracasso econômico dos EUA em 2014, e é essa a conclusão do relatório de John William, de 9 de Abril”.
“Este ano também pode vir a assistir ao colapso da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) e talvez mesmo da UE. O golpe imprudente de Washington na Ucrânia e a ameaça de sanções contra a Rússia empurraram os estados marionetes da Otan para um terreno perigoso. Washington avaliou mal a reação na Ucrânia quando derrubou o seu governo democraticamente eleito e impôs um governo fantoche. A Crimeia separou-se rapidamente da Ucrânia e juntou-se à Rússia. Poderão seguir-se em breve outros territórios outrora russos. Os descontentes em Lugansk, Donetsk e Kharkov exigem o respeito aos referendos. Os descontentes promulgaram a República Popular de Donetsk e a República Popular de Kharkov. O governo fantoche de Washington em Kiev ameaçou dominar os protestos com a violência. Washington afirma que as manifestações de protesto são organizadas pela Rússia, mas ninguém em Washington acredita, nem mesmo os seus fantoches ucranianos”, afirma.
Em muitas frentes, afirma Roberts, “Washington está a surgir aos olhos do mundo como trapaceiro, inconfiável e completamente corrupto”:
“James Kidney, promotor público da Securities and Exchange Comission (SEC), aproveitou a ocasião da sua aposentação para revelar que superiores seus haviam arquivado os seus processos da Goldman Sachs e de outros ‘bancos demasiado grandes para falir’, porque os seus patrões da SEC não estavam preocupados com a justiça mas ‘em arranjar empregos com altas remunerações após o seu serviço público’, protegendo os bancos contra processos pelas suas acções ilegais. A Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional foi apanhada tentando usar meios de comunicação sociais para derrubar o governo de Cuba. Esta imprudência audaciosa aparece a seguir à queda do governo ucraniano incitado por Washington, ao escândalo da espionagem da NSA, ao relatório de investigação de Seymour Hersh de que o gás sarin na Síria foi um incidente clandestino organizado pela Turquia, membro da Otan, a fim de justificar um ataque militar dos EUA à Síria, a seguir à imposição de Washington de fazer aterrar e passar busca ao avião presidencial do presidente boliviano Evo Morales, às ‘armas de destruição em massa’ de Saddam Hussein, à má utilização da resolução de zona de exclusão aérea da Líbia para um ataque militar, etc. etc. Essencialmente, Washington conseguiu minar de tal modo a confiança de outros países quanto ao discernimento e integridade do governo americano que o mundo perdeu a fé na liderança dos EUA. Washington está reduzido a ameaças e subornos e aparece cada vez mais como um agressor”, pontua.
Mentira
“Estes tiros no pé refletiram-se na credibilidade de Washington. O pior de todos é a crescente percepção generalizada de que a louca teoria de conspiração de Washington sobre o 11/Set é falsa. Grande número de especialistas independentes, assim como mais de 100 prestadores de primeiros socorros contradisseram todos os aspectos da absurda teoria da conspiração de Washington. Nenhuma pessoa esclarecida acredita que meia dúzia de árabes sauditas, que não sabiam pilotar aviões, e a funcionar sem a ajuda de qualquer agência de informações, pudesse iludir todo o estado de Segurança Nacional, não apenas as 16 agências de informações norte-americanas, mas também todas as agências de informações da Otan e de Israel. Nada funcionou no 11/Set. A segurança do aeroporto falhou quatro vezes numa hora, mais falhas numa hora do que ocorreram durante as 116.232 horas do século XXI, todas juntas. Pela primeira vez na história, a Força Aérea dos EUA não conseguiu interceptar inimigos no chão e nos céus. Pela primeira vez na história, o Controle de Tráfego Aéreo perdeu aviões comerciais durante mais de uma hora e não o comunicou. Pela primeira vez na história, incêndios de baixas temperaturas, de vida curta, em alguns pisos, provocaram o enfraquecimento e colapso de estruturas de aço maciças. Pela primeira vez na história, três arranha-céus caíram em queda livre acelerada, sem o benefício de demolição controlada que eliminasse a resistência por baixo”, continuou.
“Dois terços dos norte-americanos acreditaram nesta mentira. A esquerda acreditou porque encarou-a como uma história de oprimidos a vingarem-se do império maléfico da América. A direita acreditou na história, porque interpretaram-na como de muçulmanos diabólicos a atacar a boa América. O presidente George W. Bush exprimiu muito bem a visão da direita: ‘Eles nos odeiam por causa da nossa liberdade e democracia’. Mas mais ninguém acreditou nela, muito menos os italianos. Os italianos tinham sido informados, anos antes, de incidentes secretos, quando o seu presidente revelou a verdade sobre a secreta Operação Gládio . A Operação Gládio foi chefiada pela CIA e pelos serviços secretos italianos durante a segunda metade do século XX, para colocação de bombas que mataram mulheres e crianças europeias a fim de acusar os comunistas e, a partir daí, minarem o apoio aos partidos comunistas europeus. Os italianos foram dos primeiros a fazer apresentações em vídeo contestando a história bizantina de Washington sobre o 11/Set. A última desta contestação é o filme “Zero”, de 1 hora e 45 minutos, que pode ser assistido aqui:


http://www.youtube.com/watch?v=brL7TtSxJog

Zero foi produzido pela companhia italiana Telemaco, lembra Robers, como um filme de investigação sobre o 11/Set. “Nele aparece muita gente ilustre, juntamente com especialistas independentes. Em conjunto, contestam todas as afirmações feitas pelo governo dos EUA, relativas à sua explicação do 11/Set. O filme foi exibido no parlamento europeu. É impossível que alguém que veja este filme acredite numa só palavra da explicação oficial do 11/Set. A conclusão é que cada vez é mais difícil desmentir que elementos do governo dos EUA tenham feito ir pelos ares três arranha-céus de Nova Iorque a fim de destruir o Iraque, o Afeganistão, a Líbia, a Somália, a Síria, o Irão, e o Hezbollah, e de lançar o programa dos neoconservadores dos EUA para uma hegemonia mundial dos EUA. A China e a Rússia protestaram mas aceitaram a destruição da Líbia embora tenha sido em seu próprio prejuízo. Mas o Irão é uma linha vermelha. Washington ficou bloqueado, por isso decidiu provocar grandes problemas à Rússia na Ucrânia a fim de desviá-la do programa de Washington noutros locais. A China tem estado hesitante sobre os compromissos entre os seus excedentes comerciais com os EUA e o crescente cerco de Washington que lhe é feito com as suas bases navais e aéreas. A China chegou à conclusão de que a China e a Rússia têm o mesmo inimigo – Washington”, afirma.
“Pode acontecer uma de duas coisas: ou o dólar norte-americano será posto de lado e o seu valor entra em colapso, acabando assim com a situação de superpotência de Washington e a ameaça de Washington à paz mundial, ou Washington empurrará os seus fantoches para um conflito militar com a Rússia e a China. O resultado de uma guerra dessas será muito mais devastador do que o colapso do dólar norte-americano”, conclui.

Resolução da Comissão Política do PCdoB

RESOLUÇÃO DA COMISSÃO POLÍTICA DO PCdoB
Derrotar o golpismo, fortalecer a contraofensiva pelo êxito do governo Dilma

O segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff adentra o terceiro mês sob um quadro geral de defensiva política. A direita neoliberal, que teima em não aceitar o resultado das urnas, afronta a democracia com uma conduta golpista e uma escalada crescente frente ao Estado democrático de Direito. No front da economia, essa oposição adota a tática da terra arrasada, explorando a estagnação que afeta a economia brasileira e o esquema de corrupção desbaratado na Petrobras. Associando os dilemas e problemas pertinentes à governabilidade e à economia, a direita tenta, freneticamente, empurrar o país à vala de uma grave crise política.
Face a esse cenário instável e perigoso, é inadiável ao governo Dilma, às forças políticas e sociais que o apoiam, empreender a resistência e fortalecer a contraofensiva, já iniciadas, contra o golpismo, em defesa do legítimo mandato da presidenta, pela realização das reformas democráticas, pela retomada do crescimento econômico com progresso social, valorizando as bandeiras que unifiquem o povo e o campo progressista. Essa retomada da iniciativa política requer mobilização popular e a imediata reorganização da base de apoio ao governo no Congresso Nacional e na sociedade que resulte na constituição de uma ampla frente democrática e patriótica na qual tenha protagonismo a esquerda e os movimentos sociais.
Escalada da direita visa a ceifar a qualquer custo o ciclo progressista

A direita neoliberal e a grande mídia matraqueiam abertamente o golpe; defendem, sem base legal nenhuma o impeachment da presidenta e, inclusive, incitam manifestações de rua com essa pregação descabida e afrontosa à institucionalidade democrática.

Esse cenário de acirramento, e mesmo de “violência política”, patrocinado pelas forças conservadoras, tem uma causa de fundo: É inadmissível para os setores mais poderosos e reacionários das classes dominantes que o ciclo político progressista, liderado pelo ex-presidente Lula e pela presidenta Dilma, já estabelecido para durar 16 anos, possa vir a se estender por mais 4 anos, indo a duas décadas.

A ira e a ânsia para sepultar esse ciclo vêm não apenas de sua longevidade, mas também de seu conteúdo de crescente democracia e soberania nacional, de desenvolvimento com progresso social e de protagonismo no processo de integração latino-americana. Por isso, ao longo do quadriênio em curso, a direita neoliberal, com a ação interveniente do imperialismo, não cessará o ataque ao governo Dilma, pois que tem clareza que o êxito dele poderá resultar em uma nova derrota ao campo conservador e reacionário em 2018.

Defesa do mandato da presidenta Dilma e bandeiras impulsionadoras da contraofensiva

Na verdade, do final da sucessão presidencial para cá, está em andamento uma espécie de conspirata encabeçada pela oposição neoliberal, com participação deliberada de elementos do Poder Judiciário, da Polícia Federal e do Ministério Público. Constituiu-se um tipo de poder paralelo que tem sido o pivô de vazamentos seletivos da Operação Lava Jato direcionados para criminalizar o PT e outras legendas da base do governo; e, conforme avaliação de juristas e mesmo de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), de violações reiteradas do direito de defesa. Desse polo também partiu a decisão de limitar ao período recente as investigações do esquema de corrupção da Petrobras e de não estendê-las à década de 1990. Investigação que se faz necessária uma vez que um réu confesso agraciado com a delação premiada sustentou em depoimento que desde aquela época já funcionava o arranjo delituoso.

O combate à corrupção deve prosseguir e os corruptos e corruptores julgados e punidos, mas este correto e necessário combate não pode ser instrumentalizado pela direita para tentar promover rupturas democráticas e golpear o Estado Democrático de Direito.

Está em andamento, portanto, uma escalada antidemocrática que, além de desestabilizar o governo Dilma, objetiva atingir o ex-presidente Lula, cuja hipotética candidatura em 2018 é tida pela oposição como uma séria ameaça ao projeto dos conservadores de reaver o poder.
A retomada da iniciativa política a ser empreendida pelas forças democráticas e progressistas se dará em torno de bandeiras unificadoras, entre as quais se destacam a defesa do mandato da presidenta Dilma Rousseff, que exige um amplo e firme rechaço ao golpismo e a realização de reformas democráticas.

Combate à corrupção: fim do financiamento privado das campanhas

Entre as reformas se ressaltam a reforma política democrática, a regulação dos meios de comunicação e a reforma tributária progressiva.

A reforma política se impôs, tanto no Senado Federal quanto na Câmara dos Deputados, como pauta imediata. Na Câmara, por uma manobra dos conservadores, foi posta em exame a Proposta de Emenda Constitucional nº 352/2013, alcunhada de “PEC da Corrupção”, não sem motivo. Além de proposições restritivas ao pluralismo partidário, como a cláusula de barreira e o fim das coligações proporcionais, essa PEC mantém o financiamento de empresas das campanhas eleitorais – raiz de grande parte dos escândalos e crimes de corrupção que afetam o Estado, suas empresas e os partidos políticos. Desse modo, ao tratar o financiamento privado como se fora uma “cláusula pétrea”, a direita se desmascara, revela a hipocrisia de sua cruzada moralista.

Ao mesmo tempo, é relevante a luta para que haja a votação definitiva no Supremo Tribunal Federal (STF) da inconstitucionalidade do financiamento de empresas das campanhas, que já tem maioria de votos favoráveis, mas não avança porque o ministro Gilmar Mendes pediu vistas e não libera o processo.

No campo popular e progressista o que une um vasto leque de partidos e entidades é o fim do financiamento de empresas. A partir deste ponto convergente deve-se buscar a unidade em torno de outros pontos relevantes. Nesse sentido, o Partido deve se engajar, sem se confrontar com outras articulações, nas iniciativas da Coalizão da Reforma Política Democrática e por eleições Limpas, que tem ativa agenda em que se destaca a semana de mobilização e coleta de assinaturas, de 22 a 29 de março, a um projeto de iniciativa popular, cujo conteúdo contribui com a luta por uma verdadeira reforma política democrática.

Defesa da Petrobras, da política de conteúdo local e da engenharia nacional

No terreno econômico, a oposição neoliberal aposta no quanto pior melhor, pouco se preocupando com a sorte da economia nacional e do emprego. Essa conduta antipatriótica fica nítida na campanha que a direita realiza para enfraquecer a Petrobras, aproveitando-se da justa indignação advinda da revelação de um velho e grande esquema de corrupção na empresa que foi, agora, desmantelado. Desmantelado, sublinhe-se, por iniciativa do governo Dilma. Já na década de 1990, época do governo dos tucanos, quando a roubalheira já havia sido implantada, nada foi investigado.

O PSDB, interessado em entregar o pré-sal às multinacionais, apresentou no Senado Federal projeto de lei para acabar com o regime de partilha. Bombardeia-se também a política de conteúdo local que visa a impulsionar a indústria brasileira. O plano é esse: debilitar a estatal, a maior empresa do país, para, de um modo ou de outro, privatizá-la.

Essa tática de terra arrasada a direita também adota em relação às empresas de engenharia nacional, da indústria pesada e de infraestrutura, investigadas pela Operação Lava Jato. Enquanto a Advocacia Geral da União defende a punição dos executivos que praticaram crimes de corrupção, o ressarcimento dos prejuízos aos cofres públicos, mas preservando as empresas para honrar seus contratos, realizar as obras, manter postos de trabalho, a direita se movimenta para simplesmente fechar todas elas, afetando a economia nacional, provocando desemprego.

Impõe-se dinamizar, ampliar e fortalecer a campanha já deflagrada pelos trabalhadores, por entidades e centrais sindicais, por intelectuais e lideranças do movimento social, para salvaguardar a Petrobras e fortalecê-la. Os corruptos de dentro e de fora da estatal, e das empreiteiras, devem ser punidos exemplarmente. Mas esse necessário combate ao crime não pode servir de pretexto nem para o fim do regime de partilha, nem para a privatização da Petrobras, nem para a manobra que pretende repassar o mercado de grandes obras de nosso país aos monopólios estrangeiros.

Retomada do crescimento econômico e garantia dos direitos trabalhistas e sociais

O PCdoB tem ressaltado que ante a estagnação econômica que atinge o país desde o ano passado – decorrente da grande crise mundial do capitalismo e também de obstáculos internos – impõe-se como tarefa de primeira grandeza retomar o crescimento econômico para que se prossiga com a política de valorização do trabalho e redução das desigualdades sociais e regionais.

A presidenta Dilma, do posto de sua responsabilidade, concluiu que o Estado, o governo, suas empresas e bancos – após terem absorvido por anos seguidos os impactos da crise mundial, justamente para proteger a economia nacional e o emprego – chegaram a um limite, o que demandaria um ajuste fiscal como condição necessária para atrair os investimentos privados, preservar os investimentos estrangeiros diretos que, somados ao investimento público, reanimariam progressivamente a economia.

Todavia, o chamado pacote econômico provocou divergências e turbulências no âmbito da base do governo, em especial da esquerda. A parte mais polêmica é a que, no entendimento das centrais sindicais, fere e restringe direitos trabalhistas. Em consequência, objetivamente, o eixo do debate, mesmo entre a base aliada, se deslocou do principal, isto é, da retomada do crescimento para o ajuste fiscal, tão somente.

O PCdoB entende, assim como setores da esquerda e do campo progressista, que nesta hora de perigo e gravidade o governo merece respaldo e apoio às suas iniciativas que visam à retomada do crescimento. Contudo em relação aos direitos trabalhistas, nomeadamente, ao seguro desemprego, o PCdoB atuará para preservar as regras atuais. Por outro lado, o Partido sugere e cobra medidas que resultem em receitas para o Estado, a partir, por exemplo, da tributação das grandes rendas, da taxação dos detentores de fortunas e do rentismo.

Os impulsionadores da resistência e da retomada da iniciativa política

O êxito da resistência e da contraofensiva do campo democrático, popular e patriótico depende, além de bandeiras e orientação política justa, do papel da presidenta Dilma em protagonizar o diálogo constante com as lideranças políticas e sociais, em comunicação direta com o povo ou no espaço a que tem direito no rádio e na TV, visando a uma ampla mobilização popular e política, através de uma agenda positiva que sinalize que o novo governo iniciou a execução do programa vitorioso nas urnas.

Outra tarefa inadiável da presidenta e de seu núcleo político é a recomposição da base de apoio do governo – o que implica disputar de modo eficaz os partidos de centro, valorizá-los, e, simultaneamente, conferir à esquerda como um todo, e não apenas ao PT, o papel de destaque na condução consequente da luta no Congresso. Em suma diante da agressividade e do fortalecimento da direita, se faz ainda mais necessário, por intermédio de uma repactuação, constituir uma ampla frente democrática e patriótica.

Nas condições atuais, é muito relevante o papel de Luiz Inácio Lula da Silva, hoje o maior líder político do povo brasileiro. O seu contínuo apoio à presidenta Dilma, desde a apresentação como sua sucessora até hoje, em última instância, é uma retaguarda significativa para sustentação do atual governo. Lula encarna, dentro e fora país, a esperança pela perspectiva de um Brasil democrático, soberano e desenvolvido, de justiça social, solidário com nossos vizinhos e os povos do mundo.

É igualmente indispensável, para se reverter a presente situação política adversa, fortalecer papel destacado da esquerda no âmbito da frente ampla. Com base nas bandeiras convergentes e de apelo social relevante – algumas aqui assinaladas –, impõe-se constituir, como o PCdoB tem sublinhado, um bloco de esquerda e progressista, que reúna partidos, organizações, entidades, lideranças de amplos setores do povo, da cultura e da intelectualidade, sociedade em geral, capaz de fazer vicejar uma ação comum que possa fazer acontecer uma ampla mobilização social e popular – sem o que não se derrota o golpismo da direita, nem se impulsiona a realização das reformas estruturais democráticas.


São Paulo, 27 de fevereiro de 2015


A Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil- PCdoB

STF decide que o Congresso não pode investigar o trensalão tucabo

STF decide que o Congresso não pode investigar o trensalão tucano

Em mais uma decisão imoral do Supremo Tribunal Federal, a ministra Rosa Weber concedeu limitar, na calada da noite, aos parlamentares de oposição (PSDB/DEM/PPS), que pediam que o escândalo PSDB-Siemens-Alstom ficasse de fora da CPI. 
Por Redação, com informações da Agência Brasil

Rosa Weber atendeu a pedido da oposição e rejeitou ação dos governistas, que propuseram investigações também nos contratos dos metrôs de São Paulo e do Distrito Federal, supostas irregularidades no Porto de Suape (PE) e suspeitas de fraudes em convênios com recursos da União, além das denúncias sobre a Petrobras.
A decisão foi tomada pela ministra ao analisar dois mandados de segurança. No primeiro, parlamentares da oposição queriam garantir a instalação de uma CPI no Senado para investigar exclusivamente denúncias envolvendo a Petrobras. Para eles, a comissão não pode investigar vários temas diferentes ao mesmo tempo.
Rosa Weber é aquela ministra que disse que condenaria o José Dirceu, mesmo sem ter provas.
Governistas também entraram com mandado de segurança, pedindo uma definição da Corte sobre o que é “fato determinado” para criação de CPI. O mandado foi protocolado pela senadora Ana Rita (PT-ES), que pediu uma definição do STF sobre o tema, para que não pairem dúvidas sobre a matéria. De acordo com a senadora, o mandado tem por objetivo esclarecer uma questão de ordem da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) sobre o pedido de criação de CPI feito pela oposição, com quatro “fatos determinados”.
O impasse sobre a criação da comissão ficou em torno de dois requerimentos para criação de CPIs, apresentados ao Senado. O primeiro, pelos partidos de oposição, que pedem a investigação de denúncias envolvendo a Petrobras como a compra da Refinaria de Pasadena (EUA); o segundo, apresentado por partidos da base governista, mais abrangente, que propõe investigações também nos contratos dos metrôs de São Paulo e do Distrito Federal, supostas irregularidades no porto de Suape (PE) e suspeitas de fraudes em convênios com recursos da União, além das denúncias sobre a Petrobras.
O posicionamento de Rosa Weber vale até decisão final do plenário.
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Indignação diante da cobertura da Globo sobre a Petrobras

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Indignação. Esse meu sentimento diante da cobertura jornalística da Globo perante as denúncias de corrupção na Petrobras. Que a Globo é anti Dilma todos sabemos. O Governo Dilma está cobrando na justiça 650 milhões de reais de sonegação da Globo. Além da elaboração de Projeto de Regulamentação Econômica da mídia no Brasil - com vistas à democratização da comunicação no país. Hoje, o Sistema Globo sozinho, com as atuais regras de publicidade, absorve mais de 65% do volume total dos recursos. A quebra desse monopólio é um dever republicano. Por isso o empenho do Sistema Globo em destruir Dilma. Explícito no noticiário sobre a corrupção na Petrobras. Vejamos. 1 - Até a publicação da lista dos "citados" de alguma forma como envolvidos no escândalo da Petrobras, a Globo fazia crer que o PT, Dilma e Graça Foster estavam no epicentro do processo de corrupção. Chegou a anunciar coisa como 300 milhões de reais entregues ao Tesoureiro do PT, João Vacari. Agora se sabe que, dos 47 políticos "citados", consta apenas 7 do PT, e que no caso deles, apenas para esclarecem/ provarem que receberam legalmente doações de campanha e não propina como a outra turma. Muita farofa pea pouca carne; 2 - A ex-presidente da Petrobras sequer é citada nas milhares de páginas do processo; 3 - A Presidente Dilma sequer aparece, a não ser numa vazia citação do Paulo Roberto Costa (pego como ladrão e demitido pelo Governo Dilma)... O Globo, de forma precipitada e atabalhoada, já por duas vezes, em dois editoriais, propõe a mudança do Regime de Partilha para Concessão do Pré-sal (Privatização Branca). Certamente servindo, como serviçal de plantão, lambe botas que é, a seus patrões do Norte, interessados nas maiores jazidas de Petróleo do Planeta. A Globo confia na alienação e desinformação de nosso povo. Acredita que seus poderes de confundir e difundir suas "verdades" serão capazes de derrubar e colocar governos ao seu bel-prazer, como fez no passado. Acuada pelo fortalecimento da Democracia em nosso continente e o avanço de formas de comunicação sobre as quais não tem controle, os representantes legítimos dos interesses Internacionais no Brasil partem para a agressão e a mentira deslavada - a mais baixa forma jornalística, confiando sempre no seus poderes de "fazer a cabeça" do pessoal... Aposta nos tolos como forma de perpetuar seus poderes. Se enganará dessa vez. Dezenas de manifestações Brasil adentro gritam, como essa semana na UNIRIO/ RJ: "O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo". Confio nasabedoria do povo brasileiro. É preciso punir os bandidos que se adonaram da Petrobras sejam do PT ou de qualquer Partido da ordem. Mas é preciso defender e fortalecer a Petrobras como o mais importante instrumento econômico para o desenvolvimento do país. Também é preciso separar o joio do trigo. Para não jogar na vala comum da corrupção pessoas sérias e ilibadas, como foi o comum, na penha moralista que sempre os golpistas se utilizaram. De Lacerda a Castelo; de Magalhães Pinto a ACM. Todos protagonistas de golpes sujos, corruptos, antidemocráticos, fascistas. Em nome da moralidade, agiram, de fato, contra o povo brasileiro. É redobrar as atenções. Conhecer a História e não se deixar levar pelos mitos midiáticos. Jonas Duarte Prof. Doutor do Departamento de História da UFPB.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Agência de classificação que rebaixou notas da Petrobras é investigada por fraude nos EUA


 26/02/2015

Agência de classificação que rebaixou notas da Petrobras é investigada por fraude nos EUA


Globotefazdeotario
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação sobre a atuação da Moody’s Investors Service no período que antecedeu a crise de 2008, afirmaram fontes próximas ao caso.
Na semana passada, a Moodys rebaixou todas as notas de classificação de risco da Petrobrás, por causa de “preocupações sobre investigações de corrupção”. Foi o terceiro rebaixamento da empresa em quatro meses, com impacto nas ações da empresa.
O motivo da investigação nos EUA é que a agência de classificação de risco teria concedido ratings positivos a ativos baseados em hipotecas. A acusação é a mesma feita à outra agência, a Standard & Poor’s, com quem o Departamento de Justiça está próximo de um acordo.
Segundo essas fontes, agentes teriam se encontrado com diversos ex-executivos da Moody’s nos últimos meses para discutir os critérios de avaliação desses ativos complexo, principalmente no período entre 2004 e 2007.
Naqueles anos, a Moody’s e a S&P deram notas AAA para esses títulos, tornando-os elegíveis mesmo para investidores com perfil conservador. Quando o mercado imobiliário ruiu, perdas em investimentos relacionados a esses títulos ajudaram a aprofundar a crise.
Esta semana, o Departamento de Estado também pode anunciar um acordo de US$ 1,37 bilhão para encerrar a investigação sobre a S&P. (Dow Jones Newswires).

PSDB movimentou US$ 176,8 milhões em conta secreta do HSBC



Duas grandes roubalheiras que comprometeram o progresso e o desenvolvimento do povo paranaense para favorecer políticos corruptos podem ser desvendadas no caso Suiçalão. A quebra do Banestado e a venda do Bamerindus seguiram roteiros parecidos, favorecendo verdadeiras quadrilhas organizadas em torno da política local, estadual e nacional.

Na verdade, os maiores ladrões do Brasil não estão nas penitenciárias e delegacias, mas soltos, nas colunas sociais.

O Bamerindus, em 1997, presidido na época por José Eduardo de Andrade Vieira, sofria ataques sistemáticos da mídia e boatos sobre possível inadimplência. Em alguns setores e corredores palacianos dava-se como certa a “quebra do Bamerindus”. Entretanto, a realidade era outra, o banco paranaense tinha 1.241 agências, ativos de mais de 10 bilhões de reais e uma das maiores e rentáveis seguradoras do país. O que aconteceu para que o banco fosse entregue de mão beijada ao HSBC? Hoje, finalmente, o livro “Privataria Tucana” revela os bastidores da campanha para tirar o Bamerindus dos paranaenses: o ex-ministro das Comunicações, Sérgio Motta, havia pedido 100 milhões de reais ao banqueiro José Eduardo de Andrade Vieira como doação para a campanha de FHC. O banqueiro disse não, embora colocasse avião com piloto à disposição da campanha e fizesse outras doações em dinheiro. Meses depois da campanha, o HSBC recebeu dinheiro do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – na surdinha – para comprar o Bamerindus: 431,8 milhões de reais do Banco Central foram entregues ao HSBC para reestruturar o Bamerindus e saldar dívidas de reclamações trabalhistas. Além do dinheiro, o Banco Central limpou a parte problemática da carteira imobiliária, repassada para a Caixa Econômica Federal, que por sua vez recebeu 2,5 bilhões do Proer. Ou seja, o Brasil comprou o Bamerindus para o HSBC e o Paraná perdeu um dos maiores bancos do país.

Com o Banestado o escândalo foi ainda maior. O maior desvio de dinheiro na história do Paraná chega a 19 bilhões de reais durante o governo Jaime Lerner, com a quebra do Banestado, um dos bancos mais fortes e promissores do país, com 70 anos de trabalho financiando o progresso do nosso Estado. A “quebra” do Banestado foi um processo rápido e serviu para enriquecer quadrilhas organizadas e políticos de dentro e de fora do banco.

O Banestado foi quebrado numa espécie de “queima de arquivo” para esconder falcatruas e roubalheiras com o dinheiro público. O Doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato nos anos que se seguiram, confessou que entregava dinheiro vivo, fruto da roubalheira, ao ex-governador e deputados da sua base de apoio na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná.

Políticos como José Serra (PSDB) e Jorge Bornhausen (DEM) constam de relatórios da Polícia Federal que mostram a existência de ordens de pagamento e registros de movimentações financeiras do esquema de lavagem de US$ 30 bilhões por meio da agência bancárias do Banestado de Foz do Iguaçu (PR).

Um dos principais documentos é o dossiê AIJ 000/03, de 11 de abril de 2003, assinado pelo perito criminal da Polícia Federal Renato Rodrigues Barbosa – que chegou ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, com um carimbo de “confidencial”. O perito e o delegado José Francisco Castilho Neto identificaram pessoas físicas e jurídicas que estariam usando o esquema de remessa de dinheiro do Brasil para o exterior.
O dossiê AIJ000/03 traz a indicação de José Serra, o mesmo nome do ex-ministro da Saúde e ex-presidenciável tucano. O AIJ004 aponta apenas S. Motta, que os policiais suspeitam ser o ex-ministro das Comunicações Sérgio Motta, que já morreu. O dossiê AIJ001 mostra transações financeiras do senador Jorge Konder Bornhausen, então presidente nacional do PFL, hoje DEM, e do seu irmão Paulo Konder Bornhausen. Já o dossiê AIJ002 aponta o nome do empreiteiro Wigberto Tartuce, ex-deputado federal por Brasília.

No caso de José Serra, há extratos fornecidos pelo banco americano JP Morgan Chase. O nome do ex-ministro, que segundo relatório dos policiais pode ser um homônimo, surge em uma ordem de pagamento internacional de US$ 15.688. O dinheiro teria saído de uma conta denominada “Tucano” e sido transferido para a conta 1050140210, da empresa Rabagi Limited, no Helm Bank de Miami, nos EUA. Serra é apontado como o remetente dos recursos. Isto seria uma indicação de que ele teria poderes para movimentar diretamente a conta Tucano. Entre 1996 e 2000, essa conta recebeu US$ 176,8 milhões, segundo a PF.


Brasil é o principal alvo dos EUA

Redação Pragmatismo
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EUA 06/Sep/2013 às 09:34
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Guilherme Balza, UOL

"Brasil é o principal alvo dos EUA", diz jornalista americano

Jornalista do The Guardian que obteve documentos de Edward Snowden promete revelar novas denúncias e assegura que o Brasil é o "grande alvo" dos EUA; entenda

Glenn Greenwald guardian brasil espionagem
Jornalista do “Guardian”, Glenn Greenwald garante que Brasil é o grande alvo dos EUA (Foto: Huffington Post)
O jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que revelou os documentos secretos obtidos por Edward Snowden, disse que o Brasil é o maior alvo das tentativas de espionagem dos Estados Unidos. “Não tenho dúvida de que o Brasil é o grande alvo dos Estados Unidos”, disse o jornalista, que promete trazer novas denúncias. “Vou publicar todos os documentos até o último documento que deva ser publicado. Estou trabalhando todo dia.”
Greenwald revelou esta semana, em reportagem em conjunto com o programa “Fantástico”, da TV Globo, que o governo americano espionou inclusive os e-mails da presidente Dilma Rousseff e de seus assessores próximos.
Snowden era técnico da NSA, a agência de segurança americana, e revelou ao jornal britânico “The Guardian”, onde Greenwald é colunista, o escândalo de espionagem norte-americano.