terça-feira, 12 de dezembro de 2017

É hora de defender a universidade


ANDRÉ SINGER

É hora de defender a universidade

Na quarta (6), três meses depois do episódio que levou o então reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ao suicídio, a Polícia Federal (PF) resolveu repetir a dose com o da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O procedimento foi o mesmo. Agentes chegam de surpresa à casa da vítima, que nunca fora intimada a depor, cedo de manhã, e a levam, sob vara, para alguma instalação policial.

O engenheiro Jaime Arturo Ramirez teve mais sorte do que o advogado catarinense Luiz Carlos Cancellier, sendo liberado após algumas horas. O segundo, submetido à humilhação de algemas, correntes nos pés, desnudamento, revista íntima, uniforme de presidiário e a cela onde teve que dormir, matou-se 15 dias mais tarde.

Ao deixar as dependências da PF, Ramirez, levado ao mesmo tempo que outros seis quadros da UFMG, fez uma declaração sucinta: "Fomos conduzidos de forma coercitiva e abusiva para um depoimento à Polícia Federal. Se tivéssemos sido intimados antes, evidentemente teríamos ido de livre e espontânea vontade". Alguém duvida?

Segundo os documentos disponíveis, o Ministério Público foi contrário à condução coercitiva. Mas a PF insistiu, e a juíza encarregada acatou a demanda, alegando "possibilitar que sejam ouvidos concomitantemente todos os investigados, (...) impedir a articulação de artifícios e a subtração de provas". Sem qualquer justificativa consistente, a direção da universidade, tal como havia ocorrido em setembro na UFSC, foi tratada como uma quadrilha de assaltantes, justificando o aparato —84 policiais— destinado a capturá-los.

Na realidade, de acordo com o reitor de uma instituição congênere, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a onda de criminalização dos campi começou no final de 2016, quando "a Polícia Federal irrompeu na UFRGS [a federal do Rio Grande do Sul], em vista de uma suspeita de fraude em um programa de extensão". Em fevereiro de 2016, a própria UFPR foi atingida: 180 agentes cumpriram vários mandados de prisão e oito conduções coercitivas. Depois veio a prisão de Cancellier, a condução de Ramirez e, para cúmulo, mais uma incursão semelhante, na quinta, de novo na UFSC.

Reparem nos nomes das operações sequenciais da PF: "Research", "PhD", "Ouvidos moucos", "Esperança equilibrista" e "Torre de Marfim". É óbvio que estamos diante de uma ação orquestrada e arbitrária, usando os mecanismos de exceção abertos pela conjuntura política, com o objetivo de desmoralizar o sistema público de ensino superior no Brasil.

Se a sociedade civil não for capaz de superar divergências e se unir na defesa da universidade, teremos perdas irreparáveis. Não só na educação como na democracia.

Fonte: Folha de S Paulo, 09/12/2017

Lançamento do filme HISTÓRIAS DA FOME NO BRASIL.

Lançamento do filme HISTÓRIAS DA FOME NO BRASIL.
Com o risco do país voltar ao Mapa da Fome da ONU, este filme é, ao mesmo tempo, um alerta e um protesto. 

Produzido pela MPC Filmes e dirigido por Camilo Tavares, HISTÓRIAS DA FOME NO BRASIL será lançado em todo o Brasil dentro da campanha Natal Sem Fome.
Suas sessões serão gratuitas e arrecadarão alimentos não perecíveis.
Gostaria de contar com a sua presença, e ajuda na divulgação. 

No link o promo: 

Fonte: Rede do 3Setor


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Nota deste blogueiro: em 1946, no prefácio de sua importantíssima obra "GEOGRAFIA DA FOME", escreveu Josué de Castro: "Quais são as causas desta verdadeira conspiração de silêncio em torno da fome? Será por simples obra do acaso que o tema  não tem atraído devidamente o interêsse dos espítitos especulativos e creadores dos nossos tempos? Não cremos. O fenômeno é tão marcante e se apresenta com tal regularidade, que longe de traduzir obra do acaso, parece condicionado às mesmas leis gerais que regulam as outras manifestações sociais de nossa cultura. Trata-se de um silêncio premeditado pela própria alma da cultura: foram os interêsses e os preconceitos de ordem moral e de ordem política e econômica de nossa chamada civilização ocidental que tornaram a fome um tema proibido, ou pelo menos, pouco aconselhável de ser abordado pùblicamente"

Cúmplices? - A Volkswagen e a Ditadura Militar no Brasil (Documentário)

https://www.youtube.com/watch?v=1iWmAmvNMNg

Documentário sobre a perda do ex-reitor da UFSC, Luis Carlos Cancellier de Olivo, o Cau...


https://youtu.be/U3gtO0_SLLU


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Campanha internacional pela libertação dos presos políticos na Argentina

Compañeras/os. Estamos lanzando una campaña internacional por la libertad de Luis D'Elia y todos los presos políticos en Argentina. Pedimos a todos que pidan reuniones y presenten esta carta en las embajadas de Argentina en sus respectivos países, y que nos envíen fotos y videos de esas actividades así como también foto o escaneo de la carta sellada por cada embajada. Nos lo pueden enviar a marinojuan@gmail.com o correotpr@gmail.com. Adjunto los modelos de carta en castellano e inglés. Por favor confirmenme por este medio si pueden realizar la actividad y cuándo podrían hacerla.





Fonte: Rede do 3Setor


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Origem do ódio


DILMA FOI INOCENTADA:
Compra de Pasadema: inocentada pela investigação da TCU.
Obstrução da Lava jato: inocentada pela investigação da PF.
Dinheiro no exterior: inocentada pela investigação da MPF.
Pedaladas: inocentada pela investigação da MPF.
Abuso de poder: inocentada pela investigação do TSE.

DE ONDE NASCEU O ÓDIO!!!

1) Dilma vetou reajuste de 40% no salário do poder judiciário (irritou os Membros da Justiça). 

2) Dilma vetou a reforma trabalhista e a aprovação da lei da terceirização (irritou os Empresários e a Fiesp). 

3) Dilma vetou o financiamento privado de campanha eleitoral (irritou os propineiros). 

4) Dilma deu liberdade à Policia Federal e não interferiu nas investigações (irritou os corruptos deputados e Senadores). 

5) Dilma recusou negociar com Cunha (irritou os 300 deputados que ele sustenta). 

6) Dilma não aceitou entregar o petróleo brasileiro para os estrangeiros (irritou os EUA). 

7) Dilma não aceitou privatizar o pouco que ainda resta do patrimônio público brasileiro (irritou os donos do poder econômico que têm apoio da direita neoliberal). 

8 Dilma não aceitou perdoar a dívida de 2 bilhões dos planos de saúde com o governo (irritou os poderosos do setor de seguro de saúde privada). 

9) Dilma não aceitou perdoar a dívida que os clubes de futebol têm com o governo (irritou a CBF). 

10) Dilma não aceitou perdoar a dívida milionária que os canais de TV, em especial a Globo, têm com o governo (irritou os barões da mídia, em especial a família Marinho). 

Entendeu onde nasceu e onde mora o ódio?..."


Fonte: Rede do 3setor

'Temer governa sem o povo e contra o povo', diz artigo no Libération

'Temer governa sem o povo e contra o povo', diz artigo no Libération


'Brasil, o novo laboratório do neoliberal', escrito pelo filósofo Dany-Robert Dufour e pelos sociólogos Frédéric Vandenberghe e Carlos Gutierrez, faz uma análise ácida sobre a situação atual no país
Um artigo publicado nesta terça-feira (21/11) no jornal francês Libération, intitulado, “Brasil, o novo laboratório do neoliberal”, escrito pelo filósofo Dany-Robert Dufour e os sociólogos Frédéric Vandenberghe e Carlos Gutierrez, faz uma análise ácida sobre a situação atual do Brasil.
O texto conta a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva, “chefe carismático do Partido dos Trabalhadores (PT)” e de sua sucessora Dilma Rousseff. Os autores afirmam que, na era PT, o país estava pronto para alcançar seus “Trente Glorieuses” – uma alusão aos 30 anos (de 1945 a 1975) que se seguiram ao final da Segunda Guerra Mundial, um período de forte crescimento econômico. Mas a destituição da ex-presidente Dilma, descrita pelo artigo como um “novo tipo de golpe de Estado, dado não por militares, mas pela mídia, pelo poder judiciário, e logo depois pelo Congresso”, colocou tudo a perder.
Para eliminar as investigações judiciárias sobre a corrupção generalizada, foi necessário descartar a presidente, eleita por 62 milhões de eleitores. Desde então, pontuam os autores, a democracia brasileira conquistada em 1988 depois de anos de ditadura, passou a ser uma "exceção histórica".
O preço do poder
As provas de corrupção contra o presidente Michel Temer, seus ministros e boa parte dos deputados e senadores são esmagadoras, relatam os intelectuais autores do texto. Apesar de tudo, as duas tentativas de tirar Temer do poder, em agosto de 2017 por corrupção passiva, e a segunda, em outubro, por obstrução à justiça e formação de quadrilha criminosa, não tiveram sucesso.
O artigo fala sobre “tempos de austeridade radical, com a aprovação de um orçamento para os próximos 20 anos”, que o governo comprou o apoio dos eleitos. Essa manobra custou cerca de R§ 20 milhões que poderiam ser investidos em saúde, educação, ciência e tecnologia, aponta a publicação.
“O povo sofre”
Depois do fim dos Jogos Olímpicos, o Rio de Janeiro se transformou em uma zona de violência e insegurança, diz o artigo. Os autores descrevem que com “5% de aprovação, o governo Temer não segue somente sem o apoio do povo, mas sim contra o povo, que perdeu a voz, os direitos e a esperança”. Para conseguir seu “golpe de Estado”, Temer se apoiou nos grandes proprietários rurais, setor mais retrógrado do país, e nos grandes empresários, afirmam os autores. O resultado é uma política social, cultural e ecológica desastrosa.
País em pleno retrocesso
Nas áreas rurais, há o retorno de políticas que visam restaurar um regime de trabalho do século 19 - a decisão de relaxar a definição de trabalho escravo e a redução de seus meios de controle é sintomática de relações de poder que ligam as facções do "gado" a Brasília, descreve o artigo de Libération.

Judith Butler responde aos ataques de ódio sofridos no Brasil

Relatório confirma colaboração ativa da Volkswagen com ditadura no Brasil

Ex-premiê do Líbano, que está na Arábia Saudita desde renúncia, aceita convite de Macron para ir à França

 
Marcos Correa/PR

Brasil virou laboratório neoliberal com Temer, diz artigo no Libération
Na cidade, ocorre a revogação definitiva dos direitos trabalhistas adquiridos. O texto afirma que a nova lei do trabalho, que entrou em vigor em 11 de novembro, transformará o Brasil em um laboratório de neoliberalismo. “O que aconteceu quando o Chile estava sob o comando de Pinochet, depois que os Estados Unidos apoiaram o golpe, acontecerá no Brasil na era Temer.
Não sendo eleito ou candidato nas eleições de 2018, ele não tem nada a perder e já não precisa do povo para governar”, enfatizam os autores.
O apoio dos "partidos fisiológicos", sua base parlamentar e os eleitos corruptos é suficiente para que ele permaneça no poder, e escape do impeachment e, eventualmente, também da prisão, evidenciam os especialistas.
A antidemocrática lei do trabalho
“A partir da próxima semana, a terceirização de todas as atividades de uma empresa se tornará possível. De um dia para o outro, todos os funcionários, sem exceção, perderão seu status de empregado e serão obrigados a voltar ao trabalho no dia seguinte como trabalhadores por conta própria - assim, perdendo todos os seus direitos adquiridos”.
“O artigo mais chocante da nova lei permite que as mulheres grávidas trabalhem em condições insalubres”. Os autores criticam a defesa do governo Temer e da elite econômica, que argumentam que esse conjunto de medidas deve permitir a recuperação econômica do país, proporcionando segurança jurídica aos empreendedores. “No entanto, sabemos que a relação de trabalho é assimétrica e que o "equilíbrio de poder", para usar um vocabulário marxista da década de 1950, ainda em voga no Brasil, é tal que os trabalhadores têm tudo a perder e provavelmente perderão tudo”.
O texto corrobora com vários economistas brasileiros que dizem que a reforma causará uma crise social e econômica sem precedentes. “Em um país onde a concentração da riqueza já é considerável, a nova lei trabalhista reduzirá ainda mais o poder de compra dos mais pobres e reduzirá a já fraca capacidade de investimento do Estado brasileiro, o que será forçado a aumentar a dívida pública”. “A situação é tensa. O Brasil está avançando perigosamente para o precipício. Qualquer coisa pode acontecer - incluindo o pior”, finalizam os intelectuais.