GLEISI: TEMER ‘ROUBOU A FAIXA PRESIDENCIAL PELA SEGUNDA VEZ’
A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), não perdoou Michel Temer nem na Quaresma ao saber que seu personagem no Rio, o Vampirão, foi impedido de desfilar com a faixa presidencial na Sapucaí; a informação é de que a censura partiu do Palácio do Planalto; “Golpista é golpista. Rouba até faixa presidencial de personagem de escola de samba”, disparou Gleisi
Blog do Esmael - A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, de origem religiosa, não perdoou Michel Temer nem na Quaresma ao saber que seu personagem no Rio, o Vampirão Neoliberalista, foi impedido de desfilar com a faixa presidencial na Sapucaí. A informação é de que a censura partiu do Palácio do Planalto.
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“Golpista é golpista. Rouba até faixa presidencial de personagem de escola de samba”, disparou Gleisi.
A primeira vez que Temer roubou a faixa, por óbvio, em 2016, foi da presidenta eleita Dilma Rousseff.
Para a senadora e dirigente petista, a proibição de o Vampirão da Paraíso do Tuiuti de participar do desfile das escolas campeãs com faixa presidencial é “lamentável”. “É a censura vindo com tudo!”, denunciou.
GLAUBER BRAGA: BANDIDÃO, TEMER NÃO TEM MORAL PARA FALAR EM CRIME ORGANIZADO
"É duro ouvir Temer falar em contenção ao crime organizado, sabendo se tratar de um bandidão que organiza o saque do estado brasileiro através da política de desmonte", diz o deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ); "Quem é o Sr Temer para estabelecer parâmetros de honradez para as pessoas?", questiona; "A única alternativa duradoura vem através da articulação e mobilização popular. É disso que eles têm medo! É disso que o Rio precisa ainda mais nesse momento. À tentativa de amplificar o medo, que possamos responder com a ocupação organizada e contundente dos espaços públicos"
Por Glauber Braga (Psol-RJ) – É duro ouvir Temer falar em contenção ao crime organizado, sabendo se tratar de um bandidão que organiza o saque do estado brasileiro através da política de desmonte. Logo ele que, ao se referir ao aliado da mala de dinheiro, disse: "é um bom rapaz".
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É a doutrina do choque em ação. Essa turma quer sair das cordas. Com um programa altamente impopular de retirada de direitos e rodadas de privatizações eles precisavam de algo que tivesse apelo no imaginário popular. Acusarão aqueles que não aderirem a essa esparrela de não serem "cidadãos de bem". Olha o que ele disse no pronunciamento à nação: "contamos com todos os homens e mulheres de bem ao nosso lado, apoiando, sendo vigilantes e parceiros nessa luta."
Quem é o Sr Temer para estabelecer parâmetros de honradez para as pessoas?
O Rio tem forte mobilização de trabalhadores contra a entrega da Eletrobrás. Eles não querem esse movimento organizado em ação.
A resistência dos trabalhadores da CEDAE contra a privatização segue forte. Eles precisam diminuir essa contenção.
Boa parte dos interesses estatais sujeitos à privatização tem forte presença no Rio. Só pra citar mais alguns exemplos: Petrobras, BNDES, bancos públicos como a Caixa.
Na ausência de votos para aprovar a "reforma" da previdência está evidente que o governo e aqueles agentes que lhe dão sustentação repetirão a estratégia eficaz de 2017. Não conseguindo apoio para maioria qualificada tocarão outras matérias altamente cobiçadas pelo mercado: PRIVATIZAÇÕES. Fizeram isso no ano passado com a "reforma" trabalhista, terceirização total e irrestrita, isenção trilionária para as petroleiras...
Tocam essa agenda infra-constitucional e aquecem o debate público com a ampliação do estado punitivo que tem ainda forte apelo na sociedade. E o Rio segue ainda melhor sequestrado e controlado para o que realmente conta pra eles. O programa econômico.
A retirada de direitos sociais sempre veio acompanhada de ampliação do estado punitivo. A ampliação do braço punitivo sempre reforçou o desrespeito a direitos e garantias fundamentais.
E fingem se preocupar com a sua segurança. Pezão não tem condições de governar o Rio desde muito. Mas não será descartado por enquanto por eles. É um aliado obediente da agenda.
Não puderam lançar spray de pimenta e gás lacrimogêneo na Tuiuti. Mas estão encontrando uma forma de ampliar o seu controle a partir do medo que amplificam nas pessoas.
O problema do Rio é gravíssimo: na segurança, na saúde, na educação.
A solução estrutural não está nos mecanismos ardilosos propostos por Temer, Pezão e aqueles que sustentam esse programa.
A solução está em uma construção coletiva, à la Tuiuti, que não concilie com esses caras.
A única alternativa duradoura vem através da articulação e mobilização popular. É disso que eles têm medo! É disso que o Rio precisa ainda mais nesse momento.
À tentativa de amplificar o medo, que possamos responder com a ocupação organizada e contundente dos espaços públicos.
O primeiro semestre de 2018 ainda será de muita resistência!
Inscreva-se na TV 247 e acompanhe a análise de Glauber Braga sobre a intervenção no Rio:
CARNAVALESCOS MANIFESTAM APOIO A LULA NO DESFILE DA PARAÍSO DO TUIUTI
Algumas pessoas presentes na reapresentação do desfile seguravam uma faixa que dizia: "Abaixo o cativeiro social. Volta Lula!"; apesar de ser vítima de intensa caçada judicial e condenado sem provas, o petista segue líder absoluto em todas as pesquisas e já foi apontado como o melhor presidente da história, segundo levantamentos oficiais; enquanto isso, Michel Temer é rejeitado por mais de 90% dos brasileiros e coloca em prática uma dura política que implica em retrocessos sociais
Rio 247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu apoio de carnavalescos no desfile da escola de samba Paraíso do Tuiuti. Algumas pessoas presentes na reapresentação do desfile seguravam uma faixa que dizia: "Abaixo o cativeiro social. Volta Lula!".
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Apesar de ser vítima de intensa caçada judicial e condenado sem provas no processo envolvendo o triplex no Guarujá, tanto em primeira como em segunda instância jurídica, o petista segue líder absoluto em todas as pesquisas eleitorais. Vários artistas, intelectuais e até mesmo juristas criticaram a condenação sofrida por ele.
Enquanto isso, o governo Michel Temer, que chegou ao poder por meio de um golpe parlamentar, é rejeitado por mais de 90% dos brasileiros. O Congresso Nacional promulgou a PEC 95, que congela por 20 anos os investimentos públicos, o que implicará num duro retrocesso social, já perceptível entre as camadas mais pobres.
WILSON FERREIRA: TUIUTI FOI UMA BOMBA SEMIÓTICA, QUE DEVE INSPIRAR A ESQUERDA
O professor e jornalista Wilson Ferreira, editor do blog Cinegnose, concedeu uma entrevista exclusiva à TV 247, em que explicou a "bomba semiótica", da Tuiuti, que conseguiu decifrar e explicar o golpe de 2016 para milhões de pessoas, em seu desfile na Sapucaí. "A Tuiuti criou uma dissonância cognitiva. Ela criou ruído. Ela trolou aquele momento", afirma. "Uma das estratégicas anti-midiáticas deve ser a de guerrilha", afirma. Na sua visão, a nova forma de atuação das esquerdas deve também buscar uma ocupação semiótica, como foi demonstrado pela Tuiuti
247 – O professor e jornalista Wilson Ferreira, editor do blog Cinegnose, concedeu uma entrevista exclusiva à TV 247, em que explicou a "bomba semiótica", da Tuiuti, que conseguiu decifrar e explicar o golpe de 2016 para milhões de pessoas, em seu desfile na Sapucaí. "Desde 2013, o Brasil vem sofrendo o que muitos chamam de guerra híbrida, mas que eu defino como uma sequência de explosões de bombas semióticas", diz ele. A Tuiuti, segundo ele, conseguiu o mesmo efeito, agindo pela esquerda.
Ferreira explica a evolução da comunicação ao longo do tempo. No nazifascismo, prevaleceu a lógica de Goebbels, de que uma mentira repetida mil vezes se torna verdade. Depois, veio a era de ouro da publicidade, com a sedução e a persuasão. "Agora, estamos na era da comunicação viral", afirma. "O que a Tuiuti conseguiu foi definir o agendamento, com sua repercussão midiática."
Na entrevista, ele também destaca a diferença entre as narrativas da Beija-Flor, que comprou o discurso da Globo e da Lava Jato, e a da Tuiuti, que seguiu a trilha contra-hegemônica. "A Tuiuti criou uma dissonância cognitiva. Ela criou ruído. Ela trolou aquele momento", afirma. "Uma das estratégicas anti-midiáticas deve ser a de guerrilha", afirma. Na sua visão, a nova forma de atuação das esquerdas deve também buscar uma ocupação semiótica, como foi demonstrado pela Tuiuti.