quinta-feira, 15 de março de 2018

A luta de Marielle: um mandato dedicado aos direitos humanos

Política

Rio de Janeiro

A luta de Marielle: um mandato dedicado aos direitos humanos

por Redação — publicado 15/03/2018 13h03, última modificação 15/03/2018 14h39
Vereadora assassinada no Rio apresentou 16 projetos em um ano, sendo uma das mais atuantes da Câmara carioca
Reprodução/Facebook
Marielle.jpg
Na Câmara, Marielle combateu homofobia, racismo e misoginia
"A gente tem lado, tem classe e tem identificação de gênero." Com essas palavras, Marielle Franco discursou pela primeira vez no plenário da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, no início de 2017. "É dessa forma, a partir das soluções coletivas, que a gente vai traçar esse mandato. É isso que nos coloca enquanto mulher negra, origem na Favela da Maré, com o debate de valorização das identidades", acrescentou. O projeto foi abrupta e tragicamente interrompido pouco mais de um ano depois, com o assassinato da vereadora, de 38 anos, e seu motorista, Anderson Pedro Gomes, de 39 anos, no centro da capital fluminense.   

Em pouco tempo de mandato, no entanto, Marielle se apresentou para a luta de forma intensa. Com 16 projetos de lei registrados, ela foi uma das mais atuantes no período, enquanto se desdobrava para manter a presença nos encontros com a comunidade. Nos planos do mandato, as pautas pelas quais sempre lutou: defesa dos direitos humanos, feminismo, defesa da população negra e combate à homofobia.

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Como consequência dessa atuação, ela se envolveu diretamente na fiscalização da atuação das polícias e, posteriormente, na tentativa de monitoramento da ação das Forças Armadas durante a intervenção decretada pelo governo Temer - tornando-se relatora da Comissão de Representação para representar a Câmara Municipal em Brasília para acompanhar a Intervenção Federal na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro.
Quatro dias antes de ser assassinada, Marielle lançou luz sobre abusos cometidos em Acari pelo 41° Batalhão da Polícia Militar - o batalhão, que fica em Irajá, é o que mais mata no Estado. Em março do ano passado, dois policiais do 41º já haviam sido presos por terem executado um homem em frente à Escola Municipal Daniel Piza, numa ação durante a qual a adolescente Maria Eduarda Alves da Conceição, de 13 anos, também morreu ao ser atingida por disparo.

Além da mensagem sobre os PMs de Irajá, Marielle postou nos últimos dias contra a morte de Matheus Melo, morto no Jacarezinho - segundo a tia do rapaz, ele foi assassinado por policiais militares.
Atos públicos foram convocados para ocorrer na tarde desta quinta-feira em diferentes cidades do país após a notícia da morte de Marielle. Em São Paulo, a concentração está marcada para o MASP, na Avenida Paulista, às 17h. No Rio, o ato foi iniciado às 11h, horário de início do velório de Marielle, na Câmara Municipal.
"Neste momento em que a democracia se coloca frágil, se questiona se vai ter processo eleitoral ou não, onde a gente vê todos os escândalos com relação ao Parlamento, falar das mulheres que lutam pela outra forma de fazer política no processo democrático é fundamental". Foram algumas das últimas palavras pronunciadas por Marielle na Câmara, horas antes de seu assassinato. E é uma das bandeiras levantadas pela militância de esquerda pouco após a notícia da morte: "Marielle, presente!"  

Confira abaixo os principais projetos de lei apresentados por Marielle Franco: 

00711/2018
CRIA O PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO CULTURAL DO FUNK TRADICIONAL CARIOCA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS

00642/2017
INSTITUI A ASSISTÊNCIA TÉCNICA PÚBLICA E GRATUITA PARA PROJETO E CONSTRUÇÃO DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL PARA AS FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS

00555/2017
CRIA O DOSSIÊ MULHER CARIOCA NA FORMA QUE ESPECIFICA E DÁ PROVIDÊNCIAS

00515/2017
INSTITUI O PROGRAMA DE EFETIVAÇÃO DAS MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS EM MEIO ABERTO NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO 

00493/2017
ESTABELECE PRIORIDADE PARA PAGAMENTO DOS SERVIDORES ATIVOS, INATIVOS E PENSIONISTAS, NA FORMA QUE MENCIONA

00437/2017
RESTRINGE O OBJETO DE CONTRATOS DE GESTÃO CELEBRADOS ENTRE O MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO E ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DA ÁREA DE SAÚDE, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS

00417/2017
CRIA A CAMPANHA PERMANENTE DE CONSCIENTIZAÇÃO E ENFRENTAMENTO AO ASSÉDIO E VIOLÊNCIA SEXUAL NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO

00288/2017
INCLUI O DIA MUNICIPAL DE LUTA CONTRA O ENCARCERAMENTO DA JUVENTUDE NEGRA NO CALENDÁRIO OFICIAL DA CIDADE CONSOLIDADO PELA LEI Nº 5.146/2010

00103/2017
INCLUI O DIA DE TEREZA DE BENGUELA E DA MULHER NEGRA NO CALENDÁRIO OFICIAL DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO CONSOLIDADO PELA LEI Nº 5.146/2010

00082/2017
INCLUI O DIA DA VISIBILIDADE LÉSBICA NO CALENDÁRIO OFICIAL DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO CONSOLIDADO PELA LEI Nº 5.146/2010

00072/2017
INCLUI O DIA DA LUTA CONTRA A HOMOFOBIA, LESBOFOBIA, BIFOBIA E TRANSFOBIA NO CALENDÁRIO OFICIAL DA CIDADE CONSOLIDADO PELA LEI Nº 5.146/2010

00017/2017
INSTITUI O PROGRAMA ESPAÇO INFANTIL NOTURNO - ATENDIMENTO À PRIMEIRA INFÂNCIA - NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO

00016/2017
INSTITUI O PROGRAMA DE ATENÇÃO HUMANIZADA AO ABORTO LEGAL E JURIDICAMENTE AUTORIZADO NO AMBITO DO MUNICIPIO DO RIO DE JANEIRO

Prisão após segunda instância é inconstitucional, afirmam especialistas

JUSTIÇA

Prisão após segunda instância é inconstitucional, afirmam especialistas

Apesar da presidenta do STF resistir em levar o tema novamente ao plenário, juristas afirmam que esta é tarefa da Corte

Brasil de Fato | São Paulo (SP)
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Ouça a matéria:
Julgamento sobre prisão em segunda instância depende da ministra Cármen Lúcia colocar o tema em pauta / Foto: Gil Ferreira - SCO - STF
“Apequenar o STF”.  Essa é, segundo a ministra presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, uma das consequências em recolocar na pauta do tribunal a discussão sobre a legalidade do cumprimento da pena após decisão em segunda instância. Em 2016, o STF permitiu o cumprimento da pena após decisão de um tribunal colegiado.
Mas na opinião de Dalmo Dallari, jurista e professor da Universidade de São Paulo (USP), debater e resolver conflitos de interpretação dos princípios constitucionais é, na verdade, uma tarefa da Suprema Corte debater. Não fazê-lo, segundo ele, seria negligenciar um tema de interesse nacional. 
“Tenho um respeito e admiração pela ministra Cármen Lúcia, e acho que ela tem se comportado com muito equilíbrio. Mas nesse caso eu discordo, porque eu acho que é de toda conveniência nacional, para o interesse público que a matéria seja submetida ao pleno do Supremo. O que não resta dúvidas é que há divergências entre juízes dos tribunais, divergências entre os ministros do próprio Supremo. Então é de toda a conveniência que a matéria tenha uma decisão em conjunto do Supremo. Eu acho que isso é realmente de interesse público e de maneira alguma desprestigia o tribunal. Na verdade, é uma confirmação do exercício da sua competência constitucional”. 
Na última terça-feira (13), a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) enviou ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) um manifesto, no qual solicita que a entidade vá ao STF defender a constitucionalidade da presunção da inocência. Ou seja, para a associação, o cumprimento da pena só poderá ser iniciado, após esgotadas as possibilidades de recurso. No documento, a ABJD  afirma que “quando o artigo 5°, inciso 57, da Constituição Federal de 1988, dispõe que ‘ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória’, isso representa o compromisso do poder constituinte brasileiro com a presunção da inocência, um dos princípios fundamentais do Estado de Direito porque assegura a liberdade do cidadão”.
Cézar Britto, advogado, membro da ABJD e ex-presidente da OAB explica por que a entidade decidiu acionar a Ordem dos Advogados.  “Como a OAB é titular dessa ação, o requerimento foi dirigido a ela pela importância política da ordem, para que ela solicitasse formalmente a inclusão do processo na pauta”.
Dallari afirma que realizou um cuidadoso estudo, buscando verificar opiniões de constitucionalistas sobre a garantia da presunção da inocência até que a decisão não tramite em julgado. “Realmente há uma convicção entre todos os constitucionalistas que, enquanto houver um recurso possível e inclusive recurso extraordinário, a decisão não transitou em julgado, então ela continua em aberto. Então não é decisão definitiva, e por isso eu acho que é um exagero considerar definitiva a decisão depois de uma sentença em segunda instância. A segunda instância é mais uma instância, mas não é a última necessariamente”. 
Para Britto, é preciso desmistificar a ideia de que a revisão do entendimento do STF em relação ao caso ocorreria em benefício do ex-presidente Lula, discurso que a mídia convencional tenta emplacar. “O pedido de pauta do ministro Marco Aurélio é anterior inclusive à condenação do ex-presidente Lula. Então não tem relação nenhuma entre o julgamento que está pautado e o do ex-presidente. Mas ainda que tivesse alguma relação de benefício direto ou indireto, a questão que se põe é: a Constituição, ao garantir que o trânsito em julgado é a forma correta de se garantir ou não a prisão, poderá o judiciário se recusar a debater esse tema que pode causar a prisão desnecessária de vários cidadãos, inclusive o do ex-presidente Lula. Ha uma frase que é correta: ninguém está acima da lei, mas ninguém pode estar abaixo dela”. 
O tema divide opiniões dentro do Supremo Tribunal Federal. A inclusão na pauta depende de decisão da presidenta da casa, a ministra Cármen Lúcia.
Edição: Juca Guimarães

Professores são encurralados e reprimidos na Câmara Municipal de São Paulo

VIOLÊNCIA POLICIAL

Professores são encurralados e reprimidos na Câmara Municipal de São Paulo

Servidores públicos protestavam contra reforma da previdência municipal proposta pelo prefeito João Doria

Brasil de Fato | São Paulo (SP)
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Ouça a matéria:
Professores são impedidos de entrar na Câmara para acompanhar a votação nesta quarta-feira (14) / Brasil de Fato / Rute Pina
Servidores públicos que protestavam contra o projeto de reforma da previdência municipal de São Paulo foram duramente reprimidos pela Polícia Militar (PM) nesta quarta-feira (14). 
Os manifestantes, em sua maioria professores da rede municipal, faziam uma vigília em frente à Câmara Municipal, onde ocorria a discussão do Projeto de Lei (PL) 621/2016, conhecido como SampaPrev, na Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa.
Os presentes reivindicavam que os portões da Casa fossem abertos para que um grupo pudesse participar dos debates. Neste momento, por volta das 14h, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) e um batalhão especial da PM lançaram bombas de gás e balas de borracha contra os manifestantes.
A professora Leila Rodrigues Chaves foi atingida por uma bala de borracha na pernas e no braço direito.  Ela é docente da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Dr. José Manoel Ayres e do Centro Educacional Unificado (CEU) Três Lagos.
"A gente abriu o portão para entrar e eles já receberam a gente com bomba de gás e com tiro de borracha. Ficou tudo muito confuso, e eu sai correndo com medo de levar mais tiros", relatou a servidora pública.
Leila Rodrigues Chaves, professora atingida durante os protestos desta quarta (14) / Brasil de Fato / Rute Pina
Também houve repressão policial no interior da Câmara. A GCM atacou com golpes de cassetete manifestantes que conseguiram entrar no edifício. Ainda não há um número oficial de pessoas feridas após a ação desta quarta.
Mesmo com toda movimentação ao redor da Câmara, os vereadores aprovaram o relatório do vereador Caio Miranda (PSB) sobre o SampaPrev — foram seis votos favoráveis e três contrários à proposta.
Reivindicações
Os professores municipais estão em greve desde a última quinta-feira (8). A principal reivindicação é a retirada do PL que aumenta a contribuição previdenciária municipal - o desconto na folha de pagamento, que hoje é de 11%, pode chegar a 18,2% em alguns casos. O SampaPrev vai afetar cerca de 220 mil servidores públicos.
O projeto foi encaminhado pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT) em 2015, que retirou a proposta em agosto de 2016 após protestos. A nova versão do texto, elaborada pela gestão tucana de João Doria, está em pauta desde dezembro de 2017 e deve ser votada na próxima semana.
Juliane Codonhoto dá aulas na EMEF Ibrahim Nobre, na Vila Tiradentes, Zona Oeste da capital paulista. A preocupação da professora é que o projeto possa sucatear ainda mais a educação pública e privilegiar as instituições privadas.
"Acho que é importante a população pensar que, se você destrói a carreira do professor, você destrói a escola pública. Se os profissionais bem formados, que estão a fim de trabalhar para a educação pública, não têm uma carreira bem-estruturada, quem vai sobrar para dar aulas para as crianças, principalmente as mais desprivilegiadas?", pontuou a professora.
Para ela, a gestão Doria faz propaganda enganosa ao dizer que está combatendo os privilégios do funcionalismo público. “Um projeto como este não destrói simplesmente a aposentadoria lá na frente, ele começa destruindo aqui. Os descontos nos nossos salários chegam a quase 50% e é um salário que já não é alto. Servidores públicos que têm altas regalias não entram neste PL”, alerta. 
Davi do Carmo Ferreira, diretor da Escola Municipal de Ensino Infantil (EMEI) Hernani Silva Bruno, acredita que a atual administração tucana tem como linha uma "política de cortes". Ele relata que, em 2017, o repasse de verba de sua unidade teve uma queda de R$ 17,5 mil.
O diretor da EMEI Hernani Silva Bruno, Davi do Carmo Ferreira, participou do ato nesta quarta /  Brasil de Fato / Rute Pina 
Fortalecimento da greve
Na terça-feira (14), os professores paralisaram 93% das escolas municipais. Para Ferreira, a greve dos professores municipais ganhou fôlego por causa das "declarações mentirosas" de Doria durante a inauguração de um Centro de Educação Infantil (CEI) no distrito do Sacomã, zona sul da capital, nesta segunda-feira (12).
"Ele foi fazer a inauguração de um CEI e nessa inauguração ele disse que estava todo mundo trabalhando lindamente, feliz e contente. Isso ajudou muito mais crescer o sentimento de revolta dentro da categoria", relatou o diretor.
A diretora do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Sinpeem), Lilian Maria Pacheco, considera o aumento da contribuição previdenciária um "confisco de salário" e afirma que não há espaço para revisões no texto do projeto.
“Queremos a retirada do PL desde o começo do governo do Haddad. O Doria conseguiu fazer com que ele ficasse muito mais agressivo. Então, não podemos recuar e nem tem margem para negociação”, defende.
Nesta quinta-feira (15), quando a greve completará uma semana e ocorrerá uma audiência pública sobre o SampaPrev, está programado novo ato em frente a Câmara Municipal. A concentração está marcada para às 14h. A estimativa do Sinpeem é que 100 mil servidores municipais participem da manifestação.
Brasil de Fato procurou a Prefeitura de São Paulo, a Secretaria Municipal de Educação e a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.
Edição: Thalles Gomes

Moradores e movimentos de favelas lançam campanha contra a repressão policial

DIREITOS HUMANOS

Moradores e movimentos de favelas lançam campanha contra a repressão policial

O nome da campanha remete aos carros blindados usados pelas polícias nas operações nas comunidades

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ)
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Campanha “Caveirão Não: favelas pela vida e contra as operações” denuncia o aumento das violações de direitos humanos / RioOnWacht
Foi lançada na semana passada a campanha “Caveirão Não: favelas pela vida e contra as operações” que denuncia o aumento das violações de direitos humanos e a repressão das operações da polícia nas favelas cariocas. 
O nome da campanha remete aos carros blindados usados pelas polícias nas operações que viraram símbolos da repressão policial nas comunidades. Durante o lançamento moradores e movimentos das favelas denunciaram que não só o caveirão continua sendo usado nas operações da Polícia Militar (PM) como agora vem em versões ainda piores, como os helicópteros blindados. A campanha foi inspirada em um movimento feito em 2006 contra o blindado. 
"Áreas inteiras tem casas invadidas e os mandatos eles não especificam uma casa, um lugar, então essas residências são violadas. Nós recebemos denúncias até de uso de chave mestra pelo BOPE em algumas favelas do rio. As famílias são acordadas às 5h horas da manhã com o policial já dentro de casa e isso é um abuso muito grande. E houve um aumento dessa violência, por isso precisou se reunir essas organizações de direitos humanos e esses movimentos sociais para denunciar esses casos”, explica Glaucia Marinho, representante da Justiça Global, organização que participa da campanha. "As operações fecham escola, comércio, impedem as pessoas de ir e vir das suas casas, chegarem nos seus trabalhos. Você tem um impacto na subjetividade do morador de favela”, disse Marinho.
Além destas organizações e movimentos sociais, familiares de vítimas da violência policial policial participaram do lançamento. Um exemplo foi o irmão da menina Maria Eduarda, morta neste ano dentro da escola que estudava durante uma operação policial. 
A representante da organização Justiça Global também denunciou que nesse ano aumentou o número de crianças feridas e mortas em operações policiais. “Quando são registrados por auto de resistência, muitas vezes eles nem investigados são, o policial goza de fé pública. Existe um levantamento também feito pela campanha que apenas 2% de casos envolvendo policiais o Ministério Público investiga e apresenta denuncia à justiça. Então isso precisa ser revisto e é por isso que a gente está aqui se mobilizando”, explica Marinho.
Isto demonstra uma das questões mais apontadas pelos movimentos: as crianças são as mais afetadas pela violência policial. Um levantamento feito pela ONG Redes da Maré mostrou que em 2016 as escolas públicas do complexo ficaram fechadas por 28 dias por conta das operações policiais. Isso quer dizer, que tem 12 anos de escolarização, uma criança moradora da Maré perde o equivalente a 1 ano inteiro de aulas. “Na verdade são violações recorrentes né? Nós não temos que pensar nos efeitos da operação em um dia, mas tudo que ela produz no cotidiano dessas famílias ao longo do tempo”, conclui.
Edição: Vivian Virissimo

MINUTO A MINUTO | ACOMPANHE AS REPERCUSSÕES DO ASSASSINATO DE MARIELLE FRANCO

MINUTO A MINUTO | ACOMPANHE AS REPERCUSSÕES DO ASSASSINATO DE MARIELLE FRANCO

Marielle e o motorista Anderson Gomes foram mortos a tiros na noite desta quarta-feira (14) no centro do Rio de Janeiro
A vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Pedro Gomes foram assassinados a tiros na noite desta quarta-feira (14), no bairro do Estácio, no centro do Rio de Janeiro.
Marielle tinha saído do evento “Jovens negras movendo a estrutura” e quando estava passando perto da prefeitura, um carro emparelhou com o veículo, atirou inúmeras vezes e acelerou em fuga. Uma assessora de imprensa que estava no carro se feriu sem gravidade.
A polícia do Rio de Janeiro ainda investiga o caso, mas trabalha com a hipótese de execução. A polícia identificou pelo menos nove tiros na lataria e nos vidros do carro. Diante desta situação, diversos atos estão sendo organizados para esta quinta-feira (15) em várias cidades do Brasil. Em poucas horas, o caso Marielle já ganhou o mundo e evidencia o atual momento político que estamos vivendo no país.
Nascida no Complexo da Maré, Marielle atuava em defesa dos direitos humanos de negros e negras, denunciando o genocídio de jovens em favelas. Em fevereiro, passou a integrar a Comissão que acompanha a intervenção militar no Rio. Três dias antes do crime, Marielle denunciou o envolvimento de policiais na morte de jovens na cidade.

EN ESPAÑOL
MINUTO A MINUTO | ACOMPAÑE LAS REPERCUSIONES DEL ASESINATO DE MARIELLE FRANCO
Marielle Franco y su conductor Anderson Pedro Gomes fueron muertos a tiros la noche del miércoles (14) en el centro de Rio de Janeiro.
La concejal Marielle Franco (PSOL, el Partido Socialismo y Libertad) y el conductor Anderson Pedro Gomes fueron asesinados a tiros durante la noche del último miércoles (14), en el barrio Estácio, en el centro de Rio de Janeiro.
Marielle salía del evento “Jóvenes negras moviendo la estructura” y cuando pasaba por cercanías de la alcaldía, un automóvil se colocó a un costado de su vehículo, disparó innumerables veces y se dio a la fuga. Una asesora de prensa que estaba en el vehículo fue herida sin gravedad.
Nacida en el Complejo da Maré (conjunto de favelas en Rio), Marielle actuaba en defensa de los derechos humanos de negras y negros, denunciando el genocidio de los jóvenes en las favelas. En febrero, pasó a integrar la comisión que acompaña la intervención militar en Rio. Tres días antes del crimen, Marielle denunció el involucramiento de policías en la muerte de jóvenes en la ciudad.
La policía de Rio de Janeiro investiga el caso y trabaja con la hipótesis de una ejecución. La policía identificó al menos nueve tiros en las latas y los vidrios del vehículo. Ante esta situación, diversos actos están siendo convocados para este jueves (15) en varias ciudades de Brasil. En pocas horas, el caso de Marielle se esparció por el mundo y evidencia el actual momento político que estamos viviendo en el país.

Tweets Organizados por ‎@Brasil_de_Fato sobre o assassinato de Marielle


Tweets Organizados por ‎@Brasil_de_Fato

  1. Recife (PE): ato público em frente ao portão de entrada da Câmara Municipal de Vereadores. "Precisamos proteger quem está falando por nós" https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  2. era uma vereadora combativa, de luta. É o início da ditadura militar que tirou a vida de mais uma pessoa que defende os direitos humanos e o povo brasileiro - Juliana Cardoso (Vereadora PT-SP)
  3. | Mães da Praça de Maio, em Buenos Aires, exigem justiça para Marielle Franco http://bit.ly/2FAIW1j  fotos: @MarchaOrgAr
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  4. | Mujeres en la Plaza de Mayo en Buenos Aires rinden homenaje a Marielle Franco
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  5. MTD: "Queremos denunciar esse ato de violência que expressa o aprofundamento do golpe no país e não se configura como um fato isolado, mas é parte da crescente criminalização das lutas sociais. Reafirmamos: “intervenção não é a solução” https://www.facebook.com/MTDMOTUnacional/posts/2031121893819238 
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  6. Ferréz: "Quem está na luta pelo nosso povo, sabe o tamanho dessa mulher, a luta que ela tinha e a gana de ver o próximo um pouco melhor, um pouco respeitado. Que esse grito não seja em vão. Militância ninguém mata de calibre. @escritorferrez
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  7. Evo Morales, presidente da Bolívia: "Nossa solidariedade à família da companheira de luta e uma valente mulher que sacrificou sua vida em defesa dos direitos humanos" https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  8. No Parlamento Europeu, deputados homenageiam "Assassinaram uma ativista feminista, defensora dos direitos humanos, anticapitalista. Nossa firme condenação, desde o Parlamento Europeu, ao clima de violência politica no Brasil" https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
  9. Em São Paulo (SP), marcha contra reforma da previdência municipal repudia a agressão a professores grevistas e homenageia https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  10. é recebida com muita emoção pelo público do lado de fora da Câmara de Vereadores do Rio."Companheira Marielle, presente! Hoje e sempre!" https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
  11. Nota do MAM: "Na mesma semana em que assassinam uma liderança camponesa em Barcarena (PA), e seu motorista Anderson Pedro são executados no Rio. O genocídio do povo negro continua.Querem instaurar o medo. Não conseguirão" http://mamnacional.org.br/2018/03/15/marielle-presente/ 
  12. "Se os assassinos de forem identificados hoje, o país vai ter que esperar. Os juízes estão em greve pelo auxílio-moradia" - Fernando Morais @nocautefm https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  13. Em São Paulo (SP), servidores públicos municipais repudiam a agressão a professores grevistas e homenageiam com um minuto de silêncio.
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  14. En Rio de Janeiro, mujeres negras formaron un cordón para recibir a en la Cámara Municipal, donde tendrá lugar el velatorio de la concejala http://bit.ly/2FDF6EB 
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  15. Mulheres em marcha no Fórum Social Mundial, em Salvador (BA), denunciam assassinato de "Todos os dias eu tenho medo de morrer e me tornar estatística" https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  16. Cientos de personas se reúnen en la Cinelandia, la plaza pública más grande del centro de la ciudad de Rio de Janeiro e inician la vigilia por el asesinato de Marielle Franco. http://bit.ly/2FAIW1j 
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  17. De @Col_Informa: "Ante este feminicidio político, los movimientos sociales brasileños se están movilizando y organizan para hoy jueves 15 de marzo una jornada de protestas y apoyo a las luchas que Marielle Franco representa." http://bit.ly/2FFeiDS 
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  18. Membros Eleitos do Parlamento Europeu protestam contra a execução da vereadora e ativista brasileira Marielle Franco.
    fonte: Jornalistas Livres https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/marielle-franco-or-ser-mulher-negra-e-resistir-e-sobreviver-o-tempo-todo/ 
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  19. Imprensa internacional repercute assassinato de vereadora no RJ.

    RSI: Assassinada Marielle Franco - Emboscada no Rio de Janeiro. A socialista havia denunciado, entre outras coisas, a violência policial nas favelas https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/marielle-franco-or-ser-mulher-negra-e-resistir-e-sobreviver-o-tempo-todo/ 
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  20. Imprensa internacional repercute assassinato de vereadora no RJ.

    La Vanguardia: Assassinam a tiros a vereadora crítica da Intervenção do Exército no Rio. https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/marielle-franco-or-ser-mulher-negra-e-resistir-e-sobreviver-o-tempo-todo/ 
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  21. "A Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares novamente denuncia a farsa do Golpe de Estado de 2016 e todos os seus desdobramentos, culminando, para o Estado de Rio de Janeiro, na inadmissível intervenção militar". https://saude-popular.org/2018/03/assassinato-da-vereadora-marielle-franco-e-efeito-do-estado-de-excecao-avalia-rede-de-medicos-populares/ 
  22. Centenas de pessoas já estão presentes na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, para dar início à vigília pelo assassinato de https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  23. Marcha no Fórum Social Mundial, em Salvador (BA), denuncia assassinato de ; manifestantes indagam: "Quem matou Marielle Franco?" https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  24. Diversas pessoas começam a chegar na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro. População convocou uma vigília no local para protestar o assassinato de https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  25. Início do ato na Câmara dos Deputados, em Brasília. Atividade virou uma Sessão Solene e está acontecendo no Plenário Ulisses Guimarães. https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  26. "Una mujer negra que actúa políticamente aun hoy es un motivo de celebración y nos enorgullecemos de Marielle y de sus posturas combativas. Que Orun te reciba con una fiesta", declaró la Marcha de Mujeres Negras de São Paulo http://bit.ly/2FAIW1j 
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  27. é a palavra de ordem do Fórum Social Mundial nesta quinta-feira (13). FSM teve início na última terça-feira na cidade de Salvador (BA). https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
  28. Mulheres Sem Terra | Já não bastasse arrancar nossos direitos, nos estupram, matam, assassinam e querem nos calar. Não! Estamos com o peito dilacerado de dor, mas nunca nos calaremos! https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  29. 'É chocante', mas infelizmente não chega a surpreender quem acompanha as estatísticas de violência do Estado, diz o italiano Maurizio Giuliano, diretor da ONU sobre morte de vereadora no Rio.
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  30. "Uma mulher preta na política ainda hoje é fator de celebração e Marielle orgulhava a todas nós com suas posturas combativas! Que orún te receba em festa, E que não nos falte a espada!", escreve a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  31. "Me está faltando la voz. Todas las muertes me matan un poco. Una muerte así me mata más. Mujer, negra, lesbiana, activista, defensora de los derechos humanos. Marielle Franco, su voz resonará en nuestras voces. Gritemos", dijo la cantante @ElzaSoares
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  32. Frente Brasil Popular espera centenas de milhares de pessoas em Maringá (PR), terra do juiz Sérgio Moro, em ato unificado por punição aos assassinos de Marielle e contra a prisão de Lula. https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  33. Centenas de pessoas saem às ruas de Salvador (BA) durante o Fórum Social Mundial para protestarem o assassinato de Mariella Franco e Aderson Gomes. https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  34. "Una mujer negra, feminista, lesbiana y madre fue asesinada por no ser omisa ante la estructura racista, patriarcal, heteronormativa y genocida del Estado brasileño", resalta la Marcha Mundial de las Mujeres http://bit.ly/2FAIW1j @marchamulheres
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  35. Nascida na Maré, Marielle atuava em defesa dos direitos humanos da população negra. Desde fevereiro integrava a Comissão que acompanha a intervenção militar no Rio. Três dias antes do crime, ela denunciou o envolvimento de policiais na morte de jovens. https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
  36. A cidade de São Paulo também se mobiliza contra o assassinato de ; o ato acontece hj na Av. Paulista, às 17h. Confira outras mobilizações por todo o país: https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  37. A luta de "continuará abraçada por todos os brasileiros que sonham com uma nação plena, que trate todos os seus filhos com igualdade, fraternidade e sem qualquer tipo de discriminação", diz a nota da Direção Nacional do PDT.https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  38. De @MiguelUrban: Denunciamos en el Parlamento Europeo el brutal asesinato en Brasil de la activista y concejala del @PSOLOficial Marielle Franco, firme defensora de los derechos de las y los oprimidos
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  39. "Marielle é o retrato do Rio. O ataque a vida de Marielle é um ataque a democracia. Os sonhos de Marielle são os sonhos dos trabalhadores", diz a CUT Rio em nota. Entidade convocado para o ato desta quinta na Cinelândia, às 17h. http://cutrj.org.br/noticias/nota-da-cut-rio-sobre-a-execucao-de-marielle-franco-a708/ 
  40. La Comisión de Derechos Humanos y Minorías de la Cámara de Diputados brasileña instituyó en carácter de urgencia un grupo de parlamentarios para acompañar las investigaciones del asesinato de la concejala Marielle Franco. http://bit.ly/2FAIW1j 
  41. Participantes do Fórum Social Mundial fazem intervenções nas atividades que acontecem neste momento para protestarem pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, na noite de quarta-feira, no Rio de Janeiro. https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
  42. A capital paranaense também fará um ato em protesto à morte de Marielle Franco. Em todo o país, protestos estão sendo organizados para esta quinta-feira (15). https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  43. A atriz Mônica Iozzi, em seu post, contou que conhecia Marielle. "Ela lutava pela paz, por oportunidades iguais para todos. Denunciava a corrupção na câmara, na polícia...", escreveu. https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  44. AO VIVO:: Na tenda do Povo Sem Medo no Fórum Social Mundial em Salvador a pergunta que fica é: quem exterminou Marielle Franco?https://www.facebook.com/brasildefato/videos/1725307404183883/ 
  45. Diversos atos estão sendo marcados em todo o Brasil por conta do assassinato de Marielle Franco. Acompanhe em tempo real os desdobramentos do caso. https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  46. Marielle salía del evento “Jóvenes negras moviendo la estructura” y cuando pasaba por cercanías de la alcaldía, un automóvil se colocó a un costado de su vehículo, disparó innumerables veces y se dio a la fuga. http://bit.ly/2FAIW1j 
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  47. | A cantora Teresa Cristina também prestou homenagem à Marielle. “Difícil pensar alguma coisa nesse momento de tanta dor. Que os familiares de Marielle Franco encontrem algum conforto diante de tamanha brutalidade”. https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  48. Salvador | Durante o Fórum Social Mundial, participantes da atividade da Atividade de convergência 'Austeridade e Desmonte do Estado Nacional' realizam um minuto de silêncio em memória da vereadora Marielle Franco (PSOL). https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  49. Acompañe las repercusiones del asesinato de Marielle Franco.
    Marielle Franco y su conductor Anderson Pedro Gomes fueron muertos a tiros la noche del miércoles (14) en el centro de Rio de Janeiro. http://bit.ly/2FAIW1j 
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  50. Dilma Rousseff | Tristes dias para o país onde uma defensora dos direitos humanos é brutalmente assassinada. Lamento e repudio a morte da ativista Marielle Franco, vereadora pelo PSOL, e de Anderson Pedro Gomes, seu motorista. https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  51. Nesta manhã, o parlamentar Alessandro Molon (PSB-RJ), disse estar indignado com o ocorrido. "Ao que tudo indica, trata-se de uma execução. Tentaram calar a voz de uma mulher guerreira, batalhadora, corajosa.", declarou o deputado. https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  52. "Matar Marielle foi uma ousadia. Nunca o Estado Paralelo teve tamanha ousadia. Ou o Rio se une contra o Estado paralelo, que passa cada dia mais a controlar o Estado de Direito, ou acabou pra todos nós!"
    Washington Quaquá
    Presidente Estadual do PT https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  53. "Marielle foi executada no momento em que vinha denunciando os abusos de autoridade e a violência contra moradores das favelas e bairros pobres da cidade, por parte de integrantes de um batalhão da Polícia Militar", diz o PT em nota. http://www.pt.org.br/nota-do-pt-nacional-pelo-assassinato-de-marielle-franco/amp/?__twitter_impression=true 
  54. Confira vídeo da campanha para o cargo de vereadora de Marielle Franco. Acompanhe em tempo real os desdobramentos do caso https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
  55. "Estou devastado", diz Luiz Eduardo Soares sobre o caso ; Soares é um dos maiores especialistas em segurança pública do país. https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  56. Assassinato de vereadora do Psol repercute no Brasil e no exterior. O crime teve amplo destaque na imprensa estrangeira; assunto é um dos mais comentados no Twitter no mundo https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  57. A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) instituiu em caráter de urgência um grupo de parlamentares para acompanhar as investigações do assassinato da vereadora pelo Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL).https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  58. O deputado pelo PSOL, Marcelo Freixo, esteve no local do crime e, abalado, afirmou que acredita em execução. “A gente tem que esperar as apurações, mas diante da cena e dos fatos, é o que está parecendo [que foi execução]”.https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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  59. Diversos atos estão sendo marcados para esta quinta-feira (15) em protesto ao assassinado da vereadora Marielle Franco. Confira https://www.brasildefato.com.br/2018/03/15/minuto-a-minuto-or-acompanhe-as-repercussoes-do-assassinato-de-marielle-franco/ 
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