terça-feira, 31 de julho de 2018

Maitê Proença e a síndrome do “Eu pago meus impostos!”

Maitê Proença e a síndrome do “Eu pago meus impostos!” Por Nathalí Macedo

 
Maitê Proença
Artigo publicado em 5 de março de 2018.
Maitê Proença nasceu em berço de ouro.
A atriz e apresentadora, filha de um desembargador, sulista e branca de olhos claros, é a personificação do privilégio.
Declaradamente contra o bolsa família e outros programas sociais, ela recebe uma pensão do governo, de seu falecido pai.
Em entrevista a Mariana Godoy na RedeTV, argumentou que o benefício está quitado: “Meu pai pagou a vida inteira um imposto específico para isso.”
Justo.
Desembargadores têm salários entre os mais altos do país – seguidos dos juízes e promotores de justiça –, além de incontáveis benefícios como auxílio moradia, carro funcional e duas férias remuneradas por ano – porque onde já se viu juízes e desembargadores pagarem a própria casa e o próprio carro com seus salários?
Talvez por terem um padrão de vida tão longe do padrão da maioria dos brasileiros, desembargadores e sua prole se consideram semideuses – ou deuses, mesmo, vide o caso do juiz que deu voz de prisão a uma agente da lei seca por ela ter dito que ele não era Deus.
Incrível, aliás, como os ricos adoram justificar qualquer coisa com o bom e velho: “Eu pago meus impostos!”, ou, no caso de Maitê, que tem costas quentes, “Meu pai pagou os impostos!”
Todos – menos o Neymar – pagam seus impostos, especialmente o pobre.
A alíquota do imposto sobre consumo no Brasil é uma das mais altas do mundo. A alíquota do imposto sobre grandes fortunas, por sua vez, é inexistente.
Isso significa que, enquanto gente como Maitê recebe gordas pensões do governo, mesmo não precisando delas, as parcelas mais pobres da população levam o país nas costas e têm negados direitos básicos como saúde e educação pública de qualidade.
Significa, em última instância, que vivemos em um país para ricos.
Maitê disse, ainda, que não deve explicações sobre sua vida privada e sobre como distribui seu dinheiro.
Não precisa explicar, tia: a gente sabe que você se recusa a casar civilmente pra não perder a boca-livre.
A gente sabe que você critica a inexpressiva ajuda dada pelo governo aos miseráveis, mas acha justíssimo que gente privilegiada como você receba benefícios do Estado.
Vagabundo não é o beneficiário do bolsa família, que recebe uma quantia mensal ínfima porque nunca teve oportunidade de trabalho e qualificação profissional.
Vagabundo é quem vive do que não produziu e recebe benefícios dos quais não precisa e aos quais não faz jus.
Em um país sério, as Maitês teriam, sim, de explicar sua incoerências e programas sociais como o bolsa família não seriam questionados por gente que nunca conheceu a fome.
Vivemos, entretanto, o país em que juízes prendem civis que se atrevem a dizer que eles não são deuses.
Um país que, portanto, não é e não pode ser sério.

FORÇA PARA RESISTIR Desânimo, doença senil do neoliberalismo


FORÇA PARA RESISTIR

Desânimo, doença senil do neoliberalismo

A tristeza e seus sintomas não devem levar os indivíduos a abdicar da luta coletiva. Para psicóloga, preservar a saúde emocional e o desejo de prosseguir requer juntar-se. "Se a pessoa se isolar, pira"
por Isaías Dalle, da Fundação Perseu Abramo publicado 31/07/2018 14h04, última modificação 31/07/2018 14h17
CLÁUDIO KBENE E RICARDO STUCKERT
publico do festival lula livre
No sábado nos Arcos da Lapa, ou há mais 100 dias na vigília de Curitiba: gestos compartilhados pela resistência
“Nossos inimigos não nos derrotam quando perdemos. Eles nos derrotam quando desanimamos”. Estas frases, parte dos textos que foram lidos durante o Festival Lula Livre, que reuniu mais de 80 mil pessoas nos Arcos da Lapa, Rio de Janeiro, no último sábado, representam muito mais do que um mantra de manual de autoajuda. São a decifração do objetivo premeditado do golpe e dos ataques neoliberais, e a senha para a necessária resistência.
A melancolia produzida pelo golpe se instalou em primeiro lugar entre aqueles que identificavam a manobra perversa tão logo seus defensores exibiram os tridentes, e foi se alastrando até atingir todos os que tradicionalmente sofrem as injustiças e se aprofundou quando o engodo das promessas de melhora de vida ficou evidente.
Caso a tristeza e seus mais diferentes sintomas permaneçam e levem os indivíduos a abdicar da luta coletiva, o golpe e seus arquitetos terão atingido seu propósito máximo.
O diagnóstico de que a tristeza não é apenas uma consequência natural ou abstrata de um momento pessoal ou da conjuntura político-econômica, mas igualmente parte de um projeto elaborado do poder hegemônico, é compartilhado por diferentes pessoas.
Para essas pessoas, ouvidas pela Fundação Perseu Abramo, o antídoto à sensação de falta de sentido ou de perspectiva, produzida de propósito pelo capitalismo que se pretende onipresente, é juntar-se ao coletivo. Fazer festa, até, como ocorreu no Festival do último sábado, mesmo em meio ao que parece apenas escombros e dúvidas.
“Para manter a saúde mental e o desejo de prosseguir, o melhor caminho é juntar-se aos coletivos. Se a pessoa se isolar, adoece mesmo, pira”, comenta Fernanda Lou Sans Mangano, psicóloga e presidente do sindicato da categoria no estado de São Paulo.
José Genoino, ex-presidente do PT, destacou esse aspecto em recente conversa com militantes e dirigentes. “Se desanimarmos, se perdermos a vontade de resistir, aí eles conseguiram o que queriam”, disse o ex-deputado, ex-ministro e ex-preso político por duas ocasiões, a ditadura civil-militar iniciada em 1964 e o pré-golpe de 2016.
Captando esse panorama, o debate “A Luta que Cura: A Função Terapêutica dos Movimentos Sociais”, realizado em junho na cidade de São Paulo, tornou pequeno o salão da livraria Tapera Taperá. Dezenas de pessoas, jovens em sua maioria, sentaram-se no chão dos corredores externos da galeria para participar.
A psicanalista Maria Rita Kehl, que naquela noite lançava o livro Bovarismo Brasileiro, sintetizou a proposta do debate usando o ponto de partida defendido por Freud, o pai da psicanálise. “Ao contrário da medicina, em que o profissional dá instruções, recomenda práticas de cura, a psicanálise não tem fórmulas. Seu princípio é dizer ao paciente: 'Fala. Fala'. E os movimentos sociais são, para muita gente, o primeiro e o único lugar onde elas podem falar e ser escutadas”, afirmou Maria Rita.
No mesmo debate, Guilherme Boulos, liderança do MTST, narrou sua experiência de descoberta do movimento de luta pela moradia. “Senti a energia renovadora de estar com as pessoas e participar daquele processo de troca, de solidariedade, de dividir as tarefas na cozinha, no cuidado com as crianças. É mais forte e transformador do que qualquer experiência acadêmica”.
O assassinato de Marielle Franco e de Anderson Gomes, a prisão de Lula sem provas, a seletividade da justiça que prende ex-tesoureiros do PT e nem cita os dos demais partidos, a condenação de 23 ativistas por uma corte do Rio, o desassombro crescente da defesa de teses repressoras e preconceituosas, o desemprego, a queda ou sumiço dos salários, o extermínio de direitos e de políticas públicas, a continuidade da repressão nas periferias e tantas outras tragédias são aspectos em relevo de uma dor que se aprofunda em tempos de golpe e, mais especialmente, da ausência de sinais contrários à crise.
“Essa é a experiência da classe trabalhadora hoje – uma classe expulsa do trabalho, que é expropriada materialmente mas também existencialmente. A expropriação do capitalismo funciona também destruindo nossos vínculos, esgarçando nossas confianças uns nos outros”, comenta a antropóloga Alana Moraes. Tomando como exemplo os movimentos de moradia na capital paulista, Alana destaca que “as pessoas chegam falando que sentem o corpo doído, paralisado”.
“O que é resistir senão ter um corpo que, assumindo sua vulnerabilidade, é capaz de se unir a outros e se refazer, se engajar em si próprio outra vez?”, questiona a antropóloga. E propõe uma outra forma de encarar, como movimento, essa questão: “A esquerda não consegue compreender ainda hoje que as pessoas se mobilizam porque sentem no corpo uma transformação, porque o corpo não consegue mais sustentar uma paralisia quando descobre uma cumplicidade no sofrimento do outro. Elas não saem de uma situação-limite porque 'tomaram consciência', mas porque foram capazes de sentir de outro modo”.
Na opinião de Alana, é preciso recuperar a ideia de formas de vida para a superação da melancolia. “Nossas saídas sempre tiveram a ver com composições de outras relações possíveis: vizinhança, compartilhar cuidados, saberes, receitas, terapias, medicações, nossas estratégias de proteção contra a violência doméstica e outras”. Para ela, sem dúvida, “algo acontece quando as pessoas se juntam, quando percebem que outras pessoas se importam com aquele desespero que antes era solitário”.
Nessa perspectiva, talvez novas formas de luta possam ser encontradas em dispositivos antigos ou anteriores à institucionalização de entidades ou formas de organização havia pouco predominantes. O movimento sindical, por exemplo. Para Artur Henrique, dirigente da Fundação Perseu Abramo e ex-presidente da CUT Nacional, é necessária uma rediscussão das formas de organização. “Em conjunto com movimentos sociais e partidos de esquerda, para atuar junto com os movimentos de cultura, de arte, de lazer, nos bairros, nas periferias, para pensar desenvolvimento local, economia solidária, educação, novas formas de comunicação e de disputa”, comenta.
O sindicato presente nos bairros, onde as trabalhadoras e os trabalhadores moram, não é exatamente algo novo, embora pouco cultivado em períodos recentes. O chamado Novo Sindicalismo, profundamente ligado à essência do PT e da CUT, apostou muito nisso. No início do século 20, o movimento sindical, que foi capaz de construir movimentos como a greve geral de 1917, dedicou muito de sua energia e tempo às atividades comunitárias organizadas a partir dos bairros. Com teatro, bailes e portas abertas fora do horário comercial.
Formas diversas de luta pululam em vários espaços. “Quando as pessoas se mobilizam para não ter um posto de saúde fechado, quando ocupam escolas, quando denunciam a violência policial numa quebrada, quando sustentam um cursinho popular, estamos cercados de experiências que podem indicar novos caminhos para a política institucional se democratizar”, comenta Alana Moraes. E democratização envolve mais gente, amplia coletivos, espanta a tristeza e o desânimo.
De qualquer maneira, a solidariedade deve ser a base de tudo, como força motriz contra a opressão capitalista. Mesmo quando tudo parece perdido. Um testemunho poderoso vem de Sérgio Silva, o Serginho, fotógrafo que foi atingido por uma bala de borracha em seu olho esquerdo pelas forças de repressão enquanto cobria manifestações de rua em junho de 2013. Serginho perdeu a visão. “O que me deu força para continuar foi o apoio que eu recebi de pessoas que eu conhecia e daquelas que eu nem conhecia”, conta ele.
Serginho trabalha atualmente na Fundação Perseu Abramo. Continua acompanhando os movimentos sociais. Durante a Flipei (Feira Literária de Paraty – Editoras Independentes), lançou o livro Memória Ocular – Cenas de um Estado que Cega, junto com Tadeu Breda. Nele, narram a violência das armas oficiais que atinge os cidadãos e buscam energia renovada para manter a resistência.

Bolsonaro no 'Roda Viva' desnuda estrago que a concentração da mídia faz ao Brasil


ELEIÇÕES 2018

Bolsonaro no 'Roda Viva' desnuda estrago que a concentração da mídia faz ao Brasil

Veículos comerciais pavimentaram a estrada para o candidato do PSL crescer. E agora não sabem como lidar com ele
por Glauco Faria, da RBA publicado 31/07/2018 17h12, última modificação 31/07/2018 17h54
PIXABAY
corvos bolsonaro
“Cría cuervos que te sacarán los ojos”: o ditado espanhol pode se aplicar à mídia tradicional?
São Paulo – Já foram feitas diversas análises da participação do presidenciável do PSL, o deputado Jair Bolsonaro, no programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira (30). O programa alcançou recordes de audiência em sua série com presidenciáveis, tanto na televisão aberta quanto no YouTube. Parte disso é fruto do engajamento do seu séquito, outra parte vem da chamada "torcida contrária" que queria ver o candidato sangrar (ou passar vergonha) em rede nacional.
Pode-se dizer que Bolsonaro não decepcionou nenhum dos dois segmentos. Seu discurso habitual carregado de ódio à esquerda e desrespeito a minorias estava lá, em seu habitual lugar de lugares comuns hoje banais em grupos de Whatsapp e comentários de portais e redes sociais. O presidenciável é o amálgama disso e não desagradou seu eleitorado. Por outro lado, ao falar de Vladimir Herzog, desancar José Gregori, negar ou relativizar a tortura na ditadura civil-militar, defender "licença para matar" para as polícias, causa ojeriza e repulsa de outra parcela da sociedade.
Em julho de 2015, Bolsonaro já aparecia em uma pesquisa CNT/MDA com índices que variavam entre 4,6% e 5,5%. Pouca gente se preocupou, mas era a primeira vez que o candidato saía da margem de erro. Ocupava um espaço aberto graças, em parte, à agressiva campanha do tucano Aécio Neves no ano anterior, onde apelou para o mais raso antipetismo (que na prática tinha como alvo todo campo da esquerda ou similar) para, primeiro, chegar ao segundo turno superando Marina Silva, e depois tentar bater Dilma Rousseff. O presidenciável do PSDB, em sua empreitada, contou com a generosa ajuda da mídia que se pretende hegemônica. E também não recusou – ou até cortejou – o auxílio de páginas proto fascistas e grupos vindos dos subterrâneos das redes sociais.
Foi essa mesma mídia que ajudou a inflar os protestos contra a presidenta Dilma Rousseff. Ali, outros veículos não alinhados já denunciavam todo o caldo que incluía extremismos perigosos, saudações à ditadura e toda a agressividade que era sublimada na cobertura jornalística tradicional em nome de uma "causa maior": alijar o grupo político que estava no governo.
O que saiu do previsto naquela altura era que o sentimento antipetista extrapolasse seus limites e se tornasse antipolítico. Alckmin e Aécio foram hostilizados em uma das manifestações pelo impeachment na Avenida Paulista. Um estudo feito em meio ao protesto anti-Dilma de 12 de abril de 2015, 73,2% dos entrevistados diziam não confiar em partidos. Mesmo a legenda com maior apoio, o PSDB, tinha a confiança de apenas 11% dos manifestantes.
Estava aberto o caminho para Bolsonaro, que desde então cresceu, assegurando a vice-liderança nas sondagens. Ontem, os entrevistadores do Roda Viva fizeram algum esforço para desconstruí-lo. Mas é bom lembrar que o deputado não é alguém que surgiu agora. Há anos destila ódio e preconceito na Câmara dos Deputados. Em 2009, por exemplo, dizia que "quem busca osso é cachorro", se referindo às buscas pelos restos mortais dos guerrilheiros do Araguaia, pendurando na porta de seu gabinete uma camiseta com a mensagem: "Direitos Humanos: esterco da vagabundagem".
Isso não causou espanto na mídia tradicional, e quase ninguém repercutiu. Em uma das perguntas feitas a ele no Roda Viva, Bolsonaro devolveu dizendo que o jornal O Globo, em editorial, havia saudado a derrubada de João Goulart, demonstrando o apoio da mídia ao golpe de 1964. Em resposta, um dos membros da bancada disse que diversos veículos fizeram mea culpa em relação a seus posicionamentos à época. Mas não há registro de nenhuma retratação, por exemplo, da Folha de S.Paulo por denominar o período da ditadura civil-militar de "ditabranda". Isso foi dito há alguns anos, em editorial de fevereiro de 2009, e não na década de 1960...
O fato é que toda a mídia tradicional se importa muito pouco com os direitos humanos. Com direitos sociais. Com direitos, enfim. Nada mais natural que tenha problemas em afrontar Bolsonaro em um debate desses. Tome-se outro exemplo da entrevista com o candidato do PSL. Por meio de uma pergunta gravada por Frei David, da ONG Educafro, Bolsonaro é questionado a respeito do sistema de cotas. Desfila um festival de bobagens históricas e lugares-comuns sobre meritocracia.
Até observam o que disse a respeito da colonização portuguesa, mas entre os membros da bancada, onde não há nenhum negro, não se dá uma palavra sequer a respeito dos evidentes resultados do sistema de cotas no Brasil. Simplesmente porque cotas ou desigualdade racial são pautas que não interessam aos veículos comerciais que, ou se calam a respeito ou, assim como Bolsonaro, evidenciam seu posicionamento contrário ao sistema em editoriais e na sua cobertura.
Quando questionado sobre programa de governo ou iniciativas concretas que poderia tomar como presidente, o presidenciável do PSL se confunde, como aconteceu quando se aventurou a falar de saúde pública. Poderia ter sido confrontado, por exemplo, sobre seu posicionamento favorável à "reforma" trabalhista, aquela que iria criar empregos, mas que não só precarizou a mão de obra no país como foi incapaz de deter o aumento do desemprego. Mas aí havia um problema: os veículos representados na bancada do Roda Viva também são favoráveis à dita reforma.
A falta de diversidade da composição da bancada reflete, na prática, a concentração da mídia brasileira. Essencialmente comercial, anabolizada pela falta de regulação e oligopolizada, caminha em marcha unida e em diversos pontos pensa igual a Bolsonaro. Talvez aí resida o porquê de ser tão difícil para essa mesma mídia desconstruí-lo, tarefa necessária para que o candidato do establishment, Geraldo Alckmin (PSDB), chegue ao segundo turno. Além disso, pode ser que esse mesmos veículos precisem ainda do candidato do PSL. No vale-tudo midiático, a diferença entre civilização e barbárie é mais tênue do que se enxerga.

Teto para comprar imóvel com FGTS sobe para R$ 1,5 milhão ISTO É DESVIO DE FINALIDADE

Teto para comprar imóvel com FGTS sobe para R$ 1,5 milhão

Esse valor máximo vigorou entre fevereiro e dezembro do ano passado em caráter temporário, como forma de estimular a construção civil

Teto para comprar imóvel com FGTS sobe para R$ 1,5 milhão
Notícias ao Minuto Brasil
HÁ 35 MINS POR FOLHAPRESS
ECONOMIA CRÉDITO
OCMN (Conselho Monetário Nacional) decidiu aumentar, em reunião nesta terça-feira (31), o limite máximo para o valor de imóveis que podem ser financiados com o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).
Segundo pessoas próximas às conversas, esse teto passará de R$ 950 mil, para compradores de imóveis em São Paulo, Minas Gerais, Rio e Distrito Federal, para R$ 1,5 milhão em todos os estados.
A decisão será divulgada nesta noite.
Esse R$ 1,5 milhão de valor máximo vigorou entre fevereiro e dezembro do ano passado em caráter temporário, como forma de estimular a construção civil, um dos setores mais afetados pela crise econômica dos últimos anos.
O limite máximo dos juros das operações enquadradas nas regras do SFH (Sistema Financeiro de Habitação) é de 12% ao ano.
O conselho ainda decidiu flexibilizar a regra do percentual do que os bancos precisam aplicar em crédito imobiliário, permitindo que os bancos usem parte dos recursos para financiar imóveis fora do SFH. Com informações da Folhapress.

ATO EXTREMO Militantes iniciam 'greve de fome por justiça' e entregam documento ao STF

ATO EXTREMO

Militantes iniciam 'greve de fome por justiça' e entregam documento ao STF

Ativistas afirmam que só encerrarão movimento quando Lula estiver em liberdade. “Lutamos porque ainda há fome e não podemos perder o pouco que a gente tem”
por Redação RBA publicado 31/07/2018 17h23, última modificação 31/07/2018 17h47
MST
Manifesto Greve de fome
Leitura do manifesto que explica razões da greve e associa prisão de Lula a cenário de perda de direitos e aumento da pobreza
São Paulo – Às 16h40 desta terça-feira (31), o frei franciscano Sérgio Görgen declarou, dentro do Supremo Tribunal Federal (STF), “iniciada a greve de fome para que a justiça se restabeleça no Brasil”. Integrante, como o frei, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), a militante Rafaela Alves, de Sergipe, acrescentou, enquanto caminhavam para sair do interior do tribunal: “Lutamos porque ainda há fome e não podemos perder o pouco que a gente tem”.
A greve de fome por tempo indeterminado foi iniciada como um ato extremo pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde o dia 7 de abril nas dependências da Polícia Federal em Curitiba. Os manifestantes prometem que só encerram o movimento quando o ex-presidente estiver em liberdade. O texto do manifesto é breve e menciona os retrocessos sociais em andamento no país:
Nós, militantes dos movimentos populares do campo e da cidade, ingressamos conscientemente na “Greve de Fome por Justiça no STF”, iniciada no dia 31 de Julho de 2018 em Brasília, por tempo indeterminado.
Nossa opção por esse gesto extremo de luta decorre da situação extrema na qual se encontra nossa Nação, com a fome e as epidemias retornando e o desemprego desgraçando a vida de nosso povo.
O que motiva nossa decisão é a dor e o sofrimento dos brasileiros e brasileiras.
Nossa determinação nasce também pelo fato de que o Poder Judiciário viola a Constituição e impede o povo de escolher pelo voto, soberanamente, o seu Presidente e o futuro do país.
Rafaela e frei Sérgio estão acompanhados na greve de fome pelos militantes do MST Jaime Amorim (Pernambuco), Zonália Santos (RO) e Vilmar Pacífico (PR); e Luiz Gonzaga Silva, o Gegê (PB), da Central de Movimentos Populares.
Frei Sérgio disse ainda que “o jeito com que o Supremo nos tratar é o jeito com que vai tratar o povo". "Eles (os ministros) não podem violar aquilo para o qual foram colocados no tribunal, que é zelar pela Constituição”.
Zonália declarou nos microfones que já é avó e participa do movimento pelas crianças de todo o Brasil. 
Os grevistas voltaram a declarar que os membros do Judiciário serão responsáveis pelo que acontecer com os grevistas de fome. Frei Sérgio reafirmou que os principais responsáveis são os seis ministros que votaram contra o habeas corpus que poderia ter colocado Lula em liberdade: Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Luiz Fux e Rosa Weber.
MSTprotocolo-stf
Os grevistas protocolaram o documento no STF logo após a leitura

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Festival Lula Livre




REVISTA ACADÊMICA FRANCESA LANÇA EDIÇÃO SOBRE O CAOS POLÍTICO NO BRASIL