sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Tarso Genro: prisão de Lula impede PT de debater futuro do partido


Reflexões políticas

Tarso Genro: prisão de Lula impede PT de debater futuro do partido

por Marina Gama Cubas — publicado 30/11/2018 00h29, última modificação 30/11/2018 09h44
Para o ex-ministro da Justiça, partido terá que enfrentar, cedo ou tarde, 'discussão profunda' sobre sua atuação política
Pedro Revillion/Palácio Piratini
Tarso Genro
Para Tarso Genro, modelo de união da esquerda portuguesa pode ser alternativa para a brasileira
Às vésperas de um encontro de dirigentes petista em Brasília, Tarso Genro, ex-governador do Rio Grande do Sul e ministro nos governos Lula, conversou com a CartaCapital sobre os pontos que considera mais urgentes para uma renovação do partido.
Genro é uma voz dissidente da corrente que hoje preside a legenda e não deixou de refletir sobre o futuro da esquerda e os caminhos possíveis para que o PT. Interlocutor de Fernando Haddad, tem dialogado também com pensadores e políticos estrangeiros e enxerga o modelo parlamentar português um bom exemplo a ser seguido no Congresso de 2019.
“A forma através da qual a esquerda portuguesa continua sua unidade foi não falando sobre suas divergentes e buscando sempre a convergência”, diz. Ele conta que os distintos partidos de uniram para trabalhar por uma agenda unitária, mesmo que pequena e, progressivamente, alargando o espectro de programas em comum.
O ex-ministro de Lula vê na postura defensiva que o PT teve que assumir nos últimos anos o impeditivo para que o PT possa pensar de forma profunda seu futuro. "O PT está num processo defensivo há muito tempo, desde o momentos que se iniciou um cerco conservador contra o governo da presidenta Dilma, e praticamente o PT não desenvolveu, nos debates que deveria ter desenvolvido, direcionamentos para se encontrar com o mundo atual", afirma.
Ressalva, porém, que a sigla perdeu oportunidades também. "Nos governos Lula, o partido passou por um período muito triunfalista, mas não fez nenhum esforço para desenvolver um pensamento crítico novo do sistema de dominação atual." Leia a entrevista a seguir:
CartaCapital: Um dos assuntos que o senhor considera central para a discussão dentro do PT é a definição do caráter da frente política que o PT deve apostar daqui para frente? Como deveria ser na sua opinião?Tarso Genro: Acho que os partidos do campo da esquerda e centro-esquerda devem considerar, na sua estratégia política, na verdade um conjunto de frentes que irão se formar, em consonância com o desenvolvimento do processo político concreto: frente nos movimentos sociais reais, tratando de temas que serão diversificados segundo os conflitos em curso; frente no parlamento, que penso deva se formar a partir de uma agenda mínima positiva, em que os partidos poderão atuar unitariamente com um programa mínimo convergente (desbloqueamento do orçamento, defesa de recursos para educação saúde e segurança, propostas de alternativas às reformas da previdência e trabalhista etc.); e frente política, de partidos de esquerda e centro esquerda, para ir forjando, desde logo, um programa unitário estratégico para retomar o Governo nas próximas eleições e assim reencaminhar, no Brasil, o Estado Social.
Todas estas "instâncias" frentista se comunicam, no processo político, mas são espaços distintos de luta e de produção de ideias. Esta última instância frentista - a mais importante em termos estratégicos - não pode ser formada a partir do pressuposto de que algum partido seja automaticamente hegemônico.  
CC: Nos últimos anos o PT se distanciou dos movimentos sociais. De que forma ele pode retomar esse vínculo?TG: O PT não se distanciou dos movimentos, os movimentos mudaram. Hoje temos um conjunto de movimentos sociais que não tem nenhum partido que abranja de forma mais organizada e não tem diálogo mais permanente. Temos o Movimento dos Sem Terra, o movimento dos pequenos agricultores, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, os movimentos ambientalistas, os movimentos de gênero. Há uma variedade bem maior do que 20 anos atrás.
Os partidos de esquerda tem que considerar isso para saber se aproximar de uma forma mais íntima e menos controladora desses movimentos. Para alimentar politicamente esses movimentos, aprender com eles, e também ajudá-los a construir suas lutas de uma maneira autônoma em relação os partidos.
CC: Quando você fala em aprender com eles, acha que faltou humildade para ouvir esses movimentos? Porque eles estão ai já há alguns anos, firmes e fortes.TG: Eles adquiriram importância muito maior agora do que há oito anos. Não se trata de mais ou menos humildade. Trata-se de uma necessidade de renovação da esquerda, em escala mundial, que ela compreenda que as estruturas de classe do capitalismo permanecem as mesmas - as desigualdades sociais, os confrontos de interesses de classe - só que adquiriram formas diferentes, com demandas diferentes. São demandas radicalmente economicistas ou demandas novas que não estão incorporadas na agenda dos partidos. Os partidos precisam ter programas mais adequados e contemporâneos à realidade que vivemos. As questões de interesse de classe permanecem latentes e fundamentais, mas não são mais as únicas.
CC: O PT está de braços abertos para receber essas novas demandas dos movimentos? O quanto isso pode ser solucionado de forma imediata?TG: Nada é imediato. O PT está num processo defensivo há muito tempo, desde o momentos que se iniciou um cerco conservador contra o governo da presidenta Dilma, praticamente o PT não desenvolveu, nos debates que deveria ter desenvolvido, direcionamentos para se encontrar com o mundo atual. Essa defensibilidade prejudicou a produção desse pensamento crítico. 
Nos governos Lula, o partido passou por um período muito triunfalista, mas não fez nenhum esforço para desenvolver um pensamento crítico novo do sistema de dominação atual. Agora, se essa direção vai encaminhar ou não essas questões na reunião, eu não sei.
CC: Isso foi um erro, uma inabilidade ou uma situação imposta?TG: Não estávamos preparados para enfrentar. Isso não é uma coisa só do PT, mas um conjunto da esquerda no geral. Nós, do PT, não soubemos enfrentar.
CC: Você fala de uma agenda positiva e convergente numa frente parlamentar. Considerando a cultura política do Congresso brasileiro, acredita ser possível construir isso nos próximos quatro anos?TG: Nesse particular, temos que observar isso aí a partir do exemplo português: ter uma agenda mínima, pequena e unitária que poder trabalhar em conjunto e, então, progressivamente ir alargando o espectro da unidade. A forma através da qual a esquerda portuguesa continua sua unidade foi não falando sobre suas divergentes e buscando sempre a convergência. Se é possível ou não fazê-lo aqui depende da habilidade, da capacidade e da força dos agentes políticos que vão construir isso - direção dos partidos e pessoas mais preparadas que estão no parlamento.
CC: A luz do que ocorreu nas eleições deste ano, em que se tentou construir uma união da esquerda e partidos progressistas, não acha difícil conseguir trazer esse modelo ao Brasil?TG: Isso aí foi determinada pela forma como as nossas grandes lideranças operam em momentos críticos como esse. Não é uma questão de cultura política do País. Em outros momentos houve grandes unidade para dar sustentação para determinados projetos. Claro que a situação agora é mais complexa, mas não é impossível.
CC: O PT prevê que haverá quatro anos críticos.TG: Sim.
CC: Não foram justamente  em momentos críticos que o PT ficou limitado para pensar novos rumos, como o senhor falou?TG: Precisamos partir da premissa que a práxis ensina.
CC: Você está dizendo que é necessário ser otimista?TG: Mais que otimista, a gente tem que ser ousado para sair dessa situação que estamos agora. Isso não é uma coisa fácil, mas se não tivermos ousadias e boas propostas o bolsonarismo vai destruir o país.
CC: Quando o senhor fala sobre o pressuposto de que algum partido seja automaticamente hegemônico, você fala do PT. É uma ideia enraizada dentro da sigla?TG: É um discurso equivocado. A hegemonia é uma posição conquistada e as pessoas têm que entender que essas posições conquistadas são contingentes, não são estruturais.
A posição se torna uma posição hegemônica estrutural quando o ator político está no poder e exercer uma direção política consentida. Agora isso não existe. Essa direção política consentida tem que ser conquistada. Então o PT, como um campo da esquerda, tem que compreender isso e dar o exemplo para seus aliados, para que se possa montar um novo aparato político democrático.
CC: Como fazer a direção perceber que o hegemonismo político não é o caminho para os próximos anos?TG: Tem que partir do debate político e tem que ser exemplado pelo PT esse debate por ser o maior mais forte. Essa é uma elaboração interna que O PT tem que fazer para se credenciar a partir disso e não a partir da sua força meramente eleitoral.
CC: Como, na sua opinião, deve ser a oposição feita ao governo Bolsonaro e quais as propostas que o PT deve apresentar para o futuro? TG: A oposição deve atuar em dois níveis de luta bem claros, na minha opinião. Primeiro, bloquear as reformas que visam desmontar o que nos resta de Estado Social e, de outra parte, divulgar amplamente propostas concretas sobre cada tema em debate, para promover uma consciência majoritária na sociedade de que o liberalismo rentista não é o único caminho. Segundo, apresentar a proposta de um novo sistema de proteção social e laboral de renda mínima, para os "meia-jornada", intermitentes, precários e terceirizados de baixa renda, como tarefa central da esquerda pensante, para que estes trabalhadores não sejam levados à semi-escravidão e ao "apartheid" dentro do próprio mundo trabalho, que está sendo diluído e reconstruído pelas reformas". Sem isso, a esquerda vai colaborar, pela omissão, para uma desorganização profunda das massas assalariadas e para o aprofundamento da sua marginalização política.
CC: Quais relações internacionais devem ser privilegiadas para a construção de um novo projeto do PT em meio à crise de legitimidade dos partidos? TG: Diversidade total de pontos de apoio no sistema global, negociando políticas e intercâmbio -comercial e cultural- com países e blocos que aceitem formas de cooperação interdependente com soberania, sem alinhamento prévio. 
CC:  Pode explicar melhor?TG: As nossas relações internacionais não devem ter uma seletividade ideológica. A seletividade que devemos ter tem que estar fundada nas necessidades econômicas e políticas do País de maneira democrática, para se relacionar com todos os países que tenham interesse e relações de cooperação, seja os EUA seja a Coreia do Norte, aliás como todos os países fazem.
CC: Você disse que o temas mais urgentes não deverão ser discutidos com o aprofundamento que merecem. Por quê?TG: Eu acho que o que prejudica muito a discussão interna do PT é que na verdade o Lula se tornou uma espécie de refém do projeto neoliberal do país. Isso leva a uma situação de indignação dentro do PT e dos setores que apoiam o partido que o impedem de fazer discussões mais livres e abertas neste momento em função da situação daquela pessoa que tem sido uma espécie de auditor das grandes ideias políticas do partido. Independentemente disso, mais cedo ou mais tarde o PT terá que fazer essas discussões de maneira profunda.
CC: O PT está tão limitado como antes?TG: É uma limitação política que o PT não soube superar. É uma limitação expressiva e que se tornou mais fortes diante dos ataques que o presidente eleito tem feito em relação ao partido e contra a esquerda aproveitando o cerco midiático. 

Justiça de Honduras condena sete pessoas pelo assassinato da ativista Berta Cáceres

Justiça de Honduras condena sete pessoas pelo assassinato da ativista Berta Cáceres

Entre os condenados, estão representantes da empresa Desarrollos Energéticos (DESA), responsável pelo projeto hidrelétrico Agua Zarca, ao qual a líder e as comunidades indígenas lenca sempre se opuseram

REDAÇÃO

Brasil de Fato Brasil de FatoTodos os posts do autor
A Justiça de Honduras condenou, nesta quinta-feira (29/11), sete de oito pessoas acusadas de envolvimento no assassinato da militante e liderança indígena popular Berta Cáceres.
Sergio Rodríguez, Douglas Bustillo, Mariano Díaz Chávez, Elvin Rápalo, Óscar Torres Velásquez, Edilson Duarte e Henry Hernández foram presos preventivamente até janeiro de 2019, quando terão suas penas individualizadas. Já Emerson Duarte foi absolvido por falta de provas.
Entre os condenados, estão representantes da empresa Desarrollos Energéticos (DESA), responsável pelo projeto hidrelétrico Agua Zarca, ao qual a líder e as comunidades indígenas lenca sempre se opuseram.
Rodríguez atuou como gerente de assuntos comunitários e ambientais da empresa no período que corresponde ao assassinato da militante, e Douglas Bustillo foi chefe de segurança da companhia entre 2013 e 2015.
O julgamento, finalizado no último sábado (24/11), ocorreu mais de dois anos e meio depois do assassinato de Cáceres. A sentença é vista pelos movimentos populares e organizações hondurenhas como uma vitória parcial, já que os mandantes do crime não foram responsabilizados.
Em nota, a família da ativista e o Conselho de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (COPINH) afirmaram que "o veredito que acabam de emitir não satisfaz nossas exigências de justiça". "As estruturas e as pessoas que deram dinheiro para esses criminosos assassinarem Berta Cáceres seguem gozando da liberdade e da possibilidade de continuar cometendo crimes como este de maneira impune."
Quem foi Berta Cáceres
Berta Cáceres foi morta no dia 3 de março de 2016, após anos de perseguição e ameaças por causa da militância contra o projeto hidrelétrico Agua Zarca. A indígena pertencia ao COPINH e defendia o território lenca e o rio Gualcarque, considerado sagrado por esse povo indígena.
O projeto hidrelétrico da barragem contava com o financiamento do FMO (o banco de desenvolvimento dos Países Baixos), com US$ 15 milhões; o FinnFund (fundo finlandês de cooperação industrial), com US$ 5 milhões, e o BCIE (Banco Centro-americano de Integração Econômica) com US$ 24,4 milhões.
Em julho de 2017, o FMO e o FinnFund abandonaram o projeto devido às pressões e denúncias realizadas pelos movimentos populares hondurenhos. À época, o COPINH considerou a retirada das instituições financeiras uma medida insuficiente, denunciando que “não se consideram responsáveis pela morte e violações de direitos humanos que resultaram do projeto".
Familiares da ativista, organizações e movimentos sociais afirmam que o assassinato da líder comunitária não deve ser encarado como um caso aleatório cometido por pistoleiros. Para eles, o crime foi resultado de anos de vigilância ilegal, infiltração e perseguição da própria militante e de sua organização.
Movimentos e organizações populares de toda a América Latina e do mundo, após sua morte, popularizaram o lema: Berta no murió, se multiplico (Berta não morreu, multiplicou-se)
Goldman Environmental Prize / Divulgação
Sete pessoas foram condenadas pelo assassinato da ativista hondurenha Berta Cáceres

Voltando para Cuba, médicos que atuavam em São Paulo dizem retornar com "moral alta"


https://www.youtube.com/watch?v=l4XDj_4KFq4&t=

Mais Médicos: As mentiras que continuam sendo contadas sobre a Medicina em Cuba

Mais Médicos: As mentiras que continuam sendo contadas sobre a Medicina em Cuba

Muitas inverdades sobre a qualidade do ensino de medicina e formação profissional de médicos em Cuba tem sido "espalhadas" desde o início

NÉSIO FERNANDES

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Portal Vermelho Portal VermelhoTodos os posts do autor
Desde que foi criado o Programa Mais Médicos e grande parte dos profissionais que o integram vieram de Cuba, muita mentira tem circulado sobre a formação daqueles profissionais oriundos e suas condições de trabalho no Brasil. As mentiras se espalharam com maior profusão nas redes sociais e se intensificaram depois que Jair Bolsonaro afirmou que fará mudanças no Mais Médicos que tornam inviável a permanência dos cubanos no programa e levaram Cuba a encerrar a parceria.
Espero que este texto ajude a entender como é a formação médica no Brasil e em Cuba partindo de algumas ideias erradas que tem sido divulgadas.
Solidários a Cuba / Foto: Sandman998
Jovens de todo o mundo estudam e se formam na Escola Latino americana de Medicina de Cuba
Curso de Medicina em Cuba segue o modelo soviético
Lorota. O modelo soviético de medicina nunca entrou em Cuba. O modelo cubano de formação médica segue o modelo flexneriano clássico, o modelo norte-americano, o mesmo seguido pela formação médica no Brasil. O diferencial na formação cubana é a intensiva carga horária prática, a formação humana e o rigor na avaliação e exigência nos estudos.
Formação médica tem apenas quatro anos
O curso tem 6 anos, divididos em 2 anos de ciências básica e pré-clínica e 4 anos de clínica. Igual ao Brasil (profundamente parecido as Diretrizes Curriculares Nacionais do Brasil), igual ao modelo flexneriano.
Como a residência médica é universalizada, todos os egressos tem acesso direto à residência médica, sendo obrigatória à residência em Medicina de Família e Comunidade (lá chamada de MG) antes de cursar uma segunda residência.
Na sede da Escola Latino Americana de Medicina (ELAM) em Havana, os estrangeiros cursam os 2 primeiros anos de ciclo básico e pré-clínico, os 4 anos clínicos seguintes cursam em 18 faculdades espalhadas no País, realizando o estágio nos diversos hospitais e serviços de atenção primária em saúde.
75% da carga horária é hospitalar!
Cuba forma 300 médicos por ano
Cuba universalizou o acesso a universidade a todas as províncias e a maioria dos municípios do país possuem faculdades em diversas áreas. Os cursos de medicina existem em todas as microrregiões do país, cada faculdade deve formar entre 50 e 100 médicos por ano.
A ELAM que recebe estudantes estrangeiros chegou a receber 1.000 estudantes ano, hoje tem uma matrícula bem menor e não se restringe a América Latina.
Médicos graduados em Cuba querem fugir do Revalida
90% dos médicos graduados em Cuba revalidam seus diplomas em um ou dois anos após formados. Se preparam para os exames de revalidação no Brasil, muitos fazem os mesmos cursos preparatórios para os exames das provas de residências médicas que os médicos formados no Brasil fazem.
Médicos formados em Cuba são do MST, do PT e do PCdoB
A ampla maioria dos estudantes brasileiros e estrangeiros em Cuba não são militantes de partidos de esquerda. Quando existiam as bolsas de estudo, que já não existem mais como na época de Fidel, somente 30% das vagas eram ofertadas às organizações como MST, PCdoB, PSB e PT. Mesmo entre esses, encontramos hoje eleitores de Bolsonaro.
A maioria dos estudantes de Medicina em Cuba, cubanos e estrangeiros, são jovens comuns que sonham em ser médicos, viver a sociedade de consumo e não são nem um pouco politizados. É fato que entre eles encontramos uma proporção importante de jovens interessados em trabalhar com a saúde pública. É uma estupidez afirmar que são agentes de internacionalização do socialismo cubano. Nem estrangeiros, nem cubanos querem “exportar o modelo cubano”.
Médicos Cubanos são agentes infiltrados
Médicos cubanos geralmente não gostam de política, estão preocupados em enviar recursos financeiros a suas famílias e a melhorar de vida como qualquer pessoa comum. São extremamente disciplinados e não se metem nas questões políticas internas de outros países. A maior parte dos países que já receberam missões médicas cubanas são governados por políticas de direita e são países capitalistas.
Médicos cubanos são piores ou melhores que os médicos brasileiros

Existem médicos bons e ruins em todos os países, inclusive entre cubanos e brasileiros, a questão é que os médicos cubanos são funcionários públicos que participam de uma missão oficial de seu país e vão trabalhar em áreas e em condições que os médicos brasileiros não aceitam, até os brasileiros formados em Cuba não vão para onde eles vão.
Os médicos cubanos são escravos
Os médicos cubanos recebem aproximadamente R$ 3.300,00 do valor pago a Cooperação com a OPAS/CUBA. Também recebem em média R$ 2.500,00 reais de auxílio moradia e alimentação dos municípios onde trabalham. Isso equivale a R$ 5.800,00 reais de remuneração/mês. Esse valor não tem nada de trabalho escravo. Médicos dos países capitalistas da América-latina como Uruguai, Chile, Argentina, Colômbia, Peru, recebem médias salariais menores que essa para trabalharem 32 horas semanais, como trabalham os médicos cubanos no Brasil. Em diversas capitais do Brasil esse valor é próximo a remuneração dos médicos praticadas no SUS.
A presença dos médicos cubanos é um desrespeito a medicina brasileira
No Brasil 40% do orçamento do Governos Federal vai para os juros e amortização da dívida. A carga tributária sobre os trabalhadores e a classe média é absurda. Desconte os 27,5% do Imposto de renda, os 40% da arrecadação federal que ficam com a especulação, os lucros exorbitantes dos Bancos, o valor pago pelo SUS a consulta médica especializada (R$ 10,00), o valor que a Unimed e outras operadoras descontam e repassam aos médicos brasileiros, a terceirização plena, a PJotização da profissão médica e o fim dos direitos trabalhistas: entenda que o problema da medicina no Brasil não está nos cubanos, está na política de ajuste fiscal e neoliberal que o Brasil esta submetido desde o governo Collor.
Consideração Final
De fato Cuba não é o país das maravilhas, nem Fidel ou Raúl eram Alice, mas entendo que o respeito a autodeterminação dos povos e a boa educação com os imigrantes deve prevalecer diante de preconceitos raciais, ideológicos, políticos, religiosos, gênero etc...
O Brasil viveu anos de ódio e intolerância, penso que o momento é de repensar e unir nos em torno de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento para o país, tornando o Soberano, Desenvolvido, Justo e democrático.
*Nésio Fernandes de Medeiros Junior é médico e educador.

Antes do G20, movimentos sociais reverenciam Lula

Antes do G20, movimentos sociais reverenciam Lula

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Às vésperas da realização da Cúpula do G20, reunião dos presidentes das principais economias do planeta, que acontecerá no Centro Costa Salguero, em Buenos Aires, Argentina, representantes de inúmeros movimentos sociais de vários países se organizam para uma grande marcha contra sua realização. O protesto principal será uma marcha, nesta sexta-feira (30), dia do início do encontro.
Além da marcha, os movimentos realizam uma série de atividades de debates e formação por todo o país. Os trabalhos começaram na quarta-feira (28) e, nesta quinta (29), ocorre a Cúpula dos Povos, em Buenos Aires, como parte da mesma agenda de mobilizações populares.
Uma das figuras mais lembradas na capital argentina é o ex-presidente Lula. “A Federação Única dos Petroleiros (FUP), como representante dos trabalhadores, está aqui. Procuramos trazer o maior símbolo da classe trabalhadora brasileira que é o operário Lula. É importante frisar que para a gente o Lula não é só ex-presidente. Ele é o maior operário que o Brasil já teve. Ele revolucionou o sindicalismo, inventou uma nova forma de fazer sindicalismo. Então, ele é um símbolo muito grande para a classe trabalhadora, independentemente do que ele construiu de 2002 para frente”, revela Tadeu Porto, diretor do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense.
Porto destaca que é evidente o que Lula fez enquanto presidente. “É por isso que nós não abandonamos a campanha ‘ Lula livre’, por uma questão de classe. Então, trouxemos faixas e adesivos do ex-presidente. Eu observei uma aceitação muito grande. Quando chegamos com os adesivos, as pessoas imediatamente passaram a pedir. É interessante ver o respeito que os argentinos têm pelo Lula”.
Porto ressalta que é fundamental levar isso para o Brasil. “Parece que as pessoas esqueceram que o Lula tem uma trajetória fantástica. Quem acompanha o Brasil de longe vê o Lula como o cara que saiu da pobreza e virou presidente da República, e o melhor da história do país. Isso mostra que existe uma integração da América Latina, um movimento mundial de pessoas ilustres, mas também de base, um movimento vindo de baixo, de pessoas que estão aqui querendo discutir um mundo melhor e frear essa voracidade do capitalismo”, acrescenta.
Além da pauta contrária à realização do encontro do G20, os protestos incluem críticas aos acordos do presidente argentino Mauricio Macri com o FMI, que preveem um empréstimo de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 202 bilhões) em troca de medidas de austeridade para o pagamento.
Os movimentos denunciam a submissão do governo Macri às políticas que promovem o G20, como o acordo com o FMI, que condena os argentinos a uma dívida impagável, o que que traz como consequência rebaixamento dos salários e aposentadorias, flexibilização trabalhista e liquidação do sistema previdenciário, com maior desemprego.
Do PT.org

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POLÍTICA

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30/11/2018 - 18h07

Rezando a Deus que lhe dê muita sabedoria, presidente, em mais esse biênio aqui, uma pessoa com o seu perfil importante, sim, para essa Casa, pelo momento difícil que nós passamos, principalmente por ser uma pessoa que respeita as diferenças e as opiniões diversas, diferente de muitos. Meu voto é sim. Flávio Bolsonaro, votando para que Jorge Picciani fosse, de novo, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Muitas pessoas estão comentando sobre o tweet falso atribuído ao Bolsonaro que nós divulgamos.
Apagamos a postagem assim que ficamos sabendo que se tratava de uma informação falsa.
A questão é: Bolsonaro votou e apoiou, sim, Pezão e Cabral. Isso é verdade e eles querem esconder.
Em 2017, Jorge Picciani, que está preso junto com Cabral e Pezão, se elegeu presidente da Alerj. Eu votei contra Picciani.
Já Flávio Bolsonaro…
Fake news é dizer que combate a corrupção tendo sido aliado de Cabral, Pezão e Picciani.
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