sexta-feira, 24 de maio de 2019

Angelina Anjos: Como é ser mulher no Pará?

VIOMUNDO 
Diário da Resistência
    

Angelina Anjos: Como é ser  mulher no Pará?
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Angelina Anjos: Como é ser mulher no Pará?


24/05/2019 - 15h20
Violência Naturalizada e Impunidade Sem Fim – Como é ser mulher no Pará?
*Por Angelina Anjos
Meninas, mulheres, solteiras, ribeirinhas, caboclas, ciz, trans, negras, quilombolas, indígenas, parteiras somos a mistura das três raças, a experiência da aventura humana que fundiu e refundiu a Amazônia, habitantes de territórios e maretórios, fomos atravessadas por questões geográficas e sociais, onde a ganância, a impunidade e a pobreza produzida e reproduzida sustentam a soma de todas as violências, quando a justiça é cega e historicamente sempre lava as mãos.
O relatório da Assembleia Legislativa do Estado do Pará sobre a CPI da pedofilia, concluído no ano de 2009, contribuiu decisivamente para desvelar e desvendar mitos, como o de que o abuso sexual é praticado por “estranhos”.
Na maioria dos casos relatados, estavam envolvidas pessoas que têm familiaridade e ascendência direta sobre a vítima: o pai ou padrasto, o padrinho, o tio, o vizinho, o aconselhador religioso, o professor ou o médico.
http://www.alepa.pa.gov.br/principal/relatorios
Ainda em 2009 denúncias formuladas pelo Bispo Dom José Azcona, da Prelazia do Marajó identificam-se denúncias de tráfico de pessoas, especialmente nos Municípios de Portel e Breves, onde segundo o religioso ocorriam “atividades intensas que caracterizam a exploração sexual de crianças e adolescentes através do aliciamento e consequente tráfico interestadual e internacional”.
O Estado do Pará tem sua origem de desenvolvimento marcado por investimento em atividades econômicas que não visam à melhoria de vida da população local, cujos lucros e ganhos são para terceiros (fora da região), que provocam e precisam do trabalho temporário e de migrantes, que não investe no recrutamento ordenado e na formação de mão-de-obra local, que prioriza trabalhadores do sexo masculino, juntando um contingente de homens trabalhadores sem suas famílias, abriu caminho para o crescimento do mercado de sexo, organizado por meio da exploração sexual e do tráfico de mulheres, crianças e adolescentes.
Para além da questão de gênero, questões econômicas, sociais e falta de oportunidades colocam em risco os direitos humanos fundamentais das mulheres paraenses.
Sendo flagrante o desaparelhamento do Estado com relação a sua rede de proteção social, saúde e educação de modo a promover Direitos Humanos revertendo à lógica da exclusão ou acolhendo vitimizados pelo flagelo do tráfico, pedofilia, abuso sexual e outras formas de violação de direitos.
O desenvolvimento da Amazônia Brasileira deve ser pensado a partir das necessidades, interesses, sendo legitimado por sua população.
População diversificada e que ocupa um território de dimensão continental: pequenas agricultoras, ribeirinhas, indígenas, quilombolas, migrantes de diversos lugares, assentadas, habitantes das periferias das grandes e pequenas cidades, operárias, desempregadas, mulheres sobreviventes e não sobreviventes de toda forma de violações.
Rosa Acevedo Marin refletindo sobre o trabalho escravo e trabalho feminino no Pará (1987) alertava para o fato de que as especificidades do regime colonial acabavam por impor na Amazônia uma nova configuração para o mundo do trabalho.
Nela, mulheres viúvas, separadas, abandonadas, concubinas, escravas ou forras, se viam envolvidas na trama das relações de produção, pois a necessidade de sustentar a si mesmas e as suas famílias tornava-se um imperativo que desafiava a lógica patriarcal da organização da sociedade vigente.
As questões que embaraçam o cenário para defender os direitos das meninas e mulheres no Pará são reproduzidas com a mesma violência praticada pelo latifúndio, quem faz a defesa da vida, sofre constantemente com a ameaça de morte e coloca em risco a própria existência.
A sociedade, cada vez mais entregue à hipocrisia política e populista daqueles que estimulam a violência como resposta pública ao medo e ao crime, ignora que não há lugar seguro para as mulheres em nenhum lugar do Brasil.
A irmã Doroty Stang, missionária norte-americana, foi assassinada aos 73 anos, com seis tiros em fevereiro de 2005. Ela era a maior liderança do projeto, atraindo a inimizade de fazendeiros da região que se diziam proprietários das terras que seriam utilizadas no projeto.
Dorothy Stang esteve no Brasil desde 1967, amava tanto o Brasil que se naturalizou brasileira. Por tudo que trabalhou com os pobres, migrantes, boias-frias, lavradores, pessoas realmente necessitadas, que não tinham poder nenhum, essas pessoas a chamavam de “O Anjo da Amazônia”.
Irmã Henriqueta desde 2009 coordena a Comissão de Justiça e Paz da CNBB, trabalha no combate à violência sexual e ao tráfico de pessoas, realizou contribuições importantíssimas para o relatório da CPI da pedofilia da Assembleia Legislativa do Pará.
A irmã Henriqueta Cavalcante já recebeu ameaças várias vezes, inclusive de pessoas perigosas que também tem certa influência, mas tem a consciência tranquila, de pensar que isso tudo é o preço da opção feita, que exerce com muita coragem, consciência, dedicação e sempre avalia que a vida das pessoas é muito preciosa para ser violada.
O dia 25 de abril precisa ser instituído como um dia de Resistência pela vida das mulheres paraenses, seria o reconhecimento do parlamento estadual à luta que realiza bravamente a Irmã Henriqueta e tantas outras mulheres.
Seria o contraponto marcante num dia que a Justiça parauara anula condenação do médico e ex-deputado acusado de estupro de vulnerável.
O caso teve como vítima uma menina de 9 anos, foi anulado por decisão de desembargadores da 3ª Turma do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA).
A defesa do acusado em manobra tardia alegou irregularidade no foro de julgamento, já que à época era deputado estadual e, por isso, deveria ter foro privilegiado, segundo a tese da defesa, não poderia ter sido julgado pela Justiça Comum.
http://www.ver-o-fato.com.br/2019/04/urgente-por-2-votos-1-turma-do-tj-do.html
Ser mulher na Amazônia paraense é estar em constante postura de resistência.
As raízes de um Pará colonizado, androcentrista e machista, onde as elites oriundas da prática do latifúndio e trabalho escravo, depois de tanto tempo, ainda impõe as vestes da invisibilidade das violências, que desqualifica o trabalho do próprio Estado e perpetra a indignidade da impunidade que não tem fim, justiça até existe, infelizmente, tem lado.
Quem denuncia corre sério risco de morte.
A invisibilidade da violência foi herdada enquanto representação social e se mantém ativa através das práticas tradicionais e conservadoras que reservaram à mulher o papel exclusivo de submissão.
Permanece o enorme desafio em garantir que as mulheres em situação de violência de fato tenham acesso à Justiça.
Quando o presidente do Brasil disse que, se alguém “quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade”, demonstra não conhecer, desdenhar e/ou compactuar com as mazelas enfrentadas pelas mulheres que vivem no país e em toda a Amazônia, aqui, essa mistura violenta nossos corpos, tem cheiro de morte e sabota nossa humanidade.
O Sistema de Segurança Pública deve evoluir com conduta que elimine a naturalização da violência como linguagem que em nossos cotidianos dificultam a prevenção e repressão.
Ética, decoro e liturgia pública são conceitos que, para terem alguma representação na prática, devem considerar que cabe ao Poder Público conter as emoções e não aceitar a violência em nenhuma de suas manifestações.
Enfrentar, denunciar é a única forma lúcida capaz de garantir nossas existências. Pelo direito a nossas vidas, somos resistência, seremos assim sempre que preciso for, somos as mulheres que tem coragem, com capacidade de subverter a lógica do poder público que tem falhado todos os dias ao não ser capaz de garantir a vida de milhares de mulheres.
*Angelina Anjos é Assistente Social pela Universidade Federal do Pará, Diretora de Cidadania e Direitos Humanos do Instituto Paulo Fonteles de Direitos Humanos, coordenadora do Fórum Estadual de Direitos Humanos e atualmente organiza junto com o Armazém Memória o Relatório da Comissão da Verdade do Pará.
REFERÊNCIAS
MARIN, Rosa Elizabeth Acevedo. Trabalho Escravo e Trabalho Feminino no Pará. Cadernos CFCH, Belém, n. 12, p. 53-84, abril/ junh. 1987.

Por que o fim do “monopólio” da Taurus interessa ao clã Bolsonaro?

Redação Pragmatismo
ARMAS DE FOGO23/MAY/2019 ÀS 20:00COMENTÁRIOS

Por que o fim do “monopólio” da Taurus interessa ao clã Bolsonaro?

Por que a família Bolsonaro quer acabar com o “monopólio” da Taurus? Medida pode impactar desenvolvimento da indústria nacional de Defesa e indica submissão a interesses estrangeiros

fim monopólio Taurus interessa ao clã Bolsonaro armas de fogo
Jair Bolsonaro e seus filhos, Flávio, Carlos e Eduardo (Imagens: Reprodução redes sociais)
Lu Sudré, Brasil de Fato
Após Jair Bolsonaro (PSL) assinar decretos que flexibilizam o porte e a posse de armas no país, as ações da Taurus, fabricante brasileira de armas, estão em intensa movimentação. Apenas nos três primeiros meses de governo, a empresa registrou lucro líquido de R$ 92 milhões, aumento de 15,5% em comparação com o primeiro trimestre de 2018.
Apesar dos lucros resultantes do incentivo às armas feito pelo político do PSL, a fabricante é criticada constantemente por Bolsonaro e por seus filhos, que defendem a “quebra do monopólio” da Taurus no mercado brasileiro. Eles alegam que as armas fabricadas pela empresa com frequência apresentam defeitos que vitimam policiais e civis por disparos acidentais.
A “reserva de mercado” da fabricante é garantida pelo regulamento do Exército para produtos controlados. O artigo 190 do chamado R-105 determina que “o produto controlado que estiver sendo fabricado no país, por indústria considerada de valor estratégico pelo Exército, terá a importação negada ou restringida”.
Existem ainda outras fabricantes de material bélico nacionais como a estatal Imbel, vinculada ao Ministério da Defesa, mas que apresentam uma produção muito menor em comparação a da Taurus.
A preferência para a produção nacional também foi reafirmada pela portaria 620/06 do Ministério da Defesa, que define que “a importação de produtos controlados poderá ser negada, quando existirem similares fabricados por indústria brasileira do setor de defesa”. A restrição à importação tem como justificativa proteger um setor estratégico para a soberania nacional.
Na avaliação de Larissa Rosevics, professora do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal de Rio de Janeiro (UFRJ), a abertura de mercado para importação de armas defendida do Bolsonaro pode enfraquecer a indústria de Defesa Nacional.
Com a ressalva de que o setor é amplo e envolve muito mais do que armamentos letais e não letais, como por exemplo aviação, vestuários e equipamentos, ela opina que, a partir da experiência de outras áreas, a abertura defendida pelo governo pode ser prejudicial.
Na década de 90 muitos setores da economia não tiveram uma proteção e não conseguiram fazer frente à concorrência internacional, que tinham produtos com preços mais baixos, e as empresas acabam falindo. Um setor estratégico interessante para fazer paralelo é o setor de informática, um setor onde houve a tentativa de se criar mecanismos para que o setor se desenvolvesse, até porque é uma área extremamente importante. No entanto, houve abertura de mercado sem nenhum tipo de mecanismo que garantisse uma concorrência para a indústria nacional e tivemos a falência de várias empresas do setor”, explica Rosevics.
O decreto de Bolsonaro, segundo a especialista, não faz nenhuma observação no sentido de impedir que o mesmo aconteça com a Defesa do país. Empresas estrangeiras como a austríaca Glock, CZ e Berreta já demonstraram disposição para comercializar armas de fogo, munições e outros equipamentos em território brasileiro.
O governo não se preocupou em garantir à indústria nacional condições de igualdade e concorrência com empresas estrangeiras, pelo menos da maneira como está no decreto publicado. Não se criou nenhum tipo de restrição, cota, taxa ou porcentagem de conteúdo nacional. O que pode acontecer é que esse produto estrangeiro vai chegar ao Brasil com preço mais baixo e com uma qualidade superior ao nacional. Algumas restrições em relação a essas importações poderiam estimular o surgimento de empresas nacionais e desenvolvimento da indústria nacional”, critica a também pesquisadora do Observatório de Política Externa Brasileira da Universidade Federal do ABC, na área de comércio internacional.

Outros interesses

A defesa do clã Bolsonaro pela importação de armas busca atender interesses econômicos e políticos de países estrangeiros. É o que afirma, em off, um diplomata brasileiro em entrevista ao Brasil de Fato.
O especialista faz uma análise mais rigorosa em relação a abertura do mercado de armas. Para ele, o presidente é submisso ao “imperialismo internacional” e visa atender demandas de exportação dos Estados Unidos e de Israel.
A atual política externa é contra os interesses do Brasil. Mais uma vez vamos demonstrar isso e vão nos enterrar mais ainda. Vamos importar um produto que temos condição de produzir. Um produto de valor agregado”, comenta.
Ele ressalta a importância estratégica do setor do Defesa para qualquer país e cita que os Estados Unidos tem seu desenvolvimento tecnológico impulsionado pela área. A internet e avanços da aviação civil americanas, por exemplo, são frutos de pesquisa no setor.
Os países do norte se desenvolvem protegendo sua indústria e depois chutam a escada, não querem que os países do sul façam o mesmo”, acrescenta, em alusão ao livro “Chutando a escada”, do economista sul-coreano Ha-Joon Chang. A obra discorre sobre como potências mundiais impedem que países em desenvolvimento adotem políticas e instituições que eles próprios usaram para alcançar o crescimento.
A fonte que atuou no Itamaraty acredita que o argumento dos Bolsonaros sobre a qualidade de armas da Taurus é apenas um pretexto que esconde outros interesses.
Isso é só uma desculpa, uma cortina de fumaça. Até porque não estamos em guerra. A não ser que eles estejam planejando uma guerra interna. Para que essa qualidade de arma? Há algo de errado nesse argumento deles. É uma cortina de fumaça evidente para privilegiar a importação de armas porque certamente eles são representantes de lobbies externos. É pra isso que estão lá”.
A importação de armamentos é bandeira pessoal dos Bolsonaros. Até mesmo políticos da base aliada, como o senador Marcos do Val, mantém outro tipo de relação com a empresa. Como instrutor, o parlamentar tem um histórico de relacionamento com a fabricante de armas.
Em 2017, antes de se eleger para o Senado, criou junto à empresa o prêmio Heróis Reais, que escolheria as “melhores ocorrências” dos agentes de segurança pública. Do Val é conhecido por vídeos publicados na internet em que testa e elogia armas da Taurus.
Totalmente contrário a posse e ao porte de armas, Celso Amorim, ex-ministro da Defesa, argumenta que, do ponto de visto do Estado, deve haver uma preferência à tecnologia brasileira.
Eu sou contra facilitar o porte de armas e, se o objetivo de liberar a importação é baratear, eu sou mais contra ainda. Se é para o Estado brasileiro, estados federados, União, Exército, polícias federais ou Força Nacional, acho que o melhor é ter armas nacionais. Se a ideia é não fortalecer monopólio da Taurus, é o caso, talvez, de induzir outro investimento para criar a competição dentro do Brasil e não facilitar a importação”, sugere.
Segundo Amorim, não é possível fazer uma correlação direta entre a defesa da abertura comercial no setor de armas e a submissão irrestrita aos Estados Unidos e outras potências. No entanto, ele aponta que a subordinação ao governo estadunidense está explícita em muitas outras políticas do governo Bolsonaro.
O alinhamento com os Estados Unidos está provado em mil outras coisas. Vende-se a Embraer, anuncia a abertura de um escritório em Jerusalém. Uma política totalmente subserviente à linha mais reacionária de Washington em relação a Venezuela. Se ameaça sair do acordo do Clima. Não entra no acordo de migrações. [A submissão] está mais do que provada”, fundamenta.
O ex-ministro relembra que, em visita ao país estadunidense, Bolsonaro fez questão de visitar a CIA, serviço de inteligência norte-americano.
Não me recordo de nenhum chefe de Estado visitar a CIA. Não é só subserviência à bandeira americana, é subserviência ao serviço de inteligência norte americano que espionou o Brasil. É como se fossem agradecer: ‘Olha, vocês espionaram a presidenta Dilma. Espionaram a Petrobras, a indústria nuclear. Vim aqui agradecer’. Se não é isso, parece. Em política, o simbolismo tem muito sentido”, conclui Celso Amorim.

Se tiver vergonha, aproveita e sai.

A democracia está em processo de destruição


A democracia está em processo de destruição

O processo autoritário que começou com a judicialização da política e virou a politização da justiça (veja só como decisões impactantes sobre bloqueios de contas de partidos e políticos saiu hoje, antevéspera dos atos dos bolsolavajatistas) também vai produzindo seus danos em outras áreas: a ocupação do governo por ex-dirigentes das Forças Armadas está levando à perigosa simbiose entre  os militares e o governo.
Primeiro foi o Clube Militar, sempre reacionário instrumento político do Exército, através de seus altos oficiais reformados. Agora, juntaram-se como patrocinadores dos atos de domingo o Clube Naval e o Clube da Aeronáutica.
Não é um apoio pessoal de militares reformados, que têm todo o direito de se posicionarem como quiserem na política: são instituições que têm de representar todos os oficiais da reserva.
Não se tem notícia de uma linha sequer de ponderação sobre os pesados cortes orçamentários sofridos pelas três Armas, não há ao menos um murmúrio de preocupação com a entrega de nossa tecnologia de defesa aérea, nenhum sinal de preocupação com que faltem recursos para manter os quartéis, mas há a mistura perigosa da “Lava Jato” e da reforma da Previdência (que, aliás, não os atinge) como se fossem “manifestações cívicas e patrióticas” que devam patrocinar.
Cívicas como Olavo de Carvalho, que enxovalhou seus oficiais generais e com quem, agora, vão confraternizar com faixas e tapinhas nas costas? Patriótica como o sabujismo que presta continências à bandeira americana assim que vê uma?
Não importa que as falanges que se organizam sejam minoritárias e verdadeiros zoos ideológicos. Velhos generais, do alto de suas confortáveis reformas, não hesitam em unir-se a pitbulls fanáticos.

R$ 7 milhões em carros blindados para as famílias Bolsonaro e Mourão

Por Esmael Morais

R$ 7 milhões em carros blindados para as famílias Bolsonaro e Mourão

Publicado em 24/05/2019
O Planalto vai torrar R$ 7,1 milhões com a compra de 39 (!) carros de luxo blindados para famílias de Bolsonaro e Mourão. Entre as exigências estão suportes para armas letais, pneus à prova de bala, e equipamentos de varredura e monitoramento.
Cada carro vai custar cerca de 270 mil. A notícia divulgada no site da revista Época levou o assunto “Bolsonaro e Mourão” aos trending topics do Twitter.
Entre os internautas indignados, confira essa postagem que compara a compra dos carros com o transporte escolar: