sexta-feira, 7 de junho de 2019

Governadores do Nordeste divulgam carta sobre a reforma da Previdência

Por Esmael Morais

Governadores do Nordeste divulgam carta sobre a reforma da Previdência

Publicado em 07/06/2019
Os governadores do Nordeste divulgaram, na noite desta quinta-feira (6), uma carta conjunta sobre a reforma da Previdência do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).
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No documento, os governadores destacam que há divergências em pontos específicos da proposta do governo que precisam ser revistos.
Os líderes pontuaram na carta que, casos do Benefício de Prestação Continuada e da aposentadoria dos trabalhadores rurais, por exemplo, precisam de maior atenção e proteção do setor público, especialmente na região Nordeste.
Na carta, os governadores ponderam ainda que há outras questões controversas na reforma como a desconstitucionalização da previdência, que acarretará em incertezas para o trabalhador.
O documento também faz ressalvas ao sistema de capitalização, cuja experiência em outros países não é exitosa. Além disso, os governadores também citam outras alterações que, ao contrário de sanear o déficit previdenciário, aumentam as despesas futuras não previstas atuarialmente.
Leia a íntegra da carta:
Há um só Brasil que é de todos os brasileiros
O momento que estamos vivendo em nosso país é talvez o mais delicado destes últimos anos de turbulência política e econômica. A recessão ameaça recrudescer, como sinaliza a queda do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre de 2019. Em paralelo, vemos cristalizar-se a polarização política exacerbada na eleição presidencial, o que tem contaminado o debate sobre as reformas necessárias à garantia de um terreno sólido para a superação definitiva da crise. É preciso agregar esforços para enfrentarmos os dissensos e construirmos uma pauta que traga soluções para problemas que se tornam mais urgentes a cada dia que passa.
Todos reconhecem a necessidade das reformas da previdência, tributária, política, e também da revisão do pacto federativo. As energias devem ser canalizadas para o escrutínio das divergências e o aperfeiçoamento das ações, de modo que todos sejam beneficiados, evitando-se a armadilha do divisionismo que tem acirrado os ânimos e paralisado a nação.
Há divergências em pontos específicos a serem revistos, como nos casos do Benefício de Prestação Continuada e da aposentadoria dos trabalhadores rurais que, especialmente no Nordeste, precisam de maior atenção e proteção do setor público.
Também são pontos controversos na reforma ora em pauta a desconstitucionalização da previdência, que acarretará em muitas incertezas para o trabalhador, e o sistema de capitalização, cuja experiência em outros países não é exitosa. Além de outras alterações que, ao contrário de sanear o déficit previdenciário, aumentam as despesas futuras não previstas atuarialmente.
Entendemos, além disso, que a retirada dos estados da reforma e tratamentos diferenciados para outras categorias profissionais representam o abandono da questão previdenciária à própria sorte, como se o problema não fosse de todo o Brasil e de todos os brasileiros. No entanto, há consenso em outros tópicos, e acreditamos na intenção, amplamente compartilhada, de se encontrar o melhor caminho.
Estamos dispostos a cooperar, a trabalhar pelo bem e pelo progresso do nosso país, que não aguenta mais os venenos da recessão ou do crescimento pífio.
RENAN FILHO (MDB) – Governador do Estado de Alagoas
RUI COSTA – (PT) – Governador do Estado da Bahia
CAMILO SANTANA (PT) – Governador do Estado do Ceará
FLÁVIO DINO (PCdoB) – Governador do Estado do Maranhão
JOÃO AZEVÊDO (PSB) – Governador do Estado da Paraíba
PAULO CÂMARA (PSB) – Governador do Estado de Pernambuco
WELLINGTON DIAS (PT) – Governador do Estado do Piauí
FÁTIMA BEZERRA (PT) – Governadora do Rio Grande do Norte
BELIVALDO CHAGAS (PSD) – Governador do Estado de Sergipe

Com informações do G1

Joice Hasselmann dá mais ‘um passa-moleque’ no Major Olímpio

Por Esmael Morais

Joice Hasselmann dá mais ‘um passa-moleque’ no Major Olímpio

Publicado em 07/06/2019
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

As brigas entre a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) e o senador Major Olímpio (PSL-SP) são conhecidas no interior do partido bolsonarista, mas na sessão do Senado da última quarta-feira (5) a desavença chegou até o plenário, com direito a bate boca e xingamentos. O motivo da discórdia foi a questão do aumento salarial dos agentes penitenciários.
O senador Major Olímpio (PSL-SP) reclamou do acordo fechado pelos líderes do governo no Congresso, que não pautaram o aumento do salário dos agentes penitenciários.
O acordo foi costurado pela deputada Joice Hasselman (PSL-SP) e pelo senador Fernando Bezerra (MDB-PE) na sessão do Congresso que analisou 18 vetos presidenciais, sendo que 15 foram mantidos.
“Coisa de moleque”, disparou o senador.
De acordo com o senador, seu destaque foi retirado porque Joice Hasselman afirmou ter conseguido um acordo para que a questão fosse pautada na semana que vem, o que não aconteceu. “Não teve palavra”, disse Olímpio que chegou a bater boca com deputada no plenário.
Major Olímpio colocou um destaque sobre a questão dos agentes penitenciários e socioeducativos, querendo inseri-los no Sistema Único de Segurança Pública, o que implicaria no aumento dos seus salários.
“Coisa de moleque. Quem falava pelo governo não teve palavra. E agora, o que eu digo? Que não se tem palavra? Que é uma esculhambação isso daqui?”, questionou. Para Major Olímpio, o acordo que Joice Hasselman disse fazer foi uma “coisa porca e mal construída”.
“Um ‘passa, moleque’. O que a gente disse para 130 mil agentes penitenciários? Palavra dada não é palavra cumprida aqui”, criticou.
Joice Hasselman disse não ter medo de “quem fala alto porque eu também sei falar”. De acordo com ela, a questão dos agentes penitenciários não foi pautada porque não é “pegar uma arma e apontar na cabeça do senador A, B ou C para votar”.
O atual passa-moleque de Joice no Major Olímpio aprofunda a briga na legenda e vai respingar nas pretensões eleitorais do PSL para 2020 em São Paulo.

Há 20 anos, estudos já mostravam que capitalização da Previdência era um mau negócio

Há 20 anos, estudos já mostravam que capitalização da Previdência era um mau negócio

 
Previdência / Foto: Henry Milleo/Agência Brasil
Publicado originalmente no Brasil de Fato
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou, nesta quarta-feira (5), uma nota técnica avaliando os principais pontos da reforma da Previdência (PEC 06/19), proposta pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).
Entre outras coisas, o estudo do Dieese revela que o ponto central da proposta – a mudança do modelo de repartição solidária (quando o financiamento dos benefícios sai do Orçamento da Seguridade Social) para o modelo de capitalização (com a contribuição só do trabalhador) – é inviável. Um estudo elaborado há 20 anos – em 1999 – já mostrava que a alteração custaria o equivalente a 203% do Produto Interno Bruto (PIB), aproximadamente R$ 1,1 trilhão.
Naquele ano, o então governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) encomendou uma análise do custo da transição entre os regimes para o Instituto de Pesquisas Econômicas Avançadas (IPEA) e, após o resultado, desistiu da ideia.
Além de partir de uma alteração radical e muito cara, a PEC 06/19, de acordo com o estudo técnico do Dieese, representa uma redução de direitos para todos os trabalhadores da ativa, para os novos trabalhadores, para os servidores, para aposentados e para pensionistas. Além disso, a redução de direitos e de renda de ativos e aposentados terá um forte impacto na renda das famílias e não produz efeito no combate aos privilégios ou garantia de estabilidade no sistema
“Todos esses impactos sobre a renda de trabalhadores e idosos afetarão seriamente as famílias brasileiras. Em 2018, segundo o IBGE, os idosos eram responsáveis por 70% da renda de suas famílias”, disse Patrícia Pelatieri, coordenadora de pesquisa do Dieese.
Outros pontos avaliados como graves pelo Dieese são a retirada da obrigatoriedade de manutenção do poder de compra dos benefícios da Constituição e a redução do valor da pensão por morte para 60%.
A proposta está em análise na Câmara dos Deputados e recebeu mais de 220 emendas. Para virar lei, a PEC 06/19 precisa ter o apoio de dois terço do Congresso Nacional.
Foi convocada uma greve geral para o dia 14 de junho em todo o país, contra a reforma da Previdência e o corte de direitos dos trabalhadores.

Despejo no Pará ameaça dez anos de produção de alimentos saudáveis

Despejo no Pará ameaça dez anos de produção de alimentos saudáveis

Em Manifesto, famílias Sem Terra denunciam investidas que favorecem o banqueiro Daniel Dantas, condenado por corrupção
O acampamento comercializa 174 toneladas de farinha nos municípios de Xinguara, Redenção, Rio Maria, Curionópolis e outros. Foto: Comissão Pastoral da Terra (CPT)

Da Página do MST

Despejo no Pará ameaça dez anos de produção de alimentos saudáveis

Numa região com histórico de violência contra os movimentos populares de luta pela terra, ameaça de despejo coloca em risco as conquistas de 212 famílias Sem Terra que vivem no acampamento Dalcídio Jurandir, localizado na antiga fazenda Maria Bonita, em Eldorado dos Carajás.
De propriedade do banqueiro e latifundiário Daniel Dantas, acusado de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha, condenado a mais de 10 anos de prisão em 2008, a ocupação, que aconteceu no dia 25 de julho de 2008, é referência na produção de alimentos saudáveis.
Com o objetivo de denunciar essa investida, as famílias do acampamento lançaram o “Manifesto das Famílias ameaçadas de despejo do Acampamento Dalcídio Jurandir”, onde a luta pela terra é apontada enquanto um direito.
O documento destaca que as famílias produzem mais de 184 mil litros de leite por mês, onde parte da produção é destinada ao consumo das famílias e a outra para comercialização em Eldorado de Carajás e centros comerciais da região.
Além disso, 174 toneladas de farinha são comercializadas em Xinguara, Redenção, Rio Maria, Curionópolis e outros municípios. O acampamento ainda conta com 53 tanques de criação de peixes e uma diversidade de mais de 45 tipos de frutas, verduras, leguminosas, hortaliças e criações que são comercializados nas feiras e mercados das cidades.
Por isso, as famílias afirmam: “O que está em jogo não é apenas um pedaço de chão, são mais de 10 anos de vida, de sonhos de construção e vivência coletiva que podem desaparecer”.
Nesse sentido, destacam que “a terra deve ser destinada a quem nela trabalha, pois, essa terra para nós significa nossa própria existência”.
Confira o documento na íntegra:
Manifesto das famílias ameaçadas de despejo do Acampamento Dalcídio Jurandir
Somos, 212 famílias que vivem no Acampamento Dalcídio Jurandir em Eldorado do Carajás (PA) e estamos ameaçadas de despejo.
Ocupamos a fazenda Maria Bonita em 25 de julho de 2008, no Dia do Trabalhador Rural, para denunciar o grande escândalo de corrupção nacional que envolvia o banqueiro e latifundiário Daniel Dantas. A ação tinha como mote “Reforma Agrária na terra dos corruptos”. Entendemos que as terras fruto de processos de lavagem de dinheiro devem ser destinadas aos trabalhadores.
A Agropecuária Santa Bárbara que exige a reintegração de posse, pertencente ao grupo Opportunity, do empresário Daniel Dantas. Fundada em 2005, a Agropecuária Santa Bárbara tem cerca de 500 mil hectares de terras nas regiões Sul e Sudeste do Pará para criação de gado e cultivo de milho e soja, porém a aquisição dessas propriedades é de origem duvidosa, além dos históricos de violência no campo com inúmeras denúncias de agressões, pulverizações de venenos e tentativas de assassinatos aos trabalhadores.
Daniel Dantas foi acusado pela Polícia Federal de liderar uma organização criminosa. Ele foi acusado de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha. Durante a Operação Satiagraha (desencadeada no ano de 2008), o banqueiro foi condenado a mais de 10 anos de prisão, porém, uma reviravolta no caso pôs fim a pena.
Existimos e resistimos nesse território a mais de 10 anos e nele produzimos alimentos saudáveis, criamos pequenos animais e criamos gado leiteiro para consumo próprio e para abastecer o comércio da cidade de Eldorado dos Carajás e municípios vizinhos.
São mais de 184 mil litros de leite por mês produzido no nosso Acampamento, parte da produção é destinada ao consumo das famílias, mas uma parte importante (cerca de 175 mil litros) é comercializada no próprio município de Eldorado e outros centros comerciais da região.
Parte das 174 toneladas de farinha produzidas aqui são comercializadas em Eldorado, Xinguara, Redenção, Rio Maria, Curionópolis e outros municípios. O Acampamento ainda conta com 53 tanques de criação de peixes e uma diversidade de mais de 45 tipos de frutas, verduras, leguminosas, hortaliças e criações que são comercializados nas feiras e mercados das cidades próximas ao Dalcídio gerando renda e fortalecendo a economia local.
O despejo do Acampamento Dalcídio Jurandir expulsará 212 famílias do seu território, mas também empobrecera outras tantas famílias que vivem em torno do consumo e da venda dos alimentos produzidos neste Acampamento.
Durante esses anos construímos a escola Carlito Maia que tornou-se um dos espaços mais importantes do nosso acampamento, hoje a escola atende 175 alunos entre eles nossos filho e filhas e crianças das comunidades vizinhas. MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA – PARÁ Secretaria Estadual – Marabá – Pará Folha 27, quadra 05, lote 27 “Se calarmos, as pedras gritarão!”
Nossos filhos estão no meio do ano letivo e o despejo trará consequências perversas a vida escolar, a interrupção do ano letivo implica diretamente na formação de crianças e jovens que, assim como nós, sonham com um mundo mais digno.
Com muito esforço também construímos nossas casas, as casas de farinha, poços artesianos, contudo sabemos que a história da Agropecuária Santa Barbara é de destruição e devastação, nos últimos despejos eles têm feito questão de deixar tudo no chão, passam o trator por cima de tudo até nada mais restar.
O que está em jogo não é apenas um pedaço de chão, são mais de 10 anos de vida, de sonhos de construção e vivência coletiva que podem desaparecer.
Lutamos e resistimos nesse território porque consideramos justa a nossa luta por terra, trabalho e pão.
Consideramos que a terra deve ser destinada a quem nela trabalha, pois, essa terra para nós significa nossa própria existência.
Manifestamos ainda nosso desejo de que o juiz da vara Agrária de Marabá, respeite as leis e as resoluções, pois a justiça deve estar ao lado do povo.
Exigimos que o Estado cumpra com seu papel de proteger os trabalhadores para que tenha valor a vida humana, a cidadania e a vida camponesa.
Vivemos nesta terra de sonhos na construção da terra prometida, do mundo novo, de vida repartida.
Não vamos a deixar de ser promotores de educação, de saúde, de cultura, de trabalho verdadeiro para voltar a ser escravos dos desmandos de empresas e megaprojetos. A nossa dignidade não tem preço.
A liberdade ninguém nos deu, mas nós a conquistamos lutando mesmo com o nosso sangue e construindo vida no campo com nosso suor.
No próximo dia 11 de junho, uma audiência na Vara Agrária de Marabá decidirá nosso futuro, diante de tantas injustiças. Não podemos nos calar, nem aceitar qualquer violação dos nossos direitos!
Nós, Famílias do Acampamento Dalcídio Jurandir, Resistiremos!
Lutar: Construir Reforma Agrária Popular!
Acampamento Dalcídio Jurandir, Eldorado do Carajás
Junho de 2019
*Editado por Wesley Lima

Resumo do Festival Lula Livre

https://www.youtube.com/watch?v=8dLeZZBJ98g&feature=push-prem-sub&attr_tag=P74besMvZ6_bnNTJ%3A6

DEPOIS DE ATACAR ENSINO PÚBLICO, WEINTRAUB FAZ LOBBY PELO SETOR PRIVADO