terça-feira, 5 de novembro de 2013

É só uma questão de reconhecimento.

É só uma questão de reconhecimento

João Pessoa vive um momento nunca antes vivido em sua história futebolística. Passamos por um jejum de dez anos sem a conquista do título de campeão paraibano. Interessante que o período coincide com o tempo em que o atual governador está no poder (oito na prefeitura e dois no estado). Em 2013, não só o Botafogo foi Campeão paraibano, como também trouxe para a nossa capital o título inédito de Campeão Brasileiro da série D. O pessoense recuperou sua auto estima esportiva, graças à determinação do prefeito Luciano Cartaxo em investir no nosso futebol com o programa “João Pessoa de todas as torcidas”. Os resultados não tardaram a aparecer. Estamos num tempo de festa, de euforia, de alegria.
 
De repente procuram transformar esse instante de comemoração num mote para discussões políticas e tentam puxar o prefeito para esse embate. Até onde tenho conhecimento em nenhum momento o prefeito Luciano Cartaxo reclamou do fato de não ter sido chamado para a entrega da taça ao Botafogo por sua conquista inédita de Campeão Brasileiro da Série D. Ninguém pode afirmar, portanto, que ele estaria querendo politizar o feito histórico do time pessoense. O fato de, estranhamente, não ter sido convidado para a entrega da taça ao Botafogo, não diminuiu em nada o contentamento do prefeito que comemorou na arquibancada, junto com os torcedores, como fez durante todo o certame. A sua aparição no pódio da vitória não seria determinante para que houvesse o reconhecimento de sua condição de torcedor apaixonado do Belo. Todo mundo sabe que ele sempre acreditou no Belo e nunca nenhum prefeito investiu tanto num time da capital quanto ele fez no seu primeiro ano de governo.
O que se lamenta é a mistura do futebol e política. O que surpreende é ver políticos se aproveitarem da festa e do título para aparecerem, quando se tem conhecimento que há muito tempo não pisam no estádio para torcer pelo time, tanto no certame estadual, quanto no campeonato brasileiro. O que causa surpresa, e uma certa indignação, é ver diretores se curvarem à vontade de alguém que não ajudou em absolutamente nada para que esse troféu viesse para a galeria de títulos do Botafogo. O que provocou constrangimento dos verdadeiros torcedores do Belo foi não ver, agora, o devido  reconhecimento por parte do presidente da contribuição que a prefeitura municipal de João Pessoa ofereceu ao time. Se teve gente interessada em politizar o evento não foi o prefeito de João Pessoa, que continua tão apaixonado pelo Botafogo quanto antes e se mantém na disposição de permanecer ajudando o soerguimento do futebol da capital, independente de honrarias que lhes sejam prestadas. Essa insatisfação com a ingratidão acontecida não partiu do prefeito e sim de integrantes da torcida, que dão valor à palavra reconhecimento.
O importante neste momento é comemorar o título. Não permitir que façam dele uma bandeira de luta político-partidária. Se o governador no domingo passado, finalmente, se declarou torcedor ardoroso do clube, batamos palmas. Esperemos que no próximo ano ele ajude financeiramente o Botafogo, tanto quanto o prefeito Luciano Cartaxo fez neste ano. O botafoguense quer vê-lo com a camisa do clube no Almeidão e nos estádios onde nosso time de coração esteja disputando partidas oficiais e não apenas na hora da decisão. Queremos admitir que enfim ele passou a acreditar no Belo e vai contribuir para que em 2014 galguemos mais um degrau no acesso à série B.
O torcedor do Botafogo não está interessado nas disputas de palanques da próxima eleição, está vibrando e desejando ver seu time bi-campeão paraibano, campeão da Taça Nordeste e classificado entre os finalistas da série C do Campeonato Nacional. O resto é politicagem que não concorre para o engrandecimento do nosso futebol. Bola pra frente.
 
 
Artigo de Rui Leitão em WSCOM
  

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