segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Informativo Semanal do Prof. Ernesto Germano Pares, nº 617



20% 



Uma boa alternativa!
O site do jornal Brasil Popular (www.brpopular.com.br) entrou no ar no sábado (29) à noite durante um jantar com a presença de mais cem jornalistas que se uniram para resistir ao atraso midiático no Brasil. Por enquanto, o jornal é eletrônico (pela internet), mas deve ser lançada a versão impressa em breve, com distribuição gratuita.
Com notícias, reportagens e análises do quadro nacional e internacional, o Brasil Popular pretende, a exemplo da antiga Última Hora, jornal fundado em 12 de junho de 1951 por Getúlio Vargas e Samuel Wainer, “defender as conquistas populares, a democracia e fortalecer a consciência nacional em torno de um projeto de nação soberana e independente, desafiando o golpismo midiático. Estamos seguros de que as forças sociais que foram capazes de eleger por quatro vezes governos progressistas, têm capacidade, e também o dever, de organizar um jornal de grande circulação popular”.
“Nos últimos 12 anos e meio”, diz o editorial do BP, “o Brasil registrou uma mudança importante em seus indicadores econômicos e sociais, conquistas reconhecidas por organismos internacionais. A ONU reconheceu que o Brasil saiu do Mapa da Fome, a OIT registrou queda do trabalho infantil, a OMS marcou o declínio da mortalidade infantil, a CEPAL afirma que reduzimos a pobreza e a miséria, e até mesmo o Banco Mundial reconhece a redução das desigualdades sociais”.
“O curioso é que dentre tantas mudanças havidas no Brasil, não houve o surgimento de uma mídia popular com capacidade para fazer a narrativa destas relevantes conquistas. Afinal, o Brasil ter saído do Mapa da Fome já é uma notícia retumbante, justificando ampla informação e reflexão pelos brasileiros.  No entanto, predomina na mídia brasileira um noticiário negativo, fraudulento, como se o Brasil estivesse em retrocesso, o que afronta a realidade”.
Seus fundadores, reunidos na Associação de Jornalistas do Brasil Popular, definem-se como “uma iniciativa cooperativa, que está estruturando apoios e sustentação entre os segmentos sociais que participaram ativamente destas mudanças, independentes de sua filiação partidária: Para isto estamos criando um grande mutirão. Começamos por Brasília, mas queremos nos estruturar em todas as capitais. Quem tiver interessado em colaborar, busque neste site as formas de associação a este projeto”.
Os fundadores do jornal se proclamam como “cidadãos e cidadãs progressistas, inquietos com a falta de um jornal que se diferencie da ditadura midiática brasileira, reunidos para propor a criação de um jornal impresso popular para defender os valores democráticos e uma sociedade cada vez mais igualitária”. Inicialmente terá a sustentação da Associação do Jornal Brasil Popular, mas a ideia é a futura formação de uma cooperativa para continuar o projeto.
Quem manda ($$$$$$) na mídia brasileira! A revista Forbes-Brasil divulgou na sexta-feira (28) a lista dos bilionários brasileiros de 2015. Uma verdadeira aberração num país com tanta disparidade social. O novo ranking conta com 160 ricaços. Juntos, eles somam um patrimônio de R$ 806,66 bilhões - o equivalente a quase 15% do PIB do país.
Como já era de se esperar, a revista Veja correu para “paparicar” os bilionários tupiniquins e divulgou matéria sobre a vida dos muitos ricos, enaltecendo o “trabalho” que tiveram para chegar a tal posto. Em particular, muitos elogios a Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, que praticamente duplicaram suas fortunas desde o ano passado. Mas nada fala sobre os “barões da mídia”, também citados na lista da Forbes.
Apenas através de “Meios&Mensagens”, uma página na internet especializada em mídia, podemos tomar conhecimento da verdade: “O setor de mídia brasileiro é o oitavo mais representativo em um ranking de 13 setores liderado por indústria, bancos e alimentos, divulgado anualmente pela revista Forbes”.
“No setor de comunicação são oito empresários de quatro companhias distintas. Na quinta posição geral está a família Marinho, das Organizações Globo, representada por João Roberto Marinho, José Roberto Marinho e Roberto Irineu Marinho que, individualmente, possuem R$ 23,8 bilhões. Da família Marinho para o próximo da lista a diferença é considerável: Edir Macedo, da Record, está na 74º posição com patrimônio de R$ 3,02 bilhões seguido pela família Civita, do Grupo Abril, e de Sílvio Santos, do SBT”.
Eis os “barões” da mídia: João Roberto Marinho - Patrimônio: R$ 23,80 bilhões; José Roberto Marinho - Patrimônio: R$ 23,80 bilhões; Roberto Irineu Marinho - Patrimônio: R$ 23,80 bilhões; Edir Macedo (Record) - Patrimônio: R$ 3,02 bilhões; Giancarlo Civita (Grupo Abril) - Patrimônio: R$ 2,18 bilhões; Roberta Anamaria Civita (Grupo Abril) - Patrimônio: R$ 2,18 bilhões; Victor Civita Neto (Grupo Abril) - Patrimônio: R$ 2,18 bilhões; Silvio Santos - Patrimônio: R$ 2,01 bilhões.
Criada a Frente Brasil Popular. Organizações sociais de todo o país decidiram se juntar em uma mesma articulação, denominada Frente Brasil Popular. A conferência nacional formalizar a criação do novo grupo aconteceu ontem (5), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Milhares de militantes de movimentos populares, sindicais, pastorais, LGBT, organizações de juventude, do movimento negro, ativistas digitais, veículos de mídia alternativa, partidos políticos, intelectuais, religiosos, entre outros, reuniram-se para debater as propostas da Frente e aprovar um modelo de organização do grupo, que terá atuação em todo o território nacional.
“Está claro que as organizações e movimentos sociais sozinhos já não conseguem mais pressionar com a mesma força por suas demandas e as demandas do povo. Por isso, a iniciativa de construir uma frente foi justamente pensando na capacidade de articular consensos, definir pautas convergentes e fortalecer as lutas nas ruas”, avalia Beatriz Cerqueira, presidenta do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) e dirigente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
A Frente Brasil Popular vai atuar em seis eixos: direitos dos trabalhadores, direitos sociais, defesa da democracia, soberania nacional, reformas estruturais e integração latino-americana. A Frente deverá criar instâncias deliberativas e de organização, explica Frederico Santana Rick, da Consulta Popular. Para o secretário-geral da União Nacional dos Estudantes (UNE), Thiago Pará, o lançamento da Frente ocorre em um momento crucial da conjuntura do país, que assiste ao acirramento das lutas sociais e a tentativa de setores mais conservadores de pautar em pautar o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “Não podemos aceitar nenhuma tentativa de golpe contra o voto popular, mas a discussão pela democracia não passa só por isso. Precisamos de reformas mais profundas, como a mudança do atual sistema político do país e a democratização dos meios de comunicação”, aponta.
Ele é “pobrezinho”! Coisas dessa nossa “justiça” corrupta e desavergonhadamente de direita. O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Roberto Nalini, aquele que deu uma declaração famosa defendendo que os juízes precisavam do auxílio-moradia porque não dava para ir a Miami toda hora comprar ternos, acaba de dar mais uma demonstração de que não dá qualquer importância ao povo.
Na época, ele disse que “hoje, aparentemente o juiz brasileiro ganha bem, mas ele tem 27% de desconto de Imposto de Renda, ele tem que pagar plano de saúde, ele tem que comprar terno, não dá para ir toda hora a Miami comprar terno, que cada dia da semana ele tem que usar um terno diferente, ele tem que usar uma camisa razoável, um sapato decente, ele tem que ter um carro”.
Agora, segundo a Folha de S.Paulo, Nalini entrou com uma ação na Justiça, mas pediu para não pagar as custas imediatamente porque não tinha como arcar com o valor, de R$ 5 mil. Advogados ouvidos pelo jornal dizem que normalmente esse benefício, de adiar o pagamento, é concedido apenas a quem ganha até três salários mínimos, ou R$ 2,3 mil. Curiosidade: em junho, os rendimentos de Nalini foram de R$ 96 mil.
O safado ganha R$ 96 mil por mês e não pode pagar custas de um processo? Então... tá. Acho que vou enviar uns “caraminguás” para ajudar o coitadinho.
Mais uma neta é resgatada na Argentina. Jovem, cuja identidade foi preservada, nasceu em cativeiro em março de 1978 e ainda não conheceu a avó e a família de seus pais biológicos
“Ainda não a conhecemos, mas tomara que se sinta bem entre nós, somos uma família muito grande”. Assim, María Dominguez, integrante das Avós da Praça de Maio, deu as boas-vindas à neta de número 117, cuja recuperação foi anunciada na segunda-feira (31) na Argentina. A jovem, filha de desaparecidos políticos da ditadura argentina, teve sua identidade preservada.
“Nossos filhos sabiam do perigo que corriam, mesmo assim lutavam por um país melhor e isso lhes custou a vida”, afirmou a avó durante entrevista coletiva de imprensa realizada hoje. “Nunca mais em nosso país haverá uma ditadura militar”, afirmou Domínguez.
A neta 117 é filha de Gladys Castro e Walter Domínguez e nasceu em cativeiro em março de 1978. “Os militares podem se defender com advogados, nossos filhos não tiveram essa oportunidade”, disse a mãe de Walter ao lembrar o desaparecimento do filho.
Ignacio Montoya Carlotto, neto de Estela Carlotto, recuperado em agosto de 2014, por sua vez, celebrou a notícia: “Estou muito contente, a notícia me deixa muito feliz. Cada encontro é o prêmio ao trabalho de um montão de gente. Espero que isso sirva para seguir encontrando os que faltam”, disse em declarações à rádio Del Plata.
As Avós da Praça de Maio buscam os filhos de suas filhas ou noras — presas grávidas e desaparecidas forçadamente pela ditadura militar do país e cujas crianças foram entregues a outras famílias. Por meio de sensibilização, as integrantes da organização pedem que jovens que tenham dúvida sobre sua identidade, façam teste de DNA para verificar a possibilidade de ser um dos netos desaparecidos.
De acordo com estimativas das Avós da Praça de Maio, durante o regime militar, as autoridades se apropriaram de pelo menos 500 bebês, muitos deles nascidos em centros de torturas, hospitais militares e delegacias.
Bolívia investe mais em saúde pública. O Governo da Bolívia anunciou que estará investindo 1 bilhão e 624 milhões de dólares no setor de saúde pública para o próximo ano.
Segundo o presidente Evo Morales, os valores serão usados para a construção de 31 novos hospitais de nível dois, 11 estabelecimentos de nível três e quatro institutos especializados. As obras serão entregues até 2017.
Segundo Evo, esses hospitais estão distribuídos em todo o país. Entre os centros especializados, ele destacou que o novo Instituto Oncológico será construído em Cochabamba, pelo valor de 131 milhões de dólares, e o Instituto de Gastrenterologia será construído em La Paz, um investimento de 242 milhões de dólares.
50 anos da morte de “Che”. O Ministério de Cultura e Turismo da Bolívia já está trabalhando na programação para recordar os 50 anos da morte de Ernesto Che Guevara. O centro das comemorações, em outubro de 2017, será a cidade de Vallegrande, no departamento de Santa Cruz de la Sierra.
“Estamos elaborando uma agenda de trabalho que é negociada com autoridades locais e nacionais, além de outras instituições que sempre estiveram ligadas à imagem do Che”, disse o representante do Ministério, Edson Hurtado.
Vallegrande está situada a 244 quilômetros da cidade de Santa Cruz de la Sierra e se tornou conhecida porque para lá foi levado o corpo do Che, depois de sua execução em La Higuera. Lá o corpo foi identificado e fotografado. Os restos de Che Guevara e de alguns de seus companheiros ficou enterrado sob a pista de pouso de um aeroporto local durante 30 anos e foi encontrado por uma equipe forense de Cuba que exumou os restos e fez o reconhecimento. No local, hoje, existe um mausoléu em homenagem aos guerrilheiros. Seus restos mortais foram levados para Cuba!
A humanidade está mais doente. É realmente preocupante... A população mundial tem hoje uma vida mais longa, mas muitos estão mais doentes. Ou seja, mais anos de vida com mais doenças, segundo estudos realizados por importantes instituições em 188 países.
Segundo o levantamento, houve progressos significativos na última década com referência a doenças infecciosas como a AIDS ou a malária, além de importantes avanços no controle de doenças maternas ou na infância. Porém as pessoas não vivem com saúde tantos anos assim, ou seja, adoecem mais. É o que mostra a matéria da revista The Lancet, publicada durante a semana.
“O mundo fez grandes avanços na questão da saúde, mas agora o desafio é inverter os cuidados para encontrar meios eficazes de combater algumas formas de doenças”, disse Theo Vos, professor no Instituto de Avaliação Médica na Universidade de Washington.
Simplificando: a expectativa de vida, para ambos os sexos, subiu 6,2 anos, entre 1990 e 2013. Porém há um grande crescimento de doenças cardíacas, diabetes e outras que reduzem a qualidade dessa vida.
Não pode falar mal do Rei. A TV pública da Espanha está bloqueando a divulgação um documentário sobre o Rei Juan Carlos preparado pela televisão pública francesa e gravado na época da sua abdicação em favor do filho.
O documentário foi preparado pelo diretor Miguel Courtois e pela jornalista e escritora francesa Laurence Debrau, que já publicou um livro sobre o Rei. São 150 minutos de vídeo e foi gravado no final de 2013 até meados de 2014. Estava pronto e programado para ser apresentado em junho passado, mas a TV espanhola negou o direito de divulgação alegando que “já não é atual”.
Milhões de europeus perto da pobreza. Os dados foram divulgados pelo Instituto Europeu de Estatísticas (Eurostat) e dizem que cerca de 123 milhões de europeus estão sob o risco de cair na pobreza ou na exclusão social. O mesmo documento afirma que cerca de 30% dos jovens, entre 18 e 24 anos, encontram-se em situação de pobreza e que 50% das pessoas solteiras já estão em situação de pobreza ou próximas da linha.
O mesmo relatório mostra também que entre as pessoas mais vulneráveis estão os de baixo nível educacional e que 34% já vive em situação de pobreza. Por fim, o documento mostra que houve poucos avanços na saúde pública da região.
Obama quer impedir Putin de falar na ONU! As novas medidas de Washington contra a Rússia estão sendo anunciadas e há um programa para interferir no 70º período de sessões da Assembleia Geral da ONU. Segundo notícias agora divulgadas, o governo dos EUA está se movimentando para impedir que o presidente russo, Vladimir Putin, fale durante o encontro.
Segundo nota oficial, o 70º período de sessões da ONU terá início em 15 de setembro e Putin deverá falar pela primeira vez, desde 2005.
Quanto gasta a OTAN para promover guerras? Os gastos dos países membros da OTAN superam 227 bilhões de dólares, no primeiro semestre de 2015, segundo informa a página “Alianza”, na internet.
A mesma página informa ainda que, em 2014, os gastos superaram 270 bilhões de dólares, sendo que os EUA foram responsáveis por 70% desse valor. Letônia, Lituânia, Países Baixos, Noruega, Polônia e Romênia comprometeram-se a aumentar os investimentos em 2015.
Canadá está oficialmente em recessão. A economia canadense entra oficialmente em recessão depois de uma queda de 0,5% em seu PIB durante o segundo trimestre de 2015.
A recessão, segundo analistas locais, se deve a uma forte queda nos gastos e investimentos das empresas no setor de petróleo, gás e mineração, além de uma grande contração no setor manufatureiro, construção e serviços públicos.
Enfim, a barbárie! Em nosso Informativo anterior, comentávamos sobre a situação dos refugiados que chegam à Europa e a posição dos países mais ricos sobre receber esses refugiados. Comentamos, em um Informativo anterior, a posição do primeiro-ministro da Grã-Bretanha dizendo que estariam fechados aos refugiados. Mais do que isso tudo, repudiamos a declaração do presidente francês, no dia 26 de agosto passado, dizendo que a França vai continuar “apoiando grupos terroristas na Síria até que o presidente Al Assad, eleito democraticamente, seja derrubado. Poderia ser mais claro?
Agora, o mundo ficou chocado com a imagem de Aylan Kurdi, um garotinho de apenas 3 anos, encontrado em uma praia da Turquia, um pequeno refugiado que, com sua família, tentava escapar da guerra na Síria, promovida pela França, EUA e Alemanha!
A realidade atual é muito clara, mas sempre escondida pela nossa imprensa “tão livre e séria”. A cada dia, dezenas de milhares de refugiados fogem de áreas de conflito no Afeganistão, no Iraque, na Líbia ou na Síria. Curiosamente, todos países invadidos pelos EUA e pelas forças da OTAN em nome da democracia e da “ajuda humanitária”!
Enquanto isto, a Europa “se defende” contra esses refugiados. A Hungria anunciou a construção de uma vala cercada de arames para impedir a chegada dos refugiados; a Eslováquia anunciou oficialmente que apenas aceitaria refugiados “cristãos”. A Bulgária reforçou suas fronteiras para impedir a entrada dos que fogem das guerras em seus países, todas patrocinadas pelas grandes nações europeias. A Alemanha procura mostrar uma face “liberal” e. oficialmente, aceita os refugiados, mas o governo de Angela Merkel nada faz contra os grupos neonazistas que atacam os refugiados.
Segundo a ACNUR (Escritório da ONU para Refugiados) cerca de 3.000 refugiados procuram diariamente a entrada na Europa. Os três países com maiores fronteiras exteriores são Grécia, Hungria e Itália, principais metas dos que buscam fugir e buscar viver em paz.
Guerra, prisões arbitrárias, torturas, violência sexual, repressão... Pelo menos seis em cada dez pessoas que chegaram à Europa pelo mar Mediterrâneo nos primeiros oito meses de 2015 vêm de países em que as violações de direitos humanos são constantes. Na Síria, milhares de pessoas estão presas, sequestradas ou desaparecidas e cerca de 250 mil civis vivem em estado de sítio. O conflito no Afeganistão deixou 4.853 vítimas mortais no primeiro semestre de 2014. Na Eritreia, as liberdades de expressão, associação e religião não são respeitadas.
Este ano, 43% das pessoas que chegaram aos países europeus através do Mediterrâneo vieram da Síria, a maioria delas passando pela Grécia. Outros 12% vêm do Afeganistão, também pela Grécia. Da Eritreia vêm 10% delas, que chegam principalmente à Itália. As seguintes nacionalidades majoritárias são Nigéria (5%) e Somália (3%), que também chegam sobretudo às costas italianas.
A imagem daquele garotinho vai permanecer por muito tempo em nossas lembranças. Mas os responsáveis são bem conhecidos por nós: Obama, Hollande, Merkel, Cameron e alguns outros.
Crianças que buscam asilo na Europa. Mais de 100 mil crianças solicitaram asilo em países europeus no primeiro semestre de 2015, segundo dados da organização Plano Internacional. Ou seja, a quarta parte dos refugiados que procuram a região.
A Plano Internacional lançou nesta semana o relatório para servir de advertência aos líderes dos países ricos, com a esperança de que as imagens do garoto sírio, Aylan, sirvam para dar respostas e garantir a segurança dessas crianças.
O ONG, fundada depois da Guerra Civil Espanhola para dar assistência às crianças que ficaram órfãs, denuncia que mais de 300 mil pessoas se arriscaram, em 2015, tentando cruzar o Mediterrâneo em busca de refúgio. Dessas, mais de 2.600 morreram!
50 milhões de desempregados nos “países desenvolvidos”. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) revelou que cerca de 50 milhões de pessoas que vivem nos países chamados “desenvolvidos” (o famoso G-20) estão sem emprego.
Segundo o informe da OIT, a taxa de desemprego nesses 20 países mais ricos alcançou 5,8% da população ativa. Segundo o diretor da entidade, Guy Ryder, “o desafio do trabalho não está relacionado apenas com a questão da quantidade, mas também com a qualidade dos empregos, já que na maioria dos 20 países os postos criados até 2014 foram de tempo parcial, com salários médios inferiores, níveis mais baixos de segurança e muito pouca proteção social”.
Onda de assassinatos nos EUA. Os estadunidenses estão alarmados com o crescimento de assassinatos e outros crimes violentos em várias cidades do país, segundo matéria divulgada na terça-feira (01) pelo jornal The New York Times. Segundo a matéria, pelo menos em 35 grandes cidades um marcante aumento da violência.
O destaque da notícia fica para a cidade de Milwaukee, no estado de Wisconsin, onde foram assassinadas 104 pessoas no primeiro semestre do ano, um grande aumento se comparado com os 86 casos em todo o ano de 2014. Entre as cidades com maior número de assassinatos temos Nova Orleans, Baltimore, Washington e San Luis.
Alienação e agressividade! (Parte 3 - Ernesto Germano)
Em seu livro “Introdução à Sociologia”, o professor T. Bottomore esclarece que a existência da sociedade humana exige certas disposições que ele chama de “pré-requisitos funcionais”. Entre eles, para o tema que estamos tratando, destaco “I – um sistema de comunicação; (...) III) Disposição para socialização das novas gerações (inclusive disposições de família e educação) (...)”.
Bem, é disso que tratávamos na primeira parte do artigo. A cada dia, vemos as novas gerações menos capazes de uma comunicação social, cada um agarrado ao seu aparelhinho com jogos e músicas, alheios ao que se passa ao redor. Pior ainda, prestando atenção nesses jovens vemos que, a cada dia, reduzem seus vocabulários a algumas poucas expressões ou gírias, estão se tornando incapazes de manter uma conversa minimamente estruturada. O que Bottomore chama de “socialização de novas gerações” vai se tornando mais e mais distante.
Daí resulta a alienação que, em outras palavras, pode também ser definida como a diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar ou agir por si próprios. São pessoas que não se dispõem a ouvir opiniões alheias, e apenas se preocupam com o que lhe interessa, daí a alienação.
Na alienação social, os seres humanos não se reconhecem como parte de um Estado, não se sentem como participantes de instituições sociopolíticas (como, por exemplo, a família, o casamento, a propriedade, o mercado, etc.). Em geral, isso vai levar a uma de duas atitudes: a) aceitam passivamente tudo que existe, por ser tido como natural, divino ou racional, ou; b) se rebelam individualmente, julgando que, por sua própria vontade e inteligência, pode mais do que a realidade que os condiciona.
A alienação social leva as pessoas a encontrarem explicações mais simples para as questões que estão diante de seus olhos, buscam explicações mais simples, uma espécie de “senso comum” para não se preocuparam mais com o que estão vendo. Um exemplo claro disso é a “explicação” da pobreza. Para o alienado, o pobre é pobre por sua própria culpa (preguiça, ignorância) ou por vontade divina ou por inferioridade natural. Esse senso comum social, na verdade, é o resultado de uma elaboração intelectual sobre a realidade, feita pelos pensadores ou intelectuais da sociedade – sacerdotes, filósofos, cientistas, professores, escritores, escritores, jornalistas, artistas -, que descrevem e explicam o mundo a partir do ponto de vista da classe a que pertencem e que é a classe dominante da sua sociedade, como mostramos no capítulo anterior.
Para Marx (filósofo e sociólogo alemão) alienar-se da sociedade é, em princípio, alienar-se de si mesmo. A alienação refere-se aos obstáculos existentes no crescimento produtivo dos indivíduos e, consequentemente, às barreiras que impedem a transformação adaptada do sistema social.
(Voltaremos ao assunto)

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