domingo, 9 de junho de 2013

Espionagem

Ex-funcionário da CIA diz que revelou esquema de espionagem dos EUA por um mundo melhor

 
Por Andrew Osborn e Peter Graff
LONDRES, 9 Jun (Reuters) - Um ex-funcionário da CIA que trabalhava como terceirizado na Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos revelou ter sido o responsável por vazar detalhes de um esquema de espionagem do governo norte-americano, e disse ter agido desta forma para proteger "direitos básicos das pessoas em todo o mundo".
Enclausurado em um quarto de hotel em Hong Kong, Edward Snowden, de 29 anos, disse que pensou muito antes de pulicar os detalhes do programa da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), denominado Prism. Segundo ele, o país estava criando uma imensurável rede secreta de espionagem que vigia cada cidadão norte-americano.
"Eu não quero viver em uma sociedade que faz esse tipo de coisas... Eu não quero viver em um mundo onde tudo o que eu faço é gravado. Isso não é algo sob o qual eu quero viver minha vida", disse ele ao jornal The Guardian, que publicou o vídeo com seu testemunho no site na Internet.
"A NSA construiu uma infraestrutura que permite interceptar tudo. Com a capacidade que ela tem, a maior parte da comunicação estabelecida entre os seres humanos na rede seria automaticamente registrada, sem que houvesse um alvo, um objetivo para tal. Se eu quisesse ver seus emails ou o telefone da sua esposa, tudo o que eu precisaria era usar esses mecanismos de interceptação do Prism. Poderia ter acesso a emails, senhas, gravações de telefone, cartões de crédito", disse Snowden.
O jornal The Guardin revelou nesta semana que os serviços secretos de segurança norte-americanos já rastreiam chamadas de telefones celulares da operadora Verizon e informações da Internet oriundas de companhias como o Google e o Facebook.
A informação a respeito dos serviços secretos desencadeou um interminável debate nos Estados Unidos e no exterior sobre o crescimento do alcance da NSA, que expandiu seus serviços de vigilância dramaticamente na última década. Agentes norte-americanos garantem que a NSA atua dentro da lei.
A decisão de Snowden de revelar sua identidade, bem como seu rosto e outros dados pessoais, reforça o apelo deste que já é um dos maiores casos de vazamento de dados secretos do governo norte-americano na história, e aumenta ainda mais o constrangimento do presidente Barack Obama.
Snowden também sabe que sua opção o expõe demais às autoridades norte-americanas. O Guardian o comparou a Bradley Manning, um soldado agora em julgamento por supostamente ajudar forças inimigas, que vazou para o Wikileaks documentos militares sigilosos.
O atual espião afirmou que deixou a namorada no Havaí sem contar a ela onde iria, e se disse ciente do risco que corre, mas pensou que toda a mobilização em torno da sua descoberta faria o risco valer a pena.
"Meu primeiro medo era que viessem atrás da minha família, dos meus amigos, da minha namorada. Qualquer um que me conhecesse", admitiu.
"Terei de me sacrificar pelo resto da minha vida. Eu não posso me comunicar com eles. As autoridades deverão agir de forma contundente contra qualquer um que me conheça. Isso me mantém sempre em alerta."
Ele falou sobre o quão corajoso foi largar uma vida confortável no Havaí, onde ganhava cerca de 16 mil dólares por mês.
"Eu estou disposto a me sacrificar porque eu não posso, em sã consciência, deixar que o governo dos Estados Unidos destrua a privacidade, a liberdade de Internet e os direitos básicos de pessoas em todo o mundo, tudo em nome de um maciço serviço secreto de vigilância que eles estão desenvolvendo."

Espionagem 2

The Guardian revela identidade de fonte dos vazamentos sobre inteligência dos EUA

 
Um funcionário de 29 anos de uma terceirizada norte-americana de defesa é a fonte que revelou ao The Guardian as informações confidenciais sobre os programas de vigilância das comunicações implantados pelos Estados Unidos, disse neste domingo o jornal britânico.
Edward Snowden disse ao The Guardian que foi motivado apenas pelo desejo de informar o público sobre o "mecanismo de vigilância em massa".
"Não tenho nenhuma intenção de me esconder porque sei que não fiz nada de mau", disse Edward Snowden.
Contudo, com o governo dos EUA buscando uma investigação criminal pelos vazamentos, ele admitiu: "eu não espero ver minha casa novamente".
O jornal, que postou uma entrevista de vídeo de Snowden, mostrando eu rosto claramente, disse que revelava a identidade a pedido dele mesmo.
Ex-técnico assistente da CIA, Snowden trabalhou por quatro anos na Agência de Segurança Nacional como um funcionário de várias terceirizadas, incluindo a Dell e a Booz Allen Hamilton, sua atual empregadora.
"Meu único motivo foi informar ao público o que é feito em seu nome e o que é feito contra ele", disse Snowden.
Três semanas atrás, ele arrumou suas malas para Hong Kong e deixou para trás um salário de U$200 mil dólares, uma namorada que morava com ele no Havaí, uma carreira estável e uma família amorosa, de acordo com o jornal.
"Estou disposto a sacrificar tudo isso porque não posso, em sã consciência, permitir que o governo norte-americano destrua a privacidade, a liberdade na internet e as liberdades básicas das pessoas em todo o mundo com uma máquina de vigilância em massa que eles estão construindo secretamente", disse Snowden.
O diretor de Inteligência Nacional, James Clapper, pediu mais cedo uma investigação criminal sobre os vazamentos, dizendo que as divulgações "angustiantes" causaram "enormes e graves danos" para as capacidades da inteligência norte-americanas.

sábado, 8 de junho de 2013

Lula reverenciado no Equador

Lula é reverenciado na América Latina como líder da nação brasileira

7/6/2013 12:59
Por Redação, com ACSs - de Quito


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta capital, a homenagem do presidente Rafael Correa
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta capital, a homenagem do presidente Rafael Correa
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta capital, a homenagem do presidente Rafael Correa, que lhe conferiu a medalha da Ordem Nacional de San Lorenzo, a mais antiga do país, instituída por ocasião da independência do Equador, em 1809. Posteriormente, Lula falou no Teatro Nacional de la Casa de La Cultura a uma plateia de mais de dois mil equatorianos sobre as conquistas e desafios da integração latino-americana, um dos eixos de trabalho do Instituto Lula. À noite, Lula e Rafael Correa jantaram juntos.
Durante a entrega da condecoração a Lula, Rafael Correa destacou a importância do Brasil para a América Latina, “um país onde tudo se conta com seis ou até sete zeros e Lula soube contar com o coração para mudar a vida de milhões de pessoas”. Correa disse que o ex-presidente brasileiro, por seu trabalho em favor da democracia, da diminuição das desigualdades e pela aproximação entre os povos latino-americanos, “é um do maiores artífices modernos da grande pátria com que sonhamos”.
– É um privilégio, para mim, conceder-lhe a condecoração da Ordem Nacional de San Lorenzo como demonstração de respeito, admiração e carinho profundo que sente nosso povo pelo presidente Lula – afirmou Correa.
Em seu discurso, o presidente Correa lembrou as origens de Lula e disse que ele é um dos principais protagonistas das transformações pelas quais o continente vem passando.
Recém-eleito para o seu terceiro mandato, Correa acrescentou que Lula é merecedor da condecoração por seu trabalho pela democracia, pela integração da América Latina, na luta contra a pobreza e por promover a aproximação e a amizade natural entre os povos brasileiro e equatoriano.
Bolsa Família
Lula, por sua vez, voltou ao tema que embalou seus dois mandatos, no Brasil, e pregou uma política voltada em favor dos pobres. O tema foi abordado enquanto ele esteve na Colômbia, no Peru e, na noite passada, no Equador.
O líder brasileiro destacou também o papel dos governos de esquerda na América Latina, que passaram a olhar os pobres não mais como problema, mas como solução. Contou que o Bolsa Família, que muitos no Brasil chamavam de puro assistencialismo, foi essencial para que o Brasil não sofresse mais com a crise internacional. “O dinheiro na mão do pobre faz a economia girar, e é por isso que a América Latina dá certo”.
O programa de transferência de renda do governo federal lançado durante sua gestão teve que enfrentar, segundo Lula, críticos que diziam que era impossível aumentar o salário mínimo sem aumentar a inflação. O ex-presidente lembrou que o salário mínimo teve aumento em todos os anos de seu governo, sem causar inflação. Pelo contrário, lembrou, 36 milhões de pessoas saíram da miséria, 40 milhões ascenderam à classe média e foram criados 20 milhões de empregos formais.
Lula lembrou da época em que todas as atenções dos governos latino-americanos estavam voltadas apenas para Estados Unidos e Europa.
– A corrente comercial no Mercosul era de apenas US$ 10 bilhões. Dez anos depois está em US$ 50 bilhões. Na América do Sul, subimos de US$ 15 para US$ 70 bilhões; e, na América Latina, de US$ 20 para mais de US$ 90 bilhões – contabiliza.
Mas essa integração não pode ser apenas comercial, como destacou o ex-presidente. Depois que deixou a Presidência e fundou o instituto que leva seu nome, Lula tem trabalhado pela integração latino-americana.
– É preciso criar uma doutrina de integração latino-americana. Por isso estou me dedicando a falar com estudantes, sindicalistas, intelectuais, empresários, movimentos sociais… – afirmou.
Como no encontro com jovens em Lima, no Peru, Lula concluiu seu discurso com palavras de incentivo aos equatorianos para que participem da política.
– O político perfeito que nós queremos não precisa estar dentro do outro, pode estar dentro de nós. A América Latina necessita muito de vocês para que nunca mais haja retrocesso. Muitos têm preconceito contra a política, dizem que não gostam de política. Mas saibam que fora da política não há solução. Todas as vezes em que a humanidade renegou a política, o que veio depois foi muito pior – concluiu.


OBS: extraído do Correio do Brasil



sexta-feira, 7 de junho de 2013

O que estão fazendo com o Tietê!

Clique no endereço abaixo:

http://www.globalgarbage.org.br/portal/2013/06/06/pescador-de-lixo-recolhe-2-t-de-pet-por-mes-do-tiete/

As crianças e a TV

Quinta, 06 Junho 2013

Os perigos da telinha
    Destaque






    Martim Garcia/MMA Laís Fontinelli, da Alana: crianças merecem cuidado especial Laís Fontinelli, da Alana: crianças merecem cuidado especial

    No Brasil, as crianças ficam, em média, cinco horas diárias em frente à TV. E são bombardeadas por propagandas que fazem mal à saúde.

    LUCAS TOLENTINO

    A necessidade de frear o consumismo infantil foi o tema da última oficina da programação da Semana do Meio Ambiente, na tarde desta quinta-feira (06/06), no Rio de Janeiro. Organizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Instituto Alana, o encontro teve o objetivo de debater os problemas e as formas de promover o consumo sustentável e consciente entre as crianças, além de apresentar a cartilha sobre o tema (clique aqui para ler a cartilha).

    A publicidade é um dos principais agravantes do processo. No Brasil, meninos e meninas passam cerca de cinco horas diárias em frente à televisão, uma das maiores médias do mundo. E os comerciais estão diretamente ligados, por exemplo, ao aumento do contingente de crianças acima do peso. Hoje, 15% da população infantil do país estão obesos, índice associado ao consumo excessivo de alimentos industrializados divulgados em larga escala nas propagandas.

    A secretária de Articulação Institucional e Cidadania do MMA, Mariana Meirelles, destacou a parceria com o Instituto Alana e a importância do público infantil na implantação do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis, conjunto de medidas lançado, em novembro de 2011, pelo MMA. "Trabalhar um novo padrão de consumo para as crianças é estruturante para o sucesso das iniciativas", afirmou.

    Além da publicidade, a presença de personagens famosos e as próprias embalagens figuram como os principais fatores que influenciam o consumo de produtos infantis. A psicóloga Laís Fontinelli, do Instituto Alana, defendeu a participação de diversos setores da sociedade no combate ao consumismo infantil. "O mercado tem que ter olhar cuidadoso para a criança", exemplificou.
    Segundo ela, a família, o terceiro setor, o governo e as escolas também têm de fazer sua parte. "A gente não tem consumido de forma sustentável. Existe a publicidade, mas há também todo um contexto que convida a criança a entrar nesse mundo", alertou Laís. "É preciso equacionar essa relação."

    SAIBA MAIS

    Veja os maiores prejuízos causados pelo consumismo infantil:

    - Aumento exarcebado do consumo

    - Aumento da geração de resíduos

    - Obesidade infantil

    - Adultização da infância e erotização precoce

    - Consumo precoce de álcool e tabaco

    - Diminuição das brincadeiras criativas

    - Violência

    - Estresse familiar





    OBS: extraído de Carta Capital

    A extinção da espécie humana

    Ambiente

    A caminho de outro planeta

    A mudança na composição da atmosfera nos forçará a enfrentar a vida em um mundo hostil e desconhecido
    por Antonio Luiz M. C. Costa — publicado 03/06/2013 
     
    Meio ambiente
    Para preservar a velha terra, a concentração de dióxido de carbono teria de se limitar a 350 partes por milhão. Já está em 400 e em aceleração
    Ninguém ouviu sete anjos tocarem trombetas ou viu quatro cavaleiros galoparem sobre as nuvens. Mas algo de muito sério aconteceu em maio de 2013: pela primeira vez em 2,6 milhões de anos a concentração de dióxido de carbono na atmosfera terrestre alcançou 400 partes por milhão. Não é a média anual (que deve ficar próxima de 397) e sim uma medição próxima do pico sazonal, mas justifica soar o sinal de alarme. Ao ritmo atual, a média anual deve superar as 400 ppm, o mais tardar, em dois anos.
    Da última vez que isso aconteceu, mastodontes passeavam pelas Américas, nossos ancestrais ainda pouco diferentes de chimpanzés começavam a aprender a lascar pedras e o aspecto dos oceanos e continentes era visivelmente outro, pois o nível do mar era 25 metros mais alto e não havia gelo no Ártico. A humanidade presenciará mudanças ambientais igualmente impressionantes, mas comprimidas em um período muito mais curto.
    Tão assustador quanto o índice em si é a rapidez com que sobe. Na era glacial, a atmosfera continha 180 ppm de dióxido de carbono. Do princípio da civilização ao início da Era Industrial, era 280 ppm. Em 1958, ao se iniciarem as medidas de precisão no alto do vulcão havaiano Mauna Loa (escolhido pela distância de fontes de poluição), era 316 ppm. Em 1992, durante a Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, era 356. Cinco anos depois, ao se assinar o Protocolo de Kyoto, 364, e no ano 2000, 369. O aumento era de 1 ppm por ano em meados do século XX, 2 ppm por ano na primeira década deste século e foi de quase 3 ppm desde o ano passado. Não só não se consegue estabilizar a quantidade de gases de efeito estufa na atmosfera, como o desequilíbrio se acelera e não dá sinais de frear.
    Em um estudo de 2007, o climatologista James E. Hansen advertiu que “se a humanidade deseja preservar um planeta semelhante àquele em que a civilização se desenvolveu e ao qual a Terra se adaptou, as evidências paleoclimáticas e as mudanças climáticas em curso sugerem que o dióxido de carbono terá de ser reduzido das (então) atuais 385 ppm para no máximo 350 ppm, mas provavelmente menos do que isso”. Esse estudo motivou o jornalista e escritor Bill McKibben a criar em 2009 a 350.org, com o objetivo de conscientizar governos e sociedades da ameaça e tentar reverter o processo. Sem sucesso, como se vê.
    É como se a humanidade estivesse para ser teletransportada para um planeta diferente, certamente bem menos hospitaleiro do que a Terra que o Homo sapiens conheceu durante todos os seus 150 mil a 200 mil anos de existência. O quanto menos depende de vários fatores, mas o principal é até que ponto a atmosfera será modificada.
    As propostas debatidas na conferência internacional de Copenhague em 2009 (COP15) e na Rio+20 de 2012 tinham como meta estabilizar a proporção de dióxido de carbono em 450 ppm, limite dentro do qual os climatologistas julgavam haver 66% de probabilidade de limitar o aumento da temperatura média global a 2 graus Celsius, incluído o aumento de 0,8 grau verificado desde 1900, dois terços do qual desde 1980.
    Parece pouco? Considere o que significa quando a temperatura do seu corpo sobe de 36,7 graus para 37,5 e depois para 38,7. Essa alta, que é uma média – partes do mundo terão aumentos de até 4 graus –, bastará para provocar mudanças sérias nos regimes de chuvas e ventos e a piora dos furacões, secas e inundações em grandes porções do planeta, além do agravamento da acidificação dos oceanos, que já aumentou 30% desde o início da Era Industrial e cujos efeitos sobre organismos com esqueletos de carbonato de cálcio (principalmente os corais) são visíveis e graves.
    Mesmo isso se tornou utopia. Seria preciso, segundo estudo da OCDE em 2010, reduzir as emissões de gás carbônico em 12% até 2020 e 70% até 2050, mas os resultados da COP15 e da Rio+20 foram notoriamente pífios e a crise do Norte arquivou os planos de ação eficaz no futuro próximo. Principalmente na União Europeia, antes líder em política ambiental, apesar da falta de contrapartida das outras potências. Substituir os combustíveis fósseis para conter as emissões de gás carbônico exige investimentos públicos e privados de retorno lento e as autoridades políticas e empresariais do mundo preferem cortar gastos e acumular lucros hoje a evitar um desastre ecológico capaz de lançar as próximas gerações na miséria.
    Os 450 ppm serão, no ritmo atual, ultrapassados por volta de 2030. Se na década de 2020 o tema for levado a sério e as emissões por fim começarem a cair, a meta passa a ser conter o gás carbônico na atmosfera a 550 ppm até 2100. Neste cenário, há 50% de chances de conseguir limitar o aumento da temperatura média a 3 graus, mas sem nenhuma garantia. É possível que, nesse patamar, o derretimento do solo congelado (permafrost) do Ártico lance quantidades incontroláveis de metano na atmosfera, iniciando um processo de autoalimentação do efeito estufa que ninguém mais poderá conter. Só resta desejar boa sorte a nossos descendentes que terão de viver neste planeta hostil e desconhecido
      
     
     
     
     
    OBS: extraído de Carta Capital

    Mais uma comenda e mais titulos honoris causa para Lula

    Lula é condecorado por Rafael Correa no Equador


     



    O presidente equatoriano, Rafael Correa, entregou nesta quinta-feira a máxima condecoração do país - a Ordem Nacional de San Lorenzo - ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio de Carondelet.

    Leia também:
    Lula recebe título de doutor honoris causa e exalta aliança Brasil-Peru
    Lula destaca resultados de aliança estratégica com o Peru assinada em 2003
    O Equador homenageou Lula "por sua vocação de humanista a serviço das classes mais necessitadas, por seu estímulo à integração latino-americana e por seu apoio em benefício à maior aproximação entre Equador e Brasil", segundo um decreto presidencial que ordena a condecoração, divulgado durante a cerimônia.
    No Salão Amarelo do Palácio, o presidente Correa colocou o grande colar dourado e vermelho em Lula, dando-lhe um abraço em seguida.
    Visivelmente emocionado, Lula dedicou vários elogios a Correa em seu discurso de aceitação, a quem chamou de "um dos líderes políticos mais fortes que conheço" e agradeceu "pelo reconhecimento, mas principalmente pelo carinho" por parte do governo do Equador.
    "Acredito cada vez mais na integração. América do Sul e América Latina têm de formar um bloco forte e você (Correa) será cada vez mais importante. Assim, muito obrigado, companheiro, sinceramente, muito obrigado, você pode contar sempre comigo", frisou Lula.
    Antes de Quito, Lula já havia passado por Bogotá e Lima.
    "É um privilégio, para mim, conceder-lhe a condecoração da Ordem Nacional de San Lorenzo como demonstração de respeito, admiração e carinho profundo que sente nosso povo pelo presidente Lula", declarou Correa.
    "Lula é um do maiores artífices modernos da grande pátria com que sonhamos", completou Correa.
    O ex-presidente permanece em Quito até sexta, onde receberá três títulos de Doutor "Honoris Causa" da Universidade Internacional do Equador, Universidade Andina Simón Bolivar e da Escola Politécnica do Litoral. Lula também fará uma conferência na Câmara de Comércio Equatoriano-Brasileira.