sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Propinoduto dá nisso!

PSDB teme que propinoduto tucano prejudique Aécio Neves

7/8/2013 14:37
Por Redação, com agências - de São Paulo


Além do governo de São Paulo, o escândalo do cartel no metrô e trens no Estado envolvendo governantes do PSDB pode prejudicar seriamente o projeto principal do partido hoje: a candidatura à presidência da República do senador Aécio Neves (MG). Apesar de não ter sido tratado oficialmente durante a reunião com dirigentes na sede do partido em Brasília, nesta terça-feira 6, o assunto dominou as rodinhas.
Senador Aécio Neves
Aécio deixou clara essa desconfiança contra os petistas, ao afirmar que espera uma campanha “muito dura”, uma vez que enfrentará “setores ligados ao PT”
A verdade é que há uma avalanche de notícias ruins contra o PSDB. O que deu o pontapé inicial foi uma denúncia da multinacional Siemens de que havia um cartel para as licitações do Metrô e dos trens metropolitanos em São Paulo e no Distrito Federal, com benefícios pagos inclusive às autoridades da época: os governadores Mario Covas, Geraldo Alckmin e José Serra. O relato da empresa alemã gerou ainda uma série de outras denúncias.
De acordo com a Polícia Federal, o vereador paulista Andrea Matarazzo, que ocupou o cargo de secretário estadual de Energia em 1998, foi um dos que recebeu propina, do grupo francês Alstom, e por isso, o indiciou por corrupção passiva. O tucano nega as acusações. Como se não bastasse, as denúncias vieram à tona num momento em que o País é dominado por manifestações populares. As últimas na capital paulista, contra Geraldo Alckmin, já aproveitam para relacionar os desvios de verba à má qualidade no transporte.
Com a imagem danificada do PSDB, e as acusações do partido de que existe um “vazamento seletivo” por parte do Cade, que segundo os tucanos, teria até os dedos do PT, existe ainda a chance de fortalecimento de uma terceira via, como fuga da polarização. Ontem, Aécio deixou clara essa desconfiança contra os petistas, ao afirmar que espera uma campanha “muito dura”, uma vez que enfrentará “setores ligados ao PT”. No caso, quem tem mais chances de destaque, segundo pesquisas, é a ex-ministra Marina Silva, do Rede Sustentabilidade.





Extraído do Correio do Brasil






O atrso do Brasil


Marina é o atraso do Brasil financiado por banqueiros

Laerte Braga

 

O último evento promovido por Marina Silva teve o patrocínio de uma das acionistas do banco Itaú (conseguiu o segundo lugar no recorde da história de lucros de bancos em toda a história no primeiro semestre deste ano). Marina, há dias, defendeu a “cura gay” do deputado Marcos Feliciano.

 

O fato de ser evangélica em si não significa nada. Os conceitos evangélicos significam retrocesso e volta do Brasil a era medieval, além das bandalheiras conhecidas dos principais lideres das igrejas neopentecostais.

 

Marina Silva é a candidata da direita raivosa, Aécio foi para o brejo.

 

Na campanha eleitoral de 1960, em vários pronunciamentos, o marechal Henrique Teixeira Lott advertiu que uma eventual vitória de Jânio Quadros levaria o País ao caos. Não deu outra.

 

Marina repete a história como farsa.

 

Marina a “boazinha”.

 

O discurso ecológico, o chamado desenvolvimento sustentável, no Brasil e em boa parte do mundo são pretextos para a avalancha predadora do capitalismo.

 

Grandes grupos econômicos que atuam e devastam a Amazônia financiam Marina.

 

A grande mídia começa a se voltar para sua candidatura. A mídia que controla a comunicação no País é instrumento dos grupos que detêm a maioria das ações do Brasil. Latifundiários, banqueiros e grandes empresários.

 

Boa parte deles já começa a entender que a candidatura Aécio é fadada ao fracasso e que o PSDB traz consigo o estigma de partido privatista, isso num momento que os brasileiros começam a ir às ruas protestar contra o atual estado de coisas.

 

Se Dilma, para alguns, está aquém da expectativa, Marina é o desastre absoluto e serve à direita mais radical e perigosa do País, a mesma que financiou 1964, o golpe comandado pelos “morte-americanos”.

 

O episódio de uma geógrafa presa sem motivo no Rio e o fato de O Globo, uma semana depois, ter revelado que seu marido trabalha para ABIN (Agência Brasileira de Informações), antigo SNI, é a clara opção por tentar fazer voltar as políticas privatistas de FHC e fechar escritura do Brasil, integrando-o ao Plano Grande Colômbia. O projeto “morte-americano” para a América do Sul.

 

Plínio de Arruda Sampaio foi quem mostrou um perfil correto para Marina Silva, num debate nas eleições de 2010. Ao ouvir as críticas da candidata ao governo Lula perguntou-lhe “mas por que você não pediu demissão antes, só agora para ser candidata?”.

 

O falso progressismo de Marina Silva apenas disfarça o caráter retrógado de seus pensamentos políticos. De seus projetos e compromissos de quem vai mandar no Brasil.

 

Não seria surpresa Marco Feliciano como Ministro da Cultura, ou um Ministério a ser criado, o da Fé. Ou pior, o país deixar de ser uma república laica...

 

Nessa medida a reação católica com a visita do papa cumpre papel importante.

 

Somos um estado laico e estado laico significa que todos têm direito a professar sua fé livremente. Com Marina não. O avanço evangélico sobre a Constituição do Brasil vai ser devastador. Inclusive nos Poderes Legislativo (já é, via bancada evangélica) e Judiciário. Edir Macedo acaba nomeado Ministro da Fazenda, ainda mais agora que é banqueiro.

 

Há um risco ameaçando o País. Tem um nome. Marina Silva. Como os agentes infiltrados, vem disfarçado de “Marina a boazinha”.

 

É a rainha má trazendo a maçã envenenada.

 

E o príncipe não vai salvar ninguém... Só com luta popular para evitar que tenhamos torneios de cavaleiros como na época de João Sem Terra.

 

Os sem terra continuarão assim: SEM TERRA!

 

Os lucros do Itaú vão disparar (ainda mais!) e os outros bancos virão atrás, é lógico. Essa gente não perde o caminho do neoliberalismo, pouco importam as consequências; desde que mantido o modelo atual.

 

Marina, a “boazinha”. Quem disse que “boazinha” não pode significar trevas?

 

* jornalista, trabalhou no Diário Mercantil e no Diário da Tarde de Juiz de Fora, para os Diários Associados e pela agência Meridional (primeira grande agência de notícias do Brasil) e também dos Diários e Emissoras Associadas, tendo sido correspondente do Estado de Minas de Juiz de Fora e Zona da Mata, e também trabalhou como freelancer para revistas e jornais do Brasil e de outros países. Laerte escreve sazonalmente para a redecastorphoto. Eventualmente colabora com a Redecastorphoto.

 

Propinoduto tucano em São Paulo

Alstom pagou US$ 20 mi a partidos do País, diz Suíça

 

A Alstom destinou mais de US$ 20 milhões em propinas ao Brasil e parte do dinheiro foi parar em cofres de partidos políticos. A constatação faz parte da investigação realizada pela Justiça suíça e foi obtida com exclusividade pela reportagem. Um grupo de dez pessoas, entre elas os ex-secretários Jorge Fagali Neto e Andrea Matarazzo, foi indiciado pela Polícia Federal por causa do esquema de corrupção da empresa francesa, desmantelado pela apuração na Suíça.

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A investigação mostra que informes internos da Alstom revelam o esquema para ganhar contratos públicos no Brasil nos anos 1990. Neles, a empresa francesa indica o pagamento de propinas para financiar partidos. A constatação da Justiça de Berna é de que há “evidências claras de suborno” e até uma “tabela oficial” de propina no Brasil. O dinheiro foi destinado a diversos projetos de energia no Brasil, envolvendo Furnas, Eletropaulo, a Usina de Itá e outros empreendimentos.

Um dos depoimentos que marca o caso é o de um colaborador do esquema, Michel Cabane, confirmando que a “Alstom e a Cegelec (subsidiária da Alstom) estavam trabalhando juntas para organizar uma cadeia de pagamentos para tomadores de decisão no Brasil”. Havia até mesmo uma lista de nomes de brasileiros na empresa.

A Justiça suíça teve acesso a um comunicado interno da Alstom, de 21 de outubro de 1997. Nele, o então diretor da Cegelec Andre Botto escreveu que o dinheiro era propina. “Isso é uma política de poder pela remuneração”, afirmou. “Ela é uma ‘negociated’ via o ex-secretário do governador (RM). Ela cobre - as finanças do partido - o Tribunal de Contas (do Estado) e a Secretaria de Energia.” A meta era cometer o que os suíços ironizaram como “um crime perfeito”. Parte do dinheiro iria para os políticos, parte para o tribunal e parte para o secretário de Energia que daria os contratos.

Políticos

A Justiça suíça não citou partido, mas indicou que a participação política estava sempre presente. Naquele momento, o Estado de São Paulo era governado pelo PSDB. RM seria Robson Marinho, conselheiro do TCE, que, depois de coordenar a campanha de Mário Covas em 1994, foi chefe da Casa Civil entre 1995 e 1997. O Ministério Público suíço revelou cada uma das transferências às contas de Marinho no banco Safdie em Genebra. O dinheiro chegaria via uma offshore uruguaia, a MCA.

Quem também é citado é Romeu Pinto Junior, indiciado como uma das pessoas que teria organizado o pagamento de propinas por meio da MCA. A investigação revela que, em media, 7,5% do valor dos contratos eram destinados ao pagamento de propinas. “De acordo com essas declarações, 7,5% e 1,13% dos contratos iam para a MCA, 3,1% para a Taltos e 0,6% para a Andros, 1,5% para a Splendore.” Essas eram empresas fictícias criadas.

Outra empresa era a brasileira Alcalasser, pela qual teriam passados mais de 50 milhões. Em depoimento a autoridades francesas, o ex-diretor financeiro da Cegelec, Michel Mignot, confirma que a Alcalasser foi criada para pagar propinas. “Ela servia para as comissões”, respondeu à Justiça. Seu superior, Yves Barbier de La Serre, ex-secretário-geral da Cegelec, também confirmou a “caixa-preta”. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

domingo, 4 de agosto de 2013

Estado que tem "REI" é assim.....

Cidade do MA faz 'vaquinha' para morador comer carne

 
Perto de completar meio século sob o domínio do grupo do senador José Sarney (PMDB-AP), com poucos intervalos de governos opositores, o Maranhão não teve fôlego para acompanhar os demais Estados na melhoria dos índices sociais. O Atlas do Desenvolvimento Humano da ONU mostrou que, das 50 cidades brasileiras com menor renda per capita, 28 são maranhenses.

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Nas últimas três décadas, a expectativa de vida na terra da oligarquia mais antiga em atividade passou de 54 para 68 anos, mas o crescimento foi menor que no restante do País. Nesse ranking do IBGE, o Estado caiu de 23.º para o último lugar, ocupando espaço que antes era de Alagoas, terra da seca e pistolagem.


O então governador do Maranhão, José Sarney (esq.), é visto durante reunião, em maio de 1968.
Um dos exemplos mais dramáticos da situação do Estado está em Fernando Falcão, a 542 km de São Luís. A cada oito dias, moradores fazem "vaquinha" para comprar e matar um boi. Esse "luxo" não é compartilhado por quem vive em situação ainda pior nos casebres de palha afastados do interior, que não podem contar nem mesmo com serviços temporários e de baixa remuneração da prefeitura. Para a maioria dos 9 mil habitantes do município que aparece em segundo lugar no ranking de pior renda per capita do País, o único alimento possível no prato é a fava. A vagem que garante proteína é comum na região. O município só perde em renda para Melgaço, no Pará, e ocupa ainda a segunda pior colocação no Índice de Desenvolvimento Humano nacional, atrás de Marajá do Sena, também no Maranhão.

A lavradora Laiane Alves Lima, de 22 anos, se queixa da falta de um pediatra no município. Quando a filha Adriele, de 1 ano, passa mal, ela tem dificuldades de levar a criança ao hospital de Barra do Corda, a 95 km de estrada de chão - Fernando Falcão não tem acesso por asfalto. "Aqui, quando adoece, o posto médico não dá remédio. Não tem uma pomada para micose", relata. Laiane prepara a comida, geralmente uma mistura de fava, num fogão improvisado em uma lata de tinta.

A política maranhense está longe de recorrer ao crime de mando como outros Estados do Norte e do Nordeste, mas a miséria de um lugar de mata de cocais e chuvas amazônicas, a ostentação de riqueza e poder e as suspeitas de corrupção, temas dos discursos da primeira campanha de Sarney ao governo estadual, em 1965, estão por toda a parte. Dados do Portal da Transparência do Estado mostram que o governo de Roseana Sarney (PMDB), filha do senador, gastou no ano passado R$ 17,8 milhões com aluguel de helicópteros. Só para comparar o uso do dinheiro público a um exemplo recriminado nas ruas, o governo do Rio, comandado por Sérgio Cabral (PMDB), gastou no mesmo período R$ 9,5 milhões com o uso dessas aeronaves.

Desde os anos 1970, o grupo de Sarney se sustenta com anúncios de obras "salvadoras" da economia. Foi assim com a construção dos trilhos do Complexo de Carajás, a fábrica de alumínio da Alcoa e a base espacial de Alcântara. "Os projetos não agregaram valor nem garantiram a diversificação da cadeia produtiva. O Maranhão é um rico que virou miserável", observa o presidente da Embratur, Flávio Dino. Principal nome da oposição ao grupo de Sarney, ele observa que, na primeira metade do século 20, o Maranhão contou com os ciclos do algodão e das fábricas de tecido, do arroz, e do babaçu. "A economia tradicional foi desestruturada. Essa modernização não deu certo e explica esses indicadores sociais vergonhosos", afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Alerta oportuno

Contra as tramoias da direita: sustentar a Dilma Roussef

15/7/2013 13:34
Por Leonardo Boff - do Rio de Janeiro


Dilma Roussef
Dilma Roussef
É notório que a direita brasileira, especialmente aquela articulação de forças que sempre ocupou o poder de Estado e o tratou como propriedade privada (patrimonialismo), apoiada pela midia privada e familiar, está se aproveitando das manifestações massivas nas ruas para manipular esta energia a seu favor. A estratégia é fazer sangrar mais e mais a presidenta Dilma e desmoralizar o PT, e assim criar uma atmosfera que lhe permite voltar ao lugar que por via democrática perderam.
Se por um lado não podemos nos privar de críticas ao governo do PT (e voltaremos ao tema), mas críticas construtivas, por outro, não podemos ingenuamente permitir que as transformações politico-sociais alcançadas nos últimos 10 anos sejam desmoralizadas e, se puderem, desmontadas por parte das elites conservadoras. Estas visam ganhar o imaginário dos manifestantes para a sua causa, que é inimiga de uma democracia participativa de cariz popular.
Seria grande irresponsabilidade, e vergonhosa traição de nossa parte, entregar à velha e apodrecida classe política aquilo que por dezenas de anos temos construido, com tantas oposições: um novo sujeito histórico, o PT e partidos populares. Esta classe se mostra agora feliz com a possibilidade de atuar sem máscara e mostrando suas intenções antes ocultas: finalmente temos chance de voltar e de colocar esse povo todo que reclama reformas, no lugar que sempre lhe competiu historicamente: na periferia, na ignorância e no silenciamento. Aí não incomodam nem criam caos na ordem que por séculos construimos mas que, se bem olhrmos, é ordem na desordem ético-social.
Esta pretensão se liga a algo anterior e que fez história. É sabido que com a vitória do capitalismo sobre o socialismo estatal do Leste europeu em 1989, o presidente Reagan e a primeira-ministra Tatcher inauguraram uma campanha mundial de desmoralização do Estado tido como ineficiente e da política como empecilho aos negócios das grandes corporações globalizadas e à lógica da acumulação capitalista. Com isso visava-se chegar ao Estado mínimo, debilitar a sociedade civil e abrir amplo espaço às privatizações e ao domínio do mercado, até conseguir a passagem de uma sociedade com mercado para uma sociedade de puro mercado no qual tudo, mas tudo mesmo, da religião ao sexo, vira mercadoria. E conseguiram. O Brasil sob a hegemonia do PSDB se alinhou ao que se achava o marco mais moderno e eficaz da política mundial. Protagonizou vasta privatização de bens públicos, que foram maléficos ao interesse geral.
Que isso foi uma desgraça mundial se comprova pelo fosso abissal que se estabeleceu entre os poucos que dominam os capitais e as finanças e a grandes maiorias da humanidade. Sacrifica-se um povo inteiro como a Grécia, sem qualquer consideração, no altar do mercado e da voracidade dos bancos.
A crise econômico-financeira de 2008, instaurada no coração dos países centrais que inventaram esta perversidade social, foi consequência deste tipo de opção política. Foram os Estados que tanto combateram que os salvaram da completa falência, produzida por suas medidas montadas sobre a mentira e a ganância (greed is good), como não se cansa de acusar o Prêmio Nobel de Economia Paul Krugman. Para ele, estes corifeus das finanças especulativas deveriam estar todos na cadeia como criminosos. Mas continuam aí faceiros e rindo.
Então, se devemos criticar a nossa classe política por ser corrupta e o Estado por ser ainda, em grande parte, refém da macroeconomia neoliberal, devemos fazê-lo com critério e senso de medida. Caso contrário, levamos água ao moinho da direita. Esta se aproveita desta crítica, não para melhorar a sociedade em benefício do povo que grita na rua, mas para resgastar seu antigo poder político, especialmente aquele ligado ao poder de Estado, a partir do qual garantiam seu enriquecimento fácil. Especialmente, a mídia privada e familiar, cujos nomes não precisam ser citados, está empenhada fevorosamente neste empreitada de volta ao velho status quo.
Por isso, as massas devem continuar na rua contra elas. Precisam estar atentas a esta infiltração, que visa mudar o rumo das manifestações. Elas invocam a segurança pública e a ordem a ser estabelecida. Quem sabe, até sonham com a volta do braço armado para limpar as ruas.
Daí, repetimos, cabe reforçar o governo de Dilma, cobrar-lhe, sim, reformas políticas profundas, evitar a histórica conciliação entre as forças em tensão e a oposição para, juntas novamente, esvaziarem o clamor das ruas e manterem um status quo que prolongue benefíciois compartilhados.
Inteligentemente, sugeriu o analista político Jeferson Miola em Carta Maior (07/7/2013): ”Há uma grave urgência política no ar. A disputa real que se trava neste momento é pelo destino da sétima economia mundial e pelo direcionamento de suas fantásticas riquezas para a orgia financeira neoliberal. Os atores da direita estão bem posicionados institucionalmente e politicamente… A possibilidade de reversão das tendências está nas ruas, se soubermos canalizar sua enorme energia mobilizadora. Por que não instalar em todas as cidades do país aulas públicas, espaços de deliberação pública e de participação direta para construir com o povo propostas sobre a realidade nacional, o plebiscito, o sistema político, a taxação das grandes fortunas e do capital, a progressividade tributária, a pluralidade dos meios de comunicação, aborto, união homoafetiva, sustentabilidade social, ambiental e cultural, reforma urbana, reforma republicana do Estado e tantas outras demandas históricas do povo brasileiro, para assim apoiar e influir nas políticas do governo Dilma?”
Desta forma se enfrentarão as articulações da direita, e se poderá com mais força reclamar reformas políticas de base que vão na direção de atender a infraestrutura reclamada pelo povo nas ruas: melhor educação, melhores hospitais públicos, melhor transporte coletivo e menos violência na cidade e no campo.

Leonardo Boff é teólogo e escritor.


 

 
 

 

sábado, 3 de agosto de 2013

Propinoduto tucano

Governos de Serra e Alckmin deram aval para propinoduto do Metrô, acusa a Siemens

2/8/2013 12:31

As empresas europeias de engenharia Siemens e Alstom estão cooperando com as autoridades brasileiras
As empresas europeias de engenharia Siemens e Alstom estão cooperando com as autoridades brasileiras
A multinacional Siemens teria apresentado ao Conselho Administrativo de Desenvolvimento Econômico (Cade), nesta sexta-feira, documentos que atestam o aval do governo de São Paulo nas gestões do então governador José Serra e do atual, Geraldo Alckmin, à formação de um cartel para licitações de obras do metrô no Estado. O acordo permitiu ampliar em 30% o preço pago em outra licitação para manutenção de trens da CPTM. O caso se torna cada vez mais rumoroso, agora, com o vazamento de relatório interno da empresa alemã, de fevereiro de 2000, no qual está dito que “o fornecimento dos carros (trens) é organizado em um consórcio político. Então, o preço foi muito alto”.
Na tentativa de se reabilitar junto ao setor público brasileiro, diante de uma crise sem precedentes na história da companha, a Siemens delatou a existência do cartel para compra de equipamento ferroviário, além de construção e manutenção de linhas de trens e metrô em São Paulo e no Distrito Federal. A formação do cartel para a linha 5 do metrô de São Paulo, segundo a empresa, começou em 2000, quando o Estado era governado pelo tucano Mário Covas, morto no ano seguinte. O esquema se estendeu ao governo de seu sucessor, Geraldo Alckmin (2001-2006), e ao primeiro ano de José Serra, em 2007. Ouvido por jornalistas, o então secretário de transportes Cláudio de Senna Frederico negou o crime, mas foi lacônico:
– Não me lembro de ter acontecido uma licitação, de fato, competitiva.
Protestos
Diante do escândalo, os metroviários de São Paulo e o Movimento Passe Livre (MPL) marcaram, para o próximo dia 14, um ato público para dar visibilidade e cobrar responsabilidades e a apuração das denúncias de desvios de recursos públicos do Metrô paulistano e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), no que ficou conhecido como ‘propinoduto tucano’.
– A ideia é denunciar o cartel e o desvio de R$ 400 milhões do metrô e os transportes, que deveriam ser usados em investimento e redução de tarifas, por exemplo, que faria muito bem à população – diz Mateus Preis, do MPL.
Preis diz que o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), entre outras entidades, deve participar do ato, cujo ponto inicial ainda está sendo discutido. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Sérgio Renato da Silva Magalhães, o Carioca, a população vai ser informada do protesto e suas motivações com antecedência.
– No próximo dia 6, vamos divulgar uma carta aberta à população, explicando o ato, cujo núcleo é cobrar a investigação das denúncias – disse. A carta será assinada também pelo MPL.

Extraído do Correio do Brasil

 


 


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Inqualificável!!!

Um por cento mais rico tem mais dinheiro do que 99% da humanidade

1/8/2013 14:27
Por Redação, com ACSs - de Londres


Cartaz do movimento 99%
Cartaz do movimento 99%
As 300 maiores fortunas do planeta acumulam mais riqueza que os mais de 3 bilhões de pobres que existem no mundo e representam 99% da população. Assim afirma o professor Jason Hickel, da escola de Economia de Londres, assessor do movimento The Rules, que luta contra a desigualdade.
– Citamos estes números porque nos oferece uma comparação clara e impressionante: as 200 pessoas mais ricas possuem aproximadamente US$ 2,7 trilhões e isso é muito mais que o que possui as 3,5 bilhões de pessoas, que possuem um total de US$ 2,2 trilhões – explica o economista Jason Hickel, citando um estudo recente da ONG Oxfam, que salienta que o 1% dos mais ricos aumentou seus ingressos em 60% nos últimos 20 anos com a radicalização das políticas imperialistas.
No vídeo A desigualdade da riqueza mundial, o movimento The Rules expõe como cresce esta desigualdade social com o passar do tempo em diferentes países. Assim, durante o período colonial, a brecha entre os países ricos e pobres aumentou de 3:1 a 35:1. Desde então, a brecha cresceu até um nível de 80:1.
De acordo com o economista, o crescimento da brecha se deve em parte às políticas econômicas neoliberais que instituições internacionais como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização Mundial do Comércio (OMC) impuseram aos países em desenvolvimento durante as últimas décadas.
– Essas políticas estão desenhadas para liberar os mercados à força, abrindo-os a fim de dar as multinacionais um acesso sem precedentes à terra barata, recursos e mão de obra. Mas a um preço muito alto: que os países pobres percam por volta de US$ 500 milhões por ano de seu PIB – explica o professor citando o economista Robert Pollin, da Universidade de Massachusetts.