segunda-feira, 2 de junho de 2014

Cúpula dos BRICS

6° Reunião da Cúpula dos BRICS, evento que reunirá, nos dias 15 e 16 de julho, em Fortaleza, os chefes de estado dos cinco países, e ainda ministros, secretários e empresários. A previsão é que participem cerca de 750 pessoas, além das representações das cinco maiores empresas de cada um dos países-membros, bancos de desenvolvimento e cerca de 1.500 jornalistas de todo o mundo.
 
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From: Jacob BlinderSent: terça-feira, 27 de maio de 2014
Subject: BRASIL: VI Cúpula dos BRICS que se realizará em Fortaleza nos dias 15, 16 e 17 de julho de 2014



Em Fortaleza, mais um passo para detonar Bretton Woods


Os BRICS e o fim de Bretton Woods


por Igor Grabois, especial para o Viomundo, 25 de maio de 2014 às 13:07
Fatos históricos importantes, muitas vezes, passam em branco para seus contemporâneos. Nos dias 15, 16 e 17 de julho, em Fortaleza, ocorre a VI Cúpula dos BRICS. As Cúpulas têm reunido os Chefes de Estado de Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul anualmente desde 2009. A reunião de Fortaleza deverá consolidar os BRICS como uma organização dotada de instrumentos concretos para influir na economia e política internacionais. Este evento não tem merecido
a atenção devida na mídia, na academia e nos debates da internet.


Os círculos bem-pensantes e a mídia no Brasil se espelham na Europa e nos EUA. Desprezam a integração sul-americana e torcem o nariz para as iniciativas Sul-Sul. Uma política brasileira para a África provoca reações entre o escárnio e a ojeriza.


Promovem uma campanha sistemática contra o MERCOSUL. Querem a ALCA e o TAFTA (acordo de comércio e investimentos entre EUA e União Européia).


Quanto aos BRICS, a conversa é de que eles não têm nada em comum, exceto o tamanho. Pois eles têm muitas coisas em comum: o inimigo.


Os BRICS representam 43% da população mundial, 27% do PIB mundial e apenas 15% das cotas do FMI. Pelo critério do poder de compra, a China é a primeira economia mundial, a Índia a quarta, o Brasil a sétima e a Rússia a décima economia mundial. Estão fora do G-8, que voltou a ser G-7, após a expulsão da Rússia em função da crise ucraniana.


Crescimento econômico, agricultura, participação no comércio exterior, indústria, produção de energia etc, todos os dados mostram a ascensão dos BRICS e a estagnação do G-7.


Rússia, Índia, China e Brasil aumentam a cada ano fiscal seus gastos militares. Do G-7, apenas o Japão amplia seus gastos militares para se contrapor à China. Os outros cortam gastos, inclusive os EUA, apesar do gigantismo de sua máquina militar. A despeito da projeção dos países BRICS, há um movimento para obstar a influência política e econômica desses países.


Neste quadro, nada mais lógico do que a associação de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Desde a primeira cúpula dos BRICS em Ekaterinenburgo, em 2009, os acordos multilaterais e bilaterais se multiplicaram. Ciência e tecnologia, energia, compartilhamento de estatísticas, agricultura, energia, educação, defesa, espaço, em suma, a materialização de uma tirada de um diretor do Goldman Sachs é veloz.


Enquanto os BRICS aprofundam os laços, a reação de EUA, União Européia e Japão é cada vez mais barulhenta.


Não pode haver dúvidas dos verdadeiros alvos dos ataques dos EUA e União Européia na Ucrânia, na Síria e na Venezuela. Os EUA resolveram, agora, indiciar oficiais chineses por ciberespionagem… Snowden que o diga.


The Economist e Financial Times assumiram o papel de porta-voz dos rentistas brasileiros e estrangeiros na luta contra o que a política econômica brasileira pode ter de intervenção estatal e distributivista.


Desde 1945, o mundo capitalista foi regido pelos acordos de Bretton Woods, cidade do Massachusets, onde os vitoriosos da segunda guerra – sem a União Soviética — se reuniram para elaborar medidas para evitar crises como a de 1929.


Foi criado um banco de desenvolvimento, o Banco Mundial e um fundo para prevenir e combater crises cambiais, o FMI. E mais importante, elegeram o dólar como moeda de conversibilidade internacional. A solvência de um país passou a ser medida pela quantidade de dólares que possui.


Porém, o arranjo de Bretton Woods mostrou sinais de esgotamento a partir da crise do petróleo nos anos 70. A dívida dos países latino-americanos e do leste europeu explodiu. A terapia do FMI matava os doentes, ao invés de curá-los.


A América Latina enfrentou a recessão econômica e a tragédia social sob a égide do Fundo. E a política do Fundo não preveniu as crises cambiais, ao contrário, contribuíram para agravá-las.


China e Rússia, após a queda do socialismo real em 1989/90, não foram absorvidos no sistema Bretton Woods. Argentina e Brasil, principais clientes do Fundo, se livraram dos “empréstimos-ponte” na década passada. O Fundo passa a ser visto como um estorvo, não uma solução. O FMI se dedica, agora, a detonar as economias da Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda para garantir o euro e as aplicações de banqueiros alemães.


Em 2010, no auge da insolvência dos países do sul da Europa, chegou-se a um acordo no Conselho de Governadores do FMI. Haveria nova distribuição das cotas do Fundo, diminuindo o poder de EUA, União Européia e Japão. Em troca, os BRICS compareceriam com 70 bilhões de dólares. Um alívio para a Europa em crise. O Congresso estadunidense, simplesmente, rejeitou o acordo no início deste ano. A gestão do FMI continua como dantes e os 70 bilhões não vão aparecer. Como diz aquela subsecretária, f*-se a União Européia.


Fortaleza, julho de 2014. Os Chefes de Estado dos BRICS assinarão o acordo de criação do Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco dos BRICS. Mais, assinarão um Acordo Contingente de Reservas. Um Banco Mundial e um FMI dos BRICS. China e Rússia fecharam acordo de fornecimento de gás nominado em rublos e yuans. Brasil e China já fazem parte do seu comércio nominado nas respectivas moedas nacionais.


As duas entidades financeiras, inicialmente, terão atuação nos países signatários. Nada impede que atuem junto a países fora dos BRICS. É só o começo. Afinal, para que acumular dólares, aturar as idiossincrasias das autoridades monetárias estadunidenses se os ventos batem em outra direção?


Los BRICS podrían adoptar el Glonass ruso y renunciar al GPS

Publicado: 27 may 2014 | 15:41 GMT Última actualización: 27 may 2014 | 15:41 GMT
"Rusia instalará estaciones de sus sistemas de posicionamiento global Glonass en el territorio de los Estados miembros del bloque BRICS. Esto aumentará la capacidad competitiva del sistema", adelanta el diplomático ruso Vadim Lúkov.
"Realizar este proyecto junto con los países del BRICS fortalecerá el carácter global de nuestro sistema y mejorará su competitividad al por menor. El mercado del BRICS supone 3.000 millones de consumidores. Muchos de ellos son consumidores de servicios de sistemas de navegación", comentó Lúkov.
Detalló que Roscosmos, la agencia espacial de Rusia, ya presentó ante el Gobierno ruso un plan para desplegar la infraestructura necesaria para el sistema global de navegación por satélite de alta precisión en los grandes territorios de los países que componen el bloque: Brasil, la India, China y Sudáfrica. Según acentúa Lúkov, esto permitirá aumentar considerablemente la precisión del sistema: "La tecnología de navegación por satélite se basa en el uso de un gran número de estaciones situadas con la máxima frecuencia posible en la superficie del globo terrestre. De este modo garantiza una alta precisión a la hora de posicionar los objetos. BRICS nos brinda una posibilidad única para realizarlo".

 
El sistema ruso de posicionamiento y navegación GLONASS se desarrolla desde el año 2001 y está a cargo de la agencia espacial Roscosmos. Lo integra una constelación de satélites que cubren toda la superficie de la Tierra y es utilizado tanto para fines militares como civiles. Permite determinar el posicionamiento de objetos con una precisión de hasta un metro. Su señal es accesible y gratuita en todo el mundo. Puede usarse para la observación de desastres naturales y en operaciones de rescate, controlar la seguridad en carreteras y la construcción de puentes. Su principal diferencia con el sistema estadounidense GPS es que no tiene, durante su movimiento orbital, resonancia con la rotación de la Tierra, lo que le proporciona una estabilidad mucho mayor.

 
Cabe recordar que a mediados de este mes de mayo Moscú comunicó que suspenderá el funcionamiento de las estaciones de GPS —el sistema de navegación desarrollado y explotado por el Pentágono— en el territorio ruso a partir del 1 de junio si no se llega a un acuerdo sobre la ubicación de las estaciones Glonass en EE.UU. Aseguró que si antes de septiembre no se consigue un compromiso, las estaciones serán destruidas. Por otra parte, adelantó que está planeando crear una red de estaciones terrestres de Glonass que incluirá 36 países. Las negociaciones acerca de los acuerdos con México, Nicaragua, Vietnam y Cuba ya se encuentran en fase activa.


¿Argentina a los BRICS?

Publicado: 20 may 2014 | 15:25 GMT
Blog de Juan Manuel Karg*

Recientes declaraciones del Embajador de India en Buenos Aires dieron cuenta del anhelo de este país en que Argentina pueda sumarse a los BRICS, bloque de países emergentes que además integran Brasil, Rusia, China y Sudáfrica. ¿Cuáles son las características que podrían permitir este ingreso y qué posibilidades reales hay para que esto suceda? ¿Qué papel pueden cumplir los BRICS en un nuevo escenario mundial? ¿Qué podría significar, para América Latina, un nuevo lugar internacional –destacado- del país que actualmente gobierna Cristina Fernández de Kirchner?   
 
La emergencia de un nuevo mundo multipolar parece cada vez más evidente, sobre todo a raíz del declive de Estados Unidos en su papel de “hegemón” internacional, y de la fuerte crisis económica que aún sacude principalmente a Europa. En ese contexto, donde el crecimiento sostenido de China hace posible que el “gigante asiático” se convierta a fines de 2014 en la primera economía mundial, y donde nuevamente Rusia se vuelve a mostrar como un actor global –desafiando a Occidente en la crisis ucraniana, por ejemplo-, se producen diversas especulaciones sobre un hipotético ingreso de Argentina al bloque de los BRICS. ¿El disparador? Las declaraciones públicas de Amarenda Khatua, el Embajador de India en Buenos Aires, quien además sostuvo que esta idea de su país cuenta con el respaldo de Brasil y Sudáfrica. 
 
Sin bien todo ingreso a cualquier organismo internacional de estas características amerita profundas evaluaciones entre los países miembros, la sola discusión de esta posibilidad da cuenta del sostenido crecimiento económico tanto de Argentina como de América Latina en su conjunto desde inicios del Siglo XXI, implementado en buena parte como consecuencia de la aparición de gobiernos posneoliberales -en ambos casos-. Sin este elemento no habría consideración alguna de un posible ingreso de parte del bloque emergente, hay que decirlo con claridad. 
 
En una reciente entrevista, el economista Alfredo Serrano Mancilla, director del CELAG –Centro Estratégico Latinoamericano Geopolítico-, afirmó que “Estados Unidos está procurando una ´guerra´ contra los emergentes porque le preocupa mucho que China cambie su política económica y se ´desamericanice´, y que la alianza de los BRICS sea cada vez más sólida –del 60 al 80% de las transacciones de este bloque son en otras monedas y no en dólares-”. Las afirmaciones de Serrano Mancilla tienen asidero: China está reduciendo activamente sus reservas de dólares, y promoviendo activamente el yuan en el mercado global en calidad de divisa internacional. ¿Cómo ingresa el BRICS aquí, en este ajedrez geoeconómico? Con la futura creación del Banco de Desarrollo del bloque, prevista para 2015, y la aparición de la Fundación de Reservas de Divisas. Con ambos, se intenta contrarrestar el protagonismo de los organismos multilaterales de crédito con hegemonía de Washington, como el propio FMI. 
 
Dos datos dan cuenta de la importancia de este organismo internacional de cooperación Sur-Sur: estos países representan más del 20% del PBI mundial y alojan al 40% de la población del planeta.  Actualmente un tercio del comercio externo de Argentina es hacia el conjunto de países que componen los BRICS: la vinculación comercial con ellos, por tanto, es creciente, y nada hace suponer que decrezca en los próximos años, sino más bien lo contrario. El economista español Santiago Niño-Becerra también destacó la “estabilidad política” de Argentina como dato elocuente para que los miembros del BRICS puedan pensar en un hipotético ingreso en el bloque de emergentes. 
 
Al momento de escribir estas líneas, la reacción de Rusia y China sobre una posible ampliación ha sido de cautela: mientras Beijing prefirió no emitir comentarios, Moscú destacó, a través de la opinión de viceministro ruso de Exteriores, Serguéi Riabkov, que una posible ampliación de los BRICS requerirá de un exhaustivo análisis, ya que el bloque se encuentra en proceso de consolidación. ¿Qué podría estar detrás de este razonamiento? Una evaluación pragmática: el saber que, en organismos internacionales, a más miembros más esfuerzo para arribar a consensos –de ahí la posible apelación a la necesidad de “consolidar”-. Sin embargo, Moscú afirmó no estar cerrado a la posibilidad, algo que sin dudas también tiene que ver con su relación creciente –no sólo económica, sino social y política- con el continente, tras la reciente gira del canciller Lavrov a la región. 
 
Dos eventos seguramente brindarán mayores certezas para que esta posibilidad tenga un mayor grado de factibilidad o no: una nueva cumbre de BRICS que se realizará el 15 de julio próximo en Fortaleza, Brasil, y, con posterioridad, la visita de Estado del presidente chino Xi Jinping a Argentina, que tendrá lugar sólo cuatro días después en Buenos Aires. En ese entonces Rusia y China deberán tener mayores elementos para apoyar o no la posición de India, Brasil y Sudáfrica de ampliar el bloque. 


*Juan Manuel Karg, Licenciado en Ciencia Política de la UBA
Investigador del Centro Cultural de la Cooperación de Buenos Aires


Argentina em busca de um lugar no Brics

19/05/2014 Iúri Paniev, especial para Gazeta Russa

Apesar das perspectivas de cooperação em diferentes áreas, Rússia e China temem que crise econômica no país latino-americano tenha impacto negativo no desenvolvimento do grupo.



A habitual sigla Brics poderá, dentro de algum tempo, mudar para Bricsa. A Argentina expressou o desejo formal de se juntar a essa aliança informal, que desde 2006 inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. “O Brasil, a Índia e a África do Sul já manifestaram o seu acordo em relação a tal decisão”, declarou recentemente o embaixador indiano na Argentina, Amarend Khatua.


A Rússia e a China estão, por enquanto, analisando a iniciativa de Buenos Aires. As principais dúvidas giram em torno da economia argentina, que anda sobrecarregada com uma dívida externa de mais de US$ 130 bilhões. Do ponto de vista da Argentina, ser membro do bloco informal pode significar a obtenção de financiamento em condições mais favoráveis ​​do que as oferecidas por outras organizações internacionais.


“Temos uma abordagem construtiva em relação a quaisquer pedidos desse gênero, independentemente de quem eles venham”, diz o vice-chanceler russo, Serguêi Riabkov, sobre a cautela ao considerar a adesão da Argentina ao Brics.


O tema do alargamento do bloco informal é um assunto constante nas negociações entre as partes envolvidas há algum tempo. Além disso, uma série de contatos deve culminar com a cúpula do Brics em Fortaleza, no dia 15 de julho. “Lá os membros terão a oportunidade de discutir a questão em detalhe”, acrescenta Riabkov.
 
Sabe-se que, depois do encontro, o novo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, irá à Argentina em visita oficial. Ainda em julho está prevista a visita do presidente chinês Xi Jinping a Buenos Aires. A China já tem uma cooperação ativa com o país, que se tornou um dos seus grandes fornecedores de soja. Além disso, Pequim tem apostado na Argentina em meio aos investimentos para criação de corredores transoceânicos.


Kremlin latino

O potencial de interação entre a Rússia e a Argentina também parece promissor. No entanto, o volume de negócios no nível dos US$ 1,5-2 bilhões por ano não pode ser chamado de satisfatório. “A Rússia tem uma longa relação comercial com a Argentina”, disse em entrevista à Gazeta Russa o vice-diretor do Instituto da América Latina da Academia Russa de Ciências, Boris Martinov.


“Nos anos 1970 e 80, fornecíamos à Argentina equipamento de hidrelétricas e outras produções de engenharia mecânica. Agora, precisamos levar essa relação a um novo patamar. O problema é que a Rússia tem estado muito focada nos mercados ocidentais, e a realidade atual mostrou o quanto essa relação é indesejável para a Rússia”, acrescentou Martinov.
BRICS
Em termos de apoio político, a Argentina já se manifestou claramente a favor da Rússia. A presidente Cristina Kirchner acusou duramente os padrões duplos da política ocidental frente às situações semelhantes da Crimeia e Ilhas Malvinas, onde, no ano passado, também houve um referendo sobre o estatuto do território. No caso argentino, a votação, ao contrário da situação na Crimeia, foi reconhecida como legítima pela comunidade internacional.


Medo da crise


“O formato do Brics prevê uma política externa independente e tem objetivo estratégico para a Rússia – a criação de um mundo multipolar e multicultural”, enfatiza o vice-diretor do Instituto da América Latina. O desejo de se juntar aos Brics foi também expresso recentemente pelo México, Irã, Cazaquistão e Indonésia.


Em 2013, os líderes do grupo concordaram em criar um fundo de reserva no valor de US$ 100 bilhões para proteção em caso de instabilidade do mercado. Ficou também decidida a criação de instituições financeiras próprias.


O incentivo para a criação dessas estruturas foram as chamadas “guerras cambiais”, que relembram a necessidade de diversificar não só as reservas de divisas, como também a necessidade e conveniência em realizar transações no comércio internacional com suas próprias moedas. Dada a importância dos países do Brics no comércio mundial, as suas instituições financeiras ajudariam a reforçar o estatuto das moedas dos países-membros.
“É nesses sentido que os gravíssimos problemas econômicos da Argentina levantam preocupações e podem se tornar o grande obstáculo para a adesão do país ao grupo”, explicou Martinov.


Brics avançam na criação de FMI próprio

14/04/2014 Olga Samofálova, Vzgliad

Os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) estão fazendo progresso na criação de alternativas ao Fundo Monetário Internacional e ao Banco Mundial, cujo domínio está concentrado em estruturas dos Estados Unidos e da União Europeia. Em um futuro próximo, órgão atual não será mais o único capaz de fornecer assistência financeira internacional.

Tudo indica que um pool de reservas cambiais, substituto do FMI, e um Banco de Desenvolvimento dos Brics, como alternativa para o Banco Mundial, irão funcionar já em 2015, garantiu o embaixador para missões especiais do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Vadim Lukov, em coletiva de imprensa na semana passada.


“O Brasil já preparou o projeto do estatuto do Banco de Desenvolvimento, enquanto a Rússia está desenvolvendo o acordo intergovernamental sobre a criação do banco”, disse o diplomata.


Os países do Brics já chegaram a um acordo sobre o montante do capital das novas estruturas, que será de US$ 100 bilhões para cada uma. “Estamos atualmente negociando a distribuição do capital inicial de US$ 50 bilhões entre os parceiros e a localização da sede”, continuou o diplomata, acrescentando que todos os membros do grupo manifestaram interesse em sediar as instituições.


Para compor o pool de reservas cambiais, a China entrará com US$ 41 bilhões, o Brasil, a Índia e a Rússia, com 18 bilhões cada, e a África do Sul, com US$ 5 bilhões. O volume das quantias entregues está correlacionado com o volume das economias nacionais.


O montante atual de recursos do FMI, que é determinado por regras especiais de empréstimos (SDR), gira em torno de US$ 369,52 bilhões. No entanto, fazem parte FMI 188 países que, a qualquer momento, podem necessitar de assistência financeira.


Banco político


Outra promessa dos Brics é a criação de um Banco de Desenvolvimento como alternativa ao Banco Mundial para financiar projetos que não são de interesse dos EUA nem da UE. O objetivo principal da instituição, porém, é fornecer financiamento de projetos externos ao grupo e ajudar países que necessitam de ajuda para desenvolvimento de suas estruturas.


“Imaginemos que seja do interesse do Brics conceder um empréstimo a um país africano para o seu programa de desenvolvimento de energia hidrelétrica, no âmbito do qual os países do grupo poderão fornecer o seu equipamento ou atuarem como executantes dos trabalhos”, explica o especialista do Grupo de Peritos Econômicos, Iliá Prilepski. “Se o empréstimo for concedido pelo FMI, o equipamento será fornecido pelos países ocidentais, que irão também controlar o seu funcionamento.”


A criação do Banco de Desenvolvimento ganha, assim, conotação política, pois permite aos países do Brics avançar com seus interesses no exterior. “Esta é uma jogada de certa forma política, que pode enfatizar o fortalecimento crescente dos países cuja opinião não é muitas vezes levada em conta pelos países desenvolvidos”, ressalta a diretora do departamento de análise do Golden Hill Capital, Natália Samoilov.
BRICS


Proteção entre iguais


O pool de reservas cambiais dos países do Brics será uma proteção para o caso de surgirem problemas financeiros e déficit orçamentário em algum dos países-membros, como a recente queda brusca do rublo, por exemplo. A ajuda poderá ser obtida quando se verificar uma indesejada desvalorização abrupta da moeda nacional ou em caso de grande saída de capital devido ao abrandamento da política monetária da Reserva Federal dos EUA, que leva ao surgimento de problemas internos de crise no sistema bancário.


“A maior parte do FMI vai para o resgate do euro ou das moedas nacionais dos países desenvolvidos. Em caso de necessidade, e levando em conta que a gestão do FMI está nas mãos dos países ocidentais, a esperança de ajuda por parte desta organização é pouca”, destacou o embaixador russo.


O pool de reservas também ajudará os países do Brics a interagir gradualmente sem a mediação do dólar norte-americano, segundo Natália Samoilova, embora tenha sido decidido repor o capital social do Banco de Desenvolvimento e do pool das reservas de divisas dos países do Brics com a moeda americana. “Não podemos excluir que em um futuro muito próximo, tendo em conta as ameaças de sanções econômicas contra a Rússia por parte dos EUA e da UE, o dólar possa vir a ser substituído pelo rublo e por outras moedas nacionais dos membros do grupo”, diz a economista.
Publicado originalmente pelo Vzgliad´[ http://vz.ru/ ]
6° Reunião da Cúpula dos BRICS, evento que reunirá, nos dias 15 e 16 de julho, em Fortaleza, os chefes de estado dos cinco países, e ainda ministros, secretários e empresários. A previsão é que participem cerca de 750 pessoas, além das representações das cinco maiores empresas de cada um dos países-membros, bancos de desenvolvimento e cerca de 1.500 jornalistas de todo o mundo.
 
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From: Jacob BlinderSent: terça-feira, 27 de maio de 2014
Subject: BRASIL: VI Cúpula dos BRICS que se realizará em Fortaleza nos dias 15, 16 e 17 de julho de 2014



Em Fortaleza, mais um passo para detonar Bretton Woods


Os BRICS e o fim de Bretton Woods


por Igor Grabois, especial para o Viomundo, 25 de maio de 2014 às 13:07
Fatos históricos importantes, muitas vezes, passam em branco para seus contemporâneos. Nos dias 15, 16 e 17 de julho, em Fortaleza, ocorre a VI Cúpula dos BRICS. As Cúpulas têm reunido os Chefes de Estado de Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul anualmente desde 2009. A reunião de Fortaleza deverá consolidar os BRICS como uma organização dotada de instrumentos concretos para influir na economia e política internacionais. Este evento não tem merecido
a atenção devida na mídia, na academia e nos debates da internet.


Os círculos bem-pensantes e a mídia no Brasil se espelham na Europa e nos EUA. Desprezam a integração sul-americana e torcem o nariz para as iniciativas Sul-Sul. Uma política brasileira para a África provoca reações entre o escárnio e a ojeriza.


Promovem uma campanha sistemática contra o MERCOSUL. Querem a ALCA e o TAFTA (acordo de comércio e investimentos entre EUA e União Européia).


Quanto aos BRICS, a conversa é de que eles não têm nada em comum, exceto o tamanho. Pois eles têm muitas coisas em comum: o inimigo.


Os BRICS representam 43% da população mundial, 27% do PIB mundial e apenas 15% das cotas do FMI. Pelo critério do poder de compra, a China é a primeira economia mundial, a Índia a quarta, o Brasil a sétima e a Rússia a décima economia mundial. Estão fora do G-8, que voltou a ser G-7, após a expulsão da Rússia em função da crise ucraniana.


Crescimento econômico, agricultura, participação no comércio exterior, indústria, produção de energia etc, todos os dados mostram a ascensão dos BRICS e a estagnação do G-7.


Rússia, Índia, China e Brasil aumentam a cada ano fiscal seus gastos militares. Do G-7, apenas o Japão amplia seus gastos militares para se contrapor à China. Os outros cortam gastos, inclusive os EUA, apesar do gigantismo de sua máquina militar. A despeito da projeção dos países BRICS, há um movimento para obstar a influência política e econômica desses países.


Neste quadro, nada mais lógico do que a associação de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Desde a primeira cúpula dos BRICS em Ekaterinenburgo, em 2009, os acordos multilaterais e bilaterais se multiplicaram. Ciência e tecnologia, energia, compartilhamento de estatísticas, agricultura, energia, educação, defesa, espaço, em suma, a materialização de uma tirada de um diretor do Goldman Sachs é veloz.


Enquanto os BRICS aprofundam os laços, a reação de EUA, União Européia e Japão é cada vez mais barulhenta.


Não pode haver dúvidas dos verdadeiros alvos dos ataques dos EUA e União Européia na Ucrânia, na Síria e na Venezuela. Os EUA resolveram, agora, indiciar oficiais chineses por ciberespionagem… Snowden que o diga.


The Economist e Financial Times assumiram o papel de porta-voz dos rentistas brasileiros e estrangeiros na luta contra o que a política econômica brasileira pode ter de intervenção estatal e distributivista.


Desde 1945, o mundo capitalista foi regido pelos acordos de Bretton Woods, cidade do Massachusets, onde os vitoriosos da segunda guerra – sem a União Soviética — se reuniram para elaborar medidas para evitar crises como a de 1929.


Foi criado um banco de desenvolvimento, o Banco Mundial e um fundo para prevenir e combater crises cambiais, o FMI. E mais importante, elegeram o dólar como moeda de conversibilidade internacional. A solvência de um país passou a ser medida pela quantidade de dólares que possui.


Porém, o arranjo de Bretton Woods mostrou sinais de esgotamento a partir da crise do petróleo nos anos 70. A dívida dos países latino-americanos e do leste europeu explodiu. A terapia do FMI matava os doentes, ao invés de curá-los.


A América Latina enfrentou a recessão econômica e a tragédia social sob a égide do Fundo. E a política do Fundo não preveniu as crises cambiais, ao contrário, contribuíram para agravá-las.


China e Rússia, após a queda do socialismo real em 1989/90, não foram absorvidos no sistema Bretton Woods. Argentina e Brasil, principais clientes do Fundo, se livraram dos “empréstimos-ponte” na década passada. O Fundo passa a ser visto como um estorvo, não uma solução. O FMI se dedica, agora, a detonar as economias da Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda para garantir o euro e as aplicações de banqueiros alemães.


Em 2010, no auge da insolvência dos países do sul da Europa, chegou-se a um acordo no Conselho de Governadores do FMI. Haveria nova distribuição das cotas do Fundo, diminuindo o poder de EUA, União Européia e Japão. Em troca, os BRICS compareceriam com 70 bilhões de dólares. Um alívio para a Europa em crise. O Congresso estadunidense, simplesmente, rejeitou o acordo no início deste ano. A gestão do FMI continua como dantes e os 70 bilhões não vão aparecer. Como diz aquela subsecretária, f*-se a União Européia.


Fortaleza, julho de 2014. Os Chefes de Estado dos BRICS assinarão o acordo de criação do Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco dos BRICS. Mais, assinarão um Acordo Contingente de Reservas. Um Banco Mundial e um FMI dos BRICS. China e Rússia fecharam acordo de fornecimento de gás nominado em rublos e yuans. Brasil e China já fazem parte do seu comércio nominado nas respectivas moedas nacionais.


As duas entidades financeiras, inicialmente, terão atuação nos países signatários. Nada impede que atuem junto a países fora dos BRICS. É só o começo. Afinal, para que acumular dólares, aturar as idiossincrasias das autoridades monetárias estadunidenses se os ventos batem em outra direção?


Los BRICS podrían adoptar el Glonass ruso y renunciar al GPS

Publicado: 27 may 2014 | 15:41 GMT Última actualización: 27 may 2014 | 15:41 GMT
"Rusia instalará estaciones de sus sistemas de posicionamiento global Glonass en el territorio de los Estados miembros del bloque BRICS. Esto aumentará la capacidad competitiva del sistema", adelanta el diplomático ruso Vadim Lúkov.
"Realizar este proyecto junto con los países del BRICS fortalecerá el carácter global de nuestro sistema y mejorará su competitividad al por menor. El mercado del BRICS supone 3.000 millones de consumidores. Muchos de ellos son consumidores de servicios de sistemas de navegación", comentó Lúkov.
Detalló que Roscosmos, la agencia espacial de Rusia, ya presentó ante el Gobierno ruso un plan para desplegar la infraestructura necesaria para el sistema global de navegación por satélite de alta precisión en los grandes territorios de los países que componen el bloque: Brasil, la India, China y Sudáfrica. Según acentúa Lúkov, esto permitirá aumentar considerablemente la precisión del sistema: "La tecnología de navegación por satélite se basa en el uso de un gran número de estaciones situadas con la máxima frecuencia posible en la superficie del globo terrestre. De este modo garantiza una alta precisión a la hora de posicionar los objetos. BRICS nos brinda una posibilidad única para realizarlo".

 
El sistema ruso de posicionamiento y navegación GLONASS se desarrolla desde el año 2001 y está a cargo de la agencia espacial Roscosmos. Lo integra una constelación de satélites que cubren toda la superficie de la Tierra y es utilizado tanto para fines militares como civiles. Permite determinar el posicionamiento de objetos con una precisión de hasta un metro. Su señal es accesible y gratuita en todo el mundo. Puede usarse para la observación de desastres naturales y en operaciones de rescate, controlar la seguridad en carreteras y la construcción de puentes. Su principal diferencia con el sistema estadounidense GPS es que no tiene, durante su movimiento orbital, resonancia con la rotación de la Tierra, lo que le proporciona una estabilidad mucho mayor.

 
Cabe recordar que a mediados de este mes de mayo Moscú comunicó que suspenderá el funcionamiento de las estaciones de GPS —el sistema de navegación desarrollado y explotado por el Pentágono— en el territorio ruso a partir del 1 de junio si no se llega a un acuerdo sobre la ubicación de las estaciones Glonass en EE.UU. Aseguró que si antes de septiembre no se consigue un compromiso, las estaciones serán destruidas. Por otra parte, adelantó que está planeando crear una red de estaciones terrestres de Glonass que incluirá 36 países. Las negociaciones acerca de los acuerdos con México, Nicaragua, Vietnam y Cuba ya se encuentran en fase activa.


¿Argentina a los BRICS?

Publicado: 20 may 2014 | 15:25 GMT
Blog de Juan Manuel Karg*

Recientes declaraciones del Embajador de India en Buenos Aires dieron cuenta del anhelo de este país en que Argentina pueda sumarse a los BRICS, bloque de países emergentes que además integran Brasil, Rusia, China y Sudáfrica. ¿Cuáles son las características que podrían permitir este ingreso y qué posibilidades reales hay para que esto suceda? ¿Qué papel pueden cumplir los BRICS en un nuevo escenario mundial? ¿Qué podría significar, para América Latina, un nuevo lugar internacional –destacado- del país que actualmente gobierna Cristina Fernández de Kirchner?   
 
La emergencia de un nuevo mundo multipolar parece cada vez más evidente, sobre todo a raíz del declive de Estados Unidos en su papel de “hegemón” internacional, y de la fuerte crisis económica que aún sacude principalmente a Europa. En ese contexto, donde el crecimiento sostenido de China hace posible que el “gigante asiático” se convierta a fines de 2014 en la primera economía mundial, y donde nuevamente Rusia se vuelve a mostrar como un actor global –desafiando a Occidente en la crisis ucraniana, por ejemplo-, se producen diversas especulaciones sobre un hipotético ingreso de Argentina al bloque de los BRICS. ¿El disparador? Las declaraciones públicas de Amarenda Khatua, el Embajador de India en Buenos Aires, quien además sostuvo que esta idea de su país cuenta con el respaldo de Brasil y Sudáfrica. 
 
Sin bien todo ingreso a cualquier organismo internacional de estas características amerita profundas evaluaciones entre los países miembros, la sola discusión de esta posibilidad da cuenta del sostenido crecimiento económico tanto de Argentina como de América Latina en su conjunto desde inicios del Siglo XXI, implementado en buena parte como consecuencia de la aparición de gobiernos posneoliberales -en ambos casos-. Sin este elemento no habría consideración alguna de un posible ingreso de parte del bloque emergente, hay que decirlo con claridad. 
 
En una reciente entrevista, el economista Alfredo Serrano Mancilla, director del CELAG –Centro Estratégico Latinoamericano Geopolítico-, afirmó que “Estados Unidos está procurando una ´guerra´ contra los emergentes porque le preocupa mucho que China cambie su política económica y se ´desamericanice´, y que la alianza de los BRICS sea cada vez más sólida –del 60 al 80% de las transacciones de este bloque son en otras monedas y no en dólares-”. Las afirmaciones de Serrano Mancilla tienen asidero: China está reduciendo activamente sus reservas de dólares, y promoviendo activamente el yuan en el mercado global en calidad de divisa internacional. ¿Cómo ingresa el BRICS aquí, en este ajedrez geoeconómico? Con la futura creación del Banco de Desarrollo del bloque, prevista para 2015, y la aparición de la Fundación de Reservas de Divisas. Con ambos, se intenta contrarrestar el protagonismo de los organismos multilaterales de crédito con hegemonía de Washington, como el propio FMI. 
 
Dos datos dan cuenta de la importancia de este organismo internacional de cooperación Sur-Sur: estos países representan más del 20% del PBI mundial y alojan al 40% de la población del planeta.  Actualmente un tercio del comercio externo de Argentina es hacia el conjunto de países que componen los BRICS: la vinculación comercial con ellos, por tanto, es creciente, y nada hace suponer que decrezca en los próximos años, sino más bien lo contrario. El economista español Santiago Niño-Becerra también destacó la “estabilidad política” de Argentina como dato elocuente para que los miembros del BRICS puedan pensar en un hipotético ingreso en el bloque de emergentes. 
 
Al momento de escribir estas líneas, la reacción de Rusia y China sobre una posible ampliación ha sido de cautela: mientras Beijing prefirió no emitir comentarios, Moscú destacó, a través de la opinión de viceministro ruso de Exteriores, Serguéi Riabkov, que una posible ampliación de los BRICS requerirá de un exhaustivo análisis, ya que el bloque se encuentra en proceso de consolidación. ¿Qué podría estar detrás de este razonamiento? Una evaluación pragmática: el saber que, en organismos internacionales, a más miembros más esfuerzo para arribar a consensos –de ahí la posible apelación a la necesidad de “consolidar”-. Sin embargo, Moscú afirmó no estar cerrado a la posibilidad, algo que sin dudas también tiene que ver con su relación creciente –no sólo económica, sino social y política- con el continente, tras la reciente gira del canciller Lavrov a la región. 
 
Dos eventos seguramente brindarán mayores certezas para que esta posibilidad tenga un mayor grado de factibilidad o no: una nueva cumbre de BRICS que se realizará el 15 de julio próximo en Fortaleza, Brasil, y, con posterioridad, la visita de Estado del presidente chino Xi Jinping a Argentina, que tendrá lugar sólo cuatro días después en Buenos Aires. En ese entonces Rusia y China deberán tener mayores elementos para apoyar o no la posición de India, Brasil y Sudáfrica de ampliar el bloque. 


*Juan Manuel Karg, Licenciado en Ciencia Política de la UBA
Investigador del Centro Cultural de la Cooperación de Buenos Aires


Argentina em busca de um lugar no Brics

19/05/2014 Iúri Paniev, especial para Gazeta Russa

Apesar das perspectivas de cooperação em diferentes áreas, Rússia e China temem que crise econômica no país latino-americano tenha impacto negativo no desenvolvimento do grupo.



A habitual sigla Brics poderá, dentro de algum tempo, mudar para Bricsa. A Argentina expressou o desejo formal de se juntar a essa aliança informal, que desde 2006 inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. “O Brasil, a Índia e a África do Sul já manifestaram o seu acordo em relação a tal decisão”, declarou recentemente o embaixador indiano na Argentina, Amarend Khatua.


A Rússia e a China estão, por enquanto, analisando a iniciativa de Buenos Aires. As principais dúvidas giram em torno da economia argentina, que anda sobrecarregada com uma dívida externa de mais de US$ 130 bilhões. Do ponto de vista da Argentina, ser membro do bloco informal pode significar a obtenção de financiamento em condições mais favoráveis ​​do que as oferecidas por outras organizações internacionais.


“Temos uma abordagem construtiva em relação a quaisquer pedidos desse gênero, independentemente de quem eles venham”, diz o vice-chanceler russo, Serguêi Riabkov, sobre a cautela ao considerar a adesão da Argentina ao Brics.


O tema do alargamento do bloco informal é um assunto constante nas negociações entre as partes envolvidas há algum tempo. Além disso, uma série de contatos deve culminar com a cúpula do Brics em Fortaleza, no dia 15 de julho. “Lá os membros terão a oportunidade de discutir a questão em detalhe”, acrescenta Riabkov.
 
Sabe-se que, depois do encontro, o novo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, irá à Argentina em visita oficial. Ainda em julho está prevista a visita do presidente chinês Xi Jinping a Buenos Aires. A China já tem uma cooperação ativa com o país, que se tornou um dos seus grandes fornecedores de soja. Além disso, Pequim tem apostado na Argentina em meio aos investimentos para criação de corredores transoceânicos.


Kremlin latino

O potencial de interação entre a Rússia e a Argentina também parece promissor. No entanto, o volume de negócios no nível dos US$ 1,5-2 bilhões por ano não pode ser chamado de satisfatório. “A Rússia tem uma longa relação comercial com a Argentina”, disse em entrevista à Gazeta Russa o vice-diretor do Instituto da América Latina da Academia Russa de Ciências, Boris Martinov.


“Nos anos 1970 e 80, fornecíamos à Argentina equipamento de hidrelétricas e outras produções de engenharia mecânica. Agora, precisamos levar essa relação a um novo patamar. O problema é que a Rússia tem estado muito focada nos mercados ocidentais, e a realidade atual mostrou o quanto essa relação é indesejável para a Rússia”, acrescentou Martinov.
BRICS
Em termos de apoio político, a Argentina já se manifestou claramente a favor da Rússia. A presidente Cristina Kirchner acusou duramente os padrões duplos da política ocidental frente às situações semelhantes da Crimeia e Ilhas Malvinas, onde, no ano passado, também houve um referendo sobre o estatuto do território. No caso argentino, a votação, ao contrário da situação na Crimeia, foi reconhecida como legítima pela comunidade internacional.


Medo da crise


“O formato do Brics prevê uma política externa independente e tem objetivo estratégico para a Rússia – a criação de um mundo multipolar e multicultural”, enfatiza o vice-diretor do Instituto da América Latina. O desejo de se juntar aos Brics foi também expresso recentemente pelo México, Irã, Cazaquistão e Indonésia.


Em 2013, os líderes do grupo concordaram em criar um fundo de reserva no valor de US$ 100 bilhões para proteção em caso de instabilidade do mercado. Ficou também decidida a criação de instituições financeiras próprias.


O incentivo para a criação dessas estruturas foram as chamadas “guerras cambiais”, que relembram a necessidade de diversificar não só as reservas de divisas, como também a necessidade e conveniência em realizar transações no comércio internacional com suas próprias moedas. Dada a importância dos países do Brics no comércio mundial, as suas instituições financeiras ajudariam a reforçar o estatuto das moedas dos países-membros.
“É nesses sentido que os gravíssimos problemas econômicos da Argentina levantam preocupações e podem se tornar o grande obstáculo para a adesão do país ao grupo”, explicou Martinov.


Brics avançam na criação de FMI próprio

14/04/2014 Olga Samofálova, Vzgliad

Os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) estão fazendo progresso na criação de alternativas ao Fundo Monetário Internacional e ao Banco Mundial, cujo domínio está concentrado em estruturas dos Estados Unidos e da União Europeia. Em um futuro próximo, órgão atual não será mais o único capaz de fornecer assistência financeira internacional.

Tudo indica que um pool de reservas cambiais, substituto do FMI, e um Banco de Desenvolvimento dos Brics, como alternativa para o Banco Mundial, irão funcionar já em 2015, garantiu o embaixador para missões especiais do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Vadim Lukov, em coletiva de imprensa na semana passada.


“O Brasil já preparou o projeto do estatuto do Banco de Desenvolvimento, enquanto a Rússia está desenvolvendo o acordo intergovernamental sobre a criação do banco”, disse o diplomata.


Os países do Brics já chegaram a um acordo sobre o montante do capital das novas estruturas, que será de US$ 100 bilhões para cada uma. “Estamos atualmente negociando a distribuição do capital inicial de US$ 50 bilhões entre os parceiros e a localização da sede”, continuou o diplomata, acrescentando que todos os membros do grupo manifestaram interesse em sediar as instituições.


Para compor o pool de reservas cambiais, a China entrará com US$ 41 bilhões, o Brasil, a Índia e a Rússia, com 18 bilhões cada, e a África do Sul, com US$ 5 bilhões. O volume das quantias entregues está correlacionado com o volume das economias nacionais.


O montante atual de recursos do FMI, que é determinado por regras especiais de empréstimos (SDR), gira em torno de US$ 369,52 bilhões. No entanto, fazem parte FMI 188 países que, a qualquer momento, podem necessitar de assistência financeira.


Banco político


Outra promessa dos Brics é a criação de um Banco de Desenvolvimento como alternativa ao Banco Mundial para financiar projetos que não são de interesse dos EUA nem da UE. O objetivo principal da instituição, porém, é fornecer financiamento de projetos externos ao grupo e ajudar países que necessitam de ajuda para desenvolvimento de suas estruturas.


“Imaginemos que seja do interesse do Brics conceder um empréstimo a um país africano para o seu programa de desenvolvimento de energia hidrelétrica, no âmbito do qual os países do grupo poderão fornecer o seu equipamento ou atuarem como executantes dos trabalhos”, explica o especialista do Grupo de Peritos Econômicos, Iliá Prilepski. “Se o empréstimo for concedido pelo FMI, o equipamento será fornecido pelos países ocidentais, que irão também controlar o seu funcionamento.”


A criação do Banco de Desenvolvimento ganha, assim, conotação política, pois permite aos países do Brics avançar com seus interesses no exterior. “Esta é uma jogada de certa forma política, que pode enfatizar o fortalecimento crescente dos países cuja opinião não é muitas vezes levada em conta pelos países desenvolvidos”, ressalta a diretora do departamento de análise do Golden Hill Capital, Natália Samoilov.
BRICS


Proteção entre iguais


O pool de reservas cambiais dos países do Brics será uma proteção para o caso de surgirem problemas financeiros e déficit orçamentário em algum dos países-membros, como a recente queda brusca do rublo, por exemplo. A ajuda poderá ser obtida quando se verificar uma indesejada desvalorização abrupta da moeda nacional ou em caso de grande saída de capital devido ao abrandamento da política monetária da Reserva Federal dos EUA, que leva ao surgimento de problemas internos de crise no sistema bancário.


“A maior parte do FMI vai para o resgate do euro ou das moedas nacionais dos países desenvolvidos. Em caso de necessidade, e levando em conta que a gestão do FMI está nas mãos dos países ocidentais, a esperança de ajuda por parte desta organização é pouca”, destacou o embaixador russo.


O pool de reservas também ajudará os países do Brics a interagir gradualmente sem a mediação do dólar norte-americano, segundo Natália Samoilova, embora tenha sido decidido repor o capital social do Banco de Desenvolvimento e do pool das reservas de divisas dos países do Brics com a moeda americana. “Não podemos excluir que em um futuro muito próximo, tendo em conta as ameaças de sanções econômicas contra a Rússia por parte dos EUA e da UE, o dólar possa vir a ser substituído pelo rublo e por outras moedas nacionais dos membros do grupo”, diz a economista.
Publicado originalmente pelo Vzgliad´[ http://vz.ru/ ]
6° Reunião da Cúpula dos BRICS, evento que reunirá, nos dias 15 e 16 de julho, em Fortaleza, os chefes de estado dos cinco países, e ainda ministros, secretários e empresários. A previsão é que participem cerca de 750 pessoas, além das representações das cinco maiores empresas de cada um dos países-membros, bancos de desenvolvimento e cerca de 1.500 jornalistas de todo o mundo.
 
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From: Jacob BlinderSent: terça-feira, 27 de maio de 2014
Subject: BRASIL: VI Cúpula dos BRICS que se realizará em Fortaleza nos dias 15, 16 e 17 de julho de 2014



Em Fortaleza, mais um passo para detonar Bretton Woods


Os BRICS e o fim de Bretton Woods


por Igor Grabois, especial para o Viomundo, 25 de maio de 2014 às 13:07
Fatos históricos importantes, muitas vezes, passam em branco para seus contemporâneos. Nos dias 15, 16 e 17 de julho, em Fortaleza, ocorre a VI Cúpula dos BRICS. As Cúpulas têm reunido os Chefes de Estado de Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul anualmente desde 2009. A reunião de Fortaleza deverá consolidar os BRICS como uma organização dotada de instrumentos concretos para influir na economia e política internacionais. Este evento não tem merecido
a atenção devida na mídia, na academia e nos debates da internet.


Os círculos bem-pensantes e a mídia no Brasil se espelham na Europa e nos EUA. Desprezam a integração sul-americana e torcem o nariz para as iniciativas Sul-Sul. Uma política brasileira para a África provoca reações entre o escárnio e a ojeriza.


Promovem uma campanha sistemática contra o MERCOSUL. Querem a ALCA e o TAFTA (acordo de comércio e investimentos entre EUA e União Européia).


Quanto aos BRICS, a conversa é de que eles não têm nada em comum, exceto o tamanho. Pois eles têm muitas coisas em comum: o inimigo.


Os BRICS representam 43% da população mundial, 27% do PIB mundial e apenas 15% das cotas do FMI. Pelo critério do poder de compra, a China é a primeira economia mundial, a Índia a quarta, o Brasil a sétima e a Rússia a décima economia mundial. Estão fora do G-8, que voltou a ser G-7, após a expulsão da Rússia em função da crise ucraniana.


Crescimento econômico, agricultura, participação no comércio exterior, indústria, produção de energia etc, todos os dados mostram a ascensão dos BRICS e a estagnação do G-7.


Rússia, Índia, China e Brasil aumentam a cada ano fiscal seus gastos militares. Do G-7, apenas o Japão amplia seus gastos militares para se contrapor à China. Os outros cortam gastos, inclusive os EUA, apesar do gigantismo de sua máquina militar. A despeito da projeção dos países BRICS, há um movimento para obstar a influência política e econômica desses países.


Neste quadro, nada mais lógico do que a associação de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Desde a primeira cúpula dos BRICS em Ekaterinenburgo, em 2009, os acordos multilaterais e bilaterais se multiplicaram. Ciência e tecnologia, energia, compartilhamento de estatísticas, agricultura, energia, educação, defesa, espaço, em suma, a materialização de uma tirada de um diretor do Goldman Sachs é veloz.


Enquanto os BRICS aprofundam os laços, a reação de EUA, União Européia e Japão é cada vez mais barulhenta.


Não pode haver dúvidas dos verdadeiros alvos dos ataques dos EUA e União Européia na Ucrânia, na Síria e na Venezuela. Os EUA resolveram, agora, indiciar oficiais chineses por ciberespionagem… Snowden que o diga.


The Economist e Financial Times assumiram o papel de porta-voz dos rentistas brasileiros e estrangeiros na luta contra o que a política econômica brasileira pode ter de intervenção estatal e distributivista.


Desde 1945, o mundo capitalista foi regido pelos acordos de Bretton Woods, cidade do Massachusets, onde os vitoriosos da segunda guerra – sem a União Soviética — se reuniram para elaborar medidas para evitar crises como a de 1929.


Foi criado um banco de desenvolvimento, o Banco Mundial e um fundo para prevenir e combater crises cambiais, o FMI. E mais importante, elegeram o dólar como moeda de conversibilidade internacional. A solvência de um país passou a ser medida pela quantidade de dólares que possui.


Porém, o arranjo de Bretton Woods mostrou sinais de esgotamento a partir da crise do petróleo nos anos 70. A dívida dos países latino-americanos e do leste europeu explodiu. A terapia do FMI matava os doentes, ao invés de curá-los.


A América Latina enfrentou a recessão econômica e a tragédia social sob a égide do Fundo. E a política do Fundo não preveniu as crises cambiais, ao contrário, contribuíram para agravá-las.


China e Rússia, após a queda do socialismo real em 1989/90, não foram absorvidos no sistema Bretton Woods. Argentina e Brasil, principais clientes do Fundo, se livraram dos “empréstimos-ponte” na década passada. O Fundo passa a ser visto como um estorvo, não uma solução. O FMI se dedica, agora, a detonar as economias da Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda para garantir o euro e as aplicações de banqueiros alemães.


Em 2010, no auge da insolvência dos países do sul da Europa, chegou-se a um acordo no Conselho de Governadores do FMI. Haveria nova distribuição das cotas do Fundo, diminuindo o poder de EUA, União Européia e Japão. Em troca, os BRICS compareceriam com 70 bilhões de dólares. Um alívio para a Europa em crise. O Congresso estadunidense, simplesmente, rejeitou o acordo no início deste ano. A gestão do FMI continua como dantes e os 70 bilhões não vão aparecer. Como diz aquela subsecretária, f*-se a União Européia.


Fortaleza, julho de 2014. Os Chefes de Estado dos BRICS assinarão o acordo de criação do Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco dos BRICS. Mais, assinarão um Acordo Contingente de Reservas. Um Banco Mundial e um FMI dos BRICS. China e Rússia fecharam acordo de fornecimento de gás nominado em rublos e yuans. Brasil e China já fazem parte do seu comércio nominado nas respectivas moedas nacionais.


As duas entidades financeiras, inicialmente, terão atuação nos países signatários. Nada impede que atuem junto a países fora dos BRICS. É só o começo. Afinal, para que acumular dólares, aturar as idiossincrasias das autoridades monetárias estadunidenses se os ventos batem em outra direção?


Los BRICS podrían adoptar el Glonass ruso y renunciar al GPS

Publicado: 27 may 2014 | 15:41 GMT Última actualización: 27 may 2014 | 15:41 GMT
"Rusia instalará estaciones de sus sistemas de posicionamiento global Glonass en el territorio de los Estados miembros del bloque BRICS. Esto aumentará la capacidad competitiva del sistema", adelanta el diplomático ruso Vadim Lúkov.
"Realizar este proyecto junto con los países del BRICS fortalecerá el carácter global de nuestro sistema y mejorará su competitividad al por menor. El mercado del BRICS supone 3.000 millones de consumidores. Muchos de ellos son consumidores de servicios de sistemas de navegación", comentó Lúkov.
Detalló que Roscosmos, la agencia espacial de Rusia, ya presentó ante el Gobierno ruso un plan para desplegar la infraestructura necesaria para el sistema global de navegación por satélite de alta precisión en los grandes territorios de los países que componen el bloque: Brasil, la India, China y Sudáfrica. Según acentúa Lúkov, esto permitirá aumentar considerablemente la precisión del sistema: "La tecnología de navegación por satélite se basa en el uso de un gran número de estaciones situadas con la máxima frecuencia posible en la superficie del globo terrestre. De este modo garantiza una alta precisión a la hora de posicionar los objetos. BRICS nos brinda una posibilidad única para realizarlo".

 
El sistema ruso de posicionamiento y navegación GLONASS se desarrolla desde el año 2001 y está a cargo de la agencia espacial Roscosmos. Lo integra una constelación de satélites que cubren toda la superficie de la Tierra y es utilizado tanto para fines militares como civiles. Permite determinar el posicionamiento de objetos con una precisión de hasta un metro. Su señal es accesible y gratuita en todo el mundo. Puede usarse para la observación de desastres naturales y en operaciones de rescate, controlar la seguridad en carreteras y la construcción de puentes. Su principal diferencia con el sistema estadounidense GPS es que no tiene, durante su movimiento orbital, resonancia con la rotación de la Tierra, lo que le proporciona una estabilidad mucho mayor.

 
Cabe recordar que a mediados de este mes de mayo Moscú comunicó que suspenderá el funcionamiento de las estaciones de GPS —el sistema de navegación desarrollado y explotado por el Pentágono— en el territorio ruso a partir del 1 de junio si no se llega a un acuerdo sobre la ubicación de las estaciones Glonass en EE.UU. Aseguró que si antes de septiembre no se consigue un compromiso, las estaciones serán destruidas. Por otra parte, adelantó que está planeando crear una red de estaciones terrestres de Glonass que incluirá 36 países. Las negociaciones acerca de los acuerdos con México, Nicaragua, Vietnam y Cuba ya se encuentran en fase activa.


¿Argentina a los BRICS?

Publicado: 20 may 2014 | 15:25 GMT
Blog de Juan Manuel Karg*

Recientes declaraciones del Embajador de India en Buenos Aires dieron cuenta del anhelo de este país en que Argentina pueda sumarse a los BRICS, bloque de países emergentes que además integran Brasil, Rusia, China y Sudáfrica. ¿Cuáles son las características que podrían permitir este ingreso y qué posibilidades reales hay para que esto suceda? ¿Qué papel pueden cumplir los BRICS en un nuevo escenario mundial? ¿Qué podría significar, para América Latina, un nuevo lugar internacional –destacado- del país que actualmente gobierna Cristina Fernández de Kirchner?   
 
La emergencia de un nuevo mundo multipolar parece cada vez más evidente, sobre todo a raíz del declive de Estados Unidos en su papel de “hegemón” internacional, y de la fuerte crisis económica que aún sacude principalmente a Europa. En ese contexto, donde el crecimiento sostenido de China hace posible que el “gigante asiático” se convierta a fines de 2014 en la primera economía mundial, y donde nuevamente Rusia se vuelve a mostrar como un actor global –desafiando a Occidente en la crisis ucraniana, por ejemplo-, se producen diversas especulaciones sobre un hipotético ingreso de Argentina al bloque de los BRICS. ¿El disparador? Las declaraciones públicas de Amarenda Khatua, el Embajador de India en Buenos Aires, quien además sostuvo que esta idea de su país cuenta con el respaldo de Brasil y Sudáfrica. 
 
Sin bien todo ingreso a cualquier organismo internacional de estas características amerita profundas evaluaciones entre los países miembros, la sola discusión de esta posibilidad da cuenta del sostenido crecimiento económico tanto de Argentina como de América Latina en su conjunto desde inicios del Siglo XXI, implementado en buena parte como consecuencia de la aparición de gobiernos posneoliberales -en ambos casos-. Sin este elemento no habría consideración alguna de un posible ingreso de parte del bloque emergente, hay que decirlo con claridad. 
 
En una reciente entrevista, el economista Alfredo Serrano Mancilla, director del CELAG –Centro Estratégico Latinoamericano Geopolítico-, afirmó que “Estados Unidos está procurando una ´guerra´ contra los emergentes porque le preocupa mucho que China cambie su política económica y se ´desamericanice´, y que la alianza de los BRICS sea cada vez más sólida –del 60 al 80% de las transacciones de este bloque son en otras monedas y no en dólares-”. Las afirmaciones de Serrano Mancilla tienen asidero: China está reduciendo activamente sus reservas de dólares, y promoviendo activamente el yuan en el mercado global en calidad de divisa internacional. ¿Cómo ingresa el BRICS aquí, en este ajedrez geoeconómico? Con la futura creación del Banco de Desarrollo del bloque, prevista para 2015, y la aparición de la Fundación de Reservas de Divisas. Con ambos, se intenta contrarrestar el protagonismo de los organismos multilaterales de crédito con hegemonía de Washington, como el propio FMI. 
 
Dos datos dan cuenta de la importancia de este organismo internacional de cooperación Sur-Sur: estos países representan más del 20% del PBI mundial y alojan al 40% de la población del planeta.  Actualmente un tercio del comercio externo de Argentina es hacia el conjunto de países que componen los BRICS: la vinculación comercial con ellos, por tanto, es creciente, y nada hace suponer que decrezca en los próximos años, sino más bien lo contrario. El economista español Santiago Niño-Becerra también destacó la “estabilidad política” de Argentina como dato elocuente para que los miembros del BRICS puedan pensar en un hipotético ingreso en el bloque de emergentes. 
 
Al momento de escribir estas líneas, la reacción de Rusia y China sobre una posible ampliación ha sido de cautela: mientras Beijing prefirió no emitir comentarios, Moscú destacó, a través de la opinión de viceministro ruso de Exteriores, Serguéi Riabkov, que una posible ampliación de los BRICS requerirá de un exhaustivo análisis, ya que el bloque se encuentra en proceso de consolidación. ¿Qué podría estar detrás de este razonamiento? Una evaluación pragmática: el saber que, en organismos internacionales, a más miembros más esfuerzo para arribar a consensos –de ahí la posible apelación a la necesidad de “consolidar”-. Sin embargo, Moscú afirmó no estar cerrado a la posibilidad, algo que sin dudas también tiene que ver con su relación creciente –no sólo económica, sino social y política- con el continente, tras la reciente gira del canciller Lavrov a la región. 
 
Dos eventos seguramente brindarán mayores certezas para que esta posibilidad tenga un mayor grado de factibilidad o no: una nueva cumbre de BRICS que se realizará el 15 de julio próximo en Fortaleza, Brasil, y, con posterioridad, la visita de Estado del presidente chino Xi Jinping a Argentina, que tendrá lugar sólo cuatro días después en Buenos Aires. En ese entonces Rusia y China deberán tener mayores elementos para apoyar o no la posición de India, Brasil y Sudáfrica de ampliar el bloque. 


*Juan Manuel Karg, Licenciado en Ciencia Política de la UBA
Investigador del Centro Cultural de la Cooperación de Buenos Aires


Argentina em busca de um lugar no Brics

19/05/2014 Iúri Paniev, especial para Gazeta Russa

Apesar das perspectivas de cooperação em diferentes áreas, Rússia e China temem que crise econômica no país latino-americano tenha impacto negativo no desenvolvimento do grupo.



A habitual sigla Brics poderá, dentro de algum tempo, mudar para Bricsa. A Argentina expressou o desejo formal de se juntar a essa aliança informal, que desde 2006 inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. “O Brasil, a Índia e a África do Sul já manifestaram o seu acordo em relação a tal decisão”, declarou recentemente o embaixador indiano na Argentina, Amarend Khatua.


A Rússia e a China estão, por enquanto, analisando a iniciativa de Buenos Aires. As principais dúvidas giram em torno da economia argentina, que anda sobrecarregada com uma dívida externa de mais de US$ 130 bilhões. Do ponto de vista da Argentina, ser membro do bloco informal pode significar a obtenção de financiamento em condições mais favoráveis ​​do que as oferecidas por outras organizações internacionais.


“Temos uma abordagem construtiva em relação a quaisquer pedidos desse gênero, independentemente de quem eles venham”, diz o vice-chanceler russo, Serguêi Riabkov, sobre a cautela ao considerar a adesão da Argentina ao Brics.


O tema do alargamento do bloco informal é um assunto constante nas negociações entre as partes envolvidas há algum tempo. Além disso, uma série de contatos deve culminar com a cúpula do Brics em Fortaleza, no dia 15 de julho. “Lá os membros terão a oportunidade de discutir a questão em detalhe”, acrescenta Riabkov.
 
Sabe-se que, depois do encontro, o novo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, irá à Argentina em visita oficial. Ainda em julho está prevista a visita do presidente chinês Xi Jinping a Buenos Aires. A China já tem uma cooperação ativa com o país, que se tornou um dos seus grandes fornecedores de soja. Além disso, Pequim tem apostado na Argentina em meio aos investimentos para criação de corredores transoceânicos.


Kremlin latino

O potencial de interação entre a Rússia e a Argentina também parece promissor. No entanto, o volume de negócios no nível dos US$ 1,5-2 bilhões por ano não pode ser chamado de satisfatório. “A Rússia tem uma longa relação comercial com a Argentina”, disse em entrevista à Gazeta Russa o vice-diretor do Instituto da América Latina da Academia Russa de Ciências, Boris Martinov.


“Nos anos 1970 e 80, fornecíamos à Argentina equipamento de hidrelétricas e outras produções de engenharia mecânica. Agora, precisamos levar essa relação a um novo patamar. O problema é que a Rússia tem estado muito focada nos mercados ocidentais, e a realidade atual mostrou o quanto essa relação é indesejável para a Rússia”, acrescentou Martinov.
BRICS
Em termos de apoio político, a Argentina já se manifestou claramente a favor da Rússia. A presidente Cristina Kirchner acusou duramente os padrões duplos da política ocidental frente às situações semelhantes da Crimeia e Ilhas Malvinas, onde, no ano passado, também houve um referendo sobre o estatuto do território. No caso argentino, a votação, ao contrário da situação na Crimeia, foi reconhecida como legítima pela comunidade internacional.


Medo da crise


“O formato do Brics prevê uma política externa independente e tem objetivo estratégico para a Rússia – a criação de um mundo multipolar e multicultural”, enfatiza o vice-diretor do Instituto da América Latina. O desejo de se juntar aos Brics foi também expresso recentemente pelo México, Irã, Cazaquistão e Indonésia.


Em 2013, os líderes do grupo concordaram em criar um fundo de reserva no valor de US$ 100 bilhões para proteção em caso de instabilidade do mercado. Ficou também decidida a criação de instituições financeiras próprias.


O incentivo para a criação dessas estruturas foram as chamadas “guerras cambiais”, que relembram a necessidade de diversificar não só as reservas de divisas, como também a necessidade e conveniência em realizar transações no comércio internacional com suas próprias moedas. Dada a importância dos países do Brics no comércio mundial, as suas instituições financeiras ajudariam a reforçar o estatuto das moedas dos países-membros.
“É nesses sentido que os gravíssimos problemas econômicos da Argentina levantam preocupações e podem se tornar o grande obstáculo para a adesão do país ao grupo”, explicou Martinov.


Brics avançam na criação de FMI próprio

14/04/2014 Olga Samofálova, Vzgliad

Os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) estão fazendo progresso na criação de alternativas ao Fundo Monetário Internacional e ao Banco Mundial, cujo domínio está concentrado em estruturas dos Estados Unidos e da União Europeia. Em um futuro próximo, órgão atual não será mais o único capaz de fornecer assistência financeira internacional.

Tudo indica que um pool de reservas cambiais, substituto do FMI, e um Banco de Desenvolvimento dos Brics, como alternativa para o Banco Mundial, irão funcionar já em 2015, garantiu o embaixador para missões especiais do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Vadim Lukov, em coletiva de imprensa na semana passada.


“O Brasil já preparou o projeto do estatuto do Banco de Desenvolvimento, enquanto a Rússia está desenvolvendo o acordo intergovernamental sobre a criação do banco”, disse o diplomata.


Os países do Brics já chegaram a um acordo sobre o montante do capital das novas estruturas, que será de US$ 100 bilhões para cada uma. “Estamos atualmente negociando a distribuição do capital inicial de US$ 50 bilhões entre os parceiros e a localização da sede”, continuou o diplomata, acrescentando que todos os membros do grupo manifestaram interesse em sediar as instituições.


Para compor o pool de reservas cambiais, a China entrará com US$ 41 bilhões, o Brasil, a Índia e a Rússia, com 18 bilhões cada, e a África do Sul, com US$ 5 bilhões. O volume das quantias entregues está correlacionado com o volume das economias nacionais.


O montante atual de recursos do FMI, que é determinado por regras especiais de empréstimos (SDR), gira em torno de US$ 369,52 bilhões. No entanto, fazem parte FMI 188 países que, a qualquer momento, podem necessitar de assistência financeira.


Banco político


Outra promessa dos Brics é a criação de um Banco de Desenvolvimento como alternativa ao Banco Mundial para financiar projetos que não são de interesse dos EUA nem da UE. O objetivo principal da instituição, porém, é fornecer financiamento de projetos externos ao grupo e ajudar países que necessitam de ajuda para desenvolvimento de suas estruturas.


“Imaginemos que seja do interesse do Brics conceder um empréstimo a um país africano para o seu programa de desenvolvimento de energia hidrelétrica, no âmbito do qual os países do grupo poderão fornecer o seu equipamento ou atuarem como executantes dos trabalhos”, explica o especialista do Grupo de Peritos Econômicos, Iliá Prilepski. “Se o empréstimo for concedido pelo FMI, o equipamento será fornecido pelos países ocidentais, que irão também controlar o seu funcionamento.”


A criação do Banco de Desenvolvimento ganha, assim, conotação política, pois permite aos países do Brics avançar com seus interesses no exterior. “Esta é uma jogada de certa forma política, que pode enfatizar o fortalecimento crescente dos países cuja opinião não é muitas vezes levada em conta pelos países desenvolvidos”, ressalta a diretora do departamento de análise do Golden Hill Capital, Natália Samoilov.
BRICS


Proteção entre iguais


O pool de reservas cambiais dos países do Brics será uma proteção para o caso de surgirem problemas financeiros e déficit orçamentário em algum dos países-membros, como a recente queda brusca do rublo, por exemplo. A ajuda poderá ser obtida quando se verificar uma indesejada desvalorização abrupta da moeda nacional ou em caso de grande saída de capital devido ao abrandamento da política monetária da Reserva Federal dos EUA, que leva ao surgimento de problemas internos de crise no sistema bancário.


“A maior parte do FMI vai para o resgate do euro ou das moedas nacionais dos países desenvolvidos. Em caso de necessidade, e levando em conta que a gestão do FMI está nas mãos dos países ocidentais, a esperança de ajuda por parte desta organização é pouca”, destacou o embaixador russo.


O pool de reservas também ajudará os países do Brics a interagir gradualmente sem a mediação do dólar norte-americano, segundo Natália Samoilova, embora tenha sido decidido repor o capital social do Banco de Desenvolvimento e do pool das reservas de divisas dos países do Brics com a moeda americana. “Não podemos excluir que em um futuro muito próximo, tendo em conta as ameaças de sanções econômicas contra a Rússia por parte dos EUA e da UE, o dólar possa vir a ser substituído pelo rublo e por outras moedas nacionais dos membros do grupo”, diz a economista.
Publicado originalmente pelo Vzgliad´[ http://vz.ru/ ]

Produção do pré-sal cresce 4% em abril

Produção de petróleo no pré-sal cresceu 4% e foi recorde em abril

30.Mai.2014
 
Petrobras - Fatos e Dados -
 
cidade-de-paraty-blog.jpgNossa produção de petróleo no Brasil, em abril, atingiu a média de 1 milhão 933 mil barris/dia (bpd), superando em 0,4% a produção de março, que foi de 1 milhão 926 mil bpd. Incluindo-se a parcela que operamos para nossos parceiros no Brasil, atingimos a marca de 2 milhões e 34 mil bpd, que indica um aumento de 0,4% na comparação com o mês anterior.

Nossa produção de petróleo e gás natural no Brasil, em abril, foi de 2 milhões 335 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), acima do volume produzido em março (2 milhões 331 mil boed). Se incluída a parcela da produção operada para nossas parceiras no Brasil, atingimos a marca de 2 milhões e 487 mil boed, 0,2% acima da produção alcançada em março.

Recordes sucessivos no pré-sal
No pré-sal das bacias de Santos e Campos, o aumento da produção em abril foi de 4%, chegando a um volume de 411 mil barris por dia (bpd), o que configurou novo recorde mensal. Em março, a produção média mensal do pré-sal, incluído o volume próprio e o operado para seus parceiros, foi de 395 mil barris.

No dia 15 de abril foi batido recorde diário de produção no pré-sal, com o patamar de 428 mil barris por dia. Em 18 de abril, novo recorde diário de produção foi atingido, com a extração de 444 mil barris diários, devido ao crescimento da produção da plataforma P-58 e da entrada de novo poço ligado à boia de sustentação de riser (BSR) instalada no campo de Sapinhoá. No dia 11 de maio esse recorde diário foi novamente superado, quando a produção no pré-sal alcançou 470 mil barris por dia.

Esse resultado se deveu à entrada em operação, no dia 9 de maio, do poço 7-LL-22D-RJS, interligado ao FPSO (navio-plataforma) Cidade de Paraty, no campo de Lula, por meio de uma boia de sustentação de risers (BSR), tecnologia pioneira de sustentação de tubulações por meio de boias submersas. Trata-se do terceiro poço interligado utilizando a tecnologia BSR e o primeiro conectado ao FPSO Cidade de Paraty.

Paradas para manutenção
Em abril, de acordo com o planejamento plurianual, foram executadas paradas programadas para manutenção em algumas plataformas, o que contribuiu para o pequeno crescimento da produção em relação ao mês anterior. O FPSO Vitória deixou de produzir 8,6 mil barris por dia e a P-51 deixou de produzir 4,3 mil barris, entre outras de menor impacto. No dia 30 de março o FPSO Brasil encerrou suas atividades no campo de Roncador, com o fechamento do poço 7-RO-14-RJS. Outros poços interligados ao FPSO Brasil estão em processo de remanejamento para as plataformas P-52 e P-54.

No período de 25 de março a 15 de abril, houve parada programada da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) III, localizada em Urucu (AM). Durante a parada, a unidade deixou de produzir, em média, 4,2 mil bpd.

O Programa de Aumento da Eficiência Operacional (Proef) iniciado em 2012 tem demonstrado excelentes resultados: os sistemas de produção da Unidade de Operações da Bacia de Campos (UO-BC) fecharam o mês de abril com o recorde de eficiência operacional dos últimos 46 meses, atingindo o patamar de 81%. A Unidade de Operações do Rio de Janeiro (UO-RIO) também bateu recorde de eficiência, em março, dos últimos três anos, alcançando 96,2%. Por conta do sucesso do programa, no último dia 5 de maio, estendemos o Proef para a Unidade de Operações do Espírito Santo (UO-ES).

Novas plataformas
É importante ressaltar que novos sistemas de produção de petróleo estarão entrando em operação ao longo de 2014 para garantir o crescimento sustentado da produção conforme meta prevista no Plano de Negócios e Gestão 2014-2018, que prevê aumento de 7,5%, no fim do ano, com margem de tolerância de 1 ponto percentual para mais ou para menos. No mês de maio a P-62 iniciou suas atividades no campo de Roncador, na Bacia de Campos. A esta plataforma serão interligados nos próximos meses um total de 22 poços, sendo 14 produtores de petróleo e gás e oito injetores de água. Do tipo FPSO (unidade que produz, armazena e transfere petróleo, na sigla em inglês), essa unidade tem capacidade para processar, diariamente, até 180 mil barris de petróleo e seis milhões de metros cúbicos de gás natural.

Em 28 de abril, incorporamos à nossa frota de PLSVs (embarcações de lançamento de linhas flexíveis) mais uma embarcação: o PLSV Seven Waves, cuja primeira operação será a interligação do terceiro poço da plataforma P-62, no campo de Roncador, na Bacia de Campos.

Além da P-62, entrará em operação, no segundo semestre deste ano, a plataforma P-61, no campo de Papa-Terra (no pós-sal da Bacia de Campos), que será interligada à plataforma semissubmersível SS-88, unidade de apoio do tipo Tender Assisted Drilling (TAD). No segundo semestre serão também instalados os FPSOs Cidade de Mangaratiba, no campo Lula/Iracema, e Cidade de Ilhabela, no campo de Sapinhoá, ambos no pré-sal da Bacia de Santos.

Produção de gás natural
Em abril, a produção de 64 milhões de metros cúbicos de gás manteve-se nos mesmos níveis do mês anterior. Incluída a parcela operada para as empresas associadas, o volume alcançou 72 milhões 80 mil m3/dia, em linha com o volume de março. A exportação do gás produzido pelo FPSO Cidade de São Paulo começou a ocorrer a partir de abril.

Produção no exterior
A extração total de petróleo e gás natural no exterior, em abril, foi de 225,4 mil boed, correspondendo a um aumento de 2,7 % em relação aos 219,6 mil boed produzidos no mês anterior.

A produção de petróleo foi de 128,9 mil bpd, 1,6 % acima dos 126,9 mil bpd produzidos em março. Já a produção de gás natural foi de 16 milhões 395 mil m³/d, 4,1 % acima dos 15 milhões 744 mil m³/d produzidos em março.

Esse incremento na produção de petróleo e gás natural em abril resulta principalmente da entrada de novos poços no Campo de Kinteroni, Lote 57, no Peru.

Acrescentado o volume produzido no exterior, nossa produção total de petróleo e gás em abril chegou a 2 milhões 560 mil boed, 0,4 % acima do volume extraído no mês anterior, que foi de 2 milhões 550 mil boed.

Produção informada à ANP
A produção total informada à ANP foi de 9.240.868 m³ de óleo e 2.255.201 mil m³ de gás em abril de 2014. Esta produção corresponde à produção total das concessões em que atuamos como operadora. Não estão incluídos os volumes do Xisto, LGN e produção de parceiros onde não somos operadora.

Postado em: [Atividades]
http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/producao-de-petroleo-no-pre-sal-cresceu-4-e-foi-recorde-em-abril.htm

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O futuro visível em São Petersburgo

O Futuro visível em São Petersburgo
 
30/5/2014, [*] Pepe Escobar, Asia Times Online − The Roving Eye


Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu -

“O modelo de ordem mundial unipolar falhou”
22/5/2014, Vladimir Putin, São Petersburgo

Centro de Convenções do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo

Em mais de um sentido, o último fim de semana viu nascer um século eurasiano. Claro, com o negócio de gás de US$400 bilhões entre Rússia e China, anunciado no último minuto em Xangai, na 4ª-feira (28/5/2014)(complemento do negócio de petróleo, para 25 anos, assinado em junho de 2013, de $270 bilhões, entre a Rosneft russa e a CNPC da China).

Depois, na 5ª-feira (29/5/2014), a maioria dos principais atores lá estavam, no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo – resposta russa a Davos. E na 6ª-feira (30/5/2014), o presidente Vladimir Putin, ainda sob a aura da glória alcançada em Xangai, falou aos participantes do FE; a casa veio abaixo, de tantos aplausos.

Será preciso mais tempo para avaliar o redemoinho que se viu semana passada, em todas as suas complexas implicações. Nessa página  veem-se alguns dos destaques de São Petersburgo, em algum detalhe. Haveria menos altos executivos e presidentes de empresas ocidentais na cidade, porque o governo Obama pressionou-os a não ir – como parte da política de “isolar a Rússia”? Talvez um ou outro a menos, mas não muitos a menos; Goldman Sachs e Morgan Stanley não deram as caras, mas os europeus que realmente contam lá estavam, foram, viram, falaram e suplicaram por negócios.

Mais importante, havia asiáticos por todos os lados. Considere isso aqui como mais um capítulo do contragolpe-revide à chinesa contra o tour do presidente dos EUA Barack Obama pela Ásia em abril, amplamente descrito como "tour de contenção contra a China.

Li Yuanchao e Vladimir Putin no 18o. Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo
No primeiro dia do fórum em São Petersburgo, assisti a sessão crucial, sobre a parceria estratégica Rússia-China. Prestem bem atenção: o mapa do caminho está, inteiro, ali. Como o vice-presidente da China, Li Yuanchao declarou:

Planejamos combinar o programa para o desenvolvimento do Extremo Leste da Rússia e a estratégia para o desenvolvimento do Nordeste da China, num conceito integrado.

É apenas um aspecto da coalizão Eurásia que está emergindo muito rapidamente, destinada a desafiar até o osso os excepcionalistas “indispensáveis”. Comparações com o pacto sino-soviético são infantis. O putsch na Ucrânia – parte do “pivô” de Washington para “conter” a Rússia – só serviram para acelerar o pivô da Rússia em direção à Ásia, o qual, mais cedo ou mais tarde se tornaria inevitável.

Tudo começa em Sixuan

Em São Petersburgo, de sessão em sessão e em conversas cuidadosamente selecionadas, o que vi foi a construção de blocos cruciais da(s) Nova(s) Rota(s) da Seda chinesa, cujo objetivo final é unir, pelos negócios e pelo comércio, nada menos que China, Rússia e Alemanha.

Para Washington, é além e muito pior que anátema. A resposta foi empurrar alguns negócios que, em tese, garantiriam o monopólio dos EUA sobre dois terços do comércio global: a Parceria Trans-Pacífico [orig. Trans-Pacific Partnership (TPP)] – que, na essência, foi rejeitada por asiáticos-chave como Japão e Malásia durante a viagem de Obama; e a ainda mais problemática Parceria Trans-Atlântico [orig. Trans-Atlantic Partnership (TAP) com a União Europeia, que os europeus médios absolutamente detestam. Esses dois negócios estão sendo negociados em segredo e só são lucrativos, de fato, para as corporações multinacionais norte-americanas.

Para a Ásia, a China por sua vez propõe uma Área de Livre Comércio do Pacífico Asiático; afinal, a China já é o maior parceiro comercial da Associação de Nações do Sudeste Asiático [orig. Association of Southeast Asian Nations (ASEAN)], de dez membros.

E para a Europa, Pequim propõe uma extensão da estrada de ferro que em apenas doze dias de viagem liga Chengdu, a capital de Sichuan, a Lodz na Polônia, cruzando o Cazaquistão e a Bielorrússia. O negócio total é a rede Chongqing-Xinjiang-Europa, com uma estação final em Duisburg, Alemanha. Não surpreende que esteja sendo planejada como a mais importante rota comercial do mundo.

Nova Rota da Seda entre Chongqing-Xinjiang-Duisburg na Alemanha

E tem mais. Um dia antes de ser assinado o negócio Rússia-China de gás, o presidente Xi Jinping pregou a criação de nada menos que uma nova arquitetura de cooperação para segurança asiática, incluindo é claro Rússia e Irã e excluindo os EUA. Ecoando de certo modo o que Putin dissera, Xi descreveu a OTAN como relíquia da Guerra Fria.

E adivinhem quem estava presente ao anúncio em Xangai, além dos “-stões” da Ásia Central: o primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki; o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai e, crucialmente importante: o presidente Hassan Rouhani do Irã.

Os fatos em campo falam por eles mesmos. A China está comprando pelo menos metade da produção de petróleo do Iraque – e está investindo pesadamente na infraestrutura de energia iraquiana. A China investiu pesadamente na indústria afegã de mineração – especialmente na mineração do lítio e do cobalto. E é óbvio que  China e Rússia continuam a fazer negócios com o Irã.

Quer dizer... Eis o que Washington conseguiu com uma década de guerras, abusos incessantes, sanções as mais sórdidas e trilhões de dólares desperdiçados, mal gastos.

Não surpreende que a sessão mais fascinante à qual assisti em São Petersburgo foi sobre as possibilidades comerciais e econômicas em torno da expansão da Organização de Cooperação de Xangai [orig. Shanghai Cooperation Organization (SCO)], cujo convidado de honra foi ninguém menos que Li Yuanchao. Pode-se dizer com razoável certeza que eu era o único ocidental na sala, cercado por um oceano de chineses e centro-asiáticos.

A SCO trabalha para converter-se em algo que superará em tamanho uma espécie de contraparte da OTAN, focada principalmente no combate ao terrorismo e ao tráfico de drogas. Quer fazer grandes, grandes negócios. Irã, Índia, Paquistão, Afeganistão e Mongólia são observadores, e mais cedo do que se supõe serão aceitos como membros plenos.

Mais uma vez, eis aí a integração eurasiana em ação. O desdobramento em vários ramos da(s) Nova(s) Rota(s) da Seda é inevitável; o que faz ver, na prática, integração mais íntima com o Afeganistão (minérios) e o Irã (energia).

O boom na nova Crimeia

São Petersburgo também expôs bem claramente como a China quer financiar uma série de projetos na Crimeia, cujas águas, por falar delas, cheias de riqueza energética ainda não explorada, são hoje propriedade russa. Os projetos incluem uma ponte crucialmente importante que atravessará o Estreito de Kerch para conectar a Crimeia à Rússia continental; expansão dos portos crimeanos; usinas de energia solar; e até zonas econômicas especiais [orig. special economic zones (SEZs)] de manufaturas; Moscou, obviamente, interpretou tudo isso como gesto de aprovação, por Pequim, da reintegração da Crimeia à Rússia.

Depósitos de petróleo e gás no Mar Negro e oleogasodutos da Crimeia 
Quanto à Ucrânia, é preciso, sim, como Putin voltou a dizer em São Petersburgo, que pague as próprias contas. E quanto à União Europeia, como o presidente em final de mandato da Comissão Europeia, Jose Manuel Barroso afinal entendeu, é o óbvio: antagonizar a Rússia não é precisamente estratégia vencedora.

Dmitry Trenin, diretor do Carnegie Moscou Center, foi um dos raros bem informados a aconselhar o ocidente, embora de pouco tenha adiantado o conselho:

Rússia e China certamente passarão a cooperar cada vez mais intimamente (...). Esse resultado com certeza beneficia a China, mas dará à Rússia uma oportunidade para fazer frente à pressão geopolítica dos EUA, compensar pela reorientação da energia na União Europeia, desenvolver a Sibéria e o Extremo Leste da Rússia e ligar-se à região do Pacífico-Asiático.

De novo na estrada (da seda)

A aliança estratégica agora simbiótica China-Rússia – com a possibilidade de estender-se na direção do Irã – é O FATO fundamental em campo nesse jovem século XXI. Terá extrapolações para os BRICS, para a Organização de Cooperação de Xangai, para a Organização do Tratado de Segurança Coletiva e para o Movimento dos Não Alinhados.

Claro que os laranjas & testas-de-ferro de sempre continuarão a “ensinar” e a “noticiar” que o único futuro possível tem de ser qualquer um, desde que liderado por império“benigno”. Como se bilhões de pessoas em todo o mundo real – inclusive atlanticistas bem-informados – fosse idiotas o suficiente para acreditar nisso. É. A unipolaridade pode estar morta, mas o mundo, ainda tem, tristemente, de arrastar às costas o cadáver da unipolaridade. Segundo a nova doutrina Obama, aliás, o cadáver anda “empoderando parceiros”.

Parafraseando Dylan (“I left Rome and landed in Brussels[1] [Deixei Roma e aterrissei em Bruxelas]), eu deixei São Petersburgo e aterrissei em Roma, para acompanhar mais um episódio da lenta decadência da Europa – as eleições parlamentares. Mas antes disso, tive a felicidade de viver uma iluminação estética.

Visitei um quase deserto Instituto de Manuscritos Orientais da Academia de Ciências da Rússia, onde dois pesquisadores importantes, extremamente dedicados e a quem muito agradeço, ofereceram-me um tour privado por algumas peças da coleção que bem se pode dizer que é a mais fantástica do planeta, de manuscritos asiáticos. Como viajante serial fanático da Rota da Seda, eu já ouvira falar de muitos daqueles documentos, mas jamais vira qualquer deles. Até que... lá estava eu, às margens do Neva, menino em loja de doces (históricos), imerso naquelas maravilhas de Dunhuang à Mongólia, em védico ou sânscrito, sonhando passadas e futuras Rotas da Seda. Por mim, lá ficava até o fim dos


 
 
 
 


 

sábado, 10 de maio de 2014

Acima da lei e da Justiça?

Acima da lei e da Justiça?

Quando chamo o governador Ricardo Coutinho de monarca ou soberano não estou fazendo pouco. Chamo porque estou sinceramente convencido de que ele se julga alguém melhor que os seus governados e concidadãos e autoridade maior que as autoridades maiores da Justiça. Estaríamos diante de um agente político acima da lei, portanto. Tiro pela reação de Sua Majestade a recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e do Tribunal de Contas da União (TCU), que reconheceram procedência às representações e denúncias segundo as quais o atual governo desrespeita e ofende as prerrogativas e atribuições dos procuradores de carreira do Estado. E que reação teria sido essa? Nenhuma, respondo.
Nenhuma porque não se tem conhecimento de que o governador tenha obedecido a qualquer das decisões a que me referi, ou seja, aquelas que proíbem o governo de continuar atribuindo a comissionados - e não a procuradores - a elaboração de pareceres sobre licitações e contratos realizados em todas as secretarias e outros órgãos do mesmo tope.Não se tem notícia, por exemplo, de que o nosso imperador tenha interrompido tal prática‘só porque’ o Ministro Celso de Mello, decano do Supremo, decidiu mês passado favoravelmente a uma ação dos procuradores contra a usurpação das competências exclusivas da categoria por pessoas que exercem cargos de confiança de governo, não de Estado.
Nada há indícios, também, de que o supremo daqui tenha se dobrado à supremacia de decisões como aquela do nosso Tribunal de Justiça, que mandou extinguir uma Procuradoria Jurídica da Polícia Militar sob direção de profissionais estranhos ao quadro de procuradores do Estado. Por essas e outras, também não há garantia alguma de que o governador vá atender a uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) de não aceitar pareceres e outras manifestações jurídicas que não sejam de autoria dos procuradores do Estado nos contratos e licitações de obras financiadas na Paraíba com recursos federais.
A decisão do TCU afeta de cara o Centro de Convenções de João Pessoa, onde estariam ocorrendo irregularidades nas licitações para obras e serviços complementares, conforme denúncias já encaminhadas à Secretaria de Fiscalização de Obras (Secob) daquele Tribunal.O encaminhamento foi obra do Ministro José Múcio Monteiro, relator de ação julgada semana passada pela 1ª Câmara do TCU. A vitoriosa ação tem a assinatura da Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal (Anape) eda Associação dos Procuradores do Estado da Paraíba (Aspas-PB).

Caso Manoel Mattos no TRF

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região, com sede em Recife (PE), julga hoje o pedido de desaforamento do júri popular dos acusados pelo assassinato do advogado Manoel Mattos, defensor dos Direitos Humanos executado a tiros em 24 de janeiro de 2009 em uma casa na praia de Acaú, município de Pitimbu, Litoral Sul da Paraíba.Por questões de segurança (ou da falta dela em nosso Estado), o Ministério Público Federal (MPF) e a assistência de acusação, representada pelo advogado Eduardo Fernandes de Araújo, querem em Recife e não mais em João Pessoa o julgamento das pessoas apontadas como mandantes e executoras daquele crime.
Eles pediram o desaforamento ano passado, quando o Tribunal do Júri Popular marcado para 19 de novembro foi dissolvido. Naquela data, o número de jurados que atendeu à convocação da Justiça Federal foi insuficiente para formar o chamado Conselho de Sentença. Um novo júri foi marcado para 5 de dezembro de 2013, mas suspenso um dia antes por força de liminar concedida pelo TRF-5 ao MPF e assistentes. Segundo nota divulgada anteontem por três entidades (Dignitatis – Assessoria Técnica Popular, Justiça Global e Rede Social de Justiça e Direitos Humanos) que acompanham o Caso Manoel Mattos, o pedido de desaforamento está fundamentado em ‘fortes indícios’ de que o julgamento na Paraíba pode“trazer prejuízos ao bom e correto trâmite processual e, sobretudo, a dificuldade de garantir um procedimento imparcial e seguro em virtude da situação dos jurados, dos familiares da vítima e das testemunhas”.

A bandeira rasgada da Paraíba
As jornalistas Verônica Guerra e Edileide Vilaça, da CBN João Pessoa, ficaram indignadas com algo que viram no último final de semana em Brasília. Porque viram uma esfarrapada bandeira da Paraíba, rasgada e faltando pedaço, no meio de outras novinhas em folha que compõem a Alameda dos Estados, uma das atrações turísticas da Capital da República, localizada em frente ao Congresso Nacional.
Ontem, durante participação deste colunista no programa matinal que leva o nome da emissora, o assunto da bandeira foi retomado. Edileide e Verônica lamentaram a omissão, desconhecimento ou indiferença dos nossos deputados federais e senadores diante de um fato que bem poderia ser notado por qualquer dos nossos congressistas. Minutos após aqueles comentários, recebi ligação do Deputado Ruy Carneiro, dando ciência de gestões suas pela imediata substituição da bandeira rota por uma inteira.
Ele manteve contato com a Secretaria de Turismo do Governo do Distrito Federal, responsável pelo monumento. Quem falou com o Deputado disse que foi aberta licitação para renovar as bandeiras. Disse também que por conta do rubro-negro do nosso ‘pavilhão’ a bandeira da Paraíba é muito visada por vândalos que torcem contra ou pelo Flamengo. Não creio ser essa a razão. De qualquer modo, Ruy vai tentar uma bandeira nova para doar ao GDF. Se não conseguir logo, sem problemas. Já tem as medidas e sabe que precisa comprar tecido de paraquedas para mandar fazer uma.


Fonte: Coluna de Rubens Nóbrega