terça-feira, 21 de junho de 2016

Moro não sumiu: foi sumido


Moro não sumiu: foi sumido

Paulo Nogueira

 


 

Moro sumiu.

 

Ou melhor: foi sumido.

 

Como as pesquisas do Datafolha e do Ibope, tão frequentes na desestabilização do segundo mandato de Dilma, Moro saiu do ar.

 

Ou, de novo: foi saído.

 

Você tira duas conclusões daí:

 

1) Moro, sem o circo da mídia, não é nada. A mesma coisa aconteceu com Joaquim Barbosa, hoje reduzido a um tuiteiro que tenta ganhar a vida com palestras.

 

2) Para despertar interesse da imprensa, a Lava Jato tem que mirar em Lula, Dilma e no PT em geral. Delações como as de Sérgio Machado são tratadas como assunto de segunda ou terceira classe pelos coroneis da mídia e seus fâmulos.

Moro e a Lava Jato têm apenas um propósito, para a plutocracia e sua voz, a imprensa: minar o PT. Se possível, exterminar.

 

Por circunstâncias que escaparam ao controle dos golpistas, as delações — sobretudo as de Machado — fugiram dos suspeitos de sempre, os petistas. Coisas infinitamente menos pueris que pedalinhos apareceram no caminho, mas foram previsivelmente subestimadas ou mesmo ignoradas por jornais e revistas.

 

Está claro que, fora do mundo de fantasia criado pelos plutocratas, o partido menos corrupto entre os grandes que estão aí é exatamente o PT.

 

Os demais, a começar pelo PSDB, puderam roubar com a voluptuosidade típica dos ladrões que sabem que não sofrerão castigo.

 

Mas não foi para demonstrar isso que a imprensa inflou Moro e a Lava Jato.

 

A não ser que forneçam novos panelinhos para os Marinhos e congêneres, Moro e os delegados da PF receberão o mesmo tratamento dispensado a Joaquim Barbosa: o esquecimento glacial.

 

Quando o STF vota impeachment de Temer?


Quando o STF vota impeachment de Temer?

 

Basta botar pra votar...

 

Paulo Henrique Amorim

 

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O amigo navegante se lembra da corajosa decisão do Ministro Marco Aurélio Mello de considerar que a Câmara deveria, sim, votar o impeachment de Temer, tal como fez com o da Dilma, naquela noite dos horrores.

 

A decisão, agora, cabe ao Presidente Lewandowski: mandar votar a decisão de Marco Aurélio.

 

Diante das irrefutáveis provas de que Temer recebeu propina – segundo a planilha do Machado - e sabia que se tratava de descarada roubalheira - nada mais sensato do que promover o impeachment do Traíra.

 

 Num domingo, também…

 

 E assim como traíram Cunha, quem sabe não traem Temer, para salvar a pele?

 

 Em tempo: quantos Mello há no Supremo?