segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Leonardo Boff: 'assusta-nos que os EUA estejam negociando duas bases militares com Macri'

Leonardo Boff: 'assusta-nos que os EUA estejam negociando duas bases militares com Macri'


'Há um projeto de recolonização da América Latina para torná-la cada vez mais uma zona de exportação de commodities e não agregue valor aos seus produtos'
Franciscano até 1992, Leonardo Boff concedeu uma entrevista ao jornal argentino Página/12, na qual narrou sua própria experiência perante a Inquisição e questionou o rumo do Brasil e da Argentina com a subordinação aos capitais transnacionais.
Este sujeito alto e bonachão de 77 anos que conversa com o Página/12 sobre sua preocupação com o Brasil e a Argentina é o mesmo que em 1992 decidiu abandonar os hábitos quando era padre franciscano e o Vaticano o ameaçava outra vez com a mesma condenação já sofrida em 1985: o silêncio. E o silêncio não era a especialidade de um dos fundadores da Teologia da Libertação.
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'Minha causa era justa: a dos pobres do mundo. Continua a ser a mesma. Do contrário, olhe para o que está acontecendo no continente'
Segue sem gostar de ficar calado. Boff recebe este jornal em um hotel simples de Palermo. Ao meio-dia esteve conversando com a presidente da Associação das Mães da Praça de Maio, Hebe Bonafini, no programa de rádio do ex-embaixador no Vaticano Eduardo Valdés, seu amigo.
Às 17h, de um domingo raivoso e olímpico, Boff deve ser o único ser humano que não assiste tênis pela televisão. Chega a fotógrafa do jornal. Enquanto posa para a fotógrafa, conta que faz muitos anos explicou o que era a mística diante de um fotógrafo de O Globo. Quando cruzou os braços, ficou em posição de dar banana.
– Escreveram que eu tinha dado banana ao Papa – narra Boff com cara divertida. Aqui se diz assim?
Não, mas usamos muito o gesto.
Evidentemente publicaram essa foto.
E era verdade que você deu banana ao Papa?
Não. Até teria gostado, mas não podia. Nesse momento, João Paulo II já me tinha imposto o silêncio.
O Vaticano não o silenciou de qualquer modo. Em 1985, condenou-o ao silêncio quando ainda era padre. Antes foi julgado pela Congregação para a Doutrina da Fé, como se chama agora a velha Inquisição. Era Joseph Ratzinger, que em 2005 seria entronizado papa como Bento XVI.
– O prédio está à esquerda da grande praça, para quem vai na direção da Basílica de São Pedro. Foi uma experiência terrível. Entrei por um longo corredor ao qual davam galerias com tapetes vermelhos. Em um determinado momento vi ao fundo uma porta muito pequena. Tive que me abaixar, porque percebi que erguido não entraria. É uma área escura e tenebrosa. O cardeal estava sentado em seu lugar, sobre um tablado a meio metro do chão. Tudo claro: ele estava acima de mim. Ao lado já se havia sentado o notário. Fizeram-me sentar na mesma cadeira onde esteve sentado Galileu Galilei, e não é uma metáfora: era a mesma cadeira. O interrogatório foi duro. O cardeal Ratzinger aceitou que em uma das partes eu pudesse falar com ele junto com dois cardeais brasileiros, Paulo Evaristo Arns e Aloísio Lorscheider.
Escolheu dois cardeais progressistas.
Sim, em um momento éramos três contra um. Disseram-lhe que a teologia escrita por mim era boa para as comunidades. Ratzinger tinha escrito artigos criticando-a. Um dos cardeais lhe disse que ele tinha feito a escolha de um gramático, em vez de um engenheiro, para construir uma ponte. “Venha a Fortaleza, fale com os camponeses, reze com eles e conosco, participe de nossas celebrações e depois dê sua opinião”, lhe propus. Ratzinger tremia. “Não posso fazer isso, não é tradição do Santo Ofício sair daqui”. Psicologicamente, isso é muito forte, porque para cada pessoa da Igreja representa toda uma história e então alguém pode se sentir sozinho e abandonado. Levei o apoio escrito de 100 mil pessoas de todo o mundo, incluindo um cardeal coreano e outro filipino.
Minha causa era justa: a dos pobres do mundo. Continua a ser a mesma. Do contrário, olhe para o que está acontecendo no continente.
Ou por um golpe, como no Brasil, ou pelo voto, como na Argentina, na América Latina avançam os processos neoconservadores. Por quê?
Há uma nova guerra fria que se trava entre os Estados Unidos e a China. A China está entrando na América Latina e o Brasil pertence aos BRICS. Então, ao atacar o Brasil, atacam a China e seus enormes investimentos: somente no ano passado investiu 54 bilhões de dólares em uma ferrovia que une o Atlântico ao Pacífico. Também investiu em portos e infraestrutura, obviamente para favorecer as exportações para a China.
E o que querem, segundo você, os Estados Unidos?
Não veem com bons olhos o avanço das relações com a China, porque eles querem controlar o continente. A ideia chave do Pentágono é dupla. Por um lado, um só mundo, um só império. Por outro lado, cobrir todos os espaços. Assunta-nos o fato de que os Estados Unidos estejam negociando com Mauricio Macri duas bases militares: uma na Patagônia e a outra nos limites entre o Brasil, Paraguai e a Argentina, perto do maior aquífero de água doce do mundo.

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É verdade que o Papa disse que o processo no Brasil é “obra dos capitalistas”?
O Papa se aproximou muito da Dilma e a Dilma se entusiasmou muito com ele. Sempre buscou saudá-lo em cada viagem à Europa. Mas, além disso, o Movimento Sem Terra tem o apoio do Papa. Em uma das viagens ao Vaticano, os dirigentes se fizeram acompanhar pela atriz brasileira Letícia Sabatella. Letícia contou a situação e disse que a principal coisa era defender a democracia, porque atacar a Dilma era atacar a democracia, e a fragilização da democracia, disse ela, traria formas violentas de repressão social. Ao ouvi-la, o Papa teria lhe dito: “É obra do capitalismo. Do capitalismo do Brasil e do capitalismo transnacional”.
O que os capitalistas querem fazer e que não puderam fazer antes e necessitam de governos conservadores?
Penso que o Papa viu que o neoliberalismo, que dá mais valor ao mercado que ao bem comum, produz uma grande marginalização e uma grande pobreza. Os 40 milhões que foram tirados da fome no Brasil começam a voltar à sua situação original. No Brasil, como se sabe, o vice-presidente, que assumiu como presidente interino, demitiu o gabinete da Dilma e atacou o Ministério do Bem-Estar Social e da Reforma Agrária. Os projetos sociais têm cada vez menos financiamentos. A Cultura passou de ministério a uma subsecretaria na Comunicação. Temer cortou a metade dos subsídios destinados às universidades públicas.
O Papa entendeu, na minha opinião, que o golpe parlamentar sem baionetas busca o mesmo efeito antes buscado pelo golpe militar: reforçar o grupo dos grandes capitalistas nacionais articulado com os capitalistas transnacionais em função de uma acumulação maior, o que se faria privatizando os bens nacionais. A produção seria para a exportação. Há um projeto de recolonização da América Latina para torná-la cada vez mais uma zona de exportação de commodities e não agregue valor aos seus produtos. Que exportemos matérias-primas puras. Soja ou minerais, seja lá o que for...
Neste cenário, a América Latina forneceria bens que não existem em outros lugares. O Brasil tem mais de 70 milhões de hectares de terra para produzir. O Brasil sozinho poderia saciar a fome de todo o mundo. E temos água de sobra. Isso cairia sob o controle do grande capital privatizado ou internacionalizado. O Papa se dá conta do fenômeno e de que os pobres voltarão à miséria e à fome.
Thomas Piketty, que escreveu o livro O Capital no Século XXI, disse que onde entram as relações sociais do capital a primeira coisa que aparece é a desigualdade. O capital é bom para o enriquecimento e ruim para a distribuição e a justiça social. É a última fase da acumulação capitalista. Há pesquisas muito interessantes do economista Ladislau Dowbor. Um dos seus artigos resume uma pesquisa suíça que revelava a existência de 737 megacorporações que controlam 87% dos fluxos econômicos e financeiros do mundo. Eles decidem investir, onde roubar riquezas e dólares, quais partidos apoiar e que governos desestabilizar. Paraguai, Honduras, Brasil.
A tendência também se confirma com as políticas de Mauricio Macri. Na Argentina, o Estado assume uma política privatista e não discute mais com a sociedade. Dialoga com as empresas. No final do socialismo e mais ainda após o seu término, Ronald Reagan e outros presidentes se propuseram a aplicar o capitalismo puro. Não há sociedade, mas indivíduos. E os indivíduos comem-se uns aos outros, não cooperam entre si. José Graziano, diretor da FAO, informou que até a crise de 2008 havia 800 milhões de pessoas passando fome no mundo e que agora há cerca de um bilhão. A acumulação da riqueza concentra-se em um núcleo cada vez menor.
Por que menciona especialmente Macri em sua descrição?
Porque não se pode analisar a Argentina ou o Brasil somente a partir de um dos dois países nem analisar os dois maiores países da América do Sul, sem analisar a tentativa dos Estados Unidos de alinhar os países dentro da estratégia imperial. O Brasil tem um mercado de mais de 200 milhões de habitantes. Em 13 anos de PT no poder ficou demonstrado que há dois projetos em jogo. Os dois querem ser democráticos. Mas a democracia neoliberal é para poucos. Faz políticas ricas para os ricos e políticas pobres para os pobres.
No relato sobre a visita de Letícia Sabatella você citava quantos super-ricos há no Brasil.
Sempre recordo esse número: 71.400 super-ricos que controlam mais da metade do Produto Interno Bruto. Sobre uma população de 210 milhões de habitantes. O Banco Mundial já disse que a maior acumulação de capital acontece no Brasil. São os capitalistas mais antipopulares e mais antissociais, têm grande parte das fortunas no exterior, em paraísos fiscais, e operam por meio de sociedades off-shore. É um exemplo, justamente, dos dois tipos de democracia. A reduzida, de Estado mínimo e mercado máximo, com o ataque aos projetos sociais. O outro tipo de democracia, que no Brasil foi o de Lula, é o de democracia inclusiva, aberta a todos. O dado dos 71.400 super-ricos é do IPEA, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. É muito sério. A correlação mundial de forças não permite que possamos impedir a acumulação do capital. Mas, pelo menos, podemos colocar-lhe algum limite. Devemos fazê-lo.
* Texto publicado originalmente em espanhol pelo site Página/12 e em português pelo IHU com tradução de André Langer

A sociedade pernambucana precisa saber!

A sociedade pernambucana precisa saber!



Os cidadãos pernambucanos 
precisam estar atentos às iminentes consequências do Projeto de Lei Complementar nº 945 de 2016, que tramita atualmente em regime de urgência na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Encaminhado pelo atual governador Paulo Câmara, o projeto se apresenta com o pretenso propósito de favorecer os Gestores Governamentais concursados, por meio de sua cessão indiscriminada para outros órgãos e poderes, sejam municipais, estaduais ou federais.  Significa dizer, por exemplo, que os impostos pagos pelo cidadão pernambucano passariam  a ser mal empregados, uma vez que esses servidores não mais atuariam necessariamente no estado, desvirtuando-se a finalidade maior de seus cargos: trabalhar para a população  local.
Criadas para concretizar o modelo de gestão implantado em Pernambuco desde 2010, e que trouxe ganhos significativos para o estado no tocante aos recursos públicos, a transferência mal planejada desses servidores não atende à consecução de nenhuma atividade de finalidade pública, e, portanto, não se justifica.
É exatamente essa migração indiscriminada de Gestores Governamentais que o PLC 945/2016 possibilita, ao ferir frontalmente os critérios legais de cessão já existentes.
Como está sendo apresentado à casa legislativa, o PLC 945/2016 parece tratar-se tão somente de um dispositivo legal sobre a atuação dos cerca de 600 Gestores, sem repercussão negativa na execução de suas atividades.
No entanto, ao descentralizar desordenadamente a atuação  dos integrantes dessas carreiras, o projeto de lei enfraquece o elogiado e premiado Modelo Integrado de Gestão,  o modelo de gestão pública ora vigente, delineado pelo então governador de Pernambuco Eduardo Campos.
O Modelo Integrado de Gestão foi criado com o objetivo de racionalizar a aplicação dos recursos públicos, aprimorar a entrega de bens e serviços públicos à sociedade, com eficiência e efetividade, e ampliar o desempenho geral do Governo do Estado, prevendo a criação de um sistema de controle social; um sistema de planejamento e gestão; um sistema de gestão administrativa e um sistema de controle interno. É justamente na integração desses sistemas que se dá a atuação dos Gestores Governamentais.
Nos últimos seis anos de atuação dessas três carreiras, os avanços são significativos e de grande impacto econômico e social, refletindo em diversos âmbitos do setor público, tais como:
  • Licitação
  • Frota
  • Patrimônio
  • Desenvolvimento de Pessoas – capacitação corporativa e avaliação de desempenho
  • Energia elétrica – economia de R$ 500.000,00
  • Leilão de bens móveis e inservíveis – aumento da receita em R$ 776.000,00

É importante que a sociedade entenda que, atualmente, as leis complementares 117,118 e 119, que criaram as carreiras de Gestores Governamentais no estado de Pernambuco, vedam a cessão indiscriminada desses profissionais, estipulando limite máximo de servidores a serem cedidos. Esses dispositivos legais salvaguardam a atuação desses servidores, a fim de evitar o esvaziamento e desvirtuamento do quadro estratégico de pessoal, no âmbito do Poder Executivo Estadual, que, mediante o planejamento, desenvolvimento e monitoramento das políticas públicas, colabora com a prestação de serviços à sociedade e com a adequada aplicação de recursos públicos, sempre com vistas à melhoria da sua qualidade.
Todavia, o PLC n° 945/ 2016, que altera essas leis complementares, as modifica em dois aspectos fundamentais: a retirada desses limites de cessão não apenas para o Estado, mas para toda e qualquer esfera e Poder; e a retirada da condição de cessão que garante aos Gestores o exercício exclusivamente em cargos de nível gerencial, correspondentes assim à natureza original das suas funções, da carreira e da sua qualificação.
As mudanças impostas pelo PLC nº 945/2016, vale pontuar, trarão prejuízos em vários aspectos no que concerne ao Estado, ao Modelo Integrado de Gestão, à carreira dos Gestores Governamentais e à sociedade.
No que se refere ao Estado, o quadro estratégico de Pessoal qualificado sofrerá esvaziamento, por duas vias, quais sejam, a possibilidade de exercício dos Gestores Governamentais nos Poderes e esferas distintos do Governo estadual, como Tribunais e Prefeituras, atendendo a interesses particulares destes servidores e órgãos, em detrimento ao objetivo para o qual foram nomeados pelo Estado de Pernambuco, com fins de melhorar o desempenho de sua gestão. A outra via é o risco de esvaziamento causado pelo próprio Estado através de um eventual Governo que não dê continuidade ao objetivo de melhoria da gestão pública, inerente ao Modelo Integrado de Gestão.
Há ainda a perspectiva de o prejuízo ocorrer no âmbito financeiro, já que o PLC possibilita a percepção de Adicional de Incentivo, intrínseco às atividades da carreira, para o Gestor Governamental que esteja cedido, independente das atividades que estejam exercendo, provocando considerável aumento de gastos ao Estado de Pernambuco.
Em relação ao Modelo Integrado de Gestão, o PLC atinge-o de duas formas, tornando-o inoperante pela ausência de mão-de-obra necessária para realizar, satisfatoriamente, as ações de gestão e de eficiência da máquina pública, além de eliminar a noção de corpo técnico gerencial qualificado para atuação de forma estratégica na Gestão, conforme o propósito desse Modelo.
No tocante ao prejuízo à carreira, a efetivação do PLC acarretará, consequentemente, na total desarticulação dos Gestores Governamentais, por meio da dispersão generalizada de pessoal para órgãos de fora do Poder Executivo Estadual, inviabilizando a sua articulação em forma de Associação para promover a garantia das condições de trabalho necessárias à consecução adequada e satisfatória das responsabilidades e competências a eles incumbidas pelo Modelo de Gestão e almejada pela sociedade pernambucana. Com a aprovação do PLC, a carreira ficaria desprotegida, à mercê dos Governos de ocasião, e fadada à desvalorização e ao definhamento.
Quanto à sociedade, o PLC destrói a carreira, inviabiliza o Modelo Integrado de Gestão e esvazia o Estado de Pernambuco de seu quadro estratégico de pessoal. Todos estes desdobramentos ensejam graves e diretos prejuízos à prestação de serviços à sociedade, uma vez que geram atrasos, paralisações, desperdícios, ineficiência e perda de qualidade tanto na burocracia da Administração, como nos resultados finais para os cidadãos pernambucanos, observado que os Gestores são responsáveis, dentre outras áreas, pelas licitações, patrimônio, folha de pagamento, orçamento, monitoramento, controle interno do estado e controle de pessoal, funções essas que têm impacto direto nas entregas de serviços, benefícios e obras do Estado à população pernambucana. 
É inadmissível que a sociedade esteja pagando salários de padrão gerencial e nível superior para servidores que poderão vir a executar atividades de nível que não condizem com a sua alta qualificação, seja no Estado de Pernambuco ou fora dele. Tal ato demonstraria expressa falta de zelo com o Erário, apto a ser questionado pelos órgãos de controle da sociedade, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado, além dos entes de controle social como órgãos de imprensa e organizações não governamentais.
Ressaltamos ainda o fato de não ter havido diálogo entre as categorias representativas e o Governo, tendo o projeto de lei sido elaborado à revelia dos integrantes dessas carreiras.
Por tudo já exposto, é crucial a retirada imediata de pauta do PLC 945/2016.
Pernambuco só tem a ganhar.

Fonte: Agad/PE

Conheça a Bolsa Pódio e os programas sociais que beneficiam atletas que levaram medalhas na Olimpíada Rio 2016


 
 Em todos os países do mundo o apoio do Estado é importante para que atletas nacionais ganhem medalhas nas Olimpíadas. No Brasil não é diferente os atletas e esportistas  brasileiros foram apoiados com bolsas fornecidas pelas Forças Armadas ou pelos governos federal e estaduais. Em competição mundial o que vale é o esforço individual apoiado por governos. e a tal de iniciativa  privada só se interessa por lucros ou manipulação comercial e nem sempre isso coincide com interesses do país. O neoliberalismo mascara e falseia essa questão. Abs Jacob  
 
Conheça a Bolsa Pódio e os programas sociais que beneficiam atletas que levaram medalhas na Olimpíada Rio 2016  
 
 
Postado em 19 Aug 2016




Rafaela foi uma entre os muitos atletas beneficiados pelos programas sociais 

Rafaela foi uma entre os muitos atletas beneficiados pelos programas sociais
Negra, moradora da favela, lésbica e militar da Marinha, Rafaela Silva foi a primeira medalha de ouro do Brasil na Olimpíada de 2016. Sensação nas redes sociais, ela foi  beneficiada diretamente do Bolsa Pódio, programa social do primeiro governo Dilma Rousseff, o desempenho da atleta levantou discussões sobre o papel dessas iniciativas na preparação de esportistas de ponta.
Rafaela não foi a única. Thiago Braz, um jovem de 22 anos, superou o recordista Renaud Lavillenie para chegar no ouro no salto com vara e também foi beneficiado pelo programa. Isaquias Queiroz, prata na canoagem, recebeu também a bolsa.
Para entender: a Bolsa Pódio foi concebida originalmente em uma lei de número 12.395, de 16 de março de 2011. Para entrar no programa, somente os 20 melhores atletas do ranking mundial ou na prova específica da modalidade podem fazer parte.
Há quatro grupos em que os atletas brasileiros poderiam se enquadrar. Se estivesse entre a 17ª e a 20ª posições, a judoca receberia R$ 5 mil de bolsa para estimular o seu desempenho. Na faixa entre a 9ª e a 16ª posições, o esportista recebe R$ 8 mil. Entre a 4ª e a 8ª posição, a bolsa sobe para R$ 11 mil. O financiamento máximo é de R$ 15 mil, para a 1ª, 2ª e 3ª posições nos rankings.
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Se o atleta cumprir os critérios e ter indicação por sua confederação esportiva, em conjunto com o Comitê Olímpico do Brasil (COB), ou pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), será necessário enviar um plano esportivo para análise.
O documento será analisado pelos membros do COB (ou CPB), da confederação e do Ministério do Esporte. Depois de aprovado em todas as frentes, o contemplado tem seu nome publicado no Diário Oficial. A bolsa vale por 12 meses e pode ser renovada.
Rafaela Silva recebeu o benefício desde sua participação em 2012 na Olimpíada de Londres, quando foi desclassificada por dar um golpe ilegal contra a húngara Hedvig Karakas. Na época, ela foi chamada de a “vergonha da família”, mas superou o trauma e venceu quatro anos depois.
A bolsa ajudou tanto Rafaela que ela fez campanha pela presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014, justificando seu voto. Além dela, dos 14 judocas brasileiros na Olimpíada, 13 recebem ajuda do programa petista.E o benefício de 2011 não foi o único para ela.
Pelo menos oito medalhistas brasileiros vieram do setor militar. O governo federal concede ainda mais incentivos financeiros para atletas alistados.
Rafaela Silva, por exemplo, é integrante da Marinha. Como terceiro sargento, ela faz parte do Programa de Atletas de Alto Rendimento do Ministério da Defesa com o Ministério do Esporte.
A iniciativa ocorre com alistamento voluntário que leva em conta medalhas que a judoca conquistou anteriormente, que contam como pontos. Integrada ao programa, Rafaela recebe um soldo, 13º salário, plano de saúde, férias, direito à assistência médica, incluindo nutricionista e fisioterapeuta, além usar todas as instalações esportivas militares adequadas para seu treinamento.
Este outro programa foi lançado em 2008, durante o segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O programa consome pelo menos R$ 18 milhões e é inspirado em experiências bem-sucedidas em países como Alemanha, China, Rússia, França e Itália.
As duas bolsas, combinadas, mostram como os atuais militares e os governos de Lula e Dilma prepararam nossos atletas para esta Olimpíada.
 

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REQUIÃO DENUNCIA: “QUEREM ME EXCLUIR DO PMDB PORQUE NÃO SOU LADRÃO”