quinta-feira, 4 de maio de 2017

Atos de 1º de Maio ecoam 'Fora Temer' e repúdio a reformas

02/05/2017 15:33 - Copyleft

Atos de 1º de Maio ecoam 'Fora Temer' e repúdio a reformas

Em São Paulo, organizadores estimam 200 mil pessoas que participaram de ato da CUT, CTB e Intersindical. Manifestação da Força também criticou presidente


Vitor Nuzzi, da RBA
PAULO PINTO / AGPT
São Paulo – Os atos de 1º de Maio tornaram-se manifestações de repúdio ao governo Temer, com mais intensidade no protesto convocado pela CUT, CTB e Intersindical em São Paulo, com presença das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo. Mesmo com dificuldades com o poder público municipal, os organizadores estimaram em 200 mil o número de participantes, entre a Avenida Paulista, onde o ato começou, e a Rua da Consolação, por onde seguiu uma passeata no final da tarde até chegar à Praça da República, na região central, palco de apresentações musicais, que iriam até a noite. 
 
Sindicalistas e ativistas responderam ao governo Temer, que teve alguns porta-vozes falando em "fracasso" da greve geral da última sexta-feira. "Fracasso é o seu Temer, é o golpe que ele deu e já está indo por água abaixo", reagiu o coordenador da Frente Povo Sem Medo e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. "Com mais de 90% de rejeição, (o governo) quer aprovar reformas infames."
 
Durante a manifestação, ele afirmou que a greve de sexta tem três presos políticos, acusados de agir contra a ordem pública. "Foram presos com acusações absurdas, sem nenhuma prova. Ordem pública é o povo com casa, é trabalhador com direito. Nós é que defendemos ordem pública", disse Boulos. Em referência a uma das acusações contra os militantes – provocar incêndio –, ele respondeu: "Se acham que vão nos intimidar, estão enganados. Agora é que vão ver o que é incêndio".
 
A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, condenou a violência policial e citou a agressão ao estudante ante Mateus Ferreira da Silva, da Universidade Federal de Goiás (UFG), integrante do Centro Acadêmico, sexta-feira, em Goiânia. "Ele foi barbaramente espancado e gravemente ferido", lembrou Carina. "Nós lutamos pelo futuro do Mateus e pelo direito de lutar." E a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, destacou, além desses dois episódios, a invasão ocorrida à sede da entidade, na noite de sexta.
 
Defensor do impeachment de Dilma Rousseff, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical e do Solidariedade, também falou em novas paralisações contra as reformas. "Se o governo não entendeu, vai ter mais", afirmou durante a festa da central, na praça Campo de Bagatelle, zona norte da capital paulista. O ato da CSB, no Sambódromo, também na região norte, teve mais críticas ao presidente Temer. "Essa reforma trabalhista vai acabar com os direitos históricos dos trabalhadores, com a Justiça do Trabalho e com o Ministério Público", disse o presidente da central, Antonio Neto. A entidade organizou em 50 mil o número de presentes. Já a Força falou em 700 mil.
 
O ato de CUT, CTB e Intersindical ocorreu em clima tranquilo, mas teve alguns incidentes. Pela manhã, os sindicalistas não puderam estacionar o carro de som diante do vão livre do Masp, como previsto. Tiveram de parar alguns quarteirões adiante, na esquina da Paulista com a Rua Haddock Lobo, perto de um prédio residencial, o que provocou reclamações dos moradores. "Eu disse ao síndico que isso é culpa do Doria (o prefeito João Doria, do PSDB), não é culpa nossa", afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas. Durante a manifestação, o prefeito foi várias vezes "lembrado" nos discursos.
 
Outro incidente ocorreu já na passeata pela Rua da Consolação, após os manifestantes deixarem a Paulista, rumo à Praça da República. No início do percurso, a Polícia Militar impediu o acesso de um caminhão de som. Sindicalistas tentaram negociar, chegaram a anunciar um acordo, mas depois informaram que a PM "confiscou" as chaves do veículo, que permaneceu parado, enquanto a marcha continuou. Mais adiante, uma senhora em um prédio provocou manifestantes com um "pixuleco" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e foi vaiada. Por outro lado, crianças em uma ocupação gritavam "queremos moradia" e "Fora Temer".

 



Mídia
Vagner destacou a importância do movimento de sexta-feira contra as reformas e o papel da imprensa. "A greve geral foi pauta no mundo inteiro, em toda a mídia mundial E a mídia golpista escondeu. Precisamos imediatamente voltar a ter democracia no Brasil e fazer o marco regulatório dos meios de comunicação. Acho que a greve geral foi a gota d´água."
 
Segundo ele, a paralisação mostrou apoio popular e reprovação da sociedade contra as "reformas" da Previdência e trabalhista. "Estamos na ofensiva e temos de continuar. Vamos ocupar Brasília integralmente e não permitir que haja votação de retirada de direitos." Na próxima quinta-feira, representantes de todas as centrais e de movimentos sociais vão se reunir para discutir os próximos passos. Mas amanhã uma comitiva de sindicalistas vai a Brasília conversar com o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), e com a bancada do partido, para articular a resistência na Casa, para onde seguiu o substitutivo de mudança da legislação trabalhista.
 
Os discursos também defenderam a antecipação das eleições gerais de 2018 para este ano. "Nada funciona no Brasil porque não há credibilidade", disse o presidente da CUT.
 





O vice do PCdoB, Walter Sorretino, propôs a formação de uma "grande frente ampla para defender a democracia". "Esse governo usurpador colocou o país num grande impasse", afirmou. "Além de retirar direitos, o governo golpista vem aumento a repressão contra os movimentos sociais", acrescentou o presidente nacional do PT, Rui Falcão, também a favor a antecipação das eleições. "Em vez da PEC da Previdência, queremos a PEC das diretas." Também usaram o palco representantes do Psol, PCO e PCR. Entre os políticos presentes, estavam os deputados federais Arlindo Chinaglia, Carlos Zarattini (ambos do PT-SP) e Ivan Valente (Psol-SP), além do vereador paulistano e ex-senador Eduardo Suplicy (PT).
 
Já na República, os shows começaram com a apresentação do grupo As Bahias e A Cozinha Mineira. "Todos juntos contra a reforma da Previdência", afirmaram, também com homenagens ao cantor e compositor Belchior, que morreu neste final de semana. Depois iriam se apresentar Leci Brandão, MC Guimê e Emicida.


Créditos da foto: PAULO PINTO / AGPT

Em tempos de selvagem competição capitalista, de onde vem a propina?

02/05/2017 15:40 - Copyleft

Em tempos de selvagem competição capitalista, de onde vem a propina?

Bancos e empresas sempre se opõem a tributos que tendem a contribuir para o monitoramento da legalidade das operações financeiras e as relações corruptivas


Marcio Pochmann
CC 2.0 - ALIS_PHOTOK_WIKIMEDIA
O tema da corrupção tem sido continuamente colocado como central no Brasil de hoje pelos meios de comunicação, assim como transcorreu no período que antecedeu o golpe de estado de 1964. Comparativamente ao mundo, contudo, a percepção de corrupção no Brasil em 2016, por exemplo, equivaleu a dos anos de 1998 e 2002, segundo a indicação adotada pela Transparência Internacional desde o ano de 1995 em quase duzentas nações. Nos anos citados, o índice no Brasil ficou em torno de 40 pontos, de acordo com os critérios da pesqusa da ONG.
 
Em grande medida, a temática da corrupção aparece nos meios de comunicação enquanto crítica neoliberal, tanto ao Estado, quanto ao sistema político. Destaca-se que a primeira reforma no sistema eleitoral, realizada em 1881, pela Lei Saraiva, teve como uma das razões principais, a redução do custo das eleições, que eram financiadas por proprietários rurais e senhores de escravos.
 
Com a introdução do título de eleitor, em pleno Estado mínimo dominante durante o regime monárquico (1822 – 1889), o Brasil reduziu a participação de cerca de 10% da população nas eleições, para apenas 1,5% dos brasileiros. A proibição do voto dos analfabetos foi a solução encontrada para diminuir o patrocínio eleitoral de parte dos donos do Brasil à época.
 
Passadas quase 14 décadas, o país convive com delações premiadas de parte dos donos do país que revelam esquemas sofisticados de propinas que parecem revelar novo modo da competição intercapitalista, dominada pelas grandes corporações transnacionais.
 
Em conformidade com a Transparência Internacional e o Anuário Estatístico das Empresas Participantes do Mercado Global dos Contratos Públicos, os casos de corrupção têm sido crescentes, aproximando-se de meio milhar ao ano.
 
Alguns casos mais recentes de corrupção – como o da Samsung e o governo sul-coreano; o da Volkswagen, nos Estados Unidos; das firmas de energia estadunidenses KMR/Halliburton e Enron Corporation, com parceria da Arthur Andersen; da empresa de segurança BAE Sytem, na Arábia Saudita e Estados Unidos; da Siemens em vários países; entre outros –, parecem emblemáticos de que, neste início do século 21, a corrupção tornou-se modalidade acentuada da competição capitalista.
 
Mas de onde viriam os recursos da corrupção? Da parcela dos lucros que não "aparece", uma vez que a organização da grande corporação transnacional circunscreve à sofisticada categoria de gestão dos recursos não contabilizados oficialmente e aplicados, geralmente, em paraísos fiscais.
 
Justamente aí que tende a se concentrar a fonte do propinoduto que provem da contabilidade fraudulenta, muitas vezes acobertada por empresas de auditoria e agência de avaliação de riscos. Tudo isso constituído por esquemas legais e ilegais de sonegação fiscal, que permitem maior folga na soma de recursos financeiros voltada ao uso da propina e sem tocar nos lucros e dividendos.
 
Neste sentido que vem à tona a lei 9.249, de 1995, que isentou – inédita e incomparavelmente – a cobrança de Imposto de Renda sobre os dividendos distribuídos a pessoas físicas no Brasil.
 
O volume de recursos liberados do fisco pode alcançar até 63 bilhões de reais ao ano, engrossa o lucro privado das empresas, podendo também servir a outros fins, associados às exigências atuais da competição intercapitalista.
 
Talvez por isso que qualquer tentativa de instituição da modalidade tributária como havia sido a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) encontre tão intensa reação no país, especialmente de parte de bancos e empresas.





 
Para além do efeito arrecadatório, este tipo de tributação tende a contribuir muito para o monitoramento da legalidade das operações financeiras e as relações corruptivas.
 
Marcio Pochmann é professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), ambos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)




Créditos da foto: CC 2.0 - ALIS_PHOTOK_WIKIMEDIA




Presos políticos do MTST são transferidos para Centro de Detenção Provisória

02/05/2017 15:27 - Copyleft

Presos políticos do MTST são transferidos para Centro de Detenção Provisória

Juracy, Luciano e Ricardo foram encaminhados para o CDP Vila Independência, na Vila Prudente; Militantes fazem ato de apoio aos presos nesta terça-feira


Da Redação - Brasil de Fato
Ray Rodrigues / Mídia NINJA
Na manhã desta terça-feira (2), os três militantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), que estão detidos desde a última sexta-feira (28), foram levados para o CDP, Centro de Detenção Provisória da Vila Prudente, em São Paulo (SP).
 
De dentro do carro que os levaria para o CDP, Juraci Alves dos Santos, um dos militantes presos afirmou que seguirá na luta e que se encontra bem, conforme registrou a reportagem da Rádio Brasil Atual.
 
“Continuar na luta, agora que eu sou mesmo MTST de verdade, gente. Se eu sou militante do MTST, agora é que eu vou ser mais ainda, avisa lá que tá tudo bem e o Jura está bem e vai resistir”
 
Ainda sem julgamento, os três militantes ficam presos no CDP, como explica o coordenador do movimento, Josué Rocha, à reportagem do Mídia Ninja:
 
"Centro de Detenção Provisória ou CDP é onde (o acusado) fica esperando o julgamento, quando foi preso em flagrante ou tem prisão preventiva decretada e ainda não foi julgado. E é pra lá que eles (os presos políticos) estão indo.”
 
Segundo Rocha, não há prova nenhuma para a prisão de Juraci Alves dos Santos, Luciano Antonio Firmino e Ricardo Rodrigues dos Santos. E que, portanto, a prisão tem motivações políticas: "A permanência deles na prisão tem meramente um caráter político, não há nenhuma prova que relacione eles a nenhum ato ilícito. Então eles querem, de fato, um exemplo mesmo em relação a um dia vitorioso, que foi o dia da greve geral."
 
Os três militantes foram detidos de forma ilegal em Itaquera, durante manifestação da greve geral contra as reformas trabalhista e da previdência na última sexta-feira. Eles são acusados de incêndio e explosão. No entanto, a única prova contra eles é a palavra dos próprios policiais, segundo os advogados do movimento.
 
Às seis da manhã desta segunda-feira, centenas de militantes do MTST participaram de um ato em solidariedade aos três presos políticos, em frente a 63ª DP da Vila Jacuí, na zona leste de São Paulo, onde eles estavam detidos.
 
Edição: Vivian Fernandes

Ataque fere 13 indígenas no Maranhão

02/05/2017 15:00 - Copyleft

Ataque fere 13 indígenas no Maranhão

Grupo com facões e armas de fogo ataca integrantes do povo gamela em área disputada por fazendeiros da região.Nos casos graves, dois tiveram mãos decepadas


DW
Agência Brasil
Ativistas denunciaram nesta segunda-feira (01/05) que um ataque com facões e armas de fogo deixou ao menos 13 indígenas do povo gamela feridos – três deles em estado grave. A ação ocorreu no domingo no Povoado de Bahias, em Viana, Maranhão.
 
Segundo denuncia o Conselho Indigenista Missionário (Cimi),  cinco indígenas foram baleados. Nos casos mais graves, dois deles tiveram mãos decepadas. A autoria do ataque está sendo investigada, mas a área é disputada por fazendeiros da região.
 
As informações iniciais são de que o ataque ocorreu quando os indígenas deixavam uma área retomada por eles no último dia 28 – e que eles já esperavam um contra-ataque. O território reivindicado pelo povo gamela é um dos que não foi demarcado pela Funai.
 
"Um deles levou dois tiros, uma bala está alojada na coluna e a outra na costela, teve as mãos decepadas e joelho cortados. O irmão dele levou um tiro no peito. Outro teve as mãos decepadas", relata integrante do Cimi que esteve com os índios hospitalizados em São Luís.
 
A Secretaria de Direitos Humanos do Maranhão informou que vai destacar uma equipe para investigar o caso e ouvir os indígenas transferidos para São Luís. De acordo com a secretaria, o governo do estado está agindo para garantir a segurança na área.
 
Esta não é a primeira vez em que os gamelas são alvo de ataque. Nos dois últimos anos, foram registradas duas tentativas de ataques a tiros, mas os suspeitos foram expulsos pelos indígenas.
 
Em 2016, o Tribunal de Justiça do Maranhão suspendeu a integração de posse da área. O pedido foi solicitado por um empresário da região e aceito pelo juiz local.


Créditos da foto: Agência Brasil

Temer, vaza!

02/05/2017 14:22 - Copyleft

Temer, vaza!

Como se sentiu na sexta, golpista? Não adianta fingir. Se desse, teria baixado o pau, né? Mas não baixou, porque lhe deu paúra. Gente demais. 30 milhões!


Eugênio José Guilherme de Aragão
André Coelho / O Globo
Como se sentiu na sexta-feira, golpista? Não adianta fingir. Se desse, teria baixado o pau, né? Mas não baixou, porque lhe deu paúra. Gente demais. Mais de 30 milhões de trabalhadores paralisados em todo o País. E seu ministro da porrada, aquele da bancada ruralista, chama isso de pífio. A raposa falando das uvas. Para quem não tem popularidade e é avaliado como o pior "governante" da história do Brasil, tanta gente na rua não é um bom presságio.
 
Pífios são vocês. Traidores mesquinhos. Gente feia. Smeargols. Poderia ter entrado para a memória como pacificador, dando apoio à Presidenta Dilma Rousseff e articulando sua base parlamentar, mas preferiu comprar bancada para golpeá-la pelas costas com o Eduardo Cunha, que hoje apodrece na cadeia em Curitiba. E agora você distribui cargos num descarado clientelismo, como se a República fosse res privata sua. A FUNAI, por exemplo, não serve mais aos povos indígenas, serve ao PSC, "é do André Moura"... Nada mais impressiona nesse arrastão que você e sua turma promovem no governo. Política indígena, assim como a educacional, a de saúde, a de moradia... tudo deixou de existir. As pastas que deveriam dar suporte às políticas públicas foram transformadas em regalos para os politiqueiros sem princípios que lhe dão apoio por pura ganância e ambição. Nunca o Brasil chegou tão baixo.
 
Já não nos comovem cenas deprimentes como aquela experimentada semana passada por seu ministrinho da falta de educação, o Mendoncinha, que gosta de conselhos de ator pornô. Saiu da Universidade Federal da Bahia cortando a cerca, para não ser vaiado pelos estudantes. Neste seu "governo", nada mais surpreende. Nem mesmo manter nos seus cargos oito ministros investigados por corrupção. 
 
Você conseguiu zerar o investimento público neste ano. Assaltou o BNDES, desviando 1 bilhão de reais de seus cofres. Tudo para debelar uma crise que você e os seus criaram para derrubar uma Presidenta eleita com 54 milhões de votos. Depois a aprofundaram a crise com um déficit primário artificial de 170 bilhões de reais, para distribuir 50 bilhões a amigos. E este ano quis fazer a mesma coisa, não fossem os cofres vazios.
 
Para alimentar sua rede de favores, resolveu desnacionalizar o Brasil, vendendo campos de petróleo a preço de banana para companhias estrangeiras, abrindo o mercado aéreo para empresas não brasileiras, permitindo a venda de terras a estrangeiros sem qualquer limite e por aí vai. É o jeito de manter seu cassino funcionando, né? Ou será o butim que coube a seus aliados do Norte na guerra que moveu contra nossa jovem democracia?
 
E acha que nós aceitamos pagar a conta desse seu jogo contra a sociedade? Claro que não. Quando as instituições se omitem na defesa da democracia, devolve-se ao detentor da soberania popular – ao povo – o direito de resistir à arbitrariedade. Somos nós os verdadeiros e originários guardiões da Constituição! Os próximos dias de seu "governo" serão seu ocaso. É bom se acostumar. Sexta-feira foi só o começo. Quem sabe a gente se surpreenda em algum momento próximo com um lampejo de dignidade que em toda sua vida não mostrou e possa aceitar seu pedido de renúncia na paz? Sonhar é de graça. Mas seria melhor assim. Seria melhor você sair pela porta dos fundos da história, para não ter que passar por seu corredor polonês pela frente.
 
Agora, se insistir nessa coisa bandida de destruição da previdência pública para enriquecer seus sócios de fundos financeiros e em pensar que o trabalhador brasileiro é otário e se submeterá a seu capricho de nos catapultar de volta para o regime constitucional de 1891, estará escolhendo o caminho mais doloroso. O povo vai se transformar no pior pesadelo de sua malta. Pense bem antes de testar. Ano que vem – ou até antes – haverá eleições. Ainda é tempo de recuar.
 
O dia 28 de abril de 2017 foi nossa primeira resposta, a da sociedade brasileira, ao espetáculo deprimente que você e seus ratos no Congresso protagonizaram em 17 de abril de 2016. Foi uma resposta à altura e é bom ouvi-la. Sua liga de super-heróis, a Rede Globogolpe e os MBLs da vida, não tem tamanho para enfrentar o que começamos sexta-feira. Quem viver verá.
 
Vaza, Temer, vaza!

PSDB QUER OFICIALIZAR ESCRAVIDÃO NO CAMPO

PSDB QUER OFICIALIZAR ESCRAVIDÃO NO CAMPO


Projeto de lei do presidente da bancada ruralista, deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), permite que as empresas não paguem seus funcionários apenas com salário, mas também mediante "remuneração de qualquer espécie", como oferta de moradia e alimentação, como na época das senzalas; a proposta específica para os trabalhadores rurais quer adotar o mesmo "espírito" do projeto votado na Câmara da reforma trabalhista: não tratar o trabalhador como um "coitadinho" e restringir o poder da Justiça do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho; o projeto aumenta ainda a jornada diária de trabalho para até 12h, por "motivos de força maior", permite a substituição do repouso semanal dos trabalhadores por um período contínuo, com até 18 dias seguidos, e autoriza a venda integral das férias dos empregados


247 – O deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), presidente da bancada ruralista, quer oficializar a escravidão para os trabalhadores do campo no Brasil. Esta notícia não é um exagero.

Depois da aprovação da Reforma Trabalhista do governo Temer, o objetivo agora é mudar as leis específicas para o trabalhador rural, com 192 itens que substituirão a legislação vigente.

A proposta do tucano quer adotar o mesmo "espírito" do projeto aprovado na Câmara na semana passada que acabou com a CLT: não tratar o trabalhador como um "coitadinho" e restringir o poder da Justiça do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho.

O projeto de lei de autoria do parlamentar tucano permite que as empresas não paguem seus funcionários apenas com salário, mas também mediante "remuneração de qualquer espécie", como oferta de moradia e alimentação, como na época das senzalas.

O texto aumenta ainda a jornada diária de trabalho para até 12 horas, por "motivos de força maior", permite a substituição do repouso semanal dos funcionários por um período contínuo, com até 18 dias seguidos, e autoriza a venda integral das férias dos empregados.

As alterações na legislação do trabalhador rural ficaram de fora do parecer do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), votado na semana passada, por um acordo da bancada ruralista com o governo.


NOTA CPT MARANHÃO: POVO GAMELA SOFRE ATAQUE PREMEDITADO DE FAZENDEIROS CONTRA SUAS VIDAS E LUTAS



NOTA CPT MARANHÃO: Povo Gamela sofre ataque premeditado de fazendeiros
contra suas vidas e lutas

NOTA CPT MARANHÃO: POVO GAMELA SOFRE ATAQUE PREMEDITADO DE FAZENDEIROS
CONTRA SUAS VIDAS E LUTAS
A Comissão Pastoral da Terra Regional Maranhão (CPT-MA) vem a público
denunciar mais um ato brutal de violência contra a vida dos povos da
terra, que desta vez atinge os indígenas Gamela, organizado em seu
território no Povoado de Bahias, município de Viana, Maranhão.
Na tarde deste domingo, 30 de abril, o povo Gamela sofreu um grave
ataque contra suas vidas e sua luta em defesa de seu Território. Nesta
ação, mais de 10 indígenas foram feridos, entre quais, três estão
internados em estado grave em Hospital de São Luís. Aldeli Ribeiro
Gamela foi atingido por um tiro na costela e um na coluna, e teve mãos
decepadas e joelhos cortados. O irmão dele, José Ribeiro Gamela, levou
um tiro no peito. O terceiro foi o indígena e agente da CPT/MA Inaldo
Gamela, atingido com tiros na cabeça, no rosto e no ombro.
Essa violenta ação aconteceu quando os indígenas decidiram sair de
uma área tradicional retomada, prevendo a violência iminente. Dezenas
de pistoleiros armados com facões, armas de fogo, e pedaços de madeira
atacaram os Gamela no momento em que deixavam o Território. Para se
protegerem, muitas pessoas correram e se esconderam na mata.
Não mais suportando a violenta invasão ao seu Território, os
indígenas intensificaram sua luta e decidiram por retomar seu
Território sagrado. Todavia, em contrapartida, a empreitada criminosa
dos que querem ver os indígenas extintos vem tomando força e ficando
cada vez mais explícita. Denunciamos, neste contexto, que a ação
criminosa e violenta ocorrida neste domingo foi planejada e articulada
por fazendeiros e pistoleiros da região, que, através de um texto no
_Whatsapp_, convocavam pessoas para o ataque contra os indígenas.
O governo do maranhão já havia sido avisado da situação conflituosa
na região e do risco de acontecer um massacre, mas, ao que consta até
o momento, nem a polícia havia sido deslocada até a área para tomar
as medidas cabíveis. Indigna-nos os discursos de incitação ao ódio,
racismo e a violência sistemática contra os povos indígenas, o que
foi feito pelo deputado federal Aloísio Guimarães Mendes Filho
(PTN/MA) ao conceder entrevista em rádio local após a retomada feita
pelos Gamela no dia 28.

Preocupa-nos ainda o alto índice de violência contra os povos e
comunidade tradicionais do Maranhão. Atualmente, há cerca de 360
conflitos no campo no estado, destes, somente em 2016 foram registradas
196 ocorrências de violência contra os povos do campo. 13 pessoas
foram assassinadas e 72 estão ameaçadas de morte.
DENUNCIAMOS MAIS ESTA VIOLÊNCIA E A IMINÊNCIA DE NOVOS ATAQUES!
EXIGIMOS DO GOVERNO DO ESTADO QUE FAÇA A SEGURANÇA DA COMUNIDADE
INDÍGENA QUE SEGUE AMEAÇADA!
EXIGIMOS O RECONHECIMENTO IMEDIATO DO TERRITÓRIO INDÍGENA GAMELA!
ENQUANTO HOUVER VIOLÊNCIA AOS FILHOS E AS FILHAS DESTA TERRA, NÃO
DESCANSAREMOS. SEGUIMOS LUTANDO!
Comissão Pastoral da Terra do Maranhão (CPT-MA)
1º de maio de 2017.

MAIS INFORMAÇÕES:
Clemir Batista: (98) 98246-7695
Rosimeire Diniz: (98) 99137-5726
[1]