sexta-feira, 26 de maio de 2017

Eleição direta no Brasil é saída para crise, diz editorial do jornal britânico The Guardian


Eleição direta no Brasil é saída para crise, diz editorial do jornal britânico The Guardian


Periódico afirma que últimos acontecimentos salientam a "hipocrisia" dos que derrubaram Dilma; eleitores devem ser ouvidos, afirma jornal britânico
Em editorial publicado nesta terça-feira (23/05) o jornal britânico The Guardian afirmou que a melhor solução para crise no Brasil seria “deixar os 143 milhões de eleitores dizerem como sair dela”. 
O editorial trata dos últimos escândalos envolvendo o presidente do Brasil, Michel Temer e menciona a gravação das fitas em que o político é ouvido supostamente negociando a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. A respeito das acusações e do inquérito aberto pelo STF contra o presidente, o jornal afirma que “o problema é o escândalo, não o inquérito” e menciona que alguns políticos alegam que as investigações são ruins para o Brasil.
A respeito do cargo de Presidente da República, o editorial diz que “o Brasil pode ter seu terceiro líder em menos de um ano”, relembrando o processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff. Ainda sobre o caso de Dilma, o texto afirma que “embora Rousseff tenha sido acusada em causas separadas e parecia inocente, a raiva contra ela foi alimentada por revelações sobre o Partido dos Trabalhadores”, se referindo às acusações contra políticos do PT pela Operação Lava-Jato.

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Agência Efe

Segundo jornal britânco The Guardian, eleições diretas são solução para a crise no Brasil
Entretanto, o editorial afirma que “as revelações que emergiram desde que Dilma Rousseff foi forçada a sair ano passado salientaram a hipocrisia dos que a derrubaram”, citando como exemplo o atual presidente, que era vice de Dilma e que "se acredita que conspirou contra ela nas últimas fases do escândalo”, afirmou o jornal.
O periódico britânico ainda cita os perigos do “desencanto” da população pela política o que poderia gerar saídas autoritárias. “Um público já desencantado pode, de outra forma, afundar-se na apatia ou, a longo prazo, recorrer a uma figura autoritária de extrema-direita como Jair Bolsonaro, que joga o cartão anti-política”, afirmou o jornal, que reitera o apelo popular como solução para a crise brasileira.

Milhares marcham em apoio a Constituinte de Maduro; 'projeto vai unir venezuelanos', diz estudante


Milhares marcham em apoio a Constituinte de Maduro; 'projeto vai unir venezuelanos', diz estudante


População elegerá 540 representantes para escrever nova Constituição do país; 'Teremos direito a voz, a voto. Estamos participando, revolucionando e estamos a favor de construir uma Venezuela melhor', diz universitária
Na atual batalha política travada na Venezuela, o governo de Nicolás Maduro fez mais um esforço de reação, diante das fortes críticas feitas pela oposição e das baixas taxas de popularidade. Ontem (23/05), ele anunciou as bases para a implantação do processo de eleição de uma Assembleia Nacional Constituinte e foi do Palácio de Miraflores, sede do governo, até o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), em marcha com milhares de apoiadores, para entregar oficialmente o pedido de abertura da votação para eleger os 540 deputados que poderão discutir, exclusivamente, uma nova Carta Magna para o país.
A atual bancada de deputados da Assembleia Nacional não participará do processo, mas continuará a exercer seu mandato.
Representante de uma Comuna (um tipo de associação de bairro), a estudante da Universidade Nacional Simon Rodrigues, Rosa Calvo, de 21 anos, apoia o processo constituinte. "É um projeto que vai unir os venezuelanos", disse à reportagem do Brasil de Fato. Ela acredita que os estudantes, mesmo os que estão contra a abertura do processo, vão aderir às discussões: "Teremos direito a voz, a voto. Estamos participando, revolucionando e estamos a favor de construir uma Venezuela melhor".
Também favorável ao processo, o jovem Fred Marques, que trabalha em uma Rádio Comunitária, listou os artigos da atual Constituição que, para ele, garantem a abertura do processo. "Não há leis que combatam o contrabando de comida, o terrorismo. O mundo tem que saber que essa nova assembleia é produto da atual Constituição, criada em 1999", disse.
Constituinte
Entre os pontos mais emblemáticos, a proposta apresentada por Maduro diz que a Assembleia terá deputados representando cada um dos municípios venezuelanos, sendo que nas capitais serão dois deputados.

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Agência Efe

Marcha em Caracas nesta terça-feira (23/05) reuniu milhares de pessoas em apoio à Assembleia Constituinte convocada por Nicolás Maduro
Setores sociais e econômicos também elegerão um deputado cada. Serão representados os campesinos, pescadores, pessoas com deficiência, empresários, aposentados, estudantes e trabalhadores. Os indígenas mereceram um parágrafo único. "Os povos indígenas estarão representados por oito deputados", disse Maduro ao ler o texto.
Em seu Twitter, o mandatário compartilhou um vídeo no qual diz que "o apoio de um povo nos dá a certeza de que a Constituinte será uma vitória contundente".
Também serão eleitos representantes de conselhos comunais regionalmente. O presidente explicou que cada venezuelano só terá direito a votar por um setor, à sua escolha. O CNE ainda terá que validar o pedido de Maduro. 
Em frente ao CNE, na Praça Diego Ibarra, os apoiadores do presidente se reuniram para um ato político. Mesmo com a chuva que caiu durante todo o dia, uma verdadeira multidão permaneceu no local.
O maior desafio do governo, considerando que o CNE aceite e comece a implantar o processo eleitoral, será convencer boa parte da população venezuelana que rejeita o atual governo. Para isso, Maduro tem prometido incluir nas propostas constitucionais as políticas públicas do chavismo que são bem avaliadas pela população, como as de construção de casas populares, a titilação de terras e a segurança alimentar.

Publicado originalmente no site do jornal Brasil de Fato

MARCHA SOBRE BRASÍLIA FOI TREMENDA VITÓRIA POPULAR

MARCHA SOBRE BRASÍLIA FOI TREMENDA VITÓRIA POPULAR

Foto: Daniela Orofino / Mídia Ninja
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A mídia monopolista e o governo usurpador tratam de inventar sua narrativa sobre a formidável mobilização sindical e popular que tomou conta de Brasilia desde o final da manhã.
Seu esforço é marcar o protesto como bagunça e vandalismo, em manobra para ocultar sua dimensão e propósito.
O que assistimos foram mais de 100 mil trabalhadores de todos os cantos do país marchando para a capital com o intuito de lutar, organizada e pacificamente, contra o governo Temer, as reformas da previdência e trabalhista, por diretas já.
As forças repressivas desde ontem preparavam uma emboscada contra o direito de manifestação dos trabalhadores, armando provocações e se preparando para reprimir o ato como cães selvagens.
Um pequeno grupo de mascarados, infiltrado na marcha, foi escalado ou estimulado para servir de pretexto às cenas de repressão inconstitucional promovidas pela PM do DF e a Força Nacional.
Se não fosse esse o pretexto, outro seria.
O governo estava decidido a reprimir os trabalhadores e demonstrar que ainda controla o monopólio estatal da violência.
Não foi à toa que, rapidamente, depois de suposto pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, logo desmentido pelo próprio parlamentar, Temer promulgou decreto que permite a convocação das Forças Armadas para enfrentar o povo em luta, pela primeira vez desde a redemocratização.
Seria insensatez se homens e mulheres de esquerda, caindo no jogo do governo usurpador e da mídia conservadora, aceitassem discutir a versão de vandalismo e violência que se vende ao país, transformando os black blocs no assunto do dia.
Hoje foi uma data histórica.
Antes de mais nada, porque os trabalhadores ocuparam a capital da república e fizeram ouvir sua voz.
Mas também porque o governo e seus aliados revelam, de uma vez por todas, seu caráter antidemocrático e golpista, ao jogar tropas policiais contra manifestantes, além de acenar com a convocação do Exército.
No mais, não tenhamos ilusões. Como em todo processo golpista, o povo irá lutar e o os usurpadores irão reprimir. Teremos choques, conflitos e tensões gravíssimas.
Onde está escrito, afinal, que resistir à usurpação seria tranquilo como um passeio no parque?

Lenín Moreno toma posse como novo presidente do Equador

Lenín Moreno toma posse como novo presidente do Equador


Após a posse de Moreno, presidente do Parlamento empossou o vice-presidente Jorge Glas Espinel, que permanece no cargo
O novo presidente do Equador, Lenín Moreno, tomou posse nesta quarta-feira (24/05) para o mandato 2017-2021 em uma cerimônia na Assembleia Nacional diante de centenas de convidados.
Moreno prestou o juramento ao cargo ao presidente do Parlamento, o governista José Serrano, e recebeu a faixa de seu agora antecessor, Rafael Correa.
“Hoje, se unem o passado, o presente e o futuro que se está construindo há dez anos”, afirmou o novo presidente.
A Assembleia Nacional, em Quito, foi o palco da transferência de poderes entre Correa e Moreno, que em 2 de abril derrotou o conservador Guillermo Lasso no segundo turno das eleições com 51,16% dos votos.
Após a posse de Moreno, Serrano tomou o juramento do vice-presidente Jorge Glas Espinel, que permanece no cargo.
Agência Efe

Rafael Correa (esq.) e o agora presidente Lenín Moreno, durante posse deste último no Equador

Janot diz que Temer fez 'confissão' e pede ao STF para interrogá-lo

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 Folhapress 2 horas 17 minutos atrás 

Procuradoria-geral acusa Temer de obstrução da Justiça

. PF apreende comprovantes de depósitos identificados como "cx 2" na casa de Aécio Neves