terça-feira, 22 de agosto de 2017

Boletim do NPC


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17 de agosto de 2017
NOTÍCIAS DO NPC

23º Curso Anual do NPC: de 22 a 26 de novembro!

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Venezuela e a ditadura midiática do seu ‘madruga’

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PÉROLAS

Por Regina Delcastagné, professora da UnB

PÉROLAS

Por Joice Berth, urbanista e ativista feminista negra

Edição 347
Para jornalistas, dirigentes, militantes e assessores sindicais e dos Movimentos Sociais
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Edição: Claudia Santiago (MTB 14.915)
Equipe NPC: Aneci Palheta (RJ), Eric Fenelon (RJ), Katia Marko (RS), Lidiane Mosry (RJ), Luisa Santiago (RJ), Marina Schneider (RJ), Mario Camargo (SP), Najla Passos (MG), Sergio Domingues (RJ), Sheila Jacob (RJ), Reginaldo Moraes (SP), Rosangela Ribeiro Gil (SP).

Comissão da Verdade venezuelana abre investigação sobre violência em protestos no país

Comissão da Verdade venezuelana abre investigação sobre violência em protestos no país


"Decidimos abrir uma investigação contra as pessoas responsáveis pelos fatos de violência acontecidos no ano de 2017, pela gravidade, por terem gerado crimes de ódio", disse a presidente da ANC, Delcy Rodríguez
A Comissão da Verdade da Venezuela, instituída pela governista Assembleia Nacional Constituinte (ANC) e instalada nesta quarta-feira (16/08), anunciou a abertura de uma investigação sobre os incidentes violentos ocorridos em manifestações contra o governo entre abril e agosto deste ano.
"Decidimos abrir uma investigação contra as pessoas responsáveis pelos fatos de violência acontecidos no ano de 2017, pela gravidade, por terem gerado crimes de ódio", disse a presidente da ANC, Delcy Rodríguez, na sessão de abertura da Comissão.

Rodríguez mostrou, durante sua fala, uma foto do deputado opositor e vice-presidente do parlamento, Freddy Guevara, junto a um dos jovens da chamada "resistência", que enfrentaram as forças de segurança durante os protestos contra o presidente Nicolás Maduro, nos quais morreram mais de 120 pessoas. Além disso, Rodríguez citou ter tweets, mensagens pelas redes sociais, fotografias de líderes da oposição venezuelana responsáveis pela convocação e organização dos eventos violentos na Venezuela.
Agência Efe

Delcy Rodríguez apresentou documentos e fotos que comprovariam participação da oposição em protestos

Constituinte vai agir contra empresários que não respeitarem preços máximos de produtos, diz Maduro

'Projeto do Ocidente' na Síria fracassou, diz presidente Bashar Al-Assad

Mãe de vítima de neonazista de Charlotesville afirma que não falará com Trump

 
As investigações estarão dirigidas, segundo disse, aos "responsáveis da convocação e organização destes fatos violentos", que, no caso da maioria das marchas e protestos contra o governo, foram convocadas por decisão unânime de todos os líderes da principal aliança opositora, a Mesa da Unidade Democrática (MUD).

"A Venezuela esteve durante mais de três meses acostumada ao tipo de imagens onde um deputado da República se dedicou a propiciar e promover os fatos violentos com fins políticos", disse Rodríguez, referindo-se a uma foto de Guevara convocando protestos.

A comissão terá amplos poderes para determinar os responsáveis pela violência registrada nos protestos, principalmente nos anti-Maduro, e para outorgar anistias, indultos, fazer interrogatórios, visitas e emitir recomendações com caráter vinculativo. 

Quem são os extremistas de direita dos EUA?

Quem são os extremistas de direita dos EUA?

Deutsche Welle

As manifestações e violência na Virgínia colocaram em foco os grupos ultradireitistas americanos; crença na supremacia branca, antissemitismo, homofobia e intolerância política são alguns dos pontos que os unem
Com a ação em Charlottesville, o ativista de direita de 34 anos Jason Kessler visava aproximar os diversos grupos radicais de direita americanos. Protegidos pelo direito constitucional à livre opinião, eles se apresentaram sob o slogan "Unite the Right".
Em primeiro plano, protestavam contra a retirada de um monumento ao controverso general da Guerra Civil Americana (1861-1865) Robert E. Lee, que liderava as tropas do Sul escravagista. No entanto, por mais distintas que fossem suas raízes e estilos, na passeata na cidade em Virgínia o foco comum dos direitistas era a "identidade branca" dos Estados Unidos.
Segundo dados fornecidos por Kessler, o movimento Unity and Security for America defendia a união das seguintes organizações:
Ku Klux Klan
Em reação ao movimento de direitos civis dos afro-americanos, voltou a se formar na década de 1960 a Ku Klux Klan (KKK), que aparecera pela primeira vez em 1865. O grupo é responsável por numerosas atrocidades e assassinatos. Hoje, calcula-se que conte entre 5 mil e 8 mil integrantes.
Da passeata em Charlottesville participou também David Duke, um dos mais destacados neonazistas americanos e ex-líder da KKK. Após os distúrbios que mataram uma mulher e feriram mais de 20 outras pessoas, ele instou o presidente Donald Trump a "dar uma boa olhada no espelho e se lembrar que os americanos brancos é que o colocaram na presidência, não os esquerdistas radicais".
Críticos condenam o chefe de Estado republicano a não ter se distanciado o suficiente do agitador ultradireitista Duke durante sua campanha eleitoral.
Supremacistas brancos
Adeptos da "White Supremacy" estão convencidos de que existe uma raça branca, e se empregam o termo como sinônimo para grupos humanos de determinada cor de pele, origem ou associação.
Supremacistas brancos como os das Aryan Nations creem fanaticamente na superioridade biológica daqueles de origem europeia, estando convencidos de que, numa sociedade multiétnica como a dos EUA, os brancos estão no topo da hierarquia.
Em Charlottesville também estavam representados os supremacistas da organização Vanguard America, reconhecíveis por seus escudos negros com armas cruzadas brancas.
Alt Right
O movimento Direita Alternativa é relativamente novo na cena radical. Baseado na ideologia racista, ele instiga contra a esquerda política e as minorias. Richard Spencer, diretor do think tank extremista National Policy Institute" (NPI), é considerado o mentor da Alt Right. Em 2010 ele fundou a revista Alternative Right, cunhando assim o nome do movimento.

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Após dois dias de críticas, Trump condena supremacistas brancos e neonazistas em Charlottesville

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Alguns contam entre os porta-vozes da direita alternativa o veículo de opinião populista de direita Breitbart, que durante vários anos foi dirigido pelo estrategista-chefe de Trump, Steve Bannon.
A Alt Right está intimamente entrelaçada com supremacistas e nacionalistas, porém costuma se apresentar de forma mais discreta. Alguns apontam também conexões com o ultradireitista Movimento Identitário da Europa.
Nacionalistas
Os nacionalistas americanos são próximos aos supremacistas, porém se distinguem por um componente ideológico importante: eles repudiam a ideia de uma sociedade multiétnica, almejando a um Estado unicamente branco.
picture-alliance/NurPhoto/E.Molli|

Nos EUA, símbolos como a suástica não são proibidos
Neonazistas
Os neonazistas dos EUA adotaram sua ideologia e simbolismo dos nacional-socialistas alemães. Adolf Hitler é seu visionário, modelo e herói. Eles agitam contra judeus, não brancos, homossexuais e portadores de deficiência. No fim dos anos 1960 foi fundado um partido nazista americano, porém sem sucesso. O Movimento Nacional-Socialista (NSM) é considerado a maior organização neonazista do país.
Especialistas em extremismo de direita atribuem aos neonazistas americanos contatos estreitos com a Alemanha. Assim, o hoje morto líder William Pierce teria circulado frequentemente nos meios do Partido Nacional-Democrata da Alemanha (NPD) e falado em suas reuniões.
Ao contrário da Alemanha, nos EUA símbolos nazistas como a cruz suástica, a saudação hitlerista e o uniforme marrom nazista não são proibidos, estando protegidos em nome da liberdade de opinião.
Neoconfederados
Os neoconfederados evocam o "Velho Sul". Sob a bandeira confederada, querem o retorno ao espírito e à vida nos estados sulistas antes da Guerra Civil Americana. Considerando-se vítimas do Norte, que aboliu a escravidão, eles se caracterizam pela postura antidemocrática, homófoba e racista. Embora sua conexão histórica os distinga de outros ultradireitistas, há pontos de coincidência com os supremacistas.

Mais um crime do desgoverno golpista