terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Boletim do NPC


Corps du message

“A direita tem esse problema: seu discurso não passa pelo teste das urnas”, diz professor da UnB

“A direita tem esse problema: seu discurso não passa pelo teste das urnas”, diz professor da UnB

 
Doria e Huck: não deram nem para a largada
Publicado no Brasil de Fato
Dois dos “novos nomes” da direita que pretendiam disputar o Palácio do Planalto viram suas pretensões se desfazerem rápida e recentemente: Luciano Huck e João Doria. Ambos representam a dificuldade do campo conservador em encontrar um nome competitivo para 2018.
Em entrevista ao Brasil de Fato, Luis Felipe Miguel, professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), diz que a direita vive esse momento por não poder defender seu programa de forma aberta para o conjunto da população, cuja maioria tem preferido Lula, segundo as pesquisas.
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Confira a entrevista completa:
O que explica a dificuldade da direita em encontrar um nome eleitoralmente viável?
Exatamente porque o sujeito que quer se colocar como candidato da direita fica em uma situação muito ambígua: para garantir o apoio dos setores da burguesia, do capital internacional, dos grupos privilegiados em geral, ele tem de ter o discurso oposto ao que permite ganhar votos majoritários. O ajuste fiscal, o fim dos direitos trabalhistas, a desnacionalização da economia.
Nenhuma dessas propostas jamais foi capaz de ganhar uma eleição nacional no Brasil em toda história. Tivemos governos eleitos que tentaram implementar isso, mas seu discurso de campanha nunca pode ser esse. Nesse momento, é curioso a gente verificar que os pré-candidatos da direita estão no momento de se mostrar o mais pró-mercado possível. Mas eles não vão poder chegar à campanha eleitoral com esse discurso. Então o que eles vão fazer? Voltar ao discurso da corrupção, mas isso está desgastado pelo governo atual, de direita, e talvez o mais corrupto de todos os tempos. Esse é o problema.
No Brasil, com sua desigualdade abissal, por mais que eles tenham uma campanha de influenciar a opinião pública, não há como chegar na rua e dizer que vai se acabar com o SUS. O Ministro da Saúde até disse, mas teve que recuar. Não tem como dizer que você vai acabar com a escola pública e é contra política de transferência de renda. Não há como defender o Estado mínimo em um país como o nosso e ambicionar ganhar uma eleição. A direita tem esse problema, seu discurso não passa pelo teste das urnas.
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Eles teriam outra alternativa a esse cenário?
Eu acredito que uma alternativa que não deve ser descartada é a introdução do parlamentarismo. É a maneira que eles têm de retirar os problemas nacionais da disputa eleitoral, porque a disputa para o Congresso tende a ser paroquializada. Então não se tem esse embate e, com isso, eles podem obter a maioria do Congresso. E, com o parlamentarismo, controlar a máquina do Estado. Não terá batido o martelo do parlamentarismo porque os candidatos deles têm os seus sonhos pessoais. Do ponto de vista da racionalidade do campo da direita, é a melhor a opção.
A democracia foi uma concessão arrancada da burguesia. Quanto mais o povo tem capacidade de interferir, mais problemático se torna a manutenção da dominação da forma como eles desejam. Tudo que pode restringir a capacidade de influência popular é benéfico para a direita.
Eles podem tirar da cartola algum nome. Falaram de Luciano Huck, têm inventado coisas completamente estapafúrdias. É a ideia de um nome que seja capaz de fugir do debate. Se for debater as questões centrais da agenda, eles não têm condições de angariar maioria.
No fundo, há uma contradição entre democracia e interesses de mercado. É isso?
Sim. Há uma característica nova na forma de fazer política. Apesar de ainda termos o controle da informação pelas corporações, há uma circulação de informações maior. Aquela prática antiga de fazer acertos de portas fechadas e uma campanha pública completamente oposta é cada vez mais difícil de ser mantida. Falam de Henrique Meirelles, de Paulo Rabello, do Partido Novo, que são os candidatos do mercado. Aí tem o Bolsonaro tendo que publicamente acenar com desnacionalização da economia e Estado mínimo, mas a base de direita dele não necessariamente está de acordo com essa agenda. Isso vai ter impacto conforme for ganhando maior visibilidade. Eles estão em uma sinuca complicada.
A eleição se mostra sempre um momento de tensão para a reprodução das relações de dominação. Mesmo com baixa educação política, se existe o mínimo de campanha eleitoral, as grandes diferenças entre os campos acabam se tornando visíveis.

Xadrez do fator Lula, por Luis Nassif

Xadrez do fator Lula, por Luis Nassif

Admito que este Xadrez é bastante polêmico. Os movimentos descritos a seguir ainda são incipientes e há dúvidas de monta sobre seus desdobramentos.
De qualquer modo, monto o Xadrez, alinhavo o raciocínio, encaixo as peças até para facilitar as análises e críticas. Com a narrativa estruturada, fica mais fácil identificar os pontos vulneráveis dos cenários traçados.

Peça 1 –a polarização eleitoral

Quem se der ao trabalho de conferir os Twitters ou mensagens de juízes punitivistas – como Marcelo Bretas –, ministros politicamente comprometidos – como o corregedor João Otávio Noronha, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - ou procuradores partidários do fake prosecution. verá em comum os mesmos bordões propalados pela ultradireita MLB, mas que antecedem sua fundação.
Por exemplo, criticar a defesa de minorias, como se significasse retirada de direito das maiorias; o deboche do politicamente correto; o tratamento de desperdício a qualquer política social.
Esse pensamento simplório, porém eficaz junto aos setores mais anacrônicos, é a argamassa que une polos contrários, dos que manobram o discurso anticorrupção, à quadrilha que se valeu das manifestações para se aboletar no poder.
Esse discurso de intolerância  começou a ser explorado pela revista Veja na campanha contra o desarmamento. Ali, pela primeira vez, se percebeu o potencial comercial e político do discurso de ódio e preconceito. À medida em que foi se ampliando, embarcaram dinossauros convictos, pequenos oportunistas e organizações criminosas, como a comandada por Eduardo Cunha.
Com o tempo, a reiteração do discurso de ódio ganhou camadas mais amplas, especialmente no Judiciário e no aparelho repressivo.
Vários grupos se apressaram em dar carne fresca ao tigre e aproveitar seu potencial mobilizador: mídia, Lava Jato, juízes punitivistas, PSDB e, finalmente, a quadrilha de Cunha-Temer.
Hoje em dia há uma nítida identidade de pensamento entre esses setores, mas uma disputa entre os punitivistas do Judiciário e do Ministério Público contra o bloco de Temer.
É uma barafunda, um conjunto de peças soltas que não forma um todo. E se mostra incapaz de gerar um projeto de país.
Essa mesma incapacidade assola a equipe econômica, que se valeu do sequestro do Executivo pela quadrilha para impor um conjunto de políticas que não resistem ao primeiro teste eleitoral. E que sequer resistem ao teste da legitimidade. Só um pensamento tecnocrático tosco para apostar em algo assim.
Para as próximos eleições, os desdobramentos dessa polarização são nítidos.
Numa ponta haverá o lulismo – com ou sem Lula -, carregando os erros econômicos dos últimos anos, a estigmatização de quinze anos de campanha diária da mídia, mas com um grande acervo de políticas públicas e de avanços sociais.
Na outra, o antilulismo, brandindo exclusivamente o discurso bilioso e o preconceito em estado puro, e equilibrando-se no discurso moralista.
No meio, um enorme contingente de grupos modernos, muitos decepcionados com os rumos do lulismo mas que, nas últimas eleições, deram a vitória a Dilma Rousseff – menos por convicção, mais pelos espaços mantidos e por se dar conta de que a eleição de Aécio Neves significaria o retrocesso.

Peça 2 – os movimentos da direita moderada

A direita mais moderada – e moderna - já se deu conta de que a vitória só será possível com a consolidação do centro-democrático. Não se trata apenas da viabilidade eleitoral, mas da única possibilidade de uma pacificação nacional, que impeça a guerra interna e o caos decorrente da radicalização.
Mas não conseguiu emplacar ninguém capaz de ocupar esse centro. Doria, Huck, Joaquim, Partido Novo, Marina e o escambau, nada deu certo.
Nenhum dos candidatos a anti-Lula tem dimensão política ou consegue se desvencilhar desse cipoal de preconceitos anacrônicos. E nenhuma das tentativas de empinar uma candidatura menos pesada foi bem sucedida.
A receita tatibitate é a mesma repetida por Geraldo Alckmin na convenção do PSDB: mesmices sobre gestão (ele que não é gestor), sarcasmo sobre direitos sociais e discurso raivoso contra o “inimigo”.
O centro não quer guerra, não quer sangue, não quer radicalização.
É a partir dessa constatação que se monta o Xadrez de Lula.
A enorme dificuldade em encontrar um tertius, a radicalização representada por Bolsonaro ou mesmo por Geraldo Alckmin, a desmoralização crescente com a  atuação da organização criminosa que empalmou o poder, reforçará a percepção de que não existe saída sem Lula.

Peça 3 – os movimentos de Lula

Nos próximos meses crescerá essa percepção no meio empresarial de ponta, aquele que consegue enxergar os desdobramentos da políticos nos negócios, e mesmo no mercado e entre antipetistas.
É cedo para saber se será uma tendência vitoriosa ou se esbarrará no ainda fortíssimo sentimento anti-Lula, cuja contra-ofensiva está concentrada na atuação da mídia, dos juízes punitivistas e dos procuradores militantes dos fake prosecution.
Mas à imagem do país partido ao meio serão contrapostas as lembranças dos melhores momentos do grande pacto nacional representado por Lula, após a Carta aos Brasileiros, a luta bem-sucedida para superar a crise de 2008 e o período de bonança em que todos os setores ganharam.
Na outra ponta, continuará aceso o movimento de satanização de Lula explorando o “mensalão”,  a Lava Jato e os traumas com o governo Dilma.
Independentemente do desfecho, Lula se encaminhará inexoravelmente para o centro, aliás, de onde nunca saiu, colocando-se novamente como o avalista do novo pacto social, para decepção dos grupos que viram brotar cascavéis dos pactos com mídia e mercado.
Esta postura será inevitável por duas razões:
1.     Será a única maneira de conquistar o centro democrático e, através dele, bloquear os avanços da ultradireita morista, de impedir sua candidatura através da Judiciário.
2.     No jogo atual, com as candidaturas postas à mesa, mesmo com os pactos, apenas os grupos mais radicais à esquerda deixarão de apoiar Lula.

Peça 4 – as dificuldades do novo tempo

Não se sabe se será bem-sucedida dada a dose de estigmatização da figura de Lula e o extremo despreparo dos grupos de mídia e de setores empresariais em prospectar cenários futuros. Desde 2006, a cada traulitada na cabeça da mídia, havia uma espécie de aposta: os que apostaram que a mídia nunca aprenderia as lições e se modernizaria ganharam todas as apostas.
O pacto anterior de Lula se consolidou em um período econômico favorável, com o boom das commodities permitindo que os recursos atendessem às políticas sociais, que o mercado continuasse se esbaldando nos ganhos de arbitragem de juros e câmbio, e a indústria e os salários ganhassem com a expansão do mercado interno.
Esse tempo acabou e deixou lições nítidas sobre os erros cometidos, especialmente o não enfrentamento do poder da mídia, do mercado e das corporações públicas.
Agora, a crise fiscal obrigará a montar um pacto menos abrangente que o de 2003 e a escolher estrategicamente os aliados e, principalmente, os inimigos a serem combatidos.
Quem acompanhou o discurso de Lula sabe que, em uma eleição limpa, só param ele à bala ou à caneta de juiz punitivista.
Os desafios pré-eleição são os seguintes:
1.     Montar um pacto que permita driblar a ofensiva jurídica comandada por Sérgio Moro e pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, os braços armados da ultradireita.
2.     Colocar a campo os empresários de confiança, que mergulharam nas sombras no auge da Lava Jato.
3.     Articular a frente dos coronéis do PMDB que abominam o esquema Eduardo Cunha.
4.     Acenar para o mercado que não virão medidas drásticas.
Se eleito, os desafios serão maiores:
1.     Manter a governabilidade com a economia em crise.
2.     Montar um forte pacto com a esquerda não-petista, administrando a ansiedade dos grupos mais à esquerda.
3.     Atacar a questão da dívida pública e do livre fluxo de capitais.
4.     Conquistar corações e mentes do empresariado, em ambiente de crise.
5.     Enfrentar o desafio de enquadrar a Rede Globo.
Montar um pacto na crise é tarefa hercúlea, mesmo para um super-negociador como Lula.

Peça 5 – as probabilidades

A hipótese de avanço do Lula ainda repousa em bases muito incipientes. Importa observar os sinais iniciais desses fenômenos, que acontecerão nos próximos meses, mas ainda não se sabe em qual intensidade:
·      Afirmações  prpogressivamente mais conciliadoras de Lula;
·      Acenos dos parlamentares do PMDB e de partidos menores, especialmente os nordestinos.
·      Manifestações de empresários. Em off esse movimento já começou. Falta saber quando e se sairá da caixa.
O termômetro maior será acompanhar as manifestações dos grandes empresários e o desempenho da economia.
Temer e Alckmin apostam na recuperação da economia. A única certeza, para o próximo ano, será o estrangulamento fiscal gigante, acarretado pela PEC do Teto, que matará qualquer veleidade do blefe de nome Henrique Meirelles e do chefe Michel Temer.

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Nota da UFPB








A Reitoria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) vem reiterar sua indignação e manifestar repúdio à ação de condução coercitiva de dirigentes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em operação que apura supostos desvios na construção do Memorial da Anistia. Em 6 de dezembro, o reitor, a vice-reitora e outros servidores foram levados pelos agentes da Polícia Federal para prestar depoimentos, sem mais explicações.

A UFPB já se pronunciou contra o abuso em documento coletivo, assinado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), e reforça seu posicionamento em relação a essa nova agressão a gestores de universidades federais, que acontece depois de episódio semelhante envolvendo o reitor Luiz Cancellier de Olivo, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e que teve a consequência trágica de seu suicídio, no começo de outubro.

A prática da condução coercitiva em fase de investigação, sem prévia notificação ou intimação, é questionada pela sociedade brasileira porque viola direitos e garantias fundamentais. Na sua face mais desrespeitosa e irresponsável, constrange cidadãos e os expõe ao espetáculo midiático e ao julgamento antecipado. No caso das comunidades universitárias vitimadas, é uma violência que atinge a honra, a imagem e a saúde de gestores e servidores que deram relevantes contribuições à sociedade, como manifestou, em nota (link is external), a UFMG.

Em Minas Gerais e em Santa Catarina, sob o pretexto de apurar irregularidades administrativas, o alvo das investidas parece ter sido o mesmo: a desmoralização e enfraquecimento das universidades públicas federais.

A UFPB se solidariza com os dirigentes e toda a comunidade acadêmica da UFMG. Com a UFMG e as demais universidades federais brasileiras, está pronta para resistir e para enfrentar as afrontas à nossa dignidade, à nossa capacidade de gestão e às nossas próprias esperanças, que se equilibram, sim, nos esforços que dedicamos à construção de uma realidade melhor para o País.

Nós não vamos recuar na defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade.


João Pessoa, 09 de dezembro de 2017

Margareth de Fátima F. M. Diniz

Reitora da UFPB

O preço do “chuchu” QUEM VOTAR, NÃO VOLTA!

O preço do “chuchu”

A Folha, finalmente, cumpre o dever de informar a que se deve a mansuetude de Geraldo Alckmin com Michel Temer.
O tempo de televisão da massa amorfa de políticos da base governista.
Quase cinco minutos por dia, o triplo do que os tucanos teriam no caso de saírem apenas coligados ao DEM (isso se o DEM não achar negócio melhor).
Minutos que, para Alckmin, valem mais que os anos que você terá de trabalhar a mais se aprovada a reforma da Previdência.
É esse o preço que está marcado na banca que o Chuchu faz do voto a favor da tunga de seus direitos à aposentadoria.
E, por ele, não hesita em deixar com que se cole na testa dos deputados tucanos – que não se beneficiarão do acréscimo, pois nas eleições proporcionais os tempos se separam – o estigma de carrascos dos trabalhadores.
Curioso é que à esquerda, num desfile de vaidades, cuida-se de promover uma esporulação de candidaturas minúsculas (só Ciro Gomes teria um tempo de TV acima de 30 segundos, ficando Manuela D’Ávila com 17 e um candidato do Psol com 13)  para conseguirem um, dois ou 3% e poderem fazer a festinha egoísta de sua própria coerência, enquanto o país arde numa semi-ditadura que, ao contrário dos tempos da “abertura” dos anos 80, vive é tempos de “fechadura” autoritária.
O chuchu é barato para o capital, mas o purismo pequeno-burguês sai caro para o povo.

O pato não é pato, o pato é você QUEM VOTAR, NÃO VOLTA!

O pato não é pato, o pato é você

Na manchete do Estadão, o “patriotismo” dos empresários brasileiros, visitando em casa os deputados para pedir-lhes que votem a retirada dos direitos previdenciários dos trabalhadores.
Comovente, não é?
Abrem mão de suas viagens de final de semana, de um bate-e-volta em Miami, quem sabe até do passeio de iate para se sacrificarem pelo futuro do país.
Como bons visitantes, não devem estar batendo na porta de suas excelências sem levar uma “lembrancinha”. Coisa pouca, mas sempre útil quando as eleições se aproximam e, como sabemos, a corrupção acabou no Brasil, não é?
Do encontro de suas patetências e suas excelências, quem sai assado, claro, é você.
Curioso é que a “força tarefa” da Lava Pato previdenciária é justamente liderada pelos empresários da construção civil, onde, todos sabem a estabilidade do empregado e as chances de emprego de quem passa dos 40 anos são, digamos, patéticas.
Há, porém, um “pequeno problema” nessa estratégia.
É que os senhores deputados, que não são “patos”, sabem que podem ser despejados de seu mandato por isso e, no mínimo, querem “aviso prévio antecipado”.
Uns e outros, como se vê, são gente capaz de tudo pelo Brasil.
Pelo Brasil que paga o pato pela ganância de suas elites.