segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Morre Alberto Caó, autor da lei que tornou o racismo crime inafiançável

Sociedade

Racismo

Morre Alberto Caó, autor da lei que tornou o racismo crime inafiançável

por Redação — publicado 05/02/2018 12h28
Nascido em 1941, em Salvador, Caó foi deputado federal por dois mandatos, entre 1983 e 1991, e participou da Assembleia Nacional Constituinte
Divulgação
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Militante do movimento negro, advogado e jornalista foi autor da chamada Lei Caó
Faleceu no domingo 4, aos 76 anos, o jornalista, advogado, militante do Movimento Negro e ex-deputado Carlos Alberto Caó de Oliveira, autor da chamada Lei Caó, que transformou o preconceito de raça, cor, sexo e estado civil em contravenção penal, e a emenda constitucional que tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível.
Nascido em 1941, em Salvador (BA), Caó foi deputado federal pelo PDT por dois mandatos, entre 1983 e 1991. Em seu segundo mandato, participou da Assembleia Nacional Constituinte. Caó foi autor na Lei 7.437/1985, que mudou o texto da Lei Afonso Arinos, de 1951, tornando contravenção penal o preconceito de raça, cor, sexo e estado civil. O texto ficou conhecido como Lei Caó. 
Deputado constituinte pelo PDT, foi responsável pela inclusão na Carta Magna de 1988 do inciso ao Artigo 5º que tornou racismo crime inafiançável e imprescritível. Mais tarde, foi autor da Lei 7.716/1989, que regulamentou o texto constitucional determinando a prisão para o crime de preconceito e discriminação de raça ou cor.
Entre os casos punidos pela legislação, está impedir que cidadãos negros entrem em restaurantes, bares ou edifícios públicos ou utilizem transporte público (pena de reclusão de um a três anos).
Além dos crimes de racismo, também há a conduta chamada de injúria racial (artigo 140 do Código Penal), que se configura pelo ato de ofender a honra de alguém valendo-se de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem. A injúria racial se dirige contra uma pessoa específica, enquanto o crime de racismo é dirigido a uma coletividade.
Antes, como líder estudantil, foi presidente da União de Estudantes da Bahia e vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Como jornalista, passou pelas redações do Diário Carioca, da Tribuna da Imprensa, de O Jornal, do Jornal do Comércio, da TV Tupi e do Jornal do Brasil.

Após 14 anos, inquérito contra Romero Jucá no STF é arquivado SE FOSSE PETISTA ESTARIA PRESO HÁ MUITO TEMPO

Política

Justiça

Após 14 anos, inquérito contra Romero Jucá no STF é arquivado

por Redação — publicado 05/02/2018 15h41, última modificação 05/02/2018 17h37
Líder do governo no Senado era investigado por suposto desvio de verbas públicas federais em obras no município de Cantá (RR)
Antônio Cruz/ Agência Brasil
O senador do MBD Romero Jucá
Romero Jucá era acusado do crime de peculato
Após tramitar por 14 anos no Supremo Tribunal Federal (STF), um inquérito aberto contra o presidente do MDB, Romero Jucá, foi arquivado por prescrição. Jucá, também líder do governo de Michel Temer no Senado, era investigado por peculato, cuja pena pode variar de dois a 12 anos de prisão.
O arquivamento foi determinado pelo relator do caso no Supremo, o juiz Marco Aurélio de Mello, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). 
A denúncia do caso remonta a 2002, quando começou a ser apurado pela Justiça Federal de Roraima. Como Romero Jucá tinha foro privilegiado, o caso foi transferido para o STF dois anos depois.
As investigações apuravam o envolvimento do senador em um suposto esquema de desvios de recursos oriundos de emendas parlamentares para o município de Cantá, em Roraima, em troca de vantagens indevidas, entre 1999 e 2001.
Ao solicitar o arquivamento, a PGR afirmou que os dados colhidos durante as investigações foram insuficientes para "colher elementos indicativos ou comprobatórios da prática de delitos". 
Para a procuradoria, a prescrição da pretensão punitiva ocorreu em 2017, 16 anos após a data dos supostos crimes.
Com cinco investigações, Romero Jucá também é um dos líderes de inquéritos autorizados pelo STF com base nas delações da Odebrecht. 
*Com informações da Agência Brasil 

O que os silêncios de Cármen Lúcia falam sobre Lula e os privilégios do Judiciário?

JUSTIÇA

O que os silêncios de Cármen Lúcia falam sobre Lula e os privilégios do Judiciário?

Discurso da líder do STF evidencia o que esperar da justiça em 2018, enquanto juízes heróis mostram que têm pés de barro

Brasil de Fato | São Paulo (SP)
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Ministra Cármen Lúcia no Senado durante início do ano Judiciário de 2018 / Jane de Araújo/Agência Senado
A ministra Cármen Lúcia, presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), em cerimônia de abertura dos trabalhos do Poder Judiciário, nesta sexta-feira (2), apresentou um discurso de três páginas no qual tenta evidenciar o que se espera desse poder no ano de 2018. O discurso logo ganhou as manchetes dos jornais, notadamente por ter dado, na visão destes meios de comunicação, um recado ao PT e ao ex-presidente Lula.
O recado seria o de que “decisão judicial se cumpre” e se respeita. Não há, nas poucas linhas de Cármen, nenhuma frase sobre o justo ou injusto de uma decisão judicial, que, portanto, se tornaria um fim em si mesmo, bastando sua existência para exigir respeito e acatamento. Esse é um primeiro silêncio eloquente no texto. O mesmo discurso caberia perfeitamente na época em que a escravidão e o tráfico de escravos era previsto na lei brasileira. Ou seja, se alguém ousasse discordar de uma decisão judicial que determinava ou mantinha o corpo negro como objeto de posse, receberia a indignação da presidenta Cármen.
Suzana Angélica Paim Figueredo, em brilhante e original dissertação de mestrado apresentada no ano de 2000, na PUC/SP, aprofunda filosoficamente e sob a ótica do direito penal essa questão, ao tratar do famoso caso dos médicos alemães durante o nazismo e do direito à objeção de consciência contra uma lei ou ordem a qual se reputa injusta.
Outro eloquente silêncio de Cármen é o relativo ao sistema penitenciário brasileiro, que hoje apresenta o estarrecedor número de 700 mil pessoas presas em condições que aviltam a dignidade da pessoa humana. Nenhuma frase ou palavra quanto a esse tema ou quanto à relação entre esse vergonhoso quadro e sua relação intrínseca com a absurda decisão da Corte Suprema de desrespeitar a Constituição e possibilitar a prisão antes mesmo do trânsito em julgado da sentença condenatória.
O caos no sistema penitenciário nacional é fruto de decisões desastrosas como essa que o STF tomou ao dar permissão, ainda que contra a Constituição, de tribunais mandarem para a prisão acusados que ainda têm recursos a ser apreciados.
O terceiro silêncio é um subitem do segundo e se refere à cassação do indulto natalino para acusados de crimes patrimoniais cometidos sem violência à pessoa ou grave ameaça. Basta analisar as estatísticas para perceber que esses casos compõem parte considerável do sistema carcerário nacional de um país fundado sob a pedra angular da desigualdade.
O STF suja as mãos de sangue ao, descaradamente, contribuir para o aprofundamento da miséria humana, do cárcere brasileiro, objeto de condenação em série do Brasil na ONU. Mas nada disso é motivo de preocupação da ministra Cármen.
Uma parte do discurso parecia ser destinada aos retrocessos sociais. Vale até mencioná-lo: “que não tenhamos de ser lembrados pelo que não fizemos, ou pior, pelo que desfizemos do conquistado social e constitucionalmente”. No entanto, parou por aí. Já na frase seguinte, Cármen Lúcia retoma a ideia de respeito à República e outras bazófias. Aqui também não poderia deixar de ser silenciada a questão de por que o STF tem sido cúmplice de primeira grandeza das criminosas ações de Temer contra o anteparo social conquistado pela Constituição de 1988 e dos direitos trabalhistas. Já que está na moda o termo organização criminosa, no Tribunal da História, o STF responderia, junto com Temer, por ser parte dessa organização que retira direitos sociais dessas e de outras gerações de milhões de brasileiros.
Ao mesmo tempo em que o discurso da maior autoridade do Judiciário brasileiro é carregado de silêncios, juízes de primeiro grau resolveram se tornar verborrágicos, para o bem do próprio Brasil que agora pode ter dimensão da pequenez desses atores. O juiz Bretas, do Rio de Janeiro, abriu uma conta na rede social twitter e de lá comentava a atacava políticos e a política, posava com fuzil no peito (ao mesmo tempo em que crianças cariocas são vítimas de balas desses mesmos armamentos) entre outras fanfarronices. Quando o jornal Folha de São Paulo revelou que o eloquente magistrado e sua esposa juíza recebiam auxílio moradia, mesmo morando juntos e possuindo imóvel, se desligou do twitter e sumiu. Não resistiu a um mísero dia em que deveria se explicar à população por tais atos.
Na mesma linha, o juiz Sérgio Moro, dono de um imóvel de 250 metros na capital do Paraná, e beneficiário de auxílio moradia. Segundo O Globo, o magistrado se defendeu dizendo que o Judiciário não tem aumento desde 2015. Moro recebeu de salário, em dezembro, R$ 41 mil.
Entre silêncios eloquentes, imoralidades e a verborragia de juízes de primeiro grau, o Poder Judiciário se desnuda ao Brasil como um poder vítima de um completo alheamento aos reais problemas nacionais e dos seus próprios. Retirado o véu da sua pompa e circunstância, este poder mostra ao povo brasileiro que ainda não deixou de ser monárquico, passando longe do que poderia se chamar de uma instituição democrática. Seus dirigentes ou se fazem de cegos ou se acham acima da lei.
Voltando ao discurso, bem a calhar, portanto, utilizar como cordeiro no sacrifício o processo de um líder popular para esconder suas próprias mazelas e contradições. Enquanto se erige como principal problema do Judiciário a crítica a uma injusta decisão que violou direitos de um acusado, se tenta jogar sombras sobre seus reais problemas e urgentes desafios.
Nesse jogo de luzes e sombras, aos poucos o país vai se dando conta de que esses supostos heróis tem os pés de barro e não resistem às suas próprias contradições. Esses deletérios personagens, de algozes se tornaram réus, de acusadores, passaram a acusados. O que não mudou foi a arrogância, o autoritarismo e a prepotência. De fato, não é fácil lidar com tamanha complexidade de papéis.
(*) é advogado e integrante da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares
Edição: Vanessa Martina Silva

Do agronegócio ao mercado imobiliário: conheça os outros negócios dos donos da mídia

Do agronegócio ao mercado imobiliário: conheça os outros negócios dos donos da mídia

Pesquisa inédita revela gravidade da concentração midiática no Brasil; país tem o pior cenário entre 11 estudados

Brasil de Fato | Brasília (DF)
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Protesto, em Brasília, contra a concessão de meios de comunicação a políticos / Reprodução
Os proprietários dos principais grupos de mídia do país, além de concentrarem em poucas mãos os veículos de comunicação de maior audiência, também têm negócios em diversos outros setores da economia, como agronegócio, mercado imobiliário, mercado financeiro, entre outros. É o que revela uma pesquisa inédita, conduzida pela ONG Repórteres Sem Fronteiras e pelo Coletivo Intervozes, sobre a gravidade da concentração midiática no Brasil.
Trata-se de uma pesquisa já realizada em outros 11 países, baseada em uma mesma metodologia desenvolvida pelo Monitor sobre Propriedade da Mídia (MOM, na sigla em inglês), projeto vinculado à União Europeia. O MOM-Brasil tem o objetivo de mapear os veículos de maior audiência — que têm maior potencial de influenciar a opinião pública — e os grupos que os controlam. Com base nisso, produz indicadores sobre o pluralismo de ideias e a independência da mídia, incluindo medições sobre concentração de audiência e de propriedade.
No caso do Brasil, os resultados mostram, por exemplo, que quatro principais grupos de mídia concentram uma audiência nacional exorbitante, que ultrapassa 70% no caso da televisão aberta, que ainda é o meio de comunicação mais consumido no país. "O Brasil tem o pior cenário de concentração da mídia entre todos os países estudados até agora. É um dado assustador", afirma André Pasti, integrante do Intervozes e coordenador da pesquisa no Brasil.
O grau de concentração da mídia no brasileira chega a ser pior do que outros países em desenvolvimento como Camboja, Mongólia, Gana, Filipinas, Peru, Colômbia, Tunísia e Ucrânia.
A pesquisa também evidenciou que, além do controle sobre a audiência, os maiores grupos de mídia também controlam diferentes veículos, como rádio, TV, jornal e sites de notícias. É a chamada propriedade cruzada.
Grupos como Record e RBS (que atua na região Sul do país) aparecem nesse indicador, mas ninguém supera a Rede Globo, que controla as principais cadeias abertas de TV e rádio, e o maior número de canais na TV por assinatura em nível nacional. Também possui o controle de poderosos veículos impresso, como os jornais O GloboExtra e Valor Econômico, bem como as revistas ÉpocaGalileu e Marie Claire, por exemplo.
Outros negócios
De acordo com André Pasti, coordenador da pesquisa, os donos da mídia no Brasil também possuem outras empresas fora do setor de mídia. Assim, 21 dos 26 maiores grupos de mídia do país atuam em áreas como mercado financeiro, imobiliário e agronegócio.
Os membros da Família Marinho, por exemplo, que controlam o grupo Globo, são donos de fazenda e empresas de produção agrícola. Isso explica a razão de a TV Globo gostar de patrocinar campanhas como "Agro é Pop". Além das fazendas, os donos da Globo têm negócios no mercado imobiliário, no setor de finanças e de vendas. Isso faz com que a família Marinho seja dona da maior fortuna do país, segundo a revista Forbes.
João Carlos Di Genio, considerado o "rei" do setor imobiliário em São Paulo, também é dono da rádio MIX FM, que por sua vez, pertence ao Grupo Objetivo, da área de educação, controlado pelo mesmo empresário.
O Grupo Folha, que edita o principal jornal impresso do país, possui negócios em grupos de educação à distância e é proprietário do serviço de pagamentos online Pagseguro.
O Grupo Record é dono de 49% do banco Renner. E Silvio Santos, do SBT, é dono do Baú da Felicidade, um serviço crediário, e da TeleSena.
"As pessoas precisam saber dos interesses que estão por trás do que ela está lendo no jornal ou vendo na TV. Se a pessoa não sabe que está vendo uma TV cujo proprietário é ruralista, ela vai ter dificuldade de filtrar a informação, bem como de perceber uma posição editorial contra a reforma agrária, por exemplo", explica André Pasti.
Edição: Vanessa Martina Silva

Artigo | Verdades absolutas divulgadas pela mídia comercial começam a cair por terra

Artigo | Verdades absolutas divulgadas pela mídia comercial começam a cair por terra

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A descoberta de que Moro recebe auxílio-moradia mesmo tendo casa própria mostra mais uma vez a farsa do combate à corrupção do Judiciário / Lula Marques / AGPT
Por que não esclarecem o que vem sendo omitido?
O herói midiático juiz Sergio Moro recebe auxílio-moradia de mais de 4 mil reais mesmo tendo casa própria em Curitiba. No Rio de Janeiro acontece ainda mais com o juiz Marcelo Bretas que mora no Rio de Janeiro com a mulher em uma casa própria e o casal recebe duplamente o auxílio no valor superior a 8 mil reais. 
De quebra ainda aparece a deputada Cristiane Brasil investigada por envolvimento com traficantes de droga em campanha eleitoral de 2010, para não falar que a filha de Roberto Jeferson transgride a lei trabalhista ao não assinar a carteira de trabalho de dois motoristas que trabalhavam para ela. E o nome da parlamentar segue indicada pelo atual governo para ser Ministra do Trabalho.
E ainda por cima, segundo a Folha de S. Paulo aparecem Ministros do atual governo lesa pátra, como os ricaços Henrique Meireles, Blairo Maggi, Eliseu Padilha, Alexandre Baldy, Gilberto Kassab e Helder Barbalho recebendo auxílio moradia e até auxílio alimentação. O também aposentado do Banco de Boston, Henrique Meirelles, deixou de lado o auxílio moradia quando admitiu ser candidato presidencial. E assim caminha o governo lesa pátria, que envergonha o Brasil e faz de tudo e muito mais para infernizar a vida dos trabalhadores. 
Esses são as figuras políticas de confiança do honesto Michel Temer e os juízes considerados heróis do combate ao esquema da corrupção, que de alguma forma veio a ocupar o lugar do combate ao comunismo, que serviu de pretexto para o golpe empresarial militar de 1964. A mídia comercial, como sempre, ajuda a colocar na cabeça dos incautos a necessidade de combater a corrupção, mas omite fatos relacionados com uma forma superior de corrupção, a advinda do setor financeiro, que é contemplado com lucros astronômicos proporcionados pelas facilidades concedidas pelo atual governo do honesto Michel Temer.
Então, a estratégia midiática é endeusar os juízes, mesmo que eles, como no caso de Sérgio Moro e Marcelo Bretas, obtenham vantagens do tipo auxílio moradia e até mesmo auxílio alimentação percebendo salários superiores ao teto do funcionalismo público. 
E assim caminha o Judiciário, que quando seus integrantes são questionados recebem duras críticas, como aconteceu recentemente com a presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), a Ministra Carmen Lúcia, que visivelmente joga para a plateia com a colaboração dos jornalões e telejornalões.
É claro que qualquer forma de corrupção, algo inerente ao modo de produção capitalista, deve ser combatido, só que não tem sentido ocultar uma forma de corrupção, com valores astronômicos, e praticado pelo capital financeiro que apoia governos como o do honesto Michel Temer. 
Também não tem sentido os governos, como faz o honesto Michel Temer, facilitarem ainda mais os lucros, por exemplo, de empresas transnacionais como a Shell, contemplada com o perdão de um imposto totalizando pelo menos um trilhão de reais. Lápis e papel para se fazer as contas de quanto esse total ajudaria à área de saúde, educação e moradia.
Da mesma forma não tem sentido que a mídia comercial omita a conclusão de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado demonstrando que a Previdência é superavitária, mas o governo insistindo com a chantagem de que o setor é deficitário e se a tal contrarreforma não for aprovada agora em fevereiro o Estado brasileiro vai quebrar e os aposentados podem ficar sem receber o que têm direito. 
A informação dos auditores fiscais, que confirma o superávit nas contas da Previdência, é também omitida pela mídia comercial, que diariamente faz coro com as chantagens proferidas pelo próprio Temer, agora em vários canais de televisão e rádios do Oiapoque ao Chuí. 
Como se pode observar, a mídia comercial e o governo do honesto Michel Temer seguem na tentativa desesperada de seguir o receituário do Fundo Monetário Internacional (FMI) em relação à contrarreforma da Previdência. Querem de qualquer forma enfiar goela à dentro dos trabalhadores brasileiros a sua verdade, que segundo a CPI do Senado e dos auditores fiscais não passa de uma mentira deslavada. Se a mídia e o governo do honesto presidente Temer se consideram tão senhores absolutos da verdade, por que não esclarecem o que vem sendo omitido?
Diante desse quadro midiático em que Sérgio Moro e Marcelo Bretas são considerados os reis do combate a corrupção e o projeto denominado “ponte para o futuro” é tido como a salvação do Brasil, porque será que se evita o debate e não se coloca em discussão informações que entram choque com as verdades absolutas divulgadas diariamente e com cada vez maior intensidade pela mídia comercial?
O objetivo dessa estratégia é claro, ou seja, evitar que a verdade absoluta propalada pela mídia comercial não possa ser contestada de forma alguma e os incautos reforcem as suas fileiras.
O fato concreto é que o atual governo lesa pátria quer fazer o mesmo que foi feito no Chile na época de Augusto Pinochet, contemplando o setor privado, que infelicitou a vida dos trabalhadores. Por estas e outras é necessário aumentar a resistência a esse pernicioso projeto. Porque se nada for feito o Brasil será de fato o grande prejudicado.
Edição: Brasil de Fato RJ

População venezuelana sai às ruas para defender legado de Hugo Chávez

4F

População venezuelana sai às ruas para defender legado de Hugo Chávez

No dia 4 de fevereiro se comemora a rebelião militar de 1992, quando o ex-presidente tentou tomar o poder no país

Brasil de Fato | Caracas (Venezuela)
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Jovens se juntam à multidão que promoveu um ato público na data conhecida como 4F, em Caracas / Fania Rodrigues/BdF
Uma multidão saiu às ruas de Caracas, capital venezuelana, para homenagear o ex-presidente Hugo Chávez e defender o governo atual, de Nicolás Maduro. O ato público aconteceu há exatos 26 anos do dia 4 de fevereiro de 1992, quando Chávez comandou uma rebelião de militares e pela primeira vez tentou chegar ao poder na Venezuela. A marcha de chavistas nesse domingo (4) começou às 11h da manhã, no Centro da cidade, e terminou no Palácio Presidencial de Miraflores, com um discurso do presidente da República.
Para o ativista político Luig Lobig, que esteve presente na marcha deste ano, o então comandante Hugo Chávez inaugurou em 1992 uma nova era. Segundo ele, "4 de fevereiro é uma data histórica, simbólica e sagrada, porque significa um novo amanhecer na história da Venezuela”".
À época da rebelião militar, o operário Omar Rangel era vizinho do Palácio Miraflores e foi testemunha ocular daquela madrugada turbulenta. Hoje, ele faz questão de ir às ruas defender o legado do ex-presidente Chávez. "Estamos celebrando 26 anos desse feito histórico do nosso comandante Hugo Chávez Fria, tenente-coronel. Nesse momento nasceu um homem que veio defender sua pátria. Hoje, com mais razão, estou aqui assumindo essa responsabilidade e defendendo esse legado que nos deixou Chávez".
A estudante Carla Palencia não era nascida naquela época, mas hoje é uma das beneficiárias das políticas públicas de educação implementadas por Hugo Chávez e defende o seu legado. "Tenho 19 anos, não era nascida quando aconteceu essa nova insurreição militar, mas estamos aqui para apoiar esse novo movimento", diz.
Já o trabalhador autônomo Robens Rangel afirma que foi à marcha de 4 de fevereiro não somente pelo seu significado histórico, mas também pela atualidade da luta de classes na Venezuela. "[Marchamos porque ] queremos que a oligarquia vá embora da Venezuela, que nos deixe em paz. Queremos amor, paz, vitória e felicidade para nosso novo presidente, que continuará sendo o presidente da República Nicolás Maduro Moro. Graças a ele e a nossa Revolução, acabou a tirania que existia neste país, que mantinha essa oligarquia", defende.
História
Indignado com o regime do presidente Carlos Andrés Pérez (1989-1993), o então tenente-coronel do Exército venezuelano Hugo Chávez começou a organizar um plano para  derrubar o governo e tomar o poder.
Como antecedente dessa revolta está o fato de que Andrés Pérez havia ordenado a repressão aos protestos de 1989, conhecidos como "Caracazo". Números oficiais indicam 276 mortos na repressão executada pelo Exército, pela guarda nacional e pela polícia metropolitana. No entanto, movimentos sociais, partidos de esquerda e organizações reportam mais de 3 mil desaparecidos. 
Apesar do fracasso do levante militar de 1992, esse fato histórico colocou Chávez no centro da disputa política. Seis anos depois, ele seria eleito presidente da Venezuela e governou o país por 13 anos, até fevereiro de 2013 quando faleceu vítima de um câncer.
Confira como foi o protesto desse domingo (4):



Edição: Vivian Fernandes

Deboche togado: chefe do TJ de SP diz que auxílio “é muito pouco” ARROGÂNCIA 10 X 0 EQUILÍBRIO

Deboche togado: chefe do TJ de SP diz que auxílio “é muito pouco”

O grau de arrogância da cúpula do Judiciário – já não dá para chamar de Justiça, não é? – chegou ao nível do deboche e do desrespeito à população.
Hoje,  relata O Globo,ao tomar posse na presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo, o desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças, reagiu com um chilique à pergunta, absolutamente normal, sobre o que achava do auxílio-moradia generalizado recebido por ele e pela grande maioria dos juízes e desembargadores:
— Eu acho muito pouco. É isso que você (repórter) queria ouvir? Agora coloca lá: ‘o desembargador disse que é muito pouco’ — disse.
Depois de “explicar” que o seu colega que recebe auxílio tem 60 imóveis na capital paulista porque foi “herança” (o que não explica, claro, porque ele recebe, tendo, por herança ou não, 60 imóveis) e que ele próprio tem vários:
 Recebo [ o auxílio-moradia]. Tenho vários imóveis, não é só um .
Indagou se os jornalistas tinham filhos, se eram contra herança e deu um “piti”, dizendo que estava sendo “agredido por uma moça”, referindo-se a uma jornalista.
E, numa construção absolutamente original, disse que o auxílio era ético “porque  é legal”.
Ora, Doutor, ser legal não tona nada ético (a escravidão, por exemplo, era legal) e o senhor não é capaz – e ninguém é – capaz de mostrar qual é a lei que garante o auxílio indiscriminado.