domingo, 22 de abril de 2018

MORO E OS JUÍZOS DO TRF-4 SÃO CANALHAS E CRIMINOSOS.

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https://www.youtube.com/watch?v=bylMi5Pn_n4

Temer no Tiradentes. Por Renato Aroeira Por Pedro Zambarda de Araujo - 22 de abril de 2018

Vídeo de Moro se divertindo com Zucolotto repercute e gera a pergunta: ele pode tudo?

Vídeo de Moro se divertindo com Zucolotto repercute e gera a pergunta: ele pode tudo? Joaquim de Carvalho

 
Moro, Fagner e Zucolotto
Desde que mandou prender o doleiro Alberto Youssef em 2014, oito anos depois de tomar conhecimento de que ele continuava delinquindo, Sergio Moro se tornou uma das pessoas com maior poder no Brasil.
Juiz de primeira instância, poderia ter sido barrado nas instâncias superiores, mas, fazendo uso eficiente da velha imprensa, emparedou autoridades que tentaram se contrapor aos seus excessos.
O caso mais expressivo foi o de Teori Zavascki, que, alertado em habeas corpus da ilegalidade da Lava Jato, anulou todas as prisões da primeira leva, inclusive a de Paulo Roberto Costa.
Era inicio de 2014 e Moro, a seu modo, reagiu. A vara que ele chefia vazou para a versão online da revista Veja que, entre os soltos, estaria um homem preso por tráfico, cliente de Youssef.
O caso repercutiu no Jornal Nacional e Teori foi à TV se explicar. Libertou apenas Paulo Roberto Costa, e manteve todos os outros na prisão.
Teori nunca falou sobre sua motivação, mas é provável que seu recuo tenha sido por medo da manipulação que Moro aprendeu a fazer da chamada opinião pública (ou publicada).
Dois meses depois, Moro capturou de novo Paulo Roberto Costa, e desta vez ninguém mais se atreveu a contestá-lo. Hoje, solto por acordo de delação premiada e vivendo com um padrão de vida, Paulo Roberto sumiu do noticiário.
Mas Moro continua, e já não desperta tanto temor quanto antes. Continua forte — tanto que o Conselho Nacional de Justiça não vota a representação contra ele pelo vazamento ilegal das escutas telefônicas da então presidente Dilma Rousseff.
Mas é possível que tenha chegado à fase em que, depois de escalar o monte, começa a descer a ladeira. A conferir.
Um indício nessa direção é o vídeo vazado em que ele aparece, com a língua enrolada, pedindo mais uma rodada de cerveja no bar, ao lado de Carlos Zucolotto Junior, o advogado amigo que um réu da Lava Jato, o advogado Rodrigo Tacla Durán, acusa de tentar lhe vender facilidade em acordo de delação premiada. Vídeo abaixo.
No bar, estava o cantor Fagner, desafinado, que lhe homenageia com a música Borbulhas de Amor. O encontro de Fagner com o juiz foi proporcionado pelo empresário Joel Malucelli, envolvido num caso de corrupção investigado pela Lava jato.
Segundo o Ministério Público Federal, a empreiteira de Malucelli pagou propina para participar de um dos consórcios que construíram a usina de Belo Monte. Foi Malucelli, amigo de Moro, quem proporcionou a ida de Fagner a Curitiba, quando os tempos eram outros — Dilma ainda não havia sido cassada.
O bar em que se divertem é o Paraguassu Grelhados, de um irmão de Carlos Zucolotto Júnior, João Luiz Zucoloto (este é grafado com único Z).
A mãe de ambos, Olga Zucoloto, se livrou ha alguns anos de uma acusação fraude à execução fiscal, numa manobra que transferiu a propriedade de um imóvel penhorado a Carlos Zucolotto (para saber mais, veja reportagem).
Na época em que Moro se divertia no Paraguassu Grelhados com Fagner, em 2015, Olga almoçou com Moro e postou em seu facebook uma foto em que demonstra intimidade com o juiz Moro, que gerou um diálogo com amigas:
— Aeee dona Olga.. Tietando rs.
Outra, de sobrenome Moro, destacou: 
— Quanto orgulho deste homem! Que Deus abençoe a vida dele, cada dia.
Outra perguntou:
— Conta aí dona Olga. Quando vai ser o dia dos rojões?
— Fala pra ele prender logo o Lula e a Dilma kkkkk. 
Olga diz que perguntou:
— Já falei. Ele só deu risada, disse que seria o maior foguetório do Brasil, adoro.
E reforça:
— O maior foguetório no Brasil. Ele só sorri.
Olga Zucolotto, que se livrou do processo por fraude fiscal, e Moro
Os Zucolotos (ou Zucolottos) não têm intimidade apenas com Moro. João, o dono do Paraguassu Grelhados, também já divulgou fotos com Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal.
Evangélico, Dallagnol não toma cerveja em público, mas já foi ao Paraguassu.
Deve ter ido para provar o espetinho que é a especialidade da casa — miolo de alcatra, cebola, tomate e bacon, empanados.
O petisco está concorrendo ao concurso Comida di Buteco deste ano e, por conta disso, mereceu recentemente há uma generosa reportagem da RPC, a afiliada da Globo em Curitiba.
Dallagnol com João Zucoloto, dono do Paraguassu Grelhados, o bar que Moro frequenta
No capítulo sobre integridade pessoal e profissional, está escrito:
INTEGRIDADE PESSOAL E PROFISSIONAL
Art. 15. A integridade de conduta do magistrado fora do âmbito estrito da atividade jurisdicional contribui para uma fundada confiança dos cidadãos na judicatura.
Art. 16. O magistrado deve comportar-se na vida privada de modo a dignificar a função, cônscio de que o exercício da atividade jurisdicional impõe restrições e exigências pessoais distintas das acometidas aos cidadãos em geral.
Art. 17.É dever do magistrado recusar benefícios ou vantagens de ente público, de empresa privada ou de pessoa física que possam comprometer sua independência funcional.
Art. 18. Ao magistrado é vedado usar para fins privados, sem autorização, os bens públicos ou os meios disponibilizados para o exercício de suas funções.
Art. 19. Cumpre ao magistrado adotar as medidas necessárias para evitar que possa surgir qualquer dúvida razoável sobre a legitimidade de suas receitas e de sua situação econômico-patrimonial.
Mas ele já coisas, digamos assim, mais chocantes, como aparecer em público, em conversa alegre e demonstrando intimidade, com um homem afundado até o pescoço na lama da corrupção: Aécio Neves. Neste caso, teria ferido o capítulo da imparcialidade:
IMPARCIALIDADE
Art. 8º O magistrado imparcial é aquele que busca nas provas a verdade dos fatos, com objetividade e fundamento, mantendo ao longo de todo o processo uma distância equivalente das partes, e evita todo o tipo de comportamento que possa refletir favoritismo, predisposição ou preconceito.
Art. 9º Ao magistrado, no desempenho de sua atividade, cumpre dispensar às partes igualdade de tratamento, vedada qualquer espécie de injustificada discriminação.
Parágrafo único. Não se considera tratamento discriminatório injustificado:
I – a audiência concedida a apenas uma das partes ou seu advogado, contanto que se assegure igual direito à parte contrária, caso seja solicitado;
II – o tratamento diferenciado resultante de lei.
Moro tem carta branca, pelo menos no Tribunal Regional da 4a. Região, o mesmo que confirmou a condenação de Lula. Com apenas um voto contrário, a tribunal considerou que Moro conduz um caso único e, por isso, escapa do regramento genérico. A decisão foi tomada quando advogados reclamaram que Moro violou a Constituição ao divulgar escutas telefônicas da presidente Dilma Roussef.
O relator do processo, desembargador federal Rômulo Pizzolatti, não viu nenhum indício de infração disciplinar.
“É sabido que os processos e investigações criminais decorrentes da chamada operação ‘lava jato’, sob a direção do magistrado representado, constituem caso inédito (único, excepcional) no Direito brasileiro. Em tais condições, neles haverá situações inéditas, que escaparão ao regramento genérico, destinado aos casos comuns”, afirmou.
Desde então, se sabe que, em Curitiba, a 13a. Vara Federal Criminal é um juízo de exceção e seu titular, Sergio Moro, uma autoridade blindada.
Mas fica a pergunta: Até quando?

Justiça tenta acordo com Lula. Arregou!

Acessem:

https://www.youtube.com/watch?v=30Jv0eGKcFU

Tiradentes e a soberania nacional

Tiradentes e a soberania nacional. Por Flávio Dino

 
PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BRASIL 247
No 21 de abril celebramos a memória de Tiradentes, um dos muitos heróis que lutaram pela independência de nosso país. O exemplo dos inconfidentes mineiros e de tantos outros patriotas inspira-nos até hoje na batalha por um Brasil com soberania. Somente com o trinômio Soberania, Desenvolvimento e Justiça Social, podemos construir um futuro melhor em um país tão marcado pela desigualdade social.
Termos uma Nação soberana significa priorizar um projeto de desenvolvimento para todos, formulado segundo os nossos próprios interesses, e não em obediência a ditames de grupos ou potências estrangeiras. Significa também investirmos em Ciência e Tecnologia e criarmos condição para o florescimento de uma economia complexa, que não dependa de poucos produtos e poucos mercados.
Infelizmente vivemos tempos difíceis, em que assistimos à desindustrialização do Brasil e à destruição de empresas nacionais, às vezes em nome de boas intenções como o combate à corrupção. Sob esta capa, a verdade é que alguns fingem defender o “verde-amarelo”, mas no fundo são apaixonados e prestam continência a outras bandeiras. Vale lembrar o ensinamento bíblico: não se pode servir a dois senhores.
Tiradentes foi injustiçado e massacrado, por defender os interesses do Brasil. Na atual conjuntura, outros patriotas são tratados como inimigos e difamados não por seus eventuais defeitos, mas justamente por se oporem à ganância de altos interesses capitalistas. Foi o que aconteceu com estadistas como Getúlio Vargas, Juscelino Kubitscheck, João Goulart e Leonel Brizola, para falar apenas dos que já deixaram este plano existencial.
O fato é que o patriota verdadeiro não é aquele que, tal qual um fariseu, chora ao ouvir o nosso Hino e depois impulsiona a perda de riquezas estratégicas como o petróleo do Pré-sal. Os grandes países do mundo defendem a sua economia e a sua população. Aqui, lamentavelmente há até agentes públicos que se orgulham de se mancomunar com agentes de outros países para destruir empresas essenciais, que poderiam gerar muitos empregos aqui.
Quando houve a grave crise de 2008, nos Estados Unidos, causada por escândalos de corrupção no mercado financeiro, empresários corruptos foram punidos, mas ocorreu um grande esforço para preservar empresas e empregos. Ou seja, lutaram para preservar o seu interesse nacional.
Daqui a alguns anos, quando arquivos secretos de outros países forem divulgados, mais uma vez vamos descobrir que os tempos turbulentos pelos quais passamos desde 2013 não foram por acaso. Isto é, muitos Silvérios dos Reis vão ser desmascarados.
Desde muito jovem aprendi que, na vida política, você pode estar do lado dos resignados ou com os indignados. Do mesmo modo, você pode ser Silvério ou Tiradentes, traidor do nosso povo ou defensor dos seus direitos. Tenho mostrado, no Governo do Maranhão, de que lado estou, com muita coragem e convicção. Sem medo de nada e de ninguém. E sem medo de ser feliz. Viva o Brasil. Viva Tiradentes.

Entidades de advogados e defensores pedem revisão da prisão em 2ª instância após ação do PCdoB

Entidades de advogados e defensores pedem revisão da prisão em 2ª instância após ação do PCdoB

Postado em 22 de abril de 2018 às 12:58 pm
De Daniela Lima no Painel da Folha de S.Paulo.
(…)
Entidades que representam advogados e defensores públicos interessados nas ações que pedem para o Supremo rever o entendimento da prisão após condenação em segunda instância querem reforçar a ofensiva pela mudança. Decidiram pedir para ingressar como “amicus curiae” na nova solicitação feita à corte, desta vez pelo PC do B. 
(…)
A sigla se envolveu na causa após a prisão do ex-presidente Lula.
(…)
O PC do B argumenta que só dois integrantes do Supremo defendem a execução automática da pena após condenação em segunda instância. Os demais, ressaltam, veem a antecipação da prisão como possibilidade.
(…)
Sob esse argumento, a sigla quer que a corte declare inconstitucional a súmula do TRF-4 que foi usada para viabilizar a prisão de Lula.
(…)

Curitiba é a Fazenda do Itu de Lula

Curitiba é a Fazenda do Itu de Lula

Na noite de onte se completaram duas semanas desde a prisão de Lula.
Até agora,além de seus advogados, de uma visita dos filhos e do “pé na porta” da comissão de senadores que não tinha como ser vetada, o ex-presidente está, com tudo o que chamam de luxo – uma televisão e um vaso sanitário – numa prisão virtualmente solitária.
Apenas lá dentro está  só, porém.
Pois de dentro de uma cela, Lula continua a ser o assunto político mais importante do país.
Pouca atenção, fora das redações de jornais e tevês, se dá às pesquisas que excluem seu nome da disputa.
E assim acontece porque se sabe que, direta ou indiretamente, ele está na disputa.
Tanto que o conservadorismo ainda bate cabeça tentando fazer de Joaquim Barbosa seu novo Luciano Huck: um candidato sem propostas, sem idéias para o país e sem história política, exceto a que fez ao politizar o Supremo Tribunal Federal.
Têm dúvidas sobre o que o temperamento arrogante e grosseiro do ex-ministro lhes possa aprontar numa campanha com sua arrogância e antipatia no trato pessoal. E temem que sua disputa com Jair Bolsonaro se torne um duelo de coices.
E Lula lá, quieto, esperando a hora de falar, porque a sua fala não será uma proposta, mas um comando para milhões de brasileiros.
Nas suas decisões, vai pesar menos sua simpatia pessoal que a orientação que cada candidato irá assumir, como Getúlio Vargas superou suas mágoas com Eurico Gaspar Dutra , a quem considerava “um homem primário, instintivo, desconfiado, desleal, com ambições superiores ao seu merecimento” e, pouco mais  de um mes depois, às vésperas das eleições, diante do perigo da vitória dos americanófilos de Eduardo Gomes, escreveu uma pequena carta pedindo que os trabalhadores lhe dessem o voto, no episódio que ficou conhecido como “ele disse”.
Estamos, é óbvio, num país onde a informação anda muito mais rápido e muito mais amplamente do que o Brasil de 1945/46.
Lula sabe que  estão se devorando. Barbosa surge como uma ameaça de morte irreversível para Geraldo Alckmin, já roído por Aécio Neves e por João Doria Júnior.
E que ele, onde está, faz bater no vazio o discurso de ódio que serviu para levá-lo à solitária onde Moro e a juízaque acha que as Regras de Mandela “não vêm ao caso” em Curitiba.
Curitiba é a Fazenda do Itu de Lula, o exílio, o martírio e a sublimação de quem voltará apenas porque “por vocês valeu a pena nascer e por vocês valerá a pena morrer”.