sábado, 21 de julho de 2018

Dilma recebe recado em sobremesa de restaurante

Dilma recebe recado em sobremesa de restaurante; veja

Petista não informou onde fica nem qual é o estabelecimento

Dilma recebe recado em sobremesa de restaurante; veja
Notícias ao Minuto Brasil
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POLÍTICA HOMENAGEM
Aex-presidente Dilma Rousseff (PT) postou em rede social uma homenagem feita durante uma refeição em restaurante: “sempre nossa presidenta”, diziam os escritos feitos com cobertura de sorvete na louça que trazia a sobremesa.
Dilma compartilhou a imagem do doce em seu perfil no Instagram nessa sexta-feira (20). “Uma delicada gentileza que me encheu o coração de alegria. Muito obrigada”, escreveu na legenda.
A petista não informou onde fica nem qual é o estabelecimento.

JUDICIÁRIO Ministro Dias Toffoli não se renderá a pressões, afirma Kakay


JUDICIÁRIO

Ministro Dias Toffoli não se renderá a pressões, afirma Kakay

Para criminalista, próximo presidente do STF tem a tarefa de pacificar a Corte, sob tensão devido à atuação da ministra Cármen Lúcia, que se recusa a pautar julgamento sobre segunda instância
por Eduardo Maretti, da RBA publicado 20/07/2018 19h00, última modificação 21/07/2018 01h20
SERGIO DUTTI/UOL/FOLHAPRESS
Kakay
"Uma questão que temos que debater é o excesso de poder da presidência do Supremo", diz criminalista
São Paulo – “Se tem alguém que não vai sofrer (com) pressão da mídia é o ministro Dias Toffoli. Ele se consolidou, na minha visão, como um grande ministro, mesmo tendo sofrido uma pressão midiática contrária no início, com observações que, às vezes, fugiam até mesmo ao mínimo que se espera de uma mídia independente.” A opinião é do advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, sobre as crescentes tentativas de intimidar o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que em setembro assume o cargo de presidente da Corte, no lugar da ministra Cármen Lúcia.
Os ataques a Toffoli refletem o temor da chamada “grande imprensa” de que o ministro, uma vez presidente do tribunal, faça uma gestão favorável a Lula e acabe pautando as Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) 43 e 44, que discutem a prisão após condenação em segunda instância, antes das eleições.
Lula está preso porque, em outubro de 2016, por 6 votos a 5, o STF consolidou entendimento de que a antecipação da execução da pena é constitucional, invertendo jurisprudência de 2009, pela qual a sentença só seria executada depois do trânsito em julgado.
Na atual composição do tribunal, são considerados votos certos contra a prisão (e, portanto, a favor de Lula) o decano Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Toffoli, Gilmar Mendes e Marco Aurélio, este o relator das ADCs 43 e 44, que a presidenta Cármen Lúcia se recusa a pautar. Rosa Weber continua sendo incógnita, embora tenha votado contra a prisão em 2016.
Um dos criminalistas mais importantes do país, Kakay considera que Toffoli amadureceu na presidência do Tribunal Superior Eleitoral. “No TSE ele foi um grande presidente e, ao longo do tempo, se tornou um dos melhores ministros do Supremo, não só com profundidade, independência e coragem, mas você pode notar nas sessões que poucos ministros debatem sem ler. A maioria leva o voto escrito. Toffoli tem tranquilidade e segurança de fazer um enfrentamento das questões mesmo sem ter voto escrito.”
Para ele, o ministro “cada vez mais se revela independente, sério e extremamente competente". Ele diz esperar que, na presidência do tribunal, sua posição será coerente com esse perfil.
No STF, onde fez a sustentação contra a prisão em segunda instância no Plenário em 2016, o advogado lembrou então aos ministros da corte que a decisão da prisão antecipada poderia levar não apenas “dez, 15 ou 20 poderosos para a cadeia”, mas dezenas de milhares de pessoas “que não têm sequer a assistência de uma defensoria pública”. Kakay assina a petição da ADC 43, ajuizada pelo PEN.
“Àquela altura, o ex-presidente Lula não tinha sido julgado. Se as ADCs tivessem sido julgadas naquele momento, a personalização do nome do Lula não teria nenhuma influência. Por sinal, quando entrei com a ação 43, o Lula não era sequer processado. Infelizmente, a ministra Cármen Lúcia, não se sabe o motivo, não quis julgar, mesmo contrariando o interesse da maioria dos ministros do Supremo.”
A recusa sistemática da presidenta da mais alta Corte do país em não pautar as ADCs não só desafia ministros como o bom senso e o relator das ações, ministro Marco Aurélio, que já cobrou Cármen publicamente, inclusive na sessão em que o Pleno julgou e negou habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "Que isso fique nos anais do tribunal: vence a estratégia, o fato de vossa excelência não ter pautado as ADCs”, atacou o relator na ocasião, dirigindo-se a Cármen Lúcia. 

Poder da presidência

“Uma questão que temos que debater é o excesso de poder da presidência do Supremo de delimitar e definir a pauta. Evidentemente, ainda que o presidente tenha o poder da pauta, ele não pode fazer isso com a maioria dos ministros”, observa Kakay, que, após 35 anos de trânsito pelo STF, afirma nunca ter visto tensão semelhante à que o tribunal vive hoje. “E isso exatamente por falta de pulso, coragem e determinação da ministra Cármen Lúcia para colocar para julgar as ADCs e definir essa questão.”
Cármen deixará para Toffoli administrar não apenas a divisão da Corte, como também a pesada pressão que o ministro já sofre da mídia corporativa, acusado de ser aliado de Lula e do PT por ter trabalhado para o partido. Porém, a mídia não se lembra de abordar as relações públicas do ministro Alexandre de Moraes com a cúpula do PSDB.
Para o criminalista, a posição de Toffoli é delicada. “Entendo que o ministro Toffoli talvez não coloque imediatamente as ADCs para serem julgadas. É uma questão que domina as tensões do país. Nenhum presidente da Suprema Corte quer entrar colocando uma questão com essa tensão, deixada pela ministra Cármen Lúcia, que tinha que ter colocado para julgar”, diz.
“Então, pode ser que Toffoli coloque as ADCs somente após as eleições. Eu batalho muito para se definir logo essa questão, e tenho feito esse apelo à ministra Cármen Lúcia desde setembro do ano passado, em vão. Mas, embora seja um dos maiores defensores da necessidade de julgar logo as ADCs, eu entenderei se, no momento em que assumir o Supremo, em nome de uma pacificação, o ministro Dias Toffoli entender que não deve julgar isso antes das eleições”, pondera Kakay.

A capa da Veja é ironia com a morte da sua Editora Abril?

A capa da Veja é ironia com a morte da sua Editora Abril?

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Dos anos 70, guardo a memória da Veja como “sucessora” (ainda que tenham sido, em parte, contemporâneas) da Realidade, talvez a melhor revista de reportagem que este país já tenha tido.
Dos anos 80 e 90, seu perfil foi se tornando cada vez mais conservador e a inteligência, minguante.
Nunca, em uma publicação que não estivesse sob a direção de pessoas que não se deixassem dominar pela ignorância arrogante, a história do “Boimate” – uma cópia de uma brincadeira de 1º de abril que anunciava um boi geneticamente modificado , cuja a carne já continha molho de tomate! – teria sido sustentada.
Mas Veja , embora piorando a olhos vistos, ainda tinha bons repórteres e reportagens.
Na segunda metade dos 90, entregou-se de vez a agitar a bandeirinha das privatizações, assanhada com o governo Fernando Henrique. Ainda sobravam, porém, espaços para que as evidências de negociatas fossem noticiadas.
No Governo Lula, porém,  tornou-se apenas um panfleto de quinta categoria: grosseira, ofensiva, sórdida.
Mas ainda tinha importância, que foi sumindo, como foram sumindo seus assinantes.
Deixou de ter uma redação para ter um valhacouto.  Ali se juntaram quem via o jornalismo como uma gazua e os que viam, mesmo, como o exercício sádico da mentira e da perversidade. Exceto, claro, os carregadores de piano que trabalham anonimamente, para viver.
Esta semana, a Editora Abril, onde a Veja era a jóia da coroa, na prática, faliu. Os herdeiros, já netos, do imperador Victor Civita, foram varridos da direção por ordem dos bancos credores da empresa.
Nomearam-se liquidantes.
A capa da edição que está indo às bancas é uma fina e trágica ironia.
Fala do crescimento da mortalidade infantil após o golpe do qual ela foi a grande protagonista na mídia.
Mas o cadáver que se expõe é o seu próprio.

Ninguém acredita na vida real

Ninguém acredita na vida real

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“Eu te dou a vice”; “Fulano ganha 20 segundos no horário eleitoral”; “Libera o 38, pelo menos”; “Não conheço do habeas corpus por falta de legitimidade do impetrante”.
Tudo isso que você lê no noticiário político – pouco mais, pouco menos com estas palavras – é  apenas a “casca da ferida” deste país machucado.
O mundo real, fora deste universo paralelo onde vive a elite política (que inclui a das corporações de Estado e as empresariais) está batendo à porta, cada vez mais furiosamente e eles teimam em não ouvir.
Nem o Caged, registro do Ministério do Trabalho que contabiliza as vagas formais de emprego em empresas estruturadas, conseguiu mais sustentar o engano dos números positivos.
O desemprego volta a crescer, agora sobre um patamar já imenso.
O Serasa, longe de ser uma instituição “lulopetista”, aponta um recorde de inadimplência: 62 milhões, quase, ou seja: 40,3% da população adulta está inadimplente.
O IPCA-15, divulgado esta semana pelo IBGE, foi o maior em 14 anos e isso sendo medido sobre uma elevação imensa, a de junho, provocada pela paralisação dos transportes. preços coletados depois da normalização, na média, subiram, mesmo com a retração naqueles absurdos 10 reais pela batata ou pelo tomate.
Não é preciso indicador nenhum para ver a pobreza crescendo pelas calçadas, ao menos aqui no Rio e nos bairros de classe média, onde ainda se pode colher os magros frutos da “caridade” que sobraram.
Daí que sobre essa realidade, o latifúndio de Geraldo Alckmin no horário gratuito tem um significado e este significado tem um preço.
Torna-o o candidato explícito do status quo por representar, nas palavras de comentarista política Maria Cristina Fernandes, “uma candidatura que reúne quase toda a Esplanada dos Ministérios, em um governo que tem 94% de rejeição.
“Dize-me com quem andas e te direi quem és”, percebe a sabedoria popular.
A menos, claro, que fosse um personagem com significação própria, o que Alckmin está longe de ser.
É por isso que o seu inegável triunfo da disputa pelo tempo de televisão tem de ser relativizado.
Em primeiro lugar, porque não foi exclusivamente dele, mas tem indisfarçável “dedo de Temer” no “convencimento” do Centrão.
Em segundo lugar, por isso mesmo, o identifica com o “tudo o que está aí”.
Ninguém acredita na vida real, cantou Caetano veloso, mas ela existe.

Cinco séculos de usura

Cinco séculos de usura. Por Nílson Lage

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No finzinho da Idade Média, quando os turcos cortaram a linha de comércio que abastecia a Europa dos melhores tecidos, artefatos e temperos.
Espanha e Portugal, reinos católicos, partiram em busca de novas rotas no grande Oceano. Tinham como capital inicial os bens confiscados de árabes e judeus, que haviam expulsado por hereges.
Com os custos da aventura, o dinheiro logo acabou. Os reis passaram, então, a recorrer aos agiotas – inicialmente holandeses (os Países Baixos eram província de Espanha) e, logo, ingleses – que não se fizeram de rogados, mas cobrariam caro.
A primeira grande fatura extrafinanceira veio quando a Invencível Armada hispano-lusitana foi desbaratada no Mar do Norte pelo pirata Francis Drake, em 1588. A Holanda ganhou independência 60 anos depois, pelo Tratado de Westfalia, não sem antes promover a bolha especulativa inaugural das bolsas de valores: na paixão dos lances, vendiam-se casas para comprar tulipas.
Quando Portugal se separou da Espanha, em 1640, os banqueiros ingleses vieram de novo socorrer. Em 1703, mandaram a conta: o Tratado de Methuen obrigou os portugueses a comprar panos na Inglaterra e não se industrializar. A gastança lisboeta duraria até que todo o ouro das Minas Gerais estivesse nos cofres da City londrina – e o Brasil gritasse sua independência. em 1822,já encalacrado.
Em troca, os ingleses beberam com exclusividade vinho português.
Depois de se livrar de Napoleão, imperador francês, derrotando-o em Waterloo, em 1815, a Inglaterra submeteu, na década de 1850, seu único credor: nas duas guerras mais imorais da História, impôs à China o tráfico de ópio.
A essa altura, tudo mudara na Europa: os produtos das colônias, baratos e de novas espécies (café, açúcar, milho, algodão etc,) haviam destruído em dois séculos a economia feudal. Multidões acorreram às cidades. Mercado amplo, dinheiro farto, mão de obra disponível, conhecimentos recuperados da antiguidade e ampliados após o Renascimento permitiram a Revolução Industrial.
Com ela, o proletariado. A luta de classes, antes escondida nos feudos, apareceria com escândalo. Surtos de agitação social sucederam-se até 1871, quando a França foi derrotada em guerra pela Prússia e se desfez a comuna de Paris, que governava a cidade havia quase dois meses.
Os banqueiros já tinham então a fórmula mágica para acalmar as massas: a recessão. Sujeitas a asfixia econômica, as pessoas não se rebelam, deprimem-se: mastigam o medo e o ódio, que explodiria, afinal, nas guerras mundiais. Fugindo da desgraça, milhões de europeus emigraram; para convencer o mundo a aceitá-los de bom grado, investiu-se no mito da superioridade biológica e mental dos brancos.
O dinheiro extra acumulado na Era Vitoriana foi aplicado em excentricidades e luxo, mas também em ciência: firmaram-se então as bases da revolução tecnológica e cultural do Século XX. Após a sangreira da Primeira Guerr , os bancos mudaram da City, que perdera o charme, para Wall Street, que esnobava o seu: quebraram a cara em 1929, mas se recompuseram com a ajuda de nova guerra quente, que antecedeu a guerra fria. Nesta, aprimoraram-se as técnicas de controle da opinião pública e concederam-se por meio século conquistas sociais sem precedentes, até que a contestação foi contida e se pode retomar a exitosa fórmula imperial.
Agora, a recessão é imposta a ferro, fogo e propaganda à gente do Sul, aos periféricos. Cabe a nós inflar a riqueza dos agiotas que nos exploram, pelo menos, desde a época do descobrimento.
O Primeiro Mundo que se vire, pois, com os imigrantes.